O Chefe do Estado Maior da Armada diz que a Marinha não perdoa atos de desobediência.
“Este ato, que me entristece profundamente”, depois de realizado “não tem retorno, é como se ganhasse uma vida própria”, e “já não é possível ignorar”, foram outras considerações do Almirante. Ou seja, depreende-se que se tudo tivesse ficado no segredo da casa das máquinas do NRP Mondego, não haveria castigo.
“Os nossos aliados, mais tarde ou mais cedo, terão certamente notícia”, disse num discurso a bordo do navio patrulha Mondego e perante toda a tripulação, incluindo os que se recusaram a participar na missão que lhes foi atribuída. Será vergonha pela condição em que o navio português se encontra?
Nas casernas, o mau ambiente extravasa o âmbito deste caso, da própria Marinha. Por exemplo, um oficial da Força Aérea escreve, publicamente, no Facebook que “dar entrevistas é fácil. Complicado é cumprir os mínimos. Aturar chefes que só valorizam a missão, não os homens. E de repente isto mete água. Não me lembro de uma situação tão grave. Mas é o Estado a que isto chegou. E não fica por aqui. É que já chegamos ao ponto em que já não bastam as promessas, as entrevistas, as guerras dos outros que querem brilhar. A malta já não aguenta. Desta vez não há injeções de moral que resolvam isto. A coisa bateu no fundo. Há muito lodo no cais. As estrelas já não brilham no céu. A malta fartou-se!”
O plástico é eterno e está a penetrar na matéria rochosa. Cientistas encontraram um novo tipo de rocha, constituída em parte por material geológico e em parte por plástico que derreteu e se fundiu.
Este novo tipo de rocha foi encontrado numa ilha desabitada no Oceano Atlântico, reserva natural brasileira e refúgio de tartarugas, a ilha Trindade.
“Isso é novo e aterrorizante ao mesmo tempo, porque a poluição atingiu a geologia”, disse à agência Reuters, Fernanda Avelar Santos, geóloga da Universidade Federal do Paraná.
Os cientistas brasileiros fizeram análises químicas para descobrir que tipo de plástico há nestas rochas, a que chamaram “plastiglomerados”, uma mistura de grânulos sedimentares e outros detritos mantidos juntos pelo plástico. Trata-se de plástico proveniente de linhas de pesca abandonadas no mar e que, com o passar do tempo, acabam por derreter e penetrar nas rochas. Este fenómeno acontece na orla marítima, onde o plástico fica exposto ao sol e a temperaturas elevadas. “Quando a temperatura sobe, este plástico derrete e fica incorporado com o material natural da praia”, explicou Fernanda Avelar Santos.
Tudo isto acontece numa ilha remota no meio do Atlântico, a mais de 1.100 quilómetros de distância da costa do Brasil, onde não vive qualquer ser humano. Ainda assim, é o lixo produzido pelo homem que está a mudar este ecossistema.
“A poluição, o lixo no mar e o plástico despejado nos oceanos estão se tornando material geológico preservado nos registos geológicos da Terra.” Uma descoberta científica horrível.
O meu tio Fernando Ribeiro levava-me algumas vezes nas suas viagens pelos clientes e numa delas, ao final da tarde, parou no Queiróz, em Avelãs de Caminho para lancharmos. Foi a minha primeira sandes de leitão e desde então o bácoro é a minha iguaria de eleição.
Pouco tempo depois fui viver para o Sardão onde o velho Patuá na sua mestria assava os leitões e a minha curiosidade irrequieta para lá se inclinava.
À medida que crescemos e vivemos numa terra de artistas assadores vamos percebendo que o Restaurante Vidal do Senhor Vidal Dias Ferreira e da Dona Maria do Carmo têm o melhor leitão e a melhor cabidela do dito.
Não residindo em Águeda há muitos anos, sempre que pude lá voltei para comer o leitão e nunca na minha vida outro comi que não fosse do Vidal (O Ivo é uma excepção, muito boa, do ano passado, por amor à verdade). “Pertenço a uma Confraria, jurei fidelidade…” e lá saía mais ou menos airosamente.
Em Agosto de 2021, de passagem por Águeda, fiquei a saber pelo meu amigo Eduardo Girão que o José Vidal e a Paula Figueira já não estavam na casa que o Senhor Vidal tinha fundado e para a qual o José Vidal tanto tinha dado. Desde muito novo que aprendeu com o pai a assar os leitões e era ele o assador do Restaurante Vidal e o gerente da casa ainda antes do falecimento do pai. Se podemos falar de segredo da arte ou de conhecimento ele está na posse do José Vidal, na sua cabeça, nas suas mãos, na sua experiência, no sentimento e assim foi até ao falecimento mais recente da Dona Maria do Carmo.
Em boa hora o casal abraçou um novo desafio honrando a família de ambos.
Apareci sem avisar nas antigas instalações da fábrica do pai da Paula por indicação do Girão e encontro o José Vidal como sempre agarrado ao batente, a erguer de raiz uma obra que hoje é um orgulho. Mas já lá vamos. Apresentei-me e claro que não me reconheceu bastante mais magro que eu estava! Na altura ainda de porta fechada ao público aguardando as licenças mas já com os amigos de sempre para o ajudarem.
Voltei um ano depois com a minha mulher num fim-de-semana especial para finalmente degustar o meu leitão. Foram anos de espera mas valeu a pena. Naquele almoço com a Cristina estava a minha vida toda, as minhas memórias, as minhas raízes, as minhas braçadas no rio, as horas de apneia debaixo de água com o Noronha, os mergulhos, os sucessos, as angústias, a eterna saudade, até os chapéus de chuva coloridos que vieram depois. Queria mostrar-lhe o barro que me moldou.
Da casa que a Paula Figueira e o José Vidal construiram, um bacalhau sublime para a Cristina e o pormenor do espumante bruto natural que não é apenas um pormenor, é sensibilidade, é distinção.
Voltei com o meu filho mais novo João, com o Noronha e com o Girão para apresentar oficialmente o leitão ao João.
O leitão é uma parte muito importante da sociologia da cultura de Águeda.
O João já brinca comigo porque eu desde que ele é pequenino que lhe explico que para criar um porco é preciso o povo ser sedentário, criar raízes, amar a terra e o espaço, amar Águeda.
Da próxima vez vou juntar os meus dois filhos e, se calhar, quase sexagenário… mas a felicidade não pode esperar.
Há uns meses atrás, estávamos no início do Outono, o presidente da FPF, Fernando Gomes, o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales, e o presidente da Federação Ucraniana de Futebol, Andriy Pavelko, apresentaram à UEFA e à comunicação social, uma proposta para a realização conjunta do Mundial de 2030, pelos três países. A UEFA segundo rezam as crónicas apoiou a medida.
A candidatura em outubro de 2022
Não estivéssemos nós no período mais ensurdecedor da propaganda entre os dois beligerantes, da orla do Mar Negro, e no auge do conflito bélico, olhávamos para esta proposta, como um estado de alucinação dos dirigentes desportivos dos três países envolvidos. Mas aquilo era mesmo para levar a sério?
A candidatura em março de 2023
Eis para meu espanto, quando ouço ontem o Presidente da Federação Marroquina de Futebol anunciar a participação do seu país, com Portugal e Espanha, na organização do Mundial de Futebol em 2030. Isto tudo com a bênção de António Costa e, presume-se, do Professor Marcelo, ele que é um especialista em eventos mediáticos, ainda que nessa altura nenhum deles esteja no poder.
Então, em que ficamos?
Se é verdade que as distâncias quilométricas hoje tendem a reduzir-se, muito por culpa da evolução dos meios de transporte e das telecomunicações, o facto é que da Ucrânia a Lisboa são cerca de 4 horas de avião. Kiev está a dois fusos horários de Lisboa, uma decisão política, uma vez que na realidade são três fusos meridianos. Por exemplo, Istambul no mesmo meridiano tem uma diferença horária de 3 horas de Lisboa.
Quem olhar para o curso desta guerra e a destruição gerada pela invasão russa em território cossaco, percebe que depois de esta terminar, será que podemos usar esta expressão (?), eu iria mais para um armistício, a Ucrânia como país independente estará num estado caótico, das infraestruturas à sua economia e organização demográfica. A própria democracia será uma miragem, no curto prazo.
A própria recuperação económica da Ucrânia, se os EUA não atingirem os seus objectivos estratégicos na zona, acabará como todos os outros países mais pequenos onde houve intervenções armadas directas ou indirectas, por parte das grandes potências, entregue a si própria, com ajudas financeiras muito aquém do necessário para saírem do atoleiro em que se encontram. Foi sempre assim, não é agora que vai mudar.
Então qual a razão daquele devaneio psicológico dos dirigentes federativos dos dois países ibéricos, apoiados de certa forma pelo poder político, para incluírem a Ucrânia na sua candidatura ao Mundial de Futebol, no final desta década? Puro populismo e demagogia para agradar a uma legião de néscios, que acha a guerra uma brincadeira, que se resolve num jogo de futebol entre dois rivais. Não, a guerra é a destruição das nossas vidas presentes e futuras. Há jovens ucranianos nascidos depois do início do conflito com uma perspetiva de vida digna muito baixa.
Se a Ucrânia tiver alguma sorte no meio daquela enorme tragédia, recebendo uns largos milhares de milhões de euros dos cofres comunitários, para se reerguer de novo, o futebol será sempre algo de secundário, diante de tantas necessidades bem mais prementes, como reconstruir hospitais, escolas, creches, universidades, estradas, vias férreas, e pôr a economia a funcionar. Aquilo que me entristece é ver políticos irresponsáveis a fazerem a guerra apenas pela sua voracidade imperialista, e outros que utilizam a demagogia para mostrarem uma falsa solidariedade com quem perdeu tudo na vida.
Foi um espetáculo! Diz quem viu. Terá sido provavelmente um meteorito a passar demasiado perto da Terra. Ao entrar na atmosfera deste planeta, arde devido à fricção provocada pela velocidade.
O fenómeno foi mais visto a norte do que a sul. No Facebook, a maioria dos testemunhos recolhidos pela página ‘Meteo Trás os Montes — Portugal’ reportam o avistamento a norte do país, embora isso também possa resultar de quem frequenta essa página serem pessoas do norte. Dos testemunhos recolhidos, Sintra foi o local mais a sul onde o meteorito foi avistado.
Segundo o Observatório Astronómico de Braga, o evento ocorreu às às 21.07h, na noite de 14 de março. Em Espanha, um perito do Instituto de Astrofísica da Andaluzia refere que o avistamento ocorreu às 22.08, mas trata-se da diferença do fuso horário.
Há muita gente a olhar para o céu, nomeadamente cientistas, mas a verdade é que ninguém percebeu a aproximação desta rocha espacial. Foi assim que os dinossauros morreram.
Tinha uma igreja bonita, de planta irregular, iluminada por frestas como vitrais abertas ao exterior. Sempre encerrada a porta depois das orações do dia, abria-se aos habitantes locais para a missa de domingo. Quebrava-se assim o rigor da clausura dos de dentro, respiravam os de fora a paz sem ruído de um local idílico.
Cada cela minúscula como favo de abelha, tinha varanda condizente aberta sobre um espaço verde. Um pé ou outro de videira, árvores de fruto, legumes, abasteciam a comunidade de irmãs que vivia pacificamente cada dia. Em tempo de férias recebiam senhoras que queriam fazer um retiro espiritual, ou esquecer o ruído das suas vidas a maior parte do ano.
Neste momento está a ser acrescentado por um bloco de apartamentos que pretende condizer com a estrutura….Não interessa que se invoque a necessidade de residências universitárias a preços “módicos” (veremos), rentabilidade da área circundante, outro argumento qualquer. Há tanto imóvel devoluto a precisar de restauro, que podia ser recuperado com sobriedade e conforto para esse fim…O espaço verde que resta, ainda, é uma parcela ínfima de vinha, que pretende “engrossar” os núcleos que produzem as castas das marcas do Carcavelos.
A certa altura garantia-se, em entrevista gravada, que a ideia seria aumentar a área de plantação de vinha nos espaços limítrofes, mas o cerco imobiliário consegue ultrapassar barreiras. Estas cepas hão-de conviver com mais plantação de betão do lado de fora da cerca, num bairro que tem sido privilegiado. Privilégio sustentado pelo desafogo, pela vista de mar, e pelo preço que os moradores pagaram pelos seus apartamentos.
Não está certo. Como explicar aos senhores autarcas deste país, que há projectos que devem ser referendados…que o espaço público é deles e das pessoas que os elegeram…que alterar um PDM para encaixar em cada nicho verde um bloco de betão, é um atentado ao ambiente? Completa descaracterização destas vilas pitorescas!
No lançamento da 1ªpedra das obras de requalificação do mosteiro
É esse mundo que querem legar aos descendentes? Pessoas acantonadas em rectângulos com o nome de bairros, que se tornarão prisões irrespiráveis num futuro próximo? Será impossível sair ou entrar com as mesmas vias de acesso, não pensaram?
Escoar o trânsito pela manhã, quando as crianças entram nas escolas, ou à tardinha na hora de regressar a casa, é um tormento. Nem todos podem viver em condomínios alheios a estas vertigens. Considerando que a cada apartamento correspondem duas viaturas, um prédio de grande volumetria, com quarenta fracções, estimam eles, quantos danos poderá causar?
Ninguém se lembrou de protestar contra a invasão do espaço de Santa Maria do Mar, que devia permanecer visitável como era? Nunca conceberam para o outro, fora da cerca, no bairro antes desafogado, um equipamento social para os mais carenciados?
O concelho precisa de residências sénior a preços comportáveis por uma classe média empobrecida. Também não tem biblioteca para jovens, centro de interpretação ambiental sobre a importância histórica das vinhas circundantes. E aposto que a tudo isto os arquitectos que vão erguer o compacto prédio, dariam uma resposta criativa se fossem chamados a fazê-lo.
Ainda que blocos de apartamentos sejam mais rentáveis a curto prazo, respeitar a Natureza parece ser o desafio mais urgente nos tempos que atravessamos.
Pelos menos jovens e por aqueles que dão agora os primeiros passos.
Numa antiga escola primária, onde em criança estudou um Cardeal Patriarca, estiveram reunidos o Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, um antigo Grão Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, a atual ministra da Justiça, diversos juizes, advogados, autarcas e elementos da PSP e da GNR.
O que foram eles lá fazer, é o que desvendamos no vídeo.
Uma aspiração de há quatro décadas, pois logo que se iniciaram, em 1985, os trabalhos arqueológicos em Freiria, os responsáveis pela Associação Cultural de Cascais chamaram a atenção do Município para a necessidade de se adquirir aquele bonito casal saloio, ao tempo ainda em razoável estado de conservação, embora em vias de acentuada degradação.
O casal saloio antes das obras de recuperação
Era um daqueles exemplares típicos da arquitectura rural do concelho – telhado de telha portuguesa, dois pisos, com acesso ao de cima por escadaria exterior, largo pátio defronte… – que importava preservar, justamente a fim de se recordar que Cascais era litoral, sim, era turismo balnear, mas, até às décadas de 50 e 60 do século passado, as suas gentes também tinham vivido da agricultura, da exploração de pedra, da floricultura, da criação de gado. Uma ‘outra Cascais’ que importava não esquecer. E lá estavam, por exemplo, os moinhos de vento, para o lembrar, no topo de muitas colinas!
Nesse intuito de promover a reabilitação desses imóveis – e muitos há ainda que merecem e devem ser recuperados com a traça antiga! – galardoou a Associação Cultural de Cascais a Casa da Varanda, em Manique, com o Prémio de Conservação e Restauro de Arquitectura Popular, justamente porque o seu proprietário, Eugénio Carvalho, resistindo a todas as pressões, optou, em 1986, por manter a traça original da sua casa antiga (o chão desnivelado, o forno, as paredes nem sempre direitinhas…) quando pensara em a reabilitar.
Casa da Varanda, Manique
Um gesto que muito aplaudimos e, nessa mesma altura, também em Manique, nos regozijámos com a sensata reabilitação que o saudoso José Guedes fizera doutro casal no centro histórico da aldeia.
Gestos que consubstanciam o zelo pela tradição, pela memória, na convicção – certíssima! – que não é apenas a arquitectura urbana ou pomposa que nos caracteriza. Bem o demonstraram Guilherme Cardoso e João Pedro Cabral no livro Povoamento e Arquitectura Popular na Freguesia de Cascais, publicado em 2004; bem o soube relevar a Doutora Luísa Trindade quando publicou A casa corrente em Coimbra. Dos finais da Idade Média aos inícios da Época Moderna, (Câmara Municipal de Coimbra, 2002).
A villa romana de Freiria, com o seu celeiro e o lagar, mostrou à saciedade quanto os Romanos se haviam interessado pela agricultura no seu tempo. O Centro de Interpretação do Espaço Rural de Cascais vai permitir, pois, essa viagem por uma secular tradição, que importa não perder!
O projecto de arquitectura é do arquitecto Miguel Marcelino. Cederam peças para o espaço Armando Caracol e família, Guilherme Cardoso e os descendentes de Henrique José da Encarnação. O projecto museológico foi da responsabilidade do Departamento de Arquivos, Bibliotecas e Património Histórico, sob coordenação de João Miguel Henriques, Maria Conceição Santos e Severino Rodrigues. O design é de Sara Gonçalves e Pedro Gonçalves.
Muito nos regozijamos, portanto, por, ainda em nossa vida, nos ter sido possível ver concretizados esses dois sonhos: a abertura ao público da villa romana (que fica mesmo ali, aos pés do casal do Outeiro…) e a inauguração deste Centro por cuja concretização muito pugnámos! O nosso abraço de parabéns ao brioso e incansável pessoal do Departamento.
Há um sentimento de urgência que regressa, nos grupos políticos e cívicos de defessa ambiental. Depois de anos de luta contra o uso do herbicida glifosato, com avanços e recuos, a Comissão Europeia prepara-se agora para tomar uma decisão final.
O prazo para a tomada da decisão termina em 15 de dezembro de 2023 e, já neste momento, há uma campanha de influenciadores a soldo da Bayer-Monsanto que tenta ganhar apoios (ou comprá-los…) para que essa decisão seja favorável à reintrodução plena do veneno.
Os grupos ambientalistas garantem que a Bayer-Monsanto já lançou o seu exército de lobistas nas capitais europeias, promovendo “reuniões de bastidores com funcionários e persuadindo-os a confiar na sua falsa ciência e a dar-lhes mais anos de lucros descontrolados”, segundo podemos ler nas newsletters divulgadas.
Até hoje, apenas dois estados-membros aboliram o uso de glifosato nos jardins públicos e na agricultura: Áustria e Luxemburgo. Todos os outros tomaram decisões mitigadas e temporárias, sempre sob pressão dos lóbis da agricultura intensiva, da agroindústria, da indústria química.
É uma luta sem quartel, dizem os ambientalistas, porque “a Bayer-Monsanto tem muito a perder e recursos sem fundo – se baixarmos a guarda por um momento, eles garantirão que o glifosato esteja disponível gratuitamente nos próximos anos.”
Sem dúvida que se tratará de um presente envenenado. Os críticos acreditam que o glifosato provoca cancros, envenena a água, mata insetos e animais aquáticos. Os amantes do herbicida, tentam provar que não é cancerígeno e que sem ele a humanidade vai morrer de fome. A Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) confirma todas as potencialidades do veneno, exceto a garantia de que causa cancros. Num relatório publicado em maio de 2022, admite apenas que pode causar lesões oculares graves e que é tóxico para os organismos aquáticos.
Talvez esteja na hora dos movimentos cívicos e partidos políticos interessados na defesa do ambiente renovarem esta luta. Combater a direita que aparece com coelhinhos ao colo que passam a vida numa jaula sem nunca cheirarem uma erva ou a afagar cães condenados à prisão perpétua por uma corrente ao pescoço.
Só a força da opinião pública poderá vencer os milhões que a indústria tem disponíveis para comprar as consciências dos que acreditam que o mundo só existe enquanto eles viverem.
Segundo uma sondagem da Pitagórica encomendada pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP), 70% dos inquiridos mostrou-se favorável ao aumento das multas para situações de flagrante delito na condução com excesso de álcool.
fonte ACP
Segundo esta sondagem, agora divulgada pelo ACP, a maioria dos portugueses é favorável não só ao aumento das multas como, também, ao agravamento de sanções como, por exemplo, a inibição de conduzir ou até penas de prisão.
Mão pesada, mas não em todas as circunstâncias. Os mesmos que responderam a este inquérito, consideram que as penalizações por excesso de velocidade estão bem como estão e não precisam de ser agravadas. A malta gosta de acelerar, é a conclusão a tirar.
A verdade é que Portugal é o 4º pior na União Europeia. Pior que Portugal, com mais mortes e maior número de sinistros, só a Roménia, a Bulgária e a Croácia.
A estatística portuguesa é de 63 mortes/milhão de habitantes, quando a média europeia é de 43 mortes/milhão. Pior que isso, é a constatação de que a mortalidade tem vindo a aumentar. Em 2022 esse aumento foi de 16%.