Coronavelhos

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Durante o tempo de confinamento, afastei-me das notícias sobre o Covid-19, tanto quanto me foi possível, a fim de manter alguma sanidade mental.

Esta manhã, ao ouvir o fórum da TSF assisti a relatos absolutamente “fantásticos”. Desde virologistas ao mais comum dos cidadãos, e percebi que afinal o Covid-19 não provoca qualquer dano.

Daquilo que consegui reter, o vírus é totalmente inofensivo e só mata velhos muito doentes ou outras pessoas ligeiramente mais jovens, mas igualmente doentes.

Portanto, conclui-se que o vírus só mata pessoas que já não fazem cá falta nenhuma.

Como é do conhecimento geral, os velhos nunca foram novos, nunca tiveram sonhos. Os velhos não começaram a trabalhar cedo, nos campos, nas fábricas. Não ajudaram o país a avançar, não sobreviveram à fome, nem à guerra, nem à ditadura.

Os velhos são apenas uns sanguessugas que andam a esvaziar os cofres da segurança social – alguns com enormes reformas de menos de 200 euros – e a destruírem a sustentabilidade e o futuro de todos nós.

E quando esses velhos não são os nossos avós, nem os nossos pais, então a falta que fazem é ainda menor.

Há quem defenda – e bem – que morrem 16 pessoas por dia, em Portugal, com uma normal pneumonia.

Assim como todos os dias morrem pessoas vítimas de AVC, cancro, acidentes de viação, entre outros.

Mas morreriam na mesma, quer existisse o Covid-19, quer não.

Significa isto que, se não estivéssemos em contexto de pandemia, provavelmente existiriam 1500 pessoas no nosso país que ainda estariam vivas.

Existiria cerca de meio milhão de pessoas em todo o mundo que ainda estariam vivas.

Eu sei… São velhos ou pessoas doentes, inúteis e não fazem cá falta nenhuma.

Um dia também nós – os mais jovens – seremos velhos!

É meu desejo, sincero, que os vossos filhos e netos sejam muito melhores pessoas do que vós. Muito melhores pessoas do que vós.

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