Início Site Página 476

Covid-19: 48 mortes, estado de emergência entra em vigor

0

Portugal contabiliza hoje mais 48 mortos relacionados com a covid-19 e 5.784 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Perto de ultrapassar a fasquia das 3 mil mortes, Portugal tem já um acumulado de 179.324 casos de infeção, estando hoje ativos 76.647 casos, mais 3.702 do que no sábado.

A DGS indica que das 48 mortes registadas nas últimas 24 horas, 27 ocorreram na região Norte, 14 na região de Lisboa e Vale do Tejo, quatro na região Centro, duas no Alentejo e uma no Algarve.

Desta vez, Ordem dos Médicos concorda com Governo

A Ordem dos Médicos congratulou-se hoje com a declaração de estado de emergência e avisou a população sobre um agravamento da pandemia nas próximas semanas e a necessidade de manter medidas preventivas.

Reagindo à aprovação pelo Governo, no sábado, das medidas que vão vigorar entre segunda-feira e 23 de novembro, como o recolher obrigatório noturno nos concelhos de maior risco de contágio, o bastonário e o Gabinete de Crise para a covid-19 da Ordem dos Médicos  manifestaram, “neste momento de crescente atividade pandémica e de imperiosa coesão nacional no combate ao inimigo comum, a total concordância” com a declaração do estado de emergência.

As medidas do estado de emergência, aprovado sábado pelo Governo, preveem que em 121 municípios, onde há “risco elevado de transmissão da covid-19”, abrangendo 70% da população residente, incluindo todos os concelhos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, a circulação vai ficar limitada nos próximos dois fins de semana, entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.

O executivo aprovou ainda outras medidas para o continente, como a possibilidade da medição de temperatura corporal por meios não invasivos e de exigir testes de diagnóstico para a covid-19, a limitação a seis pessoas de grupos em restaurantes, salvo do mesmo agregado familiar, e a possibilidade de requisitar recursos, meios e estabelecimentos de saúde dos setores privado e social, após tentativa de acordo e mediante justa compensação.

O fotógrafo de 61

0

Foi ainda moço para Angola e, contrariamente à ideia generalizada de que os portugueses partiram inocentes e ingénuos, Manuel Delicado foi já com uma noção politizada do que se passava. “Sempre acompanhei os noticiários e os jornais; sabia bem para o que íamos”. Embarcou no paquete Vera Cruz rumo a Luanda e por lá ficou durante uns tempos no Campo Militar do Grafanil, até ter guia de marcha para Zala. São hoje conhecidas as peripécias a que os portugueses foram sujeitos num dos municípios de Nambuangongo: “Quando chegámos a Zala, ai é que apanhámos à séria! Não podíamos sair do acampamento que éramos logo atacados… mas, lá sobrevivi”, diz-nos o senhor Manuel.

Percorreu o Norte de Angola de lés a lés, recorda as longas caminhadas pelas picadas e o perigo constante das minas e as táticas, muitas vezes improvisadas, que utilizavam naquela guerra de guerrilha. “Eles conheciam o trajeto e montavam uma daquelas armas de avião no topo da colina disparando lá para baixo a ver se nos acertavam. Chegámos inclusive a virar, sempre que por lá passávamos, os capacetes na direção do fogo inimigo (…) até que tivemos de mudar de estratégia. Eles esperavam por nós de dia, então passámos a ir de noite. Mesmo que conhecessem melhor o terreno, seria contraproducente montar as armas com pouca visibilidade”.

Apelidado pelos camaradas como Jerry Lewis (por o acharem tão parecido com o comediante dos anos 60) era, no entanto, mais conhecido como fotógrafo de serviço. A sua câmara foi, de resto, uma mais valia para a realização deste artigo onde exibimos algumas das fotografias do senhor Manuel.

Quando chegou a altura de escolher entre a fotografia e o oficio, acabou por enveredar pelo oficio continuando, após a guerra, a trabalhar como estofador. Não regressou na mesma boleia que muitos dos seus camaradas. Manuel Delicado viu em Angola um bom sítio para fazer a sua vida. Por lá ficou, casou e constituiu família, até ao dia em que os rumores de que as “coisas estavam prestes a piorar” ecoaram pelas ruas e todo o homem e mulher brancos foram compelidos a regressar. Descreve o dia 11 de Novembro de 1975 como sendo um dos dias mais tristes. Não em termos políticos mas emocionais. Lembra Angola com saudade e só Deus sabe o quanto lhe custou voltar “especialmente para um Portugal que olhava os retornados com desprezo”.

Mão aos alto! É um assalto

0
fotomontagem

Eu vi uma multa do fisco ultrapassar 500 euros, em apenas 6 meses. Sim! Não tinha pago 37 euros. Não tinha recebido as sucessivas notificações e, pumba! toma lá, porque não és rico.

Tenho alguns amigos a quem aconteceu o mesmo. Porque também não são ricos. Caso contrário, se fosse uma dívida de 10 milhões de euros, estavam perdoados. Foi o caso de 17 ex-administradores e ex-diretores do BES e empresas do Grupo Espírito Santo que aderiram ao Regime Excecional de Regularização Tributária, em 2005, 2010 e 2012. Através da adesão ao perdão fiscal, 9 desses gestores legalizaram mais de 54,5 milhões de euros escondidos ao Estado português no estrangeiro. Não se sabe o montante dos restantes 8.

No meu caso provei que tinha mudado de morada, com o cartão de cidadão, mas andei entre uma e outra repartição de Finanças. Uma tinha iniciado o processo. A outra tinha começado a cobrança coerciva, mas já para a morada correta. Uma graça! Acabei a fazer um negócio. O funcionário autuante deu-me a escolher.” Paga agora 241 euros, é um bom desconto, não é?” Ou então? “Paga já os 500 e tal e mais 150 de custas por reclamação e depois o advogado, e talvez possa ganhar, se tiver sorte, o que prefere?” Eu argumentei ter provado a mudança de morada. “Sim! Mas não levantou o pin do cartão de cidadão!” O pin? Senti-me assaltado por um chico esperto.

Pior, percebi que ele me dava a camisa, o fato e os sapatos, se o caso fosse de um milhão, E até dava a “pistola” que usa para assaltar quem trabalha e é honesto. Uma vergonha.

PSD e Chega abraçados

0
fotomontagem

Covid-19: 56 mortes mas há quem não queira usar máscara

0

Novo máximo de casos diários de covid-19 foi atingido hoje, com 6.640 infeções nas últimas 24 horas. A somar a isto, 56 pessoas faleceram com a infeção, segundo o boletim de hoje da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS indica que das 56 mortes registadas nas últimas 24 horas, o segundo pior dia desde o início da pandemia, 31 ocorreram na região Norte, 19 na região de Lisboa e Vale do Tejo, três na região Centro e outras três no Alentejo.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico revela que estão internadas 2.420 pessoas (menos cinco que na sexta-feira) e destas estão 366, mais 26 doentes, em cuidados intensivos.

A região Norte é a que regista a maioria dos novos casos, com 3.900 registos nas últimas 24 horas, na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados mais 1.856 novos casos de infeção, na região Centro registaram-se mais 712 casos, Alentejo tem mais 49 novos casos de covid-19e a região do Algarve tem hoje notificados mais 182 casos de infeção.

Na Região Autónoma dos Açores foram registados 22 novos caso nas últimas 24 horas e na Madeira há 19 casos nas últimas 24 horas.

Sondagem diz que 48% recusa usar máscara

Mesmo com a pandemia a atingir números nunca antes vistos, os portugueses parecem estar divididos quanto à obrigatoriedade do uso de máscara na rua para prevenir o contágio com o novo coronavírus, segundo um estudo da Eurosondagem.

Na sondagem, encomendada pelo Porto Canal e o semanário Sol, 48% dos inquiridos afirmam concordar com o uso de máscara, 45% discordam e 7% tem dúvidas ou não sabe/quer responder.

O uso de máscaras em espaços públicos é obrigatório desde 28 de outubro e o incumprimento é punido com multas que vão até aos 500 euros, segundo a lei aprovada no parlamento apenas com os votos contra da Iniciativa Liberal e as abstenções do BE, PCP, PEV e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira.

Covid-19 em Tires, e as crianças, senhor?

0

Na cadeia de Tires há 150 reclusas infectadas com Covid-19. Para os justiceiros e populistas da nossa praça, que acreditam que nunca poderão passar por uma prisão, nem qualquer dos seus familiares e amigos, isso é um mal menor. Para eles, os presos são cidadãos de segunda que mereciam, todos, a forca mas, ao invés, passam os dias em hotéis de cinco estrelas com “cama, mesa e roupa lavada”. São os críticos que se consideram numa fila à espera de serem canonizados e cientes de que são gente pura, sem pecado, sem falhas e exemplares.

Na APAR – Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso, há uma carta de uma Mãe, afixada numa parede, para “memória futura”. É assim:

“Caros Amigos,

Durante anos critiquei a vossa Associação com a convicção de que vocês existiam para defender os assassinos e pedófilos que enchem as nossas cadeias. No dia em que o meu filho fez a sua licenciatura foi comemorar com os amigos para as Docas. Bebeu um pouco a mais e, no regresso a casa, atropelou uma Senhora na passadeira. Está preso.

Hoje sei, da pior maneira, a vossa utilidade. Sei que, nas cadeias, há milhares de pessoas bem condenadas mas a quem não se pode dar o título de criminoso por terem tido uma falha que pode acontecer a qualquer um.” Fim de citação.

Nas nossas prisões há gente má (que temos de recuperar) e gente que cometeu delitos menores (não pagou uma multa, injuriou alguém, conduziu sem carta). Merecem a cadeia? Sem dúvida! Podem ser considerados criminosos? Duvido!

De uma coisa estou certo: São cidadãos, seres humanos, gente! E estão à guarda do Estado que tem de os tratar com toda a dignidade, quanto mais não seja para lhes dar o exemplo que os pode levar à reabilitação. No entanto, o que acontece?

O Estado considera-os como cidadãos de segunda e não gasta, com eles, um cêntimo a mais do que o necessário para não morrerem à fome. A Covid-19 veio confirmar isso mesmo.

Nas cadeias não há um desinfectante. As celas não são limpas por falta de produtos de higiene. Camaratas com mais de dez reclusos, e uma única sanita, não são limpas com o cuidado necessário por falta, até, de uma gota de lixívia. As louças do refeitório são mal lavadas. Os familiares estão proibidos de entregar esses produtos aos reclusos que têm de os comprar nas cantinas onde os preços são de agiota. Os reclusos estão proibidos de usar máscaras por razões de segurança.

A APAR tem avisado, desde Março, que as cadeias são um barril de pólvora e que um simples infectado poderia provocar o caos em toda a prisão. A cadeia feminina de Tires foi o pior dos exemplos.

Mais de cento e cinquenta reclusas infectadas, juntamente com guardas e, provavelmente, funcionários, informa a comunicação social. Uma vez mais esquecendo o mais grave: E as crianças?

Em Tires há duas dezenas de mulheres com os filhos crianças que não têm a quem deixar. Estamos certos de que a Direcção-Geral (esta Direcção-Geral, por sorte de todos muito diferente das duas anteriores) zelará por elas. Mais uma vez sem os meios necessários porque o Orçamento-Geral do Estado tem a rubrica “prisões” na última linha. Depois dos apoios a animais irracionais. Depois das verbas para festejos e comemorações. Porque consideram os reclusos como “não gente”.

Esquecem uma coisa óbvia: Quem não aposta na reabilitação investe na reincidência! Que Deus lhes perdoe.

Alexandra Borges sai da TVI, mais uma estrela abandona Queluz

0

Hoje já lá não está. A jornalista Alexandra Borges cumpriu ontem o seu último dia de trabalho na TVI. Arrumou a tralha que juntou “ao longo de 21 anos” de serviço naquele canal de televisão e, numa mensagem que deixou na sua página do Facebook, confessou que  “Não me custou fechar a porta da sala que, carinhosamente, a equipa batizou de “Chafarica” porque é apenas um local e o que o torna especial são as memórias e, sobretudo, as pessoas”. Há quem julgue que as pessoas têm de se adaptar às empresas mas a Alexandra parece ser das que pensam que são as pessoas que fazem as empresas. E pensa bem.

Alexandra Borges cresceu na TVI, como pessoa e como jornalista. Tornou-se figura pública, ganhou uma dimensão extra com polémicas que rodearam alguns dos trabalhou que dirigiu e apresentou na pantalha, como foi o caso das reportagens sobre a IURD. Nos comentários que foram anexados à sua mensagem de despedida, estava este que ilustra bem a memória que as pessoas têm do caso:

Na hora da despedida sabe que vai “morrer de saudades da equipa de excelentes profissionais com quem trabalhei nos últimos 3 anos”, deixou palavras de agradecimento às rececionistas, às cabeleireiras, às maquilhadoras, aos informáticos, ao secretariado, às funcionárias do bar e da cantina, a toda a gente, enfim.

Um pouco de nostalgia e algumas notas amargas, também, ao deixar escrito que ela e a sua equipa deixaram “MARCA no jornalismo da TVI, contra tudo e contra poucos”. Um certo travo amargo ao dizer “Vou ter muitas saudades vossas, de todos e cada um de vocês. Mas recuso-me a despedidas porque às pessoas para mim não são descartáveis…”, e o orgulho que sentiu e sente pelos resultados obtidos: “O público aplaudiu e agradeceu cada reportagem que fizemos. Foram sempre mais de um milhão de telespectadores que nos acompanharam mas, mesmo que fosse apenas um, teríamos  o dever de trabalhar com o mesmo profissionalismo e dedicação.”

Diz que vai descansar durante uns meses e que espera abraçar um novo projeto no próximo ano. Mas não desvenda de que projeto se trata. Não é possível dizer agora se a jornalista ficará a ganhar por ter saído da TVI. Diz o “histórico” deste tipo de situações que, na maioria das vezes, tanto a empresa como o jornalista ficam a perder. E o público também.

AmadoraBD, toda a glória para Luís Louro

0

Foi um Festival de Banda Desenhada da Amadora mais “magro” que o habitual, mas em tempo de crise já é bom que tenha acontecido. Hoje foram anunciados os vários vencedores do AmadoraBD. O álbum de banda desenhada “Sentinel”, de Luís Louro, foi distinguido com o troféu de Melhor Obra de Autor Português.

Os Prémios de Banda Desenhada e Ilustração da edição de 2020 do Festival Amadora BD distinguiram ainda Zé Nuno Fraga, com o Prémio Revelação, pelo álbum “A Assembleia das Mulheres”.

O Prémio de Melhor Obra Estrangeira de BD, editada em português, foi para “O Homem que Matou Lucky Luke”, de Matthieu Bonhomme. Ainda na área de Banda Desenhada, o álbum “Tequila Shots”, com argumento de Claudio Yuge e desenho de Juan Burgos, recebeu o Prémio de Melhor Fanzine ou Publicação Independente.

No campo da Ilustração, o Prémio de Melhor Obra de Ilustrador Português, foi para “Desvio”, de Ana Pessoa e Bernardo P.Carvalho.

Como Melhor Obra de Ilustrador Estrangeiro, foi premiada “Mvsevm”, de Javier Sáez Castán e Manuel Marsol. O anúncio dos vencedores foi feito hoje à tarde, no auditório dos Recreios da Amadora.

Este ano, o Festival AmadoraBD, adaptado à pandemia da covid-19, reduziu as categorias dos prémios anuais para metade.

Noutros anos tem sido uma festa para miúdos e graúdos, para todos os que gostam de banda desenhada, de cartoons, de “histórias aos quadradinhos”.

O vídeo que juntamos a este artigo foi realizado na edição de 2019, quando fui ao Amadora BD com o meu filho mais novo, o Pedro Gil, sempre mascarados, afinal de contas…

AmadoraBD 2019

Ir ao Festival Internacional de BD da Amadora é a oportunidade de voltar a ser criança, mesmo se a banda desenhada também é um produto de consumo para adultos. É mais giro ir lá com os olhos de um puto. E as memórias de um adulto.

Covid-19: 52 mortes e faltam enfermeiros

0

O boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde volta a registar, hoje, números bastante altos sobre a pandemia covid-19. Assim, nas últimas 24 horas faleceram 52 pessoas com a infeção provocada pelo novo coronavírus e há mais 5.550 novos casos de pessoas doentes.

A este ritmo, estamos próximos de alcançar a marca dos 3 mil mortos, “fasquia que será ultrapassada dentro de uma semana se os índices da pandemia não abrandarem. Nos últimos seis dias faleceram 285 pessoas com covid-19, uma média superior a 47 mortes diárias.

O boletim indica que das 52 mortes registadas, 25 ocorreram na região Norte, 13 em Lisboa e Vale do Tejo, oito na região Centro e seis no Alentejo.

Há cada vez mais pessoas internadas. Hoje há 2.425 pessoas (mais 63 do que na quinta-feira). Em cuidados intensivos estão 340 pessoas (mais 20). E é este dado sempre crescente que mais preocupa as autoridades sanitárias e o Governo porque estamos próximo de saturar o sistema hospitalar com doentes covid, nomeadamente as unidades de cuidados intensivos. E quando não houver mais capacidade para tratar os novos doentes, vai ser mau para todos nós.

A região Norte é a que regista o maior número de novos casos tendo sido reportados 3.006 nas últimas 24 horas, na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados mais 1.495 novos casos e na região Centro registaram-se mais 676 casos, contabilizando 15.045 infeções e 349 mortos.

Não há mais enfermeiros para contratar

A ministra da Saúde, Marta Temido, admitiu hoje que “o mercado não tem a disponibilidade de outros momentos” no que se refere ao recrutamento de profissionais para acudir à pandemia da covid-19, mas frisou que Portugal “não é exceção”. Quando o primeiro-ministro Passos Coelho mandou professores e enfermeiros emigrar não adivinhava que eles um dia viessem a fazer tanta falta. Ou, então, terá sido uma ajuda ao negócio privado na Saúde mas, em casos de pandemia, os privados nãos e sentem motivados, não se percebe bem porquê.

Marta Temido comparou o que se passa em Portugal com o caso da França, para lembrar que o Presidente Macron afirmou que o país tinha dificuldade no recrutamento de profissionais de saúde.

“Ouvi há poucos dias o Presidente Mácron a referir que não há profissionais de saúde livres no mercado para serem contratados. Estamos a falar de França. Neste momento a dificuldade de recrutamento de profissionais de saúde existe em toda a Europa. Portugal não é exceção”, disse a ministra.

A propósito disto, a Ordem dos Enfermeiros divulgou, também hoje, que há uma grande procura por enfermeiros e enfermeiras portuguesas em países como Espanha, Reino Unido, Alemanha e Holanda, com ofertas salariais bem acima do que se pratica em Portugal. “Estão a oferecer contratos anuais, transporte e alojamento gratuitos”, sublinhando que as propostas “são agora mais e com condições mais vantajosas por parte de hospitais, mas também de lares”, diz a Ordem dos Enfermeiros.

Estudantes contra propinas

0

Estudantes universitários vão manifestar-se em Lisboa, contra as desigualdades sociais no ensino superior e pela eliminação das propinas.

O protesto está convocado para o próximo dia 17 pelo coletivo Brigada Estudantil, grupo que defende os direitos dos estudantes. Dia 17 de novembro é o Dia Internacional do Estudante, altura propícia para a mobilização estudantil.

Segundo o comunicado da Brigada Estudantil, a manifestação do dia 17 tem nome: “Geração à Rasca 2.0”, uma originalidade em termos de manifestações em Portugal.

“As nossas instituições de ensino superior mostraram, mais uma vez que estão apenas preocupadas com o lucro e continuaram a cobrar propinas, taxas e emolumentos, enquanto assistimos à deterioração das condições de vida das nossas famílias”, diz o comunicado da Brigada Estudantil, segundo a qual a promessa de que as propinas ajudariam a melhorar a qualidade do ensino não passou de  “mais um instrumento de triagem social dos estudantes”.

“Enquadrada numa visão economicista e tecnocrática do ensino superior, a lei das propinas veio igualmente desresponsabilizar o Estado do cumprimento das suas funções constitucionais, condenando o sistema de ensino à asfixia financeira e à privatização, na sequência de décadas de desinvestimento e subfinanciamento”, acusam os estudantes universitários e, por isso, a manifestação de protesto agora convocada.

No comunicado, a Brigada Estudantil adianta que a manifestação “Geração à Rasca 2.0” começa no Largo de Camões, em Lisboa, às 16:00, estando previstas também vigílias na Praça da República, em Coimbra, e na Praça dos Leões, frente à reitoria da Universidade do Porto.