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GOVERNO DISTRIBUI 1 MILHÃO DE PRENDAS DE NATAL

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1 milhão de famílias vão receber uma prenda de Natal de 240 €, anunciou o primeiro-ministro. É uma boa prenda. A grande maioria destas pessoas nunca recebeu prenda alguma, muito menos uma de valor tão significativo.

António Costa descobriu um filão para apaziguar tensões sociais. Põe dinheiro no bolso das pessoas. Não resolve problema nenhum, mas fica bem na fotografia. Quem é pobre, pobre vai continuar. Este problema crónico só se resolveria com a criação de um rendimento básico suficiente para quem é pobre poder passar a viver com alguma dignidade. Mas, enfim. Este ano há 1 milhão de famílias que irão receber uma prenda inesperada.

VAI CONTINUAR O TEMPORAL, em todo o país

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foto de Ana Catarina Rocha

Nas próximas 48 horas vai continuar a chover em todo o país, avisa o IPMA. Em resumo, os meteorologistas dizem que a chuva poderá ser forte, o vento rijo (30 a 40 km/h), agitação marítima e temperatura amena.

Na carta meteorológica podemos ver uma depressão forte a noroeste da costa portuguesa.

fonte IPMA

Ou seja, a população tem de estar prevenida para a ocorrência de fenómenos meteorológicos mais agressivos e agir preventivamente. Quer isto dizer que antes de pegar no carro para ir trabalhar, convém ver as notícias. Se a proteção Civil enviar mensagens de alerta, convém levá-las em consideração. Em caso de dúvida, mais vale faltar ao trabalho, não levar os filhos à escola, ficar em casa.

Os terrenos estão demasiado saturados com a água que tem caído numa semana de chuva intensa, há condições para tudo ficar de novo inundado se voltar a chover com intensidade.

Três perguntas, depois da morte de um herói…

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Creio que nenhum português, nem os autoproclamados “portugueses de bem”, contesta um princípio elementar de Justiça consignado na Declaração Universal dos Direitos Humanos: perante os excessos de um regime ilegítimo, e desde que proporcionada, toda a resistência é legítima.

Em defesa da liberdade e da democracia, o socialista Maximino Serra praticou atos gloriosos em que arriscou a própria vida, que nunca a de outros. Luta inglória porque, mudaram-se os tempos e mudaram os métodos, mas ainda hoje o “espírito do Tarrafal” sobrevive em muita cabeça bem-pensante.

Vêm estas reflexões a propósito de uma notícia insólita referente a Maximino Serra, surgida precisamente no dia a seguir ao funeral deste herói lendário do PS. Contrariando quanto lhe havia sido garantido em vida, e também pesarosas condolências transmitidas por altos dirigentes a familiares seus, afinal Maximino Serra não deveria ter sido sepultado sob a bandeira de uma organização de que terá sido mesmo expurgado, sem sequer ter sido ouvido.  

recorte do jornal Público de 11/12/2022

Tão “oportuno” esclarecimento partiu do dirigente Carlos César, um Conselheiro de Estado que assumiu por inteiro a responsabilidade por este insólito “saneamento”. Medida tenebrosa, anunciada a título póstumo, mas justificada pela não ultrapassagem de certos trâmites internos.   

Havendo dentro do PS, e não só, quem considere Maximino Serra como merecedor de uma estátua no Largo do Rato, não admira que o “zelo” de Carlos César possa ser considerado como mais um amargo exemplo da crise de valores e desfaçatez, que atualmente atingem a generalidade da nossa classe política.  

E três perguntas se levantam:

Pode alguém, reconhecidamente sob investigação judicial por “desvio” de um navio português, em benefício pessoal, levantar o dedo contra um camarada que, por ironia do destino, “só” participou no “desvio de rota” do famoso Santa Maria?

Pode alguém, cuja ignota família é apontada como um dos mais escandalosos exemplos do uso da política em proveito próprio, sujar a imagem de quem sempre rejeitou qualquer compensação pelos altos serviços que prestou à Pátria?

E pode o PS, “castelo” que ajudei a construir e de onde só sairei à força, promover tão deploráveis comportamentos?

Sem desviar um só milímetro a rota do meu navio, até porque a lista de que fui mandatário obteve recentemente 40% de votos, contra a tendência instalada, gritarei bem alto enquanto puder: NÃO!

Maximino Serra 1935 – 2022

CROÁCIA perde fã icónica

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Ivana Knoll, a mais conhecida adepta croata no mundo, acaba de ser expulsa do Qatar.

As autoridades qataris consideraram que Ivana é um atentado aos costumes locais. A mulher exibe despudoradamente curvas corporais, e isso não pode ser.

Na verdade, Ivana assistiu a vários jogos, em apoio à seleção nacional do seu país, mas no último, no Brasil – Croácia, foi retirada das bancadas por seguranças do estádio.

O que estava ela a fazer? A tirar selfies com quem lhe pedia.

Não há queixas conhecidas contra a presença de Ivana. Também não há notícia de algum jogador ter falhado um remate à baliza da Croácia, distraído pela presença de Ivana nas bancadas. Não há queixas. Estavam todos felizes. Menos os zeladores pela moral e bons costumes do Qatar.

Com isto, o próximo jogo da croácia perde algum interesse.

LISBOA AFOGADA

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É o caos na capital e nos concelhos a norte de Lisboa, com estradas cortadas e muitos prejuízos materiais, por causa do temporal dos últimos dias e que teima em ficar.

Loures, Odivelas, Oeiras, mas também Sintra e Torres Vedras são as regiões mais afetadas, embora em alguns bairros de Lisboa as marcas do mau tempo sejam também evidentes.

De acordo com a Proteção Civil, estão cortadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 8 entre Odivelas e Loures e a EN 250 em Frielas devido ao galgamento do rio.

Estão igualmente cortadas a EN115 na Rotunda das Oliveiras e A-das-Lebres, Loures, os acessos à A8, em Loures, EN115-2 Maxial-Ermegeira devido a um deslizamento de terras, a EN9 Ponte Rol, Torres Vedras, e a Calçada de Carriche, Odivelas, por causa de uma derrocada de terras.

Em Lisboa estão intransitáveis os túneis do Campo Pequeno, Campo Grande, Avenida João XXI e Avenida de Berlim, o Eixo Norte-Sul, a Radial de Benfica, a Segunda Circular no sentido Lisboa Norte, a Avenida Infante D. Henrique junto ao Túnel Batista Russo, a Avenida de Berna, todos os acessos à Praça de Espanha e Avenida Calouste Gulbenkian.

Estão também intransitáveis, a Avenida de Ceuta, Alfredo Bensaúde, Estrada do Penedo, Alcântara (vários locais), Cruzamento Gago Coutinho com EUA, Praça de Sete Rios, Avenida de santo Contestável, Avenida 24 de Julho até Belém e Avenida de Ceuta junto ao acesso à ponte 25 de abril.

Em Sintra, estão cortados o acesso ao IC19 para Rio de Mouro, a N6 (Auto da Boa Viagem), acesso IC16 para a CRIL, e em Odivelas o acesso ao IC19 para a Buraca.

O IP7 está igualmente cortado no sentido Norte-Sul para a Ponte 25 de Abril.

Ou seja, sem transportes públicos para muitos hoje não é dia de ir trabalhar por impossibilidade de chegar ao destino e, para outros, é dia de deitar contas à vida.

Algés 13 de dezembro 2022

Por exemplo, a baixa de Algés, em Oeiras, está hoje de manhã de novo debaixo de água devido às fortes chuvas registadas durante a noite, com lojas e habitações inundadas. Uma viatura ficou soterrada e os dois ocupantes tiveram de ser hospitalizados na sequência de um aluimento de terras no Itinerário Complementar 17-CRIL, onde apenas se circula no sentido Algés-Sacavém.

A autarquia de Lisboa aconselhou as famílias a não levar os filhos à escola e pondera, mesmo, encerrar os estabelecimentos de ensino hoje, até porque há um novo alerta do IPMA de chuva para as 13 horas.

O CÉREBRO COMANDA O CORPO

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São todos fabulosos, mas podemos destacar um que, infelizmente, já faleceu. José Rodrigues Caldeira nasceu em Sintra em 1964. Aos 21 anos ficou tetraplégio em consequência de um acidente de trabalho. Morreu no ano passado, mas foi uma pessoa realizada, que deixou um exemplo raro de como se vence a adversidade.

vídeo da RTP

Fazem coisas de admirar. São exímios com os pés, um pouco como o Cristiano Ronaldo a meter golos, e são incríveis com a boca, um pouco como o Marcelo a dar à língua. Ou seja, têm uma cabeça que funciona muito bem, uma vez que é o cérebro que comanda tudo o resto.

Artistas Pintores Com a Boca e o Pé, um coletivo de pessoas que, devido a acidentes ou questões genéticas, estão privados do uso das mãos e que, mesmo assim, fazem da pintura artística o seu trabalho e realização pessoal.

Sim, pintam com a boca ou com os pés. Não é extraordinário? E vejam só como pintam bem.

Visitem o site deles, comprem o que eles fazem. Agora que é Natal, aproveitem para comprar cartões de Natal feitos por estes artistas. É a única ajuda de que eles precisam.

TÁXISTA AFOGADO, segunda vítima do temporal

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O mau tempo, a noite escura, o lençol de água que cobria a estrada, terão contribuído para o despiste de duas viaturas na zona do Olival Basto, em Odivelas, que caíram à água na ribeira que passa no local.

Os acidentes aconteceram em momentos distintos e no primeiro o condutor do táxi morreu. O corpo foi arrastado pela corrente. A ribeira de Odivelas é afluente do rio Trancão que vai desaguar no Tejo em Sacavém. O corpo foi encontrado no Barreiro, na margem esquerda do Tejo.

Os bombeiros de Odivelas estavam hoje em operações de busca na ribeira e no rio Trancão, quando receberam a notícia de que o corpo do malogrado táxista tinha sido encontrado a dezenas de quilómetros dali, levado pelas correntes.

No segundo acidente resultou apenas um ferido ligeiro que, no hospital, foi tratado aos ferimentos e ao estado alcoólico em que se encontrava. Teve sorte, tendo em conta o que aconteceu com o outro condutor no primeiro acidente.

TEMPORAL VAI CONTINUAR

Não foi a primeira vez que aconteceram despistes no mesmo local, rua da Ribeira da Póvoa, uma zona onde a estrada é estreita e sem proteção para evitar quedas na ribeira.

Com esta morte, sobem para dois o número de vítimas do temporal que assola o país desde 5ªfeira, depois do afogamento de uma senhora em Algés.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alertou hoje a população para a continuação do mau tempo até terça-feira, com chuvas e ventos fortes, reforçando o pedido para uma condução defensiva ou não atravessar zonas de cheias.

Morreu um herói !

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reunião de amigos com Maximino Serra (à direita na foto)

Em 10 de Maio deste mesmo ano, perguntava eu em “Duas Linhas”, num “post” que atingiu quase duas mil visualizações e mereceu dezenas de partilhas e centenas de comentários, quem era Maximino Serra.

Quase desconhecido das populações, Maximino Serra era o irmão mais novo do mítico Manuel Serra, e, inegavelmente, “o maior herói da resistência antifascista ainda vivo”. E, tal como então também escrevi, era “um patriota com sólidas e íntegras credenciais, exibidas até à exaustão, durante mais de 70 anos de luta tenaz e constante pelos valores da liberdade e da democracia”.

Pouco mais do que adolescente, Maximino Serra já se distinguia pela coragem com que se entregava à luta contra a ditadura, tendo visto cair companheiros anónimos, a seu lado, durante o desastrado assalto de Varela Gomes ao Quartel de Beja, em 1961. 

Referenciado pela PIDE, traído por “amigos” e sem apoios, ainda assim logrou refugiar-se durante mais de um ano na Embaixada do Brasil, até sair clandestinamente de Portugal para um acidentado desterro em Marrocos e Argélia. Tendo acompanhado de perto Humberto Delgado, de quem se tornou íntimo, só não conseguiu evitar o seu assassinato porque o general desprezou os seus avisos.

Uma “lenda incontestável” a sua, que sempre seria motivo de honra para um PS fiel às suas raízes, mas que não evitou que “fosse expurgado do seu Partido de sempre”, em abril de 2022. Quem sabe se no termo de alguma “paródia” comemorativa da Revolução dos Cravos?

Condenado por um “crime de lesa-PS”, ao preencher o último lugar de uma lista autárquica independente, Maximino Serra viu-se liminarmente afastado por “ilustres socialistas a quem nenhuma obra notável se conhece”. E tendo ajudado a erguer um Partido assente no sagrado princípio “unidade sim e unicidade não”, até o direito a defender-se lhe foi negado.

Tão pidesco comportamento mereceu a veemente condenação de algumas vozes ainda não silenciadas dentro do PS, como Manuel Alegre e Ana Gomes. Há dias, semanas depois de ter prestado uma gravação ao jornalista Carlos Narciso, Maximino Serra comunicou-me que a sua “expulsão” havia sido revertida. E assim me libertou do “juramento” que lhe havia feito e que publiquei em “Duas Linhas”.

Vítima de infeção respiratória súbita, Maximino Serra faleceu esta semana numa Unidade Hospitalar do interior, na sequência de um curto internamento. Numa altura em que os Serviços de Urgência não são “locais recomendáveis”, e devido a tão inesperado desenlace, perdurará para sempre a dúvida sobre a eficácia e prontidão dos cuidados assistenciais que lhe foram dirigidos. Terá sido mais uma das vítimas da degradação do nosso SNS?

Sem poder, por incapacidade motora, assistir às suas exéquias, resta-me o conforto de saber que amigos comuns fazem questão de cobrir a sua urna com uma velha bandeira do PS, que ele guardava como relíquia. Enterrada a bandeira, que não os seus ideais, também a sua família terá merecido as condolências de algumas ilustres figuras do nosso país.   

Descansa em paz, camarada e herói Maximino Serra! Que a tua chama inspire as novas gerações, rumo ao futuro mais justo e humano por que sempre te bateste.

A CAÇA À MULTA

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Carlos Moedas é uma espécie de “Tio Patinhas”, aquele pato milionário dos livrinhos de banda desenhada dos anos 70 e 80, que tomava banho de imersão no dinheiro do cofre forte onde guardava a sua fortuna em moedas.

Tudo porque os condutores de carros e motas teimam em acelerar (às vezes nem é preciso muito), são apanhados pelos novos radares e a multa não se faz esperar.

A multa vai dos 60€ aos 2.500€, mas vamos pensar que a média rondará os 120€ (para excessos entre os 20 e os 40 km/h).

fonte ACP

Por hora, em Lisboa, há 54 condutores apanhados nessa rede de radares. Fazendo as contas, dá 6.480€ por hora a pingar na Câmara Municipal de Lisboa. Ao final de cada dia, soma 144 mil€. Nos últimos seis meses, a receita foi de 27 milhões e 600 mil euros.

Os radares custaram apenas 2 milhões de euros. Ficaram pagos em 15 dias.

fonte ACP

São 41 radares, fixos. O mapa onde eles estão instalados não é segredo. Mas a malta não liga e anda sempre com pressa em chegar ao emprego ou em voltar para casa. Mas, também é verdade que muitos destes 41 radares estão instalados em vias onde é mais convidativo acelerar um pouco. Ou porque não têm cruzamentos, ou não têm semáforos, ou não têm passadeiras de peões, como é o caso da Segunda Circular. Curiosamente, os locais onde a “colheita” é mais farta é à volta do Estádio da Luz. Na Avenida Lusíada foram apanhados 41 mil condutores apressados. Na Avenida Eusébio da Silva Ferreira, 23 mil.

Muitos lisboetas pensam que estes radares deviam estar colocados nas redondezas de escolas, jardins, zonas residenciais. Isto se o interesse fosse proteger as pessoas. Mas quando se colocam os radares em avenidas com três faixas de rodagem em cada sentido, é mesmo para caçar multas.

MORREU O ÚLTIMO DOS REVOLUCIONÁRIOS

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Era o último de uma geração de revolucionários que combateram a ditadura de Salazar. Com o desaparecimento físico de Maximino Serra, resta a memória livresca e algumas gravações vídeo sobre a História da oposição revolucionária armada de antes do 25 de abril.

Maximino Serra participou em duas tentativas para depor Salazar: a Revolta da Sé e no Golpe de Beja. Em 1958 foi um dos mais ativos apoiantes da candidatura de Humberto Delgado, mais tarde assassinado pela PIDE.

No Golpe de Beja, conseguiu escapar à perseguição da PIDE e refugiou-se na embaixada do Brasil. Depois, desviou um avião em Tires e fugiu para Marrocos. Viveu no Canadá e EUA ao abrigo de um programa de proteção para exilados políticos da ONU. Era assim a vida de quem se opunha à ditadura em Portugal, antes de abril de 1974.

Depois do 25 de bril, aderiu ao PS e foi funcionário do partido. Foi expulso do PS em 2021, depois de ter apoiado e integrado uma lista de independentes nas últimas eleições autárquicas.

Morreu ontem, aos 87 anos