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LISBOA ALAGADA, um morto

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Morreu uma pessoa, mas o temporal continua esta noite. Chove sem parar, Lisboa está debaixo de um dilúvio como há muito não se via.

Depois de na noite de 5ºfeira a parte baixa da cidade ter ficado alagada,  com viaturas completamente submersas, casas e lojas inundadas e ruas transformadas em rios, a noite de 6ºfeira não parece ser diferente.

Ontem, com as ruas alagadas e as tampas dos esgotos rebentadas, muitas viaturas caíram nos buracos e ficaram danificadas. Circular nas zonas de Algés, Belém, Alcântara, 24 de julho, foi uma aventura que acabou mal para muitos, com carros danificados e roupa encharcada.

O IPMA elevou os avisos de amarelo para laranja. Avisou que o estado do tempo iria piorar a partir da meia-noite. E se não se enganou: chove a cântaros, ininterruptamente.

Na 5ªfeira, Carlos Moedas, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, fez um balanço da primeira noite de temporal, que registou um pico de precipitação como já não se registava desde 2014. Foram cerca de 87ml de água (das 17h de dia 7/12 à 01H de dia 8/12).

O IPMA e a CML apelam à população que evite sair à rua exceto em situações de absoluta necessidade e lembram que com a chuva torrencial os túneis vão ficar intransitáveis, e muitas ruas poderão oferecer perigos para automobilistas e transeuntes, principalmente na zona ribeirinha da cidade, a zona baixa de Alcântara, a Praça de Espanha, a Av. 24 de Julho, a Av. Gago Coutinho e todos os túneis e infraestruturas subterrâneas da cidade.

HERÓI HUMILHADO

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Cristiano deve estar a pensar em abandonar a seleção nacional. Se não precisam dele, se são todos tão bons assim, se é para ele ficar no banco, então talvez ele prefira ir embora. Bater com a porta. Deixar o treinador à sua sorte.

Cristiano Ronaldo está no futebol para jogar, marcar golos, ser campeão. São essas as características de sempre de uma carreira, de uma opção de vida, que começou muito cedo, era ele ainda uma criança. É um predestinado, nasceu para aquilo. Mais, não deve saber fazer outra coisa.

Claro que tudo acaba, mas é preciso que acabe bem para poder continuar bem, noutro plano qualquer. E o que se está a passar com Cristiano Ronaldo são sinais de ruptura e de profunda tristeza, muita mágoa.

Muitas vezes foi ele quem salvou a seleção de perder. É bom ter memória e é bom perceber, também, o que Cristiano Ronaldo representa para a imagem de um país medíocre, incapaz de responder às necessidades mínimas de 2 milhões de pobres, número que talvez erre por defeito.

Claro que Cristiano Ronaldo deve estar rico, tem ganho fortunas. São as regras do jogo que está para lá do futebol. A melhor imagem do Portugal/Suiça é a do Cristiano abandonado no banco de suplentes, perante a indiferença da engrenagem que fez do futebol um negócio global. O ativo perde valor, ninguém o quer.

Mas não é bom humilhar heróis. Faz de nós um bando escabroso.

TERRAS ALENTEJANAS NUM LIVRO DO SÉCULO XVI !

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São bem conhecidos e amiúde referidos os preciosos desenhos que Duarte Darmas nos deixou. Natural de Lisboa, onde nasceu em 1465, chegou a escrivão da Livraria Régia e da Torre do Tombo e el-rei D. Manuel I, dado o seu enorme jeito para o desenho, houve por bem encarregá-lo de levantar o estado das fortificações da fronteira.

O seu Livro das Fortalezas constitui, sem dúvida, em plantas e panorâmicas, um manancial a que estamos habituados a recorrer quando se deseja comparar com a actualidade o que havia no século XVI.

Boa ideia foi, pois, a de Santiago Macias, actual director do Panteão Nacional, de – inclusive com a sua larga experiência das terras alentejanas de fronteira – se abalançar a comparar a actualidade, também colhida por drones, com as informações passíveis de serem colhidas nos desenhos e nas explicações com que Duarte Darmas os fez acompanhar, acerca das povoações fronteiriças dos distritos alentejanos (Portalegre, Évora e Beja). Ao todo, 20 terras, por ordem alfabética, desde o Alandroal a Terena.

O título Do Cálamo ao Drone resulta, por isso, deveras significativo, a que se junta, na publicação, o enorme cuidado tido em tudo apresentar de forma clara, o que proporciona uma leitura bem agradável e um eloquente repositório de imagens que dá gosto apreciar.

Esta edição, cartonada, da responsabilidade de Multiculti, Culturas do Mediterrâneo, está datada de 2021, tem 140 páginas. Santiago Macias teve, no texto, a colaboração de Fernando Branco Correia.

Há dias assim…

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Um episódio que não posso deixar de o partilhar convosco.

Antes de mim entrou um idoso, com aspecto de quem acaba de sair da horta, horta pobre, de subsistência. Estava um pouco impaciente. Na mão guardava uns papeis, juntos, com, talvez, uma daquelas pequenas agendas que a minha mãe usava, não importava já o ano, mas aí tinha muitos números apontados, telefones, o valor da sua magra pensão, e algumas datas festivas.

Chegou a vez de chamarem o número que possuía para o atendimento. A principio meio distraído, olhar vago, rapidamente se acerca do balcão quando se apercebe que era a sua vez, a ansiedade sentia-se pela forma como rapidamente coloca um papel no balcão.

“-Não há dinheiro!”, responderam-lhe.

Ficou por segundos catatónico, sem saber que dizer, a tristeza baixou-lhe ainda mais pelo rosto, os suores frios adivinhavam-se, mas rapidamente se recompôs, olhando em volta, e apressou-se a sair comentando baixinho, “nunca há dinheiro”.

Acerquei-me, deste “meu amigo instantâneo”, e indaguei… Que vinha levantar a sua parca reforma, já com bastantes quilómetros feitos, desde Pontével até à sede de concelho, à estação dos CTT’s do Cartaxo. Voltava sem dinheiro, para casa, porque o “plafond” desse dia já havia terminado. Era meio dia.

 “Que o vale é valido por 30 dias”, mas era hoje que o idoso o queria levantar, esteve um mês à espera deste dia, provavelmente, respondi eu, é inadmissível, não posso ficar calado, e é uma situação recorrente. E quando se tem pouco mais de 250 euros para levantar, qualquer dia de atraso é um dia mais de ansiedade inaceitável. O que os noss@s idos@s menos necessitam, depois de uma vida de trabalho árduo, é que um sistema inumano, e uns tantos burocratas financeiristas os tratem como coisas descartáveis.

Vamos ver se conseguimos que esta denuncia chegue longe, porque não será caso único. Tenham um bom resto de dia, coisa que para este idoso não será, certamente.

Francisco Colaço

Por onde vai o nosso património?

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Capitular está fora de questão, mas, sem que cause mossas, por vezes perco a vontade de refletir sobre o “inverno de vida ou de morte”, que se vislumbra. “Tréguas” de curta duração, porque diariamente me chegam mensagens de encorajamento de “resistentes”, tal como eu inconformados com o “golpe de Estado em câmara lenta” que há anos se desenrola no nosso país:

– desde logo na política, onde uma “república aristocrática”, que discretamente protegia uma nova “nobreza”, hoje já nem disfarça a exibição de “direitos hereditários”, inadmissíveis em qualquer democracia;

– na economia, onde o malbaratar de recursos e o despesismo prosseguem, em prejuízo da plebe e proveito dos “cortesãos”;

– no social, onde a injeção de milhões não inverte a degradação do SNS, da SS e da Escola Pública, enquanto a pobreza aumenta e a classe média encolhe;

– na justiça, que servida por Instituições crescentemente manietadas, se revela um “paraíso de pecadores e um inferno de justos”;

– e na cultura, esta uma questão transcendente para a nossa identidade nacional e para o nosso desenvolvimento, enquanto sociedade livre e estruturada.  

A notícia que hoje me “faz doer o coração” vem de longe, oriunda de uma senhora perturbada a quem atribuímos o estatuto de deputada da AR, e que, em dia de inspiração, entendeu exigir a devolução, à Guiné-Bissau, de peças de arte alegadamente “roubadas” por Portugal. Uma exigência bem enquadrada nas patuscas declarações de um seu “colega” do PS que, pertencente à tendência maioritária, defendia a demolição de monumentos emblemáticos alusivos às Descobertas. Qual a admiração, se ainda insistem em reescrever a participação “direitista” do PS, no 25 de novembro?  

Tais declarações provocaram então um forte abalo, mas o assunto depressa “morreu”: porque, reconhecidamente, Portugal deixou incólume todo esse património, muito dele vandalizado e pilhado após a independência; e porque, que eu saiba, também nunca nenhum dos PALOPS alguma vez reclamou oficialmente tal “dívida”.

Então, como explicar que, sem discussão pública e aprovação na AR, o Ministro da Cultura tenha agora anunciado a intenção do Governo em devolver, às ex-colónias, as peças africanas existentes nos museus nacionais? Uma “dádiva” sem qualquer critério e que nem os “interessados” se atreveram a reclamar? Pelo menos que eu saiba…

E até sei algo destas matérias porque, tendo reunido dezenas de milhares de artefactos da época colonial, e não só, entretanto doados ao Museu de Arte e Colecionismo de Cantanhede, nunca obtive qualquer avanço nos meus insistentes contatos para se erguerem “museus da lusofonia” nesses territórios. Intenção que, largamente anunciada, sempre mereceu o total desprezo de todos os Ministros da Cultura do século XXI, com exceção do “malogrado”, e honrado, Luís Castro Henriques. “Alheamento” a que não posso deixar de associar alguns Ministros dos Negócios Estrangeiros, o Instituto Camões e outras entidades, até porque o acervo também se estende às Ilhas.

Tendo, durante duas décadas, tido inúmeros contatos com várias Embaixadas e Consulados, e até efetuado deslocações a Angola e Goa, tendentes à transferência dessas inúmeras peças, nunca nenhum desses esforços obteve qualquer resultado. Resta de toda esta minha ação um protocolo subscrito em tempos com a Embaixada da Guiné-Bissau, com quem ainda mantenho excelentes relações.

Não é meu hábito nomear quem sobressai do comum dos mortais pela sua ignorância, incompetência e irresponsabilidade. Desta vez, porém, não resisto. A personagem que deve aos portugueses uma clara explicação sobre uma decisão absurda e precipitada, até porque “herdou” um processo que desencadeei e que apodrece no silêncio do seu Ministério, dá-se pelo nome de Pedro Adão e Silva.

Aposto que, continuando a agir assim, terá o futuro garantido…

PARA SABER QUEM GANHA COM A GUERRA (sigam o rasto do dinheiro)

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Muito antes da guerra na Ucrânia já a maioria dos Estados gastava rios de dinheiro em armamento. Sempre com o argumento da dissuasão. O Instituto Internacional de Investigação da Paz de Estocolmo (SIPRI) diz que os gastos militares a nível global em 2021 ultrapassaram os 2,1 mil milhões de dólares. Uma cifra que não conseguimos apreender.

Para que querem os governos as armas? Basicamente, para combater o descontentamento político e social e a agitação. Só em raríssimos casos, um Estado teme o vizinho.

Tanto assim que os principais gastadores em armamento são os países membros da NATO. Em termos de poderio militar, o conjunto dos países da NATO não têm rival. Mesmo antes da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, as despesas militares combinadas dos membros da NATO foram mais de 17 vezes superiores às da Rússia e cerca de quatro vezes mais do que a China.

Ora, nada disto impediu que a Rússia tivesse invadido a Ucrânia. Ou seja, os arsenais acumulados da NATO não serviram para evitar a guerra. Mas servem para a prolongar.

Não há um discurso sistemático com argumentação diplomática. Mas há muitos gritos de guerra. A radicalização poderá ter consequências inimagináveis. Um dia destes, algum guerreiro cego de ódio  pode direcionar um míssil para a Central Nuclear de Zaporizhzhia, por exemplo. Ou sobre algum visitante de Zelensky suficientemente ilustre para provocar reações em cadeia. É demasiado fácil lançar gasolina para esta fogueira.

Durante anos, ativistas pacifistas tentaram contrariar, sem sucesso, as influências dos vários complexos industriais militares existentes. Nas manifestações, gritavam que o militarismo alimenta a guerra. Tinham toda a razão. E agora não sabemos como parar esta lógica de violência e retaliação. De ganância e imperialismo.

Nos discursos políticos, os pacifistas foram sempre ridicularizados e a opinião pública mundial deixou-se embalar pelas falas mansas dos que arrecadam chorudas comissões em vendas de submarinos, mísseis, canhões, blindados, aviões de guerra, botas da tropa e comida enlatada. Que nós pagamos.

(alguma informação recolhida em Smoking Guns)

STÉPHANIE TEM RAÍZES EM BARCELOS

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É das poucas novidades verdadeiramente interessantes do Qatar2022, as árbitras entrarem em campo para apitar jogos masculinos. Nunca antes se tinha visto. E acontecer num país como o Qatar é também um pouco estranho.

A primeira mulher a chegar aqui chama-se Stéphanie Frappart. É francesa, de Paris. Mas também é filha de mãe portuguesa, educadora de infância. Stéphanie Frappart nasceu há 38 anos em Le Plessis-Bouchard, no Val d’Oise, a norte de Paris. A mãe dela chama-se Tânia Ferreira, natural de Barcelos.

Stéphanie tentou ser jogadora, mas cedo optou pela arbitragem. Desde então, tem feito história. Em 2003 apitou pela primeira vez um jogo na D1 francesa, em 2011 apitou a final do Challenge de France feminino. Foi a primeira Francesa a arbitrar um jogo profissional da Ligue 2 masculina e também foi a primeira mulher a arbitrar um jogo na Ligue 1 masculina.

Neste mundial já foi a quarta árbitra no México-Polónia e no Portugal-Gana, este último vencido pelos Portugueses por 3-2. Depois do Costa Rica – Alemanha, soma novo marco histórico da sua carreira e na luta pela igualdade de género.

Árbitra internacional desde 2009, foi a primeira mulher a dirigir um jogo de competições europeias masculinas, na Supertaça Europeia de 2019, a primeira num jogo da Liga dos Campeões, e em 2021 apitou também um encontro da qualificação para o Mundial2022, onde agora fez mais história.

Do seu vasto palmarés, consta também o facto de ter sido eleita Melhor Árbitra do mundo em 2019 e em 2020.

A mãe Tânia e a região de Barcelos só podem estar a rebentar de orgulho.

fonte: Lusojornal

A ANARQUIA DAS TROTINETAS

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Durante os confinamentos da pandemia, os acidentes com trotinetas diminuiram, como é evidente. Mas, agora, devem estar de novo a aumentar. A perceção é dos médicos das urgências dos hospitais centrais de Lisboa. Este ano, só no Hospital de Santa Maria já são mais de 200 vítimas deste tipo de acidentes que foram atendidas nas urgências.

Também não se sabe se são turistas ou residentes locais. Em Lisboa há 18 mil trotinetas, um número que só se justifica pelo elevado número de turistas que usam este veículo como meio de transporte e divertimento. E que entulham os passeios quando os abandonam por todo o lado.

A contabilidade relativa a 2018 e 2019 (anterior à pandemia), respeitante às urgências do Hospital de São José, revela 260 feridos. A informação disponível não classifica a gravidade dos ferimentos. A média de idades dos acidentados foi inferior a 40 anos e grande parte dos acidentes aconteceu ao fim de semana, sobretudo depois da meia-noite.

A Revista do ACP faz eco destas preocupações expressas por médicos ortopedistas. Há muito que o ACP pede medidas urgentes para a circulação destes veículos e travar este tipo de sinistralidade.  A falta de regras e de fiscalização transformaram as trotinetes numa questão preocupante. 

Outra contabilidade, proveniente da PSP e da GNR, diz que entre 2019 e 2021, 489 pessoas ficaram feridas devido às trotinetas, isto apesar dos confinamentos.

A autarquia de Lisboa promete regulamentar as trotinetas em 2023. Não só nos equipamentos de proteção que os utilizadores devem usar, como será o caso de capacete, como ainda na obrigatoriedade de deixar as trotinetas estacionadas em locais próprios, para evitar que os passeios fiquem bloqueados com trotinetas abandonadas anarquicamente.

PELÉ

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O imortal Pelé está a morrer. Piorou bastante, nos últimos dias, o estado de saúde de um dos maiores ícones do futebol brasileiro e mundial.

Pelé tem cancro, deixou de responder aos tratamentos de quimioterapia e, segundo o jornal Folha de São Paulo, está já internado nos cuidados paliativos.

Pelé deu entrada no hospital no início da semana para reavaliar o tratamento do cancro no cólon, identificado no ano passado. Foi agora diagnosticado com uma infeção respiratória.

A CORRUPÇÃO É REDONDA COMO UMA BOLA

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Se alguém perguntar qual a razão da FIFA ter escolhido o Qatar para este Mundial de Futebol, não encontra nenhuma resposta válida. Se alguém perguntar para que servirão no futuro 8 estádios de 60 mil lugares cada num país do tamanho do Alentejo, também não conseguirá encontrar uma razão lógica.

Basicamente, tratou-se de ajudar os califas qataris a dar nas vistas. Provavelmente, um serviço que terá sido bem pago, tendo em linha de conta o histórico da FIFA e o poder financeiro do Emir do Qatar.

Os dirigentes da FIFA começaram a ser presos e incriminados em actos de corrupção em 2015. O próprio manda-chuva, Josep Blatter acabou por se retirar da liderança da FIFA devido aos escândalos de corrupção que foram então destapados.

reportagem de 2015

De que corrupção estamos a falar? Precisamente, da compra de votos para eleger países organizadores de mundiais de futebol. Entre eles, este do Qatar.