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Antonio Costa está no lugar errado

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Por causa da falta de habilidade política do senhor Jens, os europeus (e naturalmente os portugueses) vão ver a economia a descer e o pão a subir de preço.

Desde há muitos anos que a invasão da Ucrânia pela Rússia tem estado por um fio. Primeiro foi Durão Barroso e a alemã Merkl a iludir os ucranianos sobre o apoio europeu à economia de Kiev.

A Ucrânia está cheia de russos. Parte do seu território foi doado pelos ditadores soviéticos. E depois tem uma indústria aeronáutica cobiçável. Os russos ganharam há séculos a mania do Império. Lemos isso em todos os jornais. E agora os habitantes da Ucrânia estão tramados.
Também porque o secretário geral da NATO andou a dizer balelas. A União Europeia a enviar euros. Os americanos a falarem. 

E afinal é António Costa quem já anunciou um contingente militar português para incorporar uma força de dissuasão da NATO. Que não vai existir. Muito menos europeia. Somos modestos na economia, mas temos palavra.

Estivesse António Costa à frente da NATO e teria construído uma geringonça para resolver esta questão. É um homem habil. Faria a Putin o mesmo que fez a Jerónimo de Sousa. É pena que Costa não esteja no lugar de Guterres!

O QUE PENSAMOS DA GUERRA (2)

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Vladimir Putin mandou atacar a Ucrânia. Por terra, ar e mar, as tropas russas atacaram e estão a ocupar o território. No outro lado, Joe Biden promete retaliação e a matilha da NATO rosna. Mas não há contra-ataque.

José Milhazes
Rui Tavares
Isabel Duarte
Hélder Dias

Link para o primeiro bloco de opiniões recolhidas.

O QUE PENSAMOS DA GUERRA

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Paulo Pedroso
Raquel Varela
Carlos Narciso
Carla Castelo

Link para o segundo bloco

“É loucura odiar todas as rosas só porque uma te espetou.”*

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Piloto da força aérea, em tempo de guerra, escreveu um livro encantado que se tornou no segundo livro mais lido de sempre, em todo o Mundo. Falamos de Antoine Saint-Exupéry que, aos 44 anos de idade, era o piloto mais velho do seu esquadrão quando foi abatido ao largo da Córsega, no Mediterrâneo.

Antoine já tinha antes sobrevivido a vários acidentes aéreos. Num deles, depois de uma aterragem forçada no deserto do Sahara, viveu uma experiência extrema que o inspirou a escrever O Principezinho.

Sem mapas nem comunicações, ele e o mecânico andaram perdidos, algures na Líbia, entre as dunas, somente com alguns mantimentos – um cacho de uvas, duas laranjas, um termo de café, uma tablete de chocolate e um pacote de bolachas. Ao fim do segundo dia, já nada sobrava dessa comida. Ao quarto dia, estavam desidratados, sem forças para andar mais. Foi quando uma caravana de berberes passou por eles. Salvos pelos nómadas, quando já estavam às portas da morte.

No livro, o narrador é um aviador que cai no deserto e ao acordar, depois do acidente, dá de caras com um rapaz de cabelos de ouro e um cachecol amarelo, que lhe pede para desenhar uma ovelha.

O conto foi escrito em 1942 nos Estados Unidos. Quando, em abril de 1943, Saint-Exupéry deixou os Estados Unidos para combater as tropas nazis, deu o manuscrito à sua companheira, a jornalista Sylvia Hamilton.

Esse manuscrito está agora, pela primeira vez, exposto em Paris, no Museu de Artes Decorativas. Não se trata apenas de mostrar velhas folhas de papel escritas à mão, também pode admirar os belíssimos desenhos que acompanham a narrativa. Saint-Exupéry afinal não era só um fantástico contador de histórias, também era um notável artista plástico.

Quem for a Paris, quem viver em Paris, tem a rara oportunidade de admirar este tesouro literário, incluindo vários desenhos e aguarelas originais. Algumas nunca antes vistas como o pequeno príncipe com um cachorro, um periquito e um caracol.

O Principezinho foi escrito para ser lido por crianças e entendido por adultos. Saint-Exupéry dedicou-o ao seu melhor amigo.

“Peço às crianças que me perdoem por dedicar este livro a um adulto. Tenho uma boa desculpa: este adulto é o melhor amigo que eu tenho no mundo. Tenho outra desculpa: este adulto pode entender tudo, até livros para crianças. Tenho uma terceira desculpa: ele vive em França, onde tem fome e frio. Precisa de consolo. Se todas essas desculpas não são suficientes, então quero dedicar este livro à criança que este adulto já foi. Todos os adultos já foram crianças (mas poucos se lembram.) Então eu corrijo a minha dedicatória: Para Léon Werth, quando ele era criança.”

*frase de O Principezinho

Twitter declara Ventura racista e xenófobo

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Para o Twitter, André Ventura é racista e promove a violência racial. Depois de três suspensões temporárias e de uma proibição de publicar, eis que o Twitter corta o mal pela raiz e acaba definitivamente com a conta do deputado Ventura.

A partir de agora, só reentrando na rede social clandestinamente. Se nos próximos dias aparecer uma nova conta no Twitter em nome de um André Claro ou André Amaral, já sabem que é o senhor deputado a utilizar outros apelidos que constam do seu nome. De pouco lhe servirá. Primeiro, porque poucos saberão que é ele. Depois, porque se enveredar pelo mesmo caminho da ofensa acabará por ser de novo expulso da rede social.

“A FINALIDADE DO TWITTER É PROPORCIONAR O DIÁLOGO PÚBLICO. VIOLÊNCIA, ASSÉDIO E OUTROS TIPOS DE COMPORTAMENTOS SEMELHANTES IMPEDEM QUE AS PESSOAS SE EXPRESSEM E DIMINUEM O VALOR DO DIÁLOGO PÚBLICO GLOBAL. NOSSAS REGRAS FORAM CRIADAS PARA GARANTIR QUE TODAS AS PESSOAS POSSAM PARTICIPAR DO DIÁLOGO PÚBLICO COM LIBERDADE E SEGURANÇA” – in TWITTER.

Claro que o deputado Ventura está agora a vitimizar-se, mais uma vez. Fala em censura e mais não sei o quê, como diria o humorista RAP se lhe apetecesse falar neste assunto.

colagem fotográfica / imagem ilustrativa

Arquitectura e pintura – um casamento feliz

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Fiquei seduzido desde o primeiro encontro com a pintura de Filipa Oliveira Antunes. Foi no Salão de Outono do Casino Estoril, em 2017. Era mágica a forma como envolvia a arquitectura na paisagem, num halo de poesia a transportar-nos para outras paragens, oníricas quiçá, a mostrar-nos que a realidade pode ser trampolim para o sonho.

Decerto tal não aconteceu apenas comigo, porque, logo em 2018, a mesma galeria albergou o seu «Um Adeus Infinito». Um dos quadros chamava-se «Simonetta» e sobre ele tive ocasião de publicar esta nota, a 19 de Março desse ano:

            «Apostaria que é, de novo, o olhar de Filipa Antunes a espraiar-se pelo azul da costa cascalense, as algas assumem-se em primeiro plano e há riscos brancos a varrer o horizonte. Uma nuvem se adensa ao fundo. E se casas são, as da costa, de negrura se vestem, a contrastar com a chapada de luz a rasgar o céu e a espelhar-se, resplandecente, numa réstia de água…».

            E terminava assim a minha recensão:

            «Apetece sentar-se na sala, em contemplação demorada. No silêncio, deixando a Beleza inebriar-nos».

A mesma sensação temos agora com esta sua 3ª exposição individual a que deu o nome de «Andorinha que vais alta!», inspirado na quadra de Fernando Pessoa: “Andorinha que vais alta, / Porque não me vens trazer / Qualquer coisa que me falta / E que te não sei dizer?”.

Natural de Lisboa, onde nasceu em 1973, Filipa Oliveira Antunes é Mestre em Arquitectura da Habitação, Doutora em Urbanismo e lecciona, desde 1997, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Dela quisemos saber mais.

– Que a seduziu para seguir Arquitectura?

– Conheci a Arquitetura pela mão de uma professora de liceu que marcou a minha geração pela sua capacidade pedagógica capaz de envolver os alunos em projetos reais e de significativo impacto na comunidade. Deu-nos a conhecer a Arte na sua amplitude e, desde muito jovem, tive a certeza que queria aplicar o gosto pelo desenho e a minha criatividade na transformação do espaço. Os meus pais e o meu avô materno são igualmente decisivos no percurso que escolhi e desenvolvi. Aprendi com eles a arte de produzir e de concretizar um determinado objetivo artístico ou técnico e hoje tenho a consciência de que isso é um pensamento muito arquitetónico. 

– «Mestre em Arquitectura da Habitação»: que linhas mestras desenvolveu na sua dissertação de mestrado?

– Na continuidade da formação em arquitetura, terminei a licenciatura em meados dos anos 90, e participei em diversos projetos de construção, nomeadamente no Parque das Nações – EXPO98. Essa experiência levou-me a querer aprofundar o tema da habitação. Fiz um Mestrado com especialização em arquitetura de habitação e desenvolvi uma linha de investigação centrada na morfologia dos Pátios e Vilas de Lisboa. Uma matéria que junta a arquitetura ao urbanismo e que me leva mais tarde a fazer a tese de Doutoramento sobre loteamentos, na relação projetual entre o espaço público e o edificado.

– A habitação para o homem, a habitação para o ambiente – dois binómios a ter sempre presentes, não é verdade? Que regras imprescindíveis há aí a cultivar?

– Ser arquiteta é uma enorme responsabilidade. O território natural é de uma beleza inigualável e a arquitetura tem a missão de o potenciar. Assim como os ambientes urbanos devem corresponder aos valores da ecologia humana. Sendo a Arquitetura uma das profissões mais complexas, pela natureza das escalas de intervenção, diria que a regra passará por encontrar o carácter sensorial e emocional que os espaços podem evidenciar sobre a ética da apropriação humana. 

– Da Arquitecta e da Professora para a Artista que decide expor – porquê?

– Em 2021 assinalo os 25 anos de desempenho profissional na área da prática da arquitetura que tenho desenvolvido paralelamente com a atividade académica, como professora de arquitetura. Tendo começado a trabalhar muito cedo em ateliers de arte e de arquitetura, ainda enquanto estudante na faculdade,  aplicando o meu gosto pelo desenho, acabei por desenvolver bastante esta capacidade. Aos 19 anos estava a desenhar cenas da bíblia para vitrais de igreja, e todos esses trabalhos foram abrindo caminho e oportunidades para expor os meus desenhos e mais tarde pinturas.

– Andorinha / Primavera – que mensagem a desta exposição?

– Esta é a minha 3ª exposição individual na Galeria de Arte do Casino Estoril –Andorinha que vais alta – transporta para a pintura a mensagem de poetas, ceramistas e músicos, uma mensagem de renovação e de identidade nacional revista na esperança de um novo ciclo. Quis trazer para as telas uma perspetiva de voo mais alto em analogia com a vida, a nova vida que todos temos e que aprendemos na superação e na proteção.

– Algum dos quadros lhe merece predilecção?

– Vivo cada quadro com muita intensidade, o processo criativo é de uma exigência transformadora, e nesse sentido posso destacar o primeiro que produzi para esta mostra e que abriu caminho aos restantes – Voo em perspectiva – por ser também  arquitetónico e poético.

– Bem haja, Filipa! E permita-me que, a concluir, eu realce também a sua «história verídica», a da andorinha que tenta reanimar a amiga que jaz ferida. Gosto da asa angelical da ‘socorrista’ e considero este um bem oportuno apontamento quando se soube, há dias, que, em França, um homem caído na rua acabou por morrer por ninguém lhe ter dado atenção… A Arte é também isto: suave anátema contra a indiferença – que, no dia-a-dia, há momentos, os bons e os menos bons, os belos e os menos agradáveis que demandam a nossa atenção. Bem haja!

E, claro, a terminar, o convite, leitor: passe pela galeria do Casino – « Andorinha que vais alta» espera por si até 7 de Março.

Galeria de Arte do Casino Estoril

Ivo Rosa operado ao coração

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Operado de urgência ao coração, o juiz Ivo Rosa está de baixa médica por tempo indeterminado.

Ivo Rosa é um dos juízes do Tribunal Central de Instrução Criminal e tem alguns dos casos judiciais mais mediáticos. A instrução do caso Operação Marquês será, talvez, o mais mediático, porque envolve o antigo primeiro-ministro José Sócrates, a par do caso BES.

Ivo Rosa mantém um aparente litígio com o colega Carlos Alexandre, o que um decide o outro contraria logo que pode. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o arresto aos bens de José Manuel Espírito Santo, no caso BES. Carlos Alexandre tinha-lhe congelado a pensão (dos 30 mil € José Manuel só estava a receber cerca de 2.100 € por mês), arrestado prédios e automóveis. Quando a instrução passou para as mãos de Ivo Rosa, os arrestos foram levantados. Agora, o processo terá de ser atribuído a outro juiz.

A cirurgia ao coração terá sido realizada esta manhã, depois de ontem Ivo Rosa ter ficado internado num hospital de Lisboa. Era urgente, passou à frente da lista de espera.

O juiz tem 55 anos, nunca casou, não tem filhos, dedica-se a tempo inteiro à profissão.

A economia da guerra

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A guerra será o principal argumento para o preço do petróleo disparar em alta. Atrás do petróleo irá tudo o resto, desde a alimentação, ao vestuário, serviços, tudo irá ficar mais caro. Os americanos dizem que irão substituir a falta do gás russo pelo seu próprio gás. Mas não dizem a que preço. E o gás americano precisa de atravessar o Atlântico em navios-tanque para chegar à Europa. Será uma procissão de navios-tanque. Uma linha de abastecimento vulnerável, mesmo não sendo alvo direto de ataques. Qualquer grupo terrorista vai querer fazer o gosto ao dedo. Fazer explodir navios-tanque cheios de gás deve dar um espetáculo lindo de se ver.

navio-tanque de transporte de gás

Quem ganha com a guerra

Numa entrevista à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, alerta que estamos à beira de uma nova crise económica mundial.

“Pode ser que estejamos à beira do desencadear de uma nova crise económica global, a juntar-se à crise financeira de 2008-2009 e à mais recente crise da covid-19. Poderá ser catastrófico”, disse António Mendonça, nas declarações à Lusa.

António Mendonça acredita que “Portugal não será seguramente o mais afetado”. Para o economista, “o que está a acontecer era previsível e, mais uma vez, os americanos têm marcado a dinâmica da resposta ocidental, o que não deixa de ser prejudicial para a própria União Europeia que corre sérios riscos de perder completamente a iniciativa numa questão em que os europeus serão sempre os mais afetados”, argumenta.

“Naturalmente que os impactos sobre os preços serão grandes, com todas as repercussões em cadeia”, mas as consequências mais negativas serão, sobretudo, para a Rússia.

Já os Estados Unidos podem vir a ser bastante beneficiados, lembra o Bastonário, “com o desvio das importações europeias”. Contudo, lembra que “não será fácil substituir de um momento para o outro mais de 20% do gás consumido na Europa”.

Os sacrifícios tocarão a todos os países europeus, no entanto Portugal “pode ser uma oportunidade para fazer valer os projetos energéticos”, diz António Mendonça, “designadamente o papel do porto de Sines” e reforçar “o sistema de transporte energético na Península Ibérica e as suas ligações com a Europa”, defende, acrescentando poder ser “uma boa ocasião para a União Europeia pensar como unidade e não como um somatório de interesses dos mais fortes”.

Um milhão de computadores

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Com alguma surpresa, muitos pais de alunos estão a recusar os novos computadores portáteis que as escolas têm para emprestar.

“não levam os computadores porque, entretanto, já compraram um, ou então são casos em que percebem que se trata de um empréstimo que terão de devolver”.

Filinto Lima, Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas

Os computadores têm de ser devolvidos em bom estado no final do ciclo, à semelhança do que acontece com os manuais escolares emprestados a todos os alunos do ensino obrigatório da escola pública que, no final do ano, têm de os devolver.

Mas se um manual pode chegar ao fim de um ano letivo em estado de poder ser reutilizado por outro aluno no ano seguinte, um computador portátil dificilmente sobrevive mais de três anos sem necessidade de ir para a oficina.

Por exemplo, um aluno que receba o computador no 7º ano, terá de o devolver no final do 9º ano. São três anos. Quando for devolvido já a bateria estará viciada, o disco rígido “empenado”, a motherboard cansada… mesmo que a máquina seja pouco utilizada. O tempo mata-nos. Aos computadores também.

Computadores para todos

A pandemia de covid-19, que chegou a Portugal há quase dois anos, fez acelerar o programa de digitalização das escolas. Em 2020, o primeiro-ministro António Costa anunciou o programa de distribuição de computadores por todos os alunos das escolas públicas, cerca de um milhão de crianças e jovens. Esse processo está em curso desde o ano letivo 2020/2021.

Mais de um milhão de computadores já foram distribuídos pelas escolas, numa operação que custou cerca de 400 milhões de euros, confirmou o Ministério da Educação. Quando chegar a altura de os devolver, logo se vê.

Carlos Fino: as verdadeiras fronteiras da Ucrânia

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fotografia partilhada do Facebook de Carlos Fino

A Rússia sofre desde sempre da mania das grandezas. E quando quis voltar a ser grande, substituiu o Czar decadente Nicolau II pelo Lenine ‘novell-czar’ – transportado pelos alemães num comboio especial da Suíça para a Russia, para que a Revolução prevista por Marx não rebentasse em Berlim.

Mas a Ucrânia é fruto das sucessivas doações territoriais de Lenine, em 1922. De Estaline mais tarde, de 1939 a 1945. E por fim Nikita Khrushchov, com a inclusão da Crimeia, em 1954.

Vale a pena ver o mapa que Carlos Fino postou no seu Facebook. Ficamos elucidados sobre a ‘grande Ucrânia’. 

Pior é verificarmos que a NATO, Organização do Tratado do Atlântico Norte, parece querer chegar à fronteira com a China!

A Imprensa Portuguesa tem tratado de forma errónea o caso Ucrânia. Não aprendemos com a guerra do Iraque e as famosas armas químicas.

Por favor, não empurrem Putin para a guerra. Evitem que o homem se sinta tentado pelo síndrome do ’czarismo’ A Europa precisa, isso sim, de paz para se opor comercialmente à China galopante.