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Covid-19: 3 mortos e uma quase-vacina

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Portugal regista hoje mais três mortes e 339 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quarta-feira, 274 dos quais na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde.

Lisboa e Vale do Tejo é a região onde o aumento dos casos continua a ser mais significativo, contabilizando 81% dos novos casos, com 274 dos 339 contabilizados.

A vacina e a Lei de Murphy

Em Inglaterra, a Universidade de Oxford afirmou hoje que está já a testar emn humanos uma potencial vacina e que os primeiros resultados são “prometedores”.

Os testes em humanos, que desde abril envolveram cerca de mil voluntários sem a doença, permitiram aos cientistas concluir que o projeto de vacina gera anticorpos e células do sistema imunitário que podem enfrentar o novo coronavírus.

No entanto, ainda falta demonstrar que essa resposta imunitária basta para evitar a infeção.

Quanto a prazos, aceitam-se apostas. Se tudo correr extremamente bem a Universidade de Oxford acredita que pode haver vacina a partir de setembro. Se alguma coisa correr mal, daqui a um ano talvez haja vacina.

Nestas coisas, a Lei de Murphy aplica-se quase sempre. E o que a Lei de Murphy diz é que “Qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível”.

Jorge Jesus venceu Campeonato Carioca

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O treinador português Jorge Jesus acaba de conquistar o seu sexto título ao comando do Flamengo, pouco mais de um ano após a estreia, ao vencer o campeonato Carioca de futebol.

Depois de um 2019 em ‘grande’, com triunfos na Taça Libertadores e no campeonato brasileiro, Jesus já arrebatou quatro cetros em 2020, em apenas 18 jogos, com destaque para as supertaças sul-americana e brasileira.

A poucosa dias de cumprir o 66.º aniversário, além dos seis ‘canecos’, totalizou 44 vitórias, 10 empates e quatro derrotas, em 58 encontros, com 132 golos marcados e 47 sofridos.

Apesar das glórias alcançadas no Brasil, ou talvez por causa disso mesmo, Jorge Jesus pode estar prestes a regressar a casa, uma vez que o Benfica parece firme na ideia de o contratar de novo.

Segundo publicou há dias o jornal A Bola, o Benfica oferece 2 milhões de euros líquidos por ano. Jesus, por seu lado, terá pedido pelo 3,5 milhões de euros anuais líquidos. Business, as usual.

Jorge Jesus, nascido e criado na Amadora, (celebra aniversário em 24 de julho), começou no futebol como jogador em 1973 no Sporting, passou depois noutros doze clubes ao longo de dezassete anos, incluindo nove temporadas na Primeira Liga.

Estreou-se como treinador em 1990 com o Amora Futebol Clube, passou pelo  Felgueiras, União da Madeira, Vitória de Setúbel, Vitória de Guimarães, Moreirense, União de Leiria, Belenenses,   deu nas vistas nas duas passagens pelo Estrela da Amadora e no Braga venceu a Taça Intertoto. Depois foi o Benfica, de 2009 a 2015, ganhou dez títulos (recorde do clube) e alcançando duas finais da Liga Europa. O Benfica quere-o de volta.

Medina diz que a pandemia pode ser boa para reestruturar a cidade

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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, considerou hoje que as dificuldades criadas pela pandemia de covid-19 podem ser transformadas em oportunidades para resolver problemas, como o acesso à habitação, congestionamento e poluição.

“Uma das principais propostas que estamos a trabalhar e a avançar neste período da pandemia é precisamente aproveitar a oportunidade que nos é dada pela dificuldade, que é o facto de os alojamentos locais não terem hoje clientes em número significativo, para alugarmos, arrendarmos esses alojamentos, para depois os podermos subarrendar a famílias das classes médias e aos jovens”, afirmou o autarca, citado pela Lusa.

“Nós não podemos sair desta pandemia com os mesmos problemas que tínhamos à entrada da pandemia, sejam os problemas do congestionamento, da poluição, sejam os problemas pesados no acesso à habitação”, defendeu Fernando Medina.

De acordo com o autarca, a CML está a “tentar transformar o que era uma realidade da cidade – muitas casas afetas a alojamento local” – que, neste momento em que o turismo vive tempos difíceis, estão sem ocupação e com os seus proprietários também em dificuldades.

“Ora o que nós estamos a fazer é tentar transformar esta dificuldade numa oportunidade. De quê? De termos mais gente a viver na cidade, mais jovens, mais classes médias, uma cidade mais coesa, mais solidária com mais pessoas a viver dentro do centro da cidade de Lisboa”, sublinhou Fernando Medina.

Promover a habitação no centro da cidade é também, segundo o presidente da CML, uma forma de reduzir os movimentos pendulares e, consequentemente, a poluição, uma vez que as pessoas passam a utilizar menos o carro, deslocando-se a pé, de transportes públicos ou mesmo de bicicleta.

O autarca defendeu ainda a necessidade de se desenvolver um tipo de turismo sustentável, “compatível com a vida da cidade”, com os residentes, com os que nela trabalham e com o ambiente.

O autarca admitiu que o turismo de cidade pode continuar a sentir os efeitos da pandemia até que haja uma vacina ou medicamentos adequados.

Para Fernando Medina, a recuperação deste setor de atividade será “ténue”, uma vez que depende do sentimento de confiança das pessoas e, muitas vezes, da utilização do transporte aéreo.

Não é a primeira vez que o presidente da autarquia lisboeta se refere a este plano.

Diz-se a verdade e eles dizem que os insultamos…

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Diz o nosso povo que, uma vez médico, se é médico para sempre. Em janeiro de 2020, ainda a “convalescer” de uma longa e trepidante carreira, não imaginava que pudesse voltar a ser atacado pelo “vírus da medicina. Até surgirem rumores de que uma nova “gripe” assolava a China…

As notícias eram escassas, mas o meu “faro clínico” cedo alertou que dessa vez era a sério.

Sem vacina no horizonte, nem tratamento eficaz, a doença evoluía com quadros clínicos graves e inesperados, revelava-se altamente mortífera e, pela sua alta contagiosidade, obrigava as autoridades chinesas a medidas sanitárias drásticas. E foi assim, contra as orientações da OMS – que nesse mês realizou dois plenários naquele país – que, logo em finais de janeiro, suspendi todas as viagens aéreas de longo curso.

Com a atenção focada em outras áreas desconhecia, então, que a OMS já não se rege por critérios ético-científicos e está refém de interesses político-económicos que, desde há anos, têm como testa-de-ferro uma personagem sem formação técnica e que, perante uma ONU atenta, nem sequer se livraria da acusação de genocídio.

Denunciada por mim, logo em março, a não testagem de cortisona e a insistência em “brinquedos caros” era bem reveladora da desregulação global.

Em junho, a ciência inglesa, a mais fiável do mundo, veio confirmar que, se introduzida a tempo nos protocolos, a “minha” cortisona teria permitido salvar cinco mil pessoas, só no Reino Unido.

Ponto final, isto e muito mais foi publicado nos raros espaços que acolhem a minha voz.

O alastrar da pandemia, nas semanas seguintes, depressa me levou a concluir que raros países estavam preparados para enfrentar aquilo que designei como guerra biológica.

Portugal não constituía exceção e, logo no início de março, com o vírus a causar horrores na vizinhança, denunciei graves falhas, erros e omissões na frente de comando, que demonstravam total ausência de estratégia no combate à peste. As máscaras, que “decretei obrigatórias” e que estavam esgotadas muito antes do primeiro caso, a precipitada fuga do Presidente da República sem plano de contingência para Belém, o desprezo pela formação da proteção civil em favor da aquisição de ventiladores e o irrealismo de muitas medidas foram algumas das anedotas que contei. 

Alarmada com tanta bagunça, em 19 de março a Ordem dos Médicos entendeu promover um encontro onde a nata da ciência portuguesa também subscreveu conclusões desoladoras e propôs uma coordenação urgente, sob um pequeno gabinete de crise responsável. Instrumento que, na verdade, nunca funcionou, desdobradas que foram as responsabilidades por dezenas ou centenas de boys e girls que, na sua esmagadora maioria, nada percebem dessas matérias e nem uma capoeira saberão gerir.

Percebia-se, claramente, que as orientações eram determinadas pela política e não pela técnica, enquanto se assistia ao silenciamento da OM e do Sindicato Independente, quando este também quis intervir.

Embora coxeando atrás do prejuízo, a primeira fase do embate até nem correu tão mal como se previa, perspetivando um desconfinamento seguro e um grande evento de futebol, para Lisboa. Um “verdadeiro milagre”, quando a DGS insistia que a máscara “dava uma falsa sensação de segurança” ou o PR, eternamente em bicos de pés, dizia que tinha passado a usar máscara… “por conselho dos netos”.

Em maio, ainda não podia imaginar que esse “especialista” se iria tornar no porta-voz oficial do Infarmed, a cujas reuniões, entretanto suspensas, ia e recolhia umas dicas com que a comunicação social animava o pagode.

Ainda sem rei nem roque, mas acreditando que o PM ganhara, entretanto, uma boa folga para pôr ordem na “capoeira”, até previ um desconfinamento feliz. Já pedi desculpa por me ter enganado e peno agora momentos desoladores num Algarve quase deserto que, nos últimos 55 anos, só não visitei nos anos em que não pude gozar férias.

E como queremos ter aqui espanhóis, se o concelho de Reguengos, ao contrário de Ovar, Açores ou Madeira, onde foram implementadas as devidas medidas, é hoje notícia em todo o mundo pelas más razões?

Se a TAP continua no chão, de quarentena tal como o avião presidencial, mas vai receber biliões e nem sequer foi requisitada para o repatriamento dos portugueses espalhados pelo mundo?

Sabiam que o apoio a outras companhias congéneres está dependente de preços de saldo nas viagens para destinos turísticos?

Percebem as profundas razões da crise atual, em que até as forças de segurança incumprem a obrigatoriedade do uso de máscara? Enquanto, sem nenhuma evidência científica, se proíbe o ar condicionado em unidades hospitalares?

Andam a gozar connosco mas, quando lhes atiro estas verdades, eles nem pestanejam.

Na sua superior sabedoria, “cortam-me o pio” e fabricam à pressa outras notícias.

E a grande notícia de hoje é que o grande culpado da crise que alastra pelo nosso país já nem é o D. Afonso Henriques mas, sim, o Juiz Carlos Alexandre…     

Por favor, não insultem mais as nossas inteligências!

O verdadeiro Pai Natal (que não volta mais…)

cartoon de Hélder Dias

Todos conhecemos a lenda do Pai Natal, um velho senhor generoso que distribui prendinhas a quem se porta bem. Segundo o Ministério Público, era mais ou menos isso que o “Dono Disto Tudo” andou a fazer durante anos, sob o peso de um imenso saco azul cheio de rebuçados para os meninos e meninas.

O Ministério Público acusa-o de ter criado uma estrutura secreta dentro do BES que escapava às entidades de fiscalização, incluindo o Banco de Portugal, através da qual faria pagamentos ocultos, fraudes no comércio internacional e desviaria fundos de centenas de milhões de euros para corrupção. Seria uma entidade que, envolvendo o banco, sustentava as necessidades financeiras do Grupo Espírito Santo. É o que falta provar em tribunal.

O que é certo é que este Pai Natal não voltará jamais.

Covid-19: mais 8 mortes e um aviso

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Em Portugal, de ontem para hoje, morreram mais oito pessoas e há 375 casos novos casos de infeção por Covid-19, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde. Lisboa e Vale do Tejo registou 288 das novas infeções, 77% do total nacional.

Nas últimas 24 horas, o número de pessoas internadas subiu de 472 para 478 (mais seis) e o de internados em cuidados intensivos baixou de 69 para 68 (menos um).

Em relação à informação sobre os casos por concelho, a DGS diz que a informação apresentada se refere ao total de notificações médicas no sistema SINAVE, não incluindo notificações laboratoriais. Como tal, pode não corresponder à totalidade dos casos por concelho.

Em primeiro lugar está com Lisboa (4.084), depois Sintra (3.219) e em terceiro lugar está  Loures (2.088).

Primeiro-ministro admite 2ª vaga da pandemia

O primeiro-ministro considerou hoje que o país não aguenta um novo período de confinamento por causa da covid-19 e avisou que o tempo é “curtíssimo” para a sociedade se preparar para o próximo inverno.

António Costa frisou que a ciência não assegura que no próximo outono ou inverno não se vivam momentos “tão ou mais difíceis como aqueles que se viveram no início de março em matéria de pandemia da covid-19”.

Sobe o pano no Teatro Maria Matos

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A peça “Avenida Q” é o cartaz de reabertura do Teatro Maria Matos que, dois anos depois, volta a abrir portas ao público.

É uma encenação de Rui Melo, no palco estão Ana Cloe, Diogo Valsassina, Inês Aires Pereira, Manuel Moreira, Raquel Tillo Clayton,Rodrigo Saraiva, Rui Maria Pêgo e Samuel Alves.

A 14 de julho de 2018 o Teatro Municipal Maria Matos despediu-se do público, enquanto espaço gerido pela autarquia. Exatamente dois anos depois a sala volta a estar disponível.

Até 1 de novembro, de quarta a domingo, sempre às 21 horas.

Dias quentes para Ricardo Salgado

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São mais de 4.100 páginas de acusações a Ricardo Salgado e mais 24 outros arguidos. Como poucos de nós irão ler ao pormenor o “calhamaço”, fica aqui uma espécie de resumo.

Durante 6 anos, 7 procuradores investigaram os meandros do caso BES/GES. Terão descoberto uma rede imensa de pagamentos não declarados a dezenas de funcionários e pessoas exteriores do grupo bancário.

Ricardo Salgado é o recordista de acusações: o Ministério Público quer que vá a julgamento por 65 crimes. São estes um crime de associação criminosa, doze crimes de corrupção ativa no setor privado, 29 crimes de burla qualificada, cinco de infidelidade, dois de manipulação de mercado, sete de branqueamento, oito de falsificação de documento e um de crime de falsificação de documento qualificado.

Ao todo, o Ministério Público acusou 25 arguidos: 18 pessoas e sete empresas. Alega que as suas condutas causaram um prejuízo superior a 11.800 milhões de euros.

Agora que foi deduzida acusação deste caso BES/GES, vai dar entrada um pedido cível por danos morais que tem na mira 1,8 mil milhões de euros de bens arrestados a Ricardo Salgado e a outros ex-gestores do GES. O pedido de indemnização já está concluído e será desencadeado por parte de várias centenas de lesados do BES/GES.

Os lesados do BES/GES que investiram em papel comercial, obrigações e em ações do grupo já têm preparado um pedido de indemnização milionária contra o ex-presidente do banco, Ricardo Salgado, bem como contra todos os ex-administradores que são arguidos no processo-crime do Universo Espírito Santo. Os lesados terão um prazo de 20 dias, após a acusação, para exigirem essa indemnização no âmbito do processo que investiga as ações que conduziram à falência do banco, no verão de 2014.

Para acautelar os direitos de eventuais demandantes, a justiça arrestou mais de 500 bens de Ricardo Salgado e família Espírito Santo como casas de luxo, a capela junto à casa do ex-banqueiro e a Herdade da Comporta. O arresto estendeu-se a propriedades do GES e de alguns dos seus administradores, num total de 477 imóveis, 11 automóveis, o recheio de seis casas, incluindo 143 obras de arte.

Ricardo Salgado nega tudo. Diz que nunca corrompeu ninguém.

Para que serve a contribuição audiovisual que pagamos

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O presidente do Conselho de Administração da RTP disse, numa audição da comissão parlamentar de Cultura e Comunicação, que a empresa gasta anualmente 200 mil euros em manutenção de terrenos não utilizados. Para dar mais peso a esta revelação, Gonçalo Reis fez um exercício de aritmética e demonstrou que nos últimos cinco anos a empresa gastou um milhão de euros nesta área.

O administrador esclareceu que em alguns são “terrenos agrícolas”, sem qualquer préstimo para a atividade da RTP.

Faltou, talvez, esclarecer a comissão parlamentar das razões que levaram a RTP a adquirir esses terrenos e, principalmente, das razões que impediram esta administração de resolver esta questão e, assim, reduzir despesas que não se justificam, aparentemente. Gonçalo Reis está na RTP desde 2015 como presidente do Conselho de Administração, já teve tempo de gerir este problema.

Gonçalo Reis, presidente da RTP

Mandriice

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Enquanto a vejo afastar-se engulo o resto do chá de menta, trago para dentro de casa a sala montada no largo. Como sempre, foi um belo serão. Já é tarde, a noite continua fresca.

Experimento de novo o Pop Corn, um copycat da Netflix mas free. Há dias que anda empenado,  os filmes demoram tanto tempo a carregar que se acaba a paciência. Tento de novo ver uma das minhas séries preferidas e… abre de imediato! Tenho quatro episódios para pôr em dia. Que bom!

Sei que a gula vai aparecer por aí mais tarde ou mais cedo, vou ao frigorífico ver o que resta. Resta pouco mas o suficiente para fazer uma miniatura do eu bolo de bolacha, sem manteiga, com natas e chocolate, fruta se houver. Uma delicia. Ponho-o no frio, preparo tudo para ver cinema na cama, no escuro, está tudo perfeito. No segundo episódio aparece a sacana da gula, sem medos sento-me a comer uma tigela, repito sem culpa.

Barriga cheia de emoções, decido fazer um domingo de mandrice, na cama, enfiada em séries e filmes. Sei que vou ter fome mais tarde. O frigorífico está cheio de espaço, são nove da manhã.

Faço um esforço herculano e vou ao supermercado. O orçamento é curto, apetece-me junk food mas tenho de precaver o resto do dia e o início da semana. Não abdico das batatas fritas. Pipocas no cinema ou na cama são um sacrilégio, batatas fritas são um deleite.

Dou voltas e voltas, pago, saio para o calor e retiro a máscara que me deixa pingos de suor na testa. Detesto usar máscara mas tem de ser. Chego a casa, é suposto pegar nas batatas e na maionese e voltar à sala de cinema. Mas coitadinha, a cozinha está tão desarrumada… Decido fazer um creme de cenoura, trouxe uma série delas para o efeito. Entretanto faço um café instantâneo que sabe mal sem um pouco de açúcar, ao contrário da bica onde este é estritamente proibido.

Acendo o primeiro cigarro do dia e resolvo fazer uma salada. Coloco ao lume um pouco de massas em forma de lacinhos e um ovo. Enquanto espero decido pôr a cozinha em ordem, não  consigo cozinhar no meio do caos. Deito os lacinhos num pirex, depois alface iceberg, sementes de sésamo ao calhas, pepino e cebola aos cubinhos, ovo às rodelas, o vermelho do tomate a rematar. Sal e frigorífico. A cenoura ainda não cozeu, faço um sumo de melancia com gelo picado. Está estupidamente bom, é estupidamente fresco. Desligo a sopa, agora tenho de esperar um pouco para enfiar a varinha mágica, de outra maneira derrete. Bela compra…

Estou cansada, está um calor denso lá fora. Faço ainda um chá gelado e encontro paciência para a gelatina, afinal é tão fácil de fazer.

Penso em dormir mas as batatas fritas e a maionese gritam por mim. Ok, abraço este domingo cinéfilo, no fresco do quarto onde a cama se torna numa divisão. Escolho os Parasitas, ando há que tempos para o ver mas, embora o Pop Corn tenha voltado, as legendas ficaram pelo caminho e não sei sul coreano.

Vou ao menu, escolho um filme que não me obrigue a pensar, trinco uma batata frita, sinto o crocante na boca. Sim, é dia de mandriice.

De repente lembro-me da sopa, ainda não a passei. Logo de seguida aproveito para varrer e lavar o chão da cozinha primeiro, o da casa toda de seguida. Está feito!

Encontro o Fitght Club, cheio de acção, inteligente, ideal para ficar acordada. Acabo as batatas fritas. Pouco depois viro costas ao computador e sigo os diálogos. Imagino-me dentro do filme, sou a namorada do Edward Norton mas… adormeço antes de começar a violência.

Pois é, passar um domingo sem fazer nada é uma trabalheira.