É impressionante o conformismo e a falta de espírito crítico relativamente à necessidade de se ter melhores condições quando automaticamente se compara com as que são piores.
Hoje, num exercício How can school be more cool? (trad: como pode a escola ser melhor?) muitos alunos consideravam que as salas de aula, desconfortáveis e feias, estavam bem porque, e cito, há piores.
Mas este pequeno exemplo não é o único sintoma deste marasmo de exigência e de ambição construtiva que devem pautar uma sociedade, a começar por quem trabalha, estuda, gere ou simplesmente observa. A fasquia sempre em baixo, significando alheamento, desleixo ou desinvestimento, é de uma pobreza mental considerável e também de uma passividade de atitudes que é o contrário de um espírito construtivo e renovador.
Sabemos que há quem goste de mudar e de mudar as coisas e outros nem por isso. Sabemos que os miúdos precisam de quem lhe abra os horizontes. Mas sabemos também que havendo pior também há melhor. O aflitivo está, pois, em quem, em adulto, se conforma com o sofrível ou o razoável quando a ideia é, nos locais de estudo ou trabalho, ter e proporcionar o bom.
*adaptação de um ditado popular da responsabilidade do editor



