PARA SABER QUEM GANHA COM A GUERRA (sigam o rasto do dinheiro)

Em maio de 2022, Alessandro Profumo, europeu, banqueiro e administrador de empresas de armamento, disse numa entrevista que "precisamos de forças armadas capazes de defender as nossas casas, o nosso território, e precisamos de uma indústria capaz de fornecer a estas forças o equipamento de que necessitam". E ele deve saber fazer bem contas de somar.

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Muito antes da guerra na Ucrânia já a maioria dos Estados gastava rios de dinheiro em armamento. Sempre com o argumento da dissuasão. O Instituto Internacional de Investigação da Paz de Estocolmo (SIPRI) diz que os gastos militares a nível global em 2021 ultrapassaram os 2,1 mil milhões de dólares. Uma cifra que não conseguimos apreender.

Para que querem os governos as armas? Basicamente, para combater o descontentamento político e social e a agitação. Só em raríssimos casos, um Estado teme o vizinho.

Tanto assim que os principais gastadores em armamento são os países membros da NATO. Em termos de poderio militar, o conjunto dos países da NATO não têm rival. Mesmo antes da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, as despesas militares combinadas dos membros da NATO foram mais de 17 vezes superiores às da Rússia e cerca de quatro vezes mais do que a China.

Ora, nada disto impediu que a Rússia tivesse invadido a Ucrânia. Ou seja, os arsenais acumulados da NATO não serviram para evitar a guerra. Mas servem para a prolongar.

Não há um discurso sistemático com argumentação diplomática. Mas há muitos gritos de guerra. A radicalização poderá ter consequências inimagináveis. Um dia destes, algum guerreiro cego de ódio  pode direcionar um míssil para a Central Nuclear de Zaporizhzhia, por exemplo. Ou sobre algum visitante de Zelensky suficientemente ilustre para provocar reações em cadeia. É demasiado fácil lançar gasolina para esta fogueira.

Durante anos, ativistas pacifistas tentaram contrariar, sem sucesso, as influências dos vários complexos industriais militares existentes. Nas manifestações, gritavam que o militarismo alimenta a guerra. Tinham toda a razão. E agora não sabemos como parar esta lógica de violência e retaliação. De ganância e imperialismo.

Nos discursos políticos, os pacifistas foram sempre ridicularizados e a opinião pública mundial deixou-se embalar pelas falas mansas dos que arrecadam chorudas comissões em vendas de submarinos, mísseis, canhões, blindados, aviões de guerra, botas da tropa e comida enlatada. Que nós pagamos.

(alguma informação recolhida em Smoking Guns)

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