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As ideias da mãe do primeiro-ministro

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A opinião de Maria Antónia Palla, no jornal Expresso, talvez possa ser adotada pelo Governo. Os senhorios não iriam gostar.

“É preciso tabelar rendas e substituir o respeito pelos negócios pelos direitos humanos.”

Vivemos numa economia de mercado. Um prédio ou um apartamento não é um activo bancário. O mercado livre é oferta e procura. Não há tabelas nem rendas controladas.

Em 2019, a OCDE relatou existirem em Portugal 719.000 casas devolutas. E assim ficámos a perceber que já existem casas a mais. Mas os preços sobem… sobem.

Façamos como em Barcelona onde casa desocupada é tomada durante 5 a 10 anos pela Câmara, que a coloca no mercado de arrendamento e dá a renda ao proprietário.
Assim os valores aproximam-se mais dos custos reais. Os socialistas não podem continuar com favorzinhos aos espertalhões que nos comem as papas na cabeça.

Pra quem é, sardinha em lata basta*

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É impressionante o conformismo e a falta de espírito crítico relativamente à necessidade de se ter melhores condições quando automaticamente se compara com as que são piores.

Hoje, num exercício How can school be more cool? (trad: como pode a escola ser melhor?) muitos alunos consideravam que as salas de aula, desconfortáveis e feias, estavam bem porque, e cito, há piores.

Mas este pequeno exemplo não é o único sintoma deste marasmo de exigência e de ambição construtiva que devem pautar uma sociedade, a começar por quem trabalha, estuda, gere ou simplesmente observa. A fasquia sempre em baixo, significando alheamento, desleixo ou desinvestimento, é de uma pobreza mental considerável e também de uma passividade de atitudes que é o contrário de um espírito construtivo e renovador.

Sabemos que há quem goste de mudar e de mudar as coisas e outros nem por isso. Sabemos que os miúdos precisam de quem lhe abra os horizontes. Mas sabemos também que havendo pior também há melhor. O aflitivo está, pois, em quem, em adulto, se conforma com o sofrível ou o razoável quando a ideia é, nos locais de estudo ou trabalho, ter e proporcionar o bom.

*adaptação de um ditado popular da responsabilidade do editor

Menos coronavírus nas prisões

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Os serviços prisionais vão aliviar as medidas restritivas no âmbito do combate à pandemia. Numa diretiva publicada ontem, a Direção Geral dos Serviços Prisionais justifica o alivio com o enfraquecimento da pandemia e a elevada percentagem de reclusos e funcionários prisionais vacinados.

Segundo o documento, as visitas íntimas apenas são permitidas “aos reclusos que já tenham dose de reforço da vacina ou recuperados da infeção nos últimos 180 dias” e, por sua vez, as visitas também tem de ter certificado digital covid-19.

A diretiva refere que “as especificidades dos meios fechados, as comorbilidades e a facilidade com que a doença se propaga em meio institucional, obrigam-nos ainda a algumas cautelas”. Assim, continua em vigor a obrigatoriedade de um período de 24 horas de pausa na entrega de encomendas, sacos e víveres aos reclusos.

No local das visitas vão ser retirados os acrílicos, mas mantêm-se a obrigatoriedade de máscara e testes de diagnóstico à covid-19, que pode ser PCR ou antigénio, para quem não tem dose de reforço ou certificado de vacinação.

Os novos reclusos vão passar a fazer uma quarentena de três dias sem realização de teste, caso tenham a dose de reforço. Os que tenham recuperado da covid-19 há menos de 180 dias não têm de fazer isolamento, nem teste.

Neste momento, há 11.530 pessoas a cumprir penas de prisão, 430 das quais estão infetadas com covid-19. Desde o início da pandemia houve 2.916 reclusos infetados que, entretanto, recuperaram da doença.

Existem ainda 46 trabalhadores e guardas prisionais com covid-19 e registaram-se 1.271 casos que recuperaram.

Segunda a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais a taxa de vacinação de trabalhadores dos serviços prisionais é 87,96% e a dos reclusos é 92,42%.

Que grande seca

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Há anos que especialistas em meteorologia e alterações climáticas nos avisam. Dizem que o clima da Península Ibérica está cada vez mais semelhante ao clima do Norte de Africa. Estamos a assistir à expansão da faixa tropical. O deserto avança para norte, Portugal vai passar a ter ciclos de seca cada vez maiores e cada vez mais frequentes. O aviso tem sido repetido insistentemente, a ver se os políticos agem. Dizem até que os sobreiros no Alentejo não vão sobreviver. De facto, não há sobreiros no deserto.
Estamos, agora, a viver dias em que esses avisos se transformam em realidade. Mais dia menos dia, vamos todos ter de pensar em poupar água a sério. Talvez, deixar de tomar banho diariamente, por exemplo. Não por decreto, mas por decisão pessoal e consciente.

O estado do tempo, segundo o IPMA

Quase todo o território nacional está, agora, em estado de seca. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a seca grave já abrange 91% do território e as temperaturas permanecem acima do normal.

Não chove. Na primeira quinzena de fevereiro apenas se verificou a ocorrência de precipitação nos dias 13 a 15 e em especial na região litoral Norte. Os meteorologistas dizem que se registam valores inferiores a 20 % na região Nordeste e na região Sul, com muitos locais a atingirem o ponto de emurchecimento permanente. Não há sementeiras, não há pasto, o nível da maioria das barragens está extremamente baixo.

fonte: IPMA

Na primeira quinzena de fevereiro, os valores de temperatura máxima do ar estiveram quase sempre acima ao valor normal mensal, sendo de realçar o dia 2 e o período de 7 a 11, com valores médios no Continente próximos de 20 °C. Por outro lado, a temperatura mínima do ar foi quase sempre inferior à normal mensal. Ou seja, as amplitudes térmicas também estão maiores do que costumam ser.

Até ao final de fevereiro não se prevê a ocorrência de precipitação significativa em todo o território. Em relação à temperatura do ar, a tendência será para valores superiores ao normal para todo o território, em especial para a região interior Centro e Sul. Resumindo: que grande seca…

No Kremlin, Putin sorri

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A propósito da crise ucraniana, Ana Gomes diz que Putin se tem dedicado a alimentar divisões na europa democrática, na tentativa de provocar divisões e tensões sociais para desgastar a democracia.

Na opinião desta ex-deputada europeia e ex-embaixadora de Portugal, a sobrevivência do regime russo depende de não haver democracias bem sucedidas na Europa. Entre as diversas táticas usadas por Putin, está o financiamento de movimentos de extrema-direita e Ana Gomes referiu os casos de Le Pen (em França) e Salvini (em Itália). Levando em linha de conta as ligações de Salvini e Marine Le Pen ao Chega, seria interessante verificar estas suspeições.

Na análise que faz, Ana Gomes diz que Putin é um estratega de sucesso. Adquiriu influência no Médio oriente, nomeadamente na Síria, meteu a Bielorrússia no bolso sem gastar um único tiro, prepara-se para extirpar a Crimeia da Ucrânia e que, no final, acabará por não haver guerra e que o atual conflito de baixa intensidade será mantido. Na América, depois do fracasso do Afeganistão (a somar a outros…), haverá pouca gente disposta a morrer por razões que não entendem. Ou seja, o envolvimento americano numa guerra em larga escala na Ucrânia terá custos políticos que o atual Presidente Biden não deverá querer pagar.

Os europeus têm uma índole mercantilista e a opção pela guerra será sempre difícil de assumir, até porque a Europa não tem exército. Depende dos EUA e da NATO. O mercantilismo europeu é fator que também impedirá a aplicação efetiva das sanções económicas coladas a um “espantalho” para afugentar russos. No Kremlin, Putin sorri…

Hidrogénio, o combustível perfeito

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O hidrogénio já é utilizado, nomeadamente na indústria química, mas agora tem sido alvo de maior atenção em vários setores, principalmente no da energia. A contribuição do hidrogénio para a descarbonização da sociedade poder ser relevante.  

Em muitos aspetos, o hidrogénio é o combustível perfeito. É o que apresenta a combustão mais limpa e o mais eficiente. Se for produzido através de um processo de eletrólise, o hidrogénio pode produzir eletricidade e a eletricidade pode produzir hidrogénio, criando um ciclo energético renovável e inócuo para o ambiente.

Mas este processo ainda está longe de ser eficiente. Os projetos que o Governo vai apreciar são ideias para ultrapassar esta dificuldade e tornar o hidrogénio um combustível acessível à indústria e ao consumo particular.

Se os automóveis passarem a consumir hidrogénio, o que vai sair pelo escape é vapor de água. Por isso, a pensar num ambiente menos poluído, o desenvolvimento deste gás renovável para utilização nos transportes e na indústria é uma aposta interessante.

Algumas marcas de automóveis já têm modelos elétricos cuja energia provém de pilhas de combustível, uma tecnologia que combina oxigénio e hidrogénio para gerar eletrões que fornecem a energia ao motor elétrico do carro.

Hyundai Nexo, automóvel a hidrogénio

O NEXO da Hyundai talvez seja o modelo automóvel mais avançado nesta tecnologia. Mas há outros que já andam por aí. Aqui no Duas Linhas já escrevemos sobre o Toyota Mirai e sobre o projeto do município de Cascais em criar uma frota de transportes públicos elétricos movidos a hidrogénio produzido numa fábrica a instalar no município.

fotomontagem Duas Linhas

A ÉTICA na POLÍTICA

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É conhecida a necessidade, e vontade política, de se alterar a Lei Eleitoral, nomeadamente no que concerne à votação de emigrantes. Não fosse o chumbo do Orçamento de Estado, com a consequente dissolução da Assembleia da República, e a esta hora, provavelmente, essas alterações estariam feitas.

Postos perante a inevitabilidade de novas eleições, e para evitar os constrangimentos habituais, os partidos fizeram um “acordo de cavalheiros” no sentido de se “contornar a Lei” de modo a “agilizar” alguns processos. Esquecendo que expressões como “acordo de cavalheiros” e “contornar a Lei” não cabem na mesma frase. Para já não falar na ironia que é escrever “acordo de cavalheiros” quando nos referimos a políticos…

As eleições decorreram, então, com base no tal “acordo”. Os resultados são conhecidos:

No círculo da Europa o PS conquistou 14.345 (39,63%) dos 36.191 votos válidos e o PSD 9761 (27,05%), tendo o Chega sido o terceiro partido mais votado, com 3.985 votos (11,01%). Foram eleitos Paulo Pisco, do PS, e Maria Ester Vargas, do PSD.

No círculo Fora da Europa, o PSD foi o partido mais votado, com 23.942 (37,09%) dos 64.534 votos válidos, enquanto o PS obteve 19.084 (29,57%), tendo o Chega sido, mais uma vez, o terceiro partido mais votado, com 6.123 votos (9,48%). Foram eleitos Maló de Abreu, do PSD, e Augusto Santos Silva, do PS.

O número total de votantes no círculo da Europa equivale a 20,67% do número de inscritos, o que representa um forte aumento da participação relativamente às legislativas de 2019, quando apenas 12,05% dos eleitores inscritos no estrangeiro votaram.

No círculo eleitoral Fora da Europa, a participação foi de 10,86%, também maior do que a participação de 2019, quando apenas 8,81% dos eleitores registados votaram.

Ora, sabendo-se que os resultados das eleições acabam por desagradar, sempre, a muita gente era previsível que o “acordo de cavalheiros” não durasse muito tempo. Pelo que não espantou que o PSD tivesse apresentado um protesto baseando-o no facto de, nas mesas do Círculo da Europa, terem sido validado votos que não vinham acompanhados de cópia da identificação do eleitor, “como exige a lei”.

Como esses votos tinham sido misturados com os votos válidos, a mesa da assembleia de apuramento geral acabou por anular os resultados de dezenas de mesas, incluindo votos válidos e inválidos, por ser impossível distingui-los, uma vez na urna.

Ou seja, mais de 80% dos votos dos emigrantes nesse Círculo foram considerados nulos, mas com a indicação de que a distribuição de mandatos se manteria, com PS e PSD a conquistarem dois deputados cada. O Edital publicado, sobre o apuramento geral dessa eleição, indicava um total de 195.701 votos recebidos, sendo que 157.205 (o que equivale a 80,32%) tinham sido considerados nulos.

Seguiram-se os recursos de quatro Partidos (Livre, PAN, Volt e Chega) para o Tribunal Constitucional que não teve outra solução que não fosse “declarar a nulidade da eleição nas assembleias de voto do Círculo da Europa” mandando-as repetir.

Todos os portugueses (incluindo os políticos, claro) sabem que, em termos práticos, esta nova eleição nada, mas nada, trará de novo. O PS tem a maioria absoluta garantida e há 99,9% de hipóteses do resultado da nova eleição no Círculo da Europa eleger os mesmos dois deputados para o PS e outros dois para o PSD, como acontece há anos.

De toda esta embrulhada resulta que só em Abril teremos a nova Assembleia da República a “trabalhar” em pleno e o Governo em Maio.

No fim, e não falando já de “ética”, palavra que uso no título da Crónica, deixo estas perguntas:

  1. – Como se sentirão estes políticos ao pedirem a emigrantes, que se deslocaram para votar (alguns deles fazendo centenas de quilómetros até às urnas), tendo-o feito seguindo escrupulosamente as regras que lhes foram transmitidas, para fazerem tudo de novo?
  2. – Que taxa de abstenção teremos, agora, nesta votação, depois de toda esta vergonha, em contraponto com a anterior? 
  3. – Esta “confusão” não era previsível quando do acordo entre os Partidos?
  4. – O que levou o PSD a contestar o resultado no “Círculo da Europa”, onde perdeu, e não no “Círculo Fora da Europa”, onde ganhou?

Eu penso que sei as respostas mas…

Cidadãos tentam travar alterações ao PDM de Cascais

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Um movimento de cidadãos de Cascais está a tentar travar alterações ao PDM propostas pela autarquia. Segundo consta num manifesto divulgado agora, a Câmara Municipal pretende “introduzir numerosas alterações, sendo nítido, na maioria delas, um objectivo comum: a eliminação dos últimos espaços verdes em Cascais, inclusive dentro do Parque Natural, através da sua conversão em solo urbano.”

As propostas camarárias estão neste momento em consulta pública, é a altura certa para serem discutidas e combatidas. Nesse sentido, este movimento de cidadãos que se constituiu em torno da Associação SOS Quinta dos Ingleses, está a tentar sensibilizar a população do município para agressões ambientais que poderão danificar a Estrutura Ecológica Municipal.

Estes munícipes acusam a CMC de “irresponsabilidade” por pretender continuar a construir em zonas de risco, por tsunamis, cheias e inundações. Casos dos projetos para 1100 fogos na Quinta dos Ingleses e um hotel; o loteamento do Bairro da Torre, que propõe dois edifícios para Hotel e Comércio; o loteamento Lombos Sul com 21 lotes para habitação, comércio e serviços; um parque de escritórios; e mais dois hotéis – Hotel Hilton e Hotel Marriot. 

Neste momento, o âmbito desta associação já extravasou os limites da Quinta dos Ingleses, onde existe uma mata que se pretende conservar num local onde a CMC aprovou um projeto de urbanização.

Combater as propostas de alteração ao PDM tornou-se numa urgência. As zonas em risco, na ótica da SOS Quinta dos Ingleses, estão espalhadas por todo o concelho.

Vão desde Birre (no limite do Parque Natural Sintra – Cascais) a Alcabideche, Penha Longa, Carcavelos, Monte Estoril, S. Pedro, Ribeira das Vinhas e Vale de Caparide.

Este movimento de cidadãos apela à ação, através de um email tipo a ser enviado à autarquia, no sentido de evitar decisões políticas que consideram nefastas para o futuro das populações. para ver aqui neste link.

E A GUERRA AQUI TÃO PERTO…

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Há muitos anos, quando um tal de Marco deu um pontapé a uma tal de Sónia, no primeiro Big Brother, na redacção onde eu trabalhava pediram um texto sobre o pontapé. Ao contrário, fizemos um texto sobre a violência doméstica, já que o programa, ainda que fosse o primeiro, não era motivo para uma notícia.

Agora temos os noticiários invadidos porque um tal de um famoso agrediu a sua namorada. A morte de uma mulher vítima de violência doméstica dura dois ou três dias nas notícias, até à próxima vítima. Esta agressão dura e dura, pese embora o facto de todas as instituições terem funcionado, desde o Ministério Público ao Apoio à Vítima.

Os inaceitáveis acontecimentos no jogo entre o Futebol Club do Porto e o Sporting Club de Portugal tiveram palco e palco. Fizeram-se mesas redondas e debates sobre a violência no futebol. Até ao próximo péssimo exemplo…

Em contrapartida, a Ucrânia está à beira de uma guerra, que será nossa, também por envolver a União Europeia, e só muito recentemente teve direito a aberturas de telejornais. E há muito tempo que tudo isto é previsível, ainda que só tenham surgido preocupações quando a Rússia iniciou manobras militares na fronteira com a Ucrânia.

Às vezes parece-me incompreensível a forma como se definem as prioridades de quem ‘rege’ esta Comunicação Social.

Fico a olhar para o último livro que li, pousado na minha estante. Chama-se Nunca e o seu autor é Ken Follett.

Um estudo recente, sobre as Práticas Culturais dos Portugueses 2020, desenvolvido pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, afirma que, em 2020, 61 por cento dos portugueses não leu um único livro, isto também muito motivado por ‘significativas desigualdades sociais no acesso à cultura’, pelos baixos níveis de escolaridade e os escassos recursos económicos.

Dir-me-ão que estou a misturar ideias. Não estou: leiam o Nunca. Façam um esforço e vão entender como o mundo pode estar à beira de uma guerra, sem que ninguém perceba que um louco, numa qualquer parte do mundo, pode carregar num botão e desencadear a guerra nuclear, ou o cinismo da diplomacia e a espionagem. Está lá tudo, desde o supérfluo ao essencial.

Interferências na NET, a guerra já começou?

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Os serviços bancários eletrónicos estão com problemas há dois dias consecutivos. Depois de anteontem ao final da tarde e durante cerca de duas horas os multibancos e terminais de pagamento terem ficado inoperacionais, em todo o pais, o problema voltou a repetir-se ontem.

Sábado, durante parte da manhã, voltou a haver dificuldades de pagamento em supermercados e grandes superfícies e os multibancos voltaram a ficar inoperacionais. Sem possibilidade de levantar dinheiro nem de pagar por via eletrónica, os clientes aglomeraram-se nas filas dentro dos estabelecimentos à espera que a situação normalizasse. Quem não quis esperar, largou carrinhos cheios de compras e desistiu.

A SIBS (empresa que gere o sistema ATM e de pagamentos eletrónicos) confirma a existência de problemas, mas não explica a origem dos mesmos. Fala em “instabilidade” e em “constrangimentos”, mas certamente que os problemas não se devem a condições meteorológicas.

Na memória de todos estão os recentes ataques informáticos a empresas como, por exemplo, a SIC, o jornal Expresso, os laboratórios Germano de Sousa, Vodafone. E há notícias que dão conta de ataques informáticos noutros países europeus e que os relacionam com a crise político-militar na Ucrânia. Na eminência de uma guerra, a internet está a tornar-se num campo de batalha. Não há praticamente nada que hoje não esteja ligado a um sistema computorizado. Nem mesmo as máquinas de guerra.