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O mais antigo restaurante de Portugal

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Hoje é um sítio “fino”, frequentado por turistas (quando há…) e pelos yuppies que trabalham em ministérios, funcionários bancários, negociantes de alguma coisa. O café-restaurante Martinho da Arcada é o restaurante mais antigo de Portugal, embora quando abriu portas em 1778 não fosse para vender refeições, era apenas uma “modesta loja de bebidas, onde também, se pode adquirir gelo” tal qual vem no site do Martinho da Arcada. O local era mais conhecido pela “casa da neve”, por vender gelo.

Com o tempo foi mudando de nome: “Café do Comércio”, “Café dos Jacobinos”, “Café da Neve”, “Café da Arcada do Terreiro do Paço” e só em 1829 lhe deram o nome “Café Martinho e 16 anos mais tarde ficou definitivamente Café Martinho da Arcada, designação que perdurará até aos dias de hoje”, consta na resenha histórica da casa comercial.

Muita gente famosa passou por lá ao longo de quase 200 anos, mas Fernando Pessoa tornou-se numa espécie de símbolo do Martinho da Arcada e a fotografia que lhe foi feita à porta do café ajudou a perpetuar essa ligação. A aura de Pessoa inspirou várias tertúlias literárias que já se realizaram no Martinho da Arcada, a gerência do estabelecimento promoveu homenagens a Eduardo Lourenço, José Saramago, Júlio Pomar, Manoel de Oliveira e Ruy de Carvalho, atribuindo-lhes mesas com os, seus nomes.

Na história rara e longa deste estabelecimento comercial figuram personalidades bem conhecidas da política, cultura, das artes portuguesas, desde Amália Rodrigues a Siza Vieira, de Mário Soares a Álvaro Cunhal, de Manoel de Oliveira a Carlos do Carmo, de Eduardo Lourenço a Ruy de Carvalho, entre outros.

Covid-19: Lisboa e Sintra na linha da frente

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Seis mortos e mais 451 novos infetados com covid-19, a maioria na Região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, houve de ontem para hoje 339 casos de infeção, o que corresponde a 75,2% dos novos contágios.

Por concelhos:

  1. Lisboa tem 3.335 (+58 que ontem)
  2. Sintra tem 2.477 (+52)
  3. Loures tem 1.745 (+25)
  4. V. N. de Gaia tem 1.633 (+4)
  5. Amadora tem 1.591 (+45)

A nível nacional, a faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (com 6.821 casos), seguida da faixa entre os 30 e os 39 anos (6.481) e das pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 59 anos (6.471).

Açores paga testes a quem quiser ir de férias

Se alguém quiser ir passar uns dias de férias aos Açores ou se tiver necessidade de se deslocar por motivos profissionais, terá de fazer um teste até 72 horas antes do voo.

O Governo Regional dos Açores estabeleceu um protocolo com várias redes de laboratórios nacionais e se o utente apresentar comprovativo de reserva e pagamento da viagem, a conta é debitada ao governo açoreano. É um modo expedito para atrair turistas.

As regras para o estabelecimento das convenções constam de uma portaria publicada hoje em Jornal Oficial.

Até ao momento, foram detetados na região 151 casos de infeção pelo verificando-se atualmente três casos positivos ativos, dois em São Miguel e um na Terceira.

No arquipélago, 130 pessoas recuperaram e 16 morreram.

Funchal tem sistema rápido de testagem para viajantes

Se a opção de férias for a madeira ou Porto Santo, não precisará de fazer testes antes da partida, mas terá de fazer à chegada. Os aeroportos da Madeira têm as estruturas de controlo da covid-19 montadas e “está tudo a postos” para que, a partir de segunda-feira, os passageiros desembarcados possam ser testados, disse hoje o presidente do Governo Regional.

O equipamento instalado permite uma capacidade de testagem e resultados num tempo inferior a 12 horas, para um fluxo de 11 mil passageiros por semana.

As autoridades sanitárias da Madeira testaram o sistema com 40 passageiros e os resultados dos testes foram obtidos em 10 minutos.

Na Madeira há apenas dois casos ativos, ambos importados, e o executivo madeirense diz estar a fazer tudo para que a situação se mantenha sob controlo sem necessidade de massacrar ainda mais a economia da região.

Prisão da Carregueira com três casos de covid-19

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No Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Belas, Sintra, há três funcionários infetados com covid-19. Os três casos foram detetados na sequência do rastreio feito aos trabalhadores. Segundo informações entretanto tornadas publicas, os trabalhadores em causa estão assintomáticos e em isolamento nos seus domicílios, detalhou a Direção Geral dos Serviços Prisionais que garante ainda que todos os trabalhadores que tiveram contacto de proximidade com os infetados “já foram testados e os resultados recebidos foram todos negativos”. Os reclusos não foram testados.

Esta manhã, só foram abertas as portas aos reclusos (800 presos) depois das 9 horas, para que pudessem tomar o pequeno almoço. As portas foram abertas por secções, por precaução.

As visitas estão canceladas, de novo.

Segundo contacto telefónico feito para o Duas Linhas, esta manhã havia algum mal-estar entre os familiares que esperavam pela sua vez para entrar para as visitas, assim como entre os reclusos que ensaiaram alguns protestos contra a falta de medidas eficazes para impedir a contaminação e a proliferação de contágios dentro da prisão.

O estabelecimento prisional está agora a identificar os contactos suscetíveis de contágio que tenham tido com reclusos os três funcionários doentes.

Entretanto, o sindicato dos guardas prisionais acusou as chefias e a direção do estabelecimento prisional de terem ocultado a situação.

Este é mais um caso nas prisões na última semana, depois de outros três casos de coronavírus no Hospital Prisional de Caxias, isto dias depois de a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, garantir que não havia casos de coronavírus nas prisões portuguesas.

foto Google maps

Peço desculpa, enganei-me!

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Em janeiro, ao soarem rumores de que uma nova gripe punha a China a ferro e fogo, logo senti que estávamos perante uma ameaça global.

A “convalescer” de uma esgotante carreira médica, e com experiência nas áreas de gestão de recursos e de investigação, também cedo percebi que muita informação básica nos era filtrada e que ninguém enunciava as medidas de combate exigíveis.

Sem tratamento conhecido, ou vacina à vista, a generalidade dos Governos e Instituições sanitárias de todo o mundo, dependentes de interesses político-económicos e corporativos alheios à Humanidade, iriam revelar flagrantes falhas, erros e omissões. Claramente, raros eram os países preparados para enfrentar uma peste que, prevista há décadas, depressa se espalhou. Negando evidências científicas e desvalorizando a ameaça que pairava sobre Portugal, como então denunciei, era uma evidência que também por cá não se fazia o trabalho de casa.

A incompetência era por demais evidente, com o Ministério da Saúde sem dar formação sanitária à Proteção Civil para não criar falso alarmismo: desfasado das realidades, até as máscaras e o gel desinfetante deixava esgotar, semanas antes do primeiro caso. Com o horror há muito espalhado pela Europa, quando a pandemia chegou nem o Palácio de Belém definira um plano de contingência ou garantira condições de segurança, impreparação que obrigou o Presidente a ir até Cascais passar roupa a ferro.

Sem rei nem roque, e sempre a coxearmos, que não a corrermos, atrás do prejuízo, demo-nos até ao luxo de inaugurar o confinamento com um “assalto” às praias, enquanto as autoridades negavam evidências científicas como o uso da máscara. Já com milhares de infetados e centenas de mortos, ainda o primeiro-ministro e o chefe de um Serviço de Infeciosas de referência apareciam na TV, de cara ao léu e rodeados de dezenas de “emplastros” também sem máscara, alegadamente por nenhum ter tido contatos com infetados. E, como também escrevi, a controlar as zonas de exclusão, até as Polícias, ignorando medidas básicas de proteção, faziam lembrar turistas de calção, toalha e bronzeador.

Condicionada a opinião pública pelos políticos, e perante um descalabro que coincidiu com um bodo em apoios públicos à Comunicação Social, só o Bastonário da Ordem e o Presidente do Sindicato dos Médicos exibiam vozes dissonantes. Até dia 19 de março, quando a Ordem ousou promover uma reunião com a “nata” dos especialistas nestas matérias, que arrasaram as práticas em curso: na inexistência de um “gabinete de crise”, nem sequer ainda fora nomeada a presidência do Programa de Prevenção de Doenças Infetocontagiosas, vaga há seis meses,

Nos dias seguintes, também estes médicos “desapareceram da circulação”, mas, com mais ou menos sobressaltos, os portugueses depressa aprenderam com os erros alheios, permitindo até perspetivar uma saída airosa, se o confinamento, que até se arrastou por tempo demais, não tivesse redundado numa sucessão de anedotas: mil polícias na rua, pelo Santo António, na maioria só com viseira, a caprichar no “extermínio” de balões e manjericos, é, indesmentível, uma das muitas que correm.

Com a economia a bater no fundo, e a ameaça do reacender de um surto que, tal como um incêndio, nunca se extinguiu, confesso que já nem tenho “pachorra” para aturar a pesporrência oficial: ainda esta semana, à saída do “gabinete de crise, a TV mostrava imagens de altos responsáveis apenas com viseira, incumprindo a própria lei; e ontem, a encabeçar a campanha de sensibilização em curso, tive de suportar, horas e horas, as brilhantes lições de alguém que, no mês passado, surpreendido na rua com máscara, afirmava que a passara a usar… por conselho dos netos. E ainda querem que o “pessoal” acredite nestes “mestres” e respeite as regras?

Contra factos não há argumentos. Peço desculpa, mas enganei-me nas previsões de um desconfinamento sustentável, tal como adiantei na semana passada. Confesso que não avaliei corretamente a competência, ou mesmo a sensatez, de quem nos administra a casa.

Ao fim de meses sempre a “bater certo”, talvez comece a acusar cansaço…

Transportes Covid S.A.

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O governo acredita que manter 19 freguesias de Sintra, Amadora, Odivelas, Loures e Lisboa numa espécie de confinamento suave vai resolver a situação…

Mas, só assim, dificilmente o problema vai ter resolução…

Ou essas 19 freguesias regressam ao confinamento definido pelo estado de emergência ou então de que serve dizer às pessoas que não devem sair de casa, a não ser para ir às compras e ir trabalhar.

Ir às compras… ok, mas ir trabalhar é dizer às pessoas que têm de entrar em autocarros e comboios a abarrotar de gente… onde o distanciamento social possível é de 20 centímetros e não de dois metros…

Hoje apareceu esta fotografia que se tornou viral depois de uma utente do metropolitano de Lisboa a ter divulgado com um texto a dizer que se tratava da imagem da carruagem onde seguia e onde não era possível cumprir as medidas de distanciamento necessárias para evitar o contágio… Linha amarela, hoje, 25 de Junho, percurso Odivelas – Rato às 07:50 da manhã.

Depois disso, apareceram mais imagens de situações idênticas, até as televisões se sentiram na obrigação de mostrar também aquilo que já todos sabíamos há muito que estava a acontecer…

Os transportes públicos só não estiveram à pinha nos dias de confinamento rígido… e quando o governo decidiu desconfinar, as condições em que as pessoas se deslocam nos transportes públicos tornaram-se evidentemente num dos principais modos de contágio…

No site Duas Linhas está um vídeo publicado em 2 de junho com imagens de uma camioneta de transportes públicos cheia, com passageiros em pé, todos os lugares sentados ocupados, portanto, nada do que se está a passar é novidade e o que houve foi incompetência de quem analisou as condições de desconfinamento porque não levaram em linha de conta o modo como as pessoas das periferias se deslocam para os locais de trabalho… assim como não ligaram às condições de vida que muitas destas pessoas têm, encafuadas em apartamentos minúsculos ou em casas precárias, com famílias numerosas numa partilha ao centímetro do espaço disponível…

E é por isso que é criminoso um presidente de câmara pensar que resolve o problema fechando ruas e prédios onde vivem os mais carenciados dos seus munícipes…

Presidentes de câmara sem amor pelas pessoas não valem nada, nunca deviam ter sido eleitos…

Voltando ao princípio da conversa, de nada serve obrigar os restaurantes e o comércio a fechar mais cedo, de nada serve impedir ajuntamentos com mais de 10 pessoas, de nada serve proibir festas, beijos e abraços… se as pessoas viajam nas vimecas e metropolitanos da vida como sardinhas em lata… e vivem em apartamentos onde têm menos espaço que nas  carruagens da cp…

Coronavelhos

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Durante o tempo de confinamento, afastei-me das notícias sobre o Covid-19, tanto quanto me foi possível, a fim de manter alguma sanidade mental.

Esta manhã, ao ouvir o fórum da TSF assisti a relatos absolutamente “fantásticos”. Desde virologistas ao mais comum dos cidadãos, e percebi que afinal o Covid-19 não provoca qualquer dano.

Daquilo que consegui reter, o vírus é totalmente inofensivo e só mata velhos muito doentes ou outras pessoas ligeiramente mais jovens, mas igualmente doentes.

Portanto, conclui-se que o vírus só mata pessoas que já não fazem cá falta nenhuma.

Como é do conhecimento geral, os velhos nunca foram novos, nunca tiveram sonhos. Os velhos não começaram a trabalhar cedo, nos campos, nas fábricas. Não ajudaram o país a avançar, não sobreviveram à fome, nem à guerra, nem à ditadura.

Os velhos são apenas uns sanguessugas que andam a esvaziar os cofres da segurança social – alguns com enormes reformas de menos de 200 euros – e a destruírem a sustentabilidade e o futuro de todos nós.

E quando esses velhos não são os nossos avós, nem os nossos pais, então a falta que fazem é ainda menor.

Há quem defenda – e bem – que morrem 16 pessoas por dia, em Portugal, com uma normal pneumonia.

Assim como todos os dias morrem pessoas vítimas de AVC, cancro, acidentes de viação, entre outros.

Mas morreriam na mesma, quer existisse o Covid-19, quer não.

Significa isto que, se não estivéssemos em contexto de pandemia, provavelmente existiriam 1500 pessoas no nosso país que ainda estariam vivas.

Existiria cerca de meio milhão de pessoas em todo o mundo que ainda estariam vivas.

Eu sei… São velhos ou pessoas doentes, inúteis e não fazem cá falta nenhuma.

Um dia também nós – os mais jovens – seremos velhos!

É meu desejo, sincero, que os vossos filhos e netos sejam muito melhores pessoas do que vós. Muito melhores pessoas do que vós.

Não quero dizer PALAVRÕES!

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Não quero dizer palavrões.

É sinal de má educação, garantem, e mesmo os humoristas só os utilizam quando lhes falta o talento para o humor inteligente.

Os palavrões, por outro lado, dão sempre um sinal de frustração, de raiva, de incapacidade de gestão das emoções.

A elegância e a correcção costumam vencer a indelicadeza e a falta de respeito.

Por isso, nesta fase final da minha vida, para mais passada em confinamento, sem poder desabafar com amigos próximos, tenho feito um grande esforço para acompanhar os noticiários sem fazer comentários azedos.

Há dias mais complicados que outros mas, ainda assim, tenho conseguido uma postura civilizada.

Penso…

Hoje comecei a manhã a ler críticas ao dia-a-dia frenético do Presidente Marcelo.

Muitos se revoltaram por este ter feito um discurso piegas sobre o suicídio de um actor de telenovelas tendo, depois, estado presente no seu funeral, sem ter dito uma palavra sobre o médico que morreu vítima de Covid-19 depois de ter sido infectado, no seu local de trabalho, onde lutava para salvar a vida de doentes ao seu cuidado.

Uma questão de prioridades, tentei justificar para evitar um desabafo mais desagradável.

De qualquer modo esta é a linha normal dos presidentes oriundos da direita.

Lembro, por exemplo, Cavaco Silva a premiar inspectores da PIDE ao mesmo tempo que recusava condecorar Salgueiro Maia.

Respirei fundo, acalmei, e passei à informação seguinte que indicava a forte possibilidade do mesmo presidente poder ganhar as próximas eleições à primeira volta!

Fechei os olhos, lamentei o facto de não ter nascido no Burkina Faso, e passei para as páginas seguintes.

Um título em caixa (muito) alta, com uma fotografia de meia página de um casal, garantia que os dois se propunham falar “sobre os maiores receios que enfrentam nesta pandemia”.

Embora estas informações sejam, de um modo geral, genéricas e até contraditórias, decidi ler acreditando que, dado o impacto que o jornal dava às opiniões de ambos, estas deveriam ser, com toda a certeza, dignas de atenção.

Fui tentar perceber quem eram os entrevistados.

Pelo nome temi o pior: Bruno e Tatiana!

Li o primeiro parágrafo do texto e o jornal ficou amarrotado.

Era do seguinte teor:

“O par que se conheceu em “Casados a Primeira Vista” fala sobre a situação actual do mundo.”

Comecei a pensar que se o presidente Marcelo lesse a notícia os poderia convidar para seus conselheiros na área da saúde e fui tomar um calmante.

Liguei a televisão e vi a Dra. Graça Freitas a dar, na manhã do dia 24 de Junho, instruções para os festejos de São João que tinham sido na véspera.

Pensei que o mais provável era o presidente Marcelo ficar mais bem servido com os conselhos do Bruno e da Tatiana do que com os da actual Directora-Geral de Saúde e… tomei outro calmante.´

Fui espreitar as novidades na Assembleia da República no Canal Parlamento.

Estava a ser ouvida a dona de uma casa de prostituição em Portugal, de seu nome Ana Loureiro.

É uma senhora que luta pela legalização da prostituição no nosso país.

O que é que ela contou aos Deputados?

Que “há um juiz em Portugal, que é o único juiz que faz videoconferência com menores em Portugal, e que mete o telemóvel assim [fez um gesto com as mãos para explicar que o telefone fica na horizontal]. Assim que a criança começa a falar ele pede a uma prostituta para lhe fazer sexo oral até ao fim do julgamento. Eu pergunto a todos os deputados: o que é que vai na cabeça deste juiz?”

E, antes dos deputados poderem fechar as bocas, e deixarem de ter os olhos esbugalhados, perguntou:

“E nós? Podemos denunciar?”

Pergunta obviamente absurda, já que tinha sido isso mesmo que ela acabara de fazer, e não contente com tal ainda avançou com uma resposta igualmente incongruente:      

“Não, não podemos!”

Os jornais, mais tarde, anunciavam que o vice-presidente da Assembleia da República ia enviar um ofício ao Ministério Público para se averiguar se há algum crime em causa.

Posso já avançar a conclusão do inquérito.

Em primeiro lugar os deputados serão criticados por ouvirem uma “profissional” de uma profissão que não só não é reconhecida como é considerada ilegal!

Em segundo lugar a “profissional” deve ser punida por não respeitar o sigilo que deve haver entre prestador de serviços e os seus clientes!

Em terceiro lugar a “profissional” deve ser punida por duvidar das capacidades intelectuais do juiz quando questiona publicamente: “Eu pergunto a todos os deputados: o que é que vai na cabeça deste juiz?”

Isto, claro, se ela se estiver a referir aquela parte do corpo que está sobre os ombros do Magistrado!

Porque se a opção for outra…

Terceiro calmante e vou dormir para não escrever palavrões.

É que não há pachorra para aturar tantos #”*+”#&/&!”#!!!!!

Web Summit a 999 €

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A famosa Web Summit já tem bilhetes à venda. A maior conferência do Mundo sobre tecnologia, como lhe chama a televisão norte-americana CNBC, foi adiada um mês, as novas datas são entre 2 a 5 de novembro, mas os bilhetes continuam caros. Confirme o preço no site da própria Web Summit e, se tiver dinheiro para tal, pode comprá-los online.

E se dantes havia a desculpa da “oportunidade” de estar na mesma sala e de respirar o mesmo ar dos maiores gurus da economia e do digital e do fascinante Mundo do dinheiro, essa proximidade este ano vai ser mais difícil, mesmo pagando os 999 € pelo bilhete VIP. Vai ser mais difícil, não só porque as pessoas estão menos dispostas a grandes apertos de mão e a levar com o bafo dos outros, mas porque boa parte da conferência vai ser online, ora bolas!

Da corrupção à cabala

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Vivemos num país de gente séria e honesta. Felizmente, ao contrário de outros países, não temos cidadãos a ocupar grandes cargos que pratiquem condutas desonestas.

Claro que, não existindo prova para se deduzir acusação, não tendo um processo transitado em julgado, assume-se sempre a presunção de inocência. E isso nunca estará em causa.

No entanto, não deixa de ser curioso que sempre que se fala em corrupção, se fale também de cabala.

Se um presidente de um clube de futebol é suspeito de corrupção logo afirma que se trata de uma cabala levada a cabo pelos clubes rivais na tentativa de desestabilizar e de denegrir a imagem do clube com o objetivo de – através disso – obterem ganhos desportivos.

E, curiosamente, assistimos a uma série de comentadores, nos mais variados canais de televisão, que colocam as mãos no fogo pelos seus presidentes como se soubessem tudo o que está a montante a jusante da administração do clube, incluindo, possíveis actos de corrupção.

Acontece exactamente o mesmo na política.

Se algum político de Esquerda é suspeito de corrupção, rapidamente se veicula a teoria de uma cabala orquestrada pela Direita. Se for um político de um partido mais à Direita, então não passa de um complô da Esquerda para derrubá-lo.

E os comentadores políticos, à semelhança dos desportivos, estão mais preocupados em proteger aqueles que perfilham da mesma cor partidária do que em desvendar a verdade. Aliás, não raras vezes, unem-se para que a mesma seja abafada e nunca mais veja a luz do sol.

E vivemos assim. Atirando pedras para um lado e para o outro. E quando se chega aos tribunais, caso não se consiga premiar nenhum juiz pelo caminho, vamos assistindo, de recurso em recurso, a um autêntico passeio na avenida.

Ainda sonho com um país em que alguém, dominado pela vergonha, tenha a capacidade de assumir que errou e que se predisponha ao cumprimento da pena que lhe couber.

Diretor Nacional da PSP quer uma polícia ética, íntegra e respeitadora

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E-mail do Diretor Nacional da PSP a todos os agentes da instituição:

Um dos pilares éticos da estratégia que defini para os próximos três anos é a isenção e rejeição de qualquer forma de extremismo e discriminação.

Um dos objetivos que estabeleci no âmbito desta estratégia, que reputo de enorme importância, é combater todas as formas de extremismo, radicalismo e discriminação.

Apenas com uma conduta pessoal e profissional conforme aos princípios éticos e deontológicos da função policial conseguiremos manter a legitimidade da nossa atuação, nos tempos conturbados que vivemos.

Temos que cultivar e promover permanentemente, por obrigação legal e convicção, os valores de imparcialidade e isenção, abstendo-nos de praticar, por ação, opinião ou omissão, quaisquer atos que possam pôr em causa a independência e a isenção política ou partidária da PSP.

A condição policial exige-nos que zelemos pela promoção, pelo respeito e pela proteção da dignidade humana e pelos direitos fundamentais de todas as pessoas, qualquer que seja a sua nacionalidade ou origem, a sua condição social ou as suas convicções políticas, religiosas ou filosóficas, pelo que são intoleráveis quaisquer atos de violência, discriminação ou ofensas, mesmo que verbais ou proferidas através de redes sociais, motivadas por racismo, xenofobia ou intolerância em razão da religião, condição ou debilidade física, orientação sexual ou outras características.

De igual modo, a lei sindical, acentuando a necessidade de salvaguardar a isenção e imparcialidade da Instituição, impede-nos, sob pena de censura disciplinar, de fazer declarações que afetem a isenção política e partidária, bem como nos impede de convocar e participar em reuniões ou manifestações de carácter político ou partidário, sendo que, se estas forem públicas, não podemos integrar a mesa, usar da palavra ou exibir qualquer tipo de mensagem.

Neste quadro, exorto-vos a honrar e prestigiar a PSP, em todas as circunstâncias, seja em ato de serviço ou fora dele, cumprindo escrupulosamente com os nossos deveres de isenção, imparcialidade política e partidária, correção e aprumo, a que todos estamos sujeitos.

A credibilidade da Instituição, à qual nobremente nos devemos orgulhar de pertencer e servir, não pode ser posta em causa por atitudes ou comportamentos inadequados de alguns.

Aproveito para reiterar o apelo a que, nesta fase de regresso à nova normalidade, não baixeis a guarda e continueis igualmente a cumprir escrupulosamente as regras determinadas para evitar a propagação da doença no seio da nossa Instituição e na comunidade.

Como estou convicto e costumo dizer, todos juntos será mais fácil corresponder ao muito que se espera de nós. Uma Polícia integral, humana, forte, coesa e ao serviço do Cidadão.

Lisboa e Direção Nacional, 22 de junho de 2020.

O Diretor Nacional

Manuel Augusto Magina da Silva

Superintendente-chefe