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O juiz e a “queixinha”

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O juiz Fonseca e Castro entregou hoje na Procuradoria Geral da República, em Lisboa, uma queixa contra o Presidente da República, o primeiro-ministro e o Governo por crimes contra a humanidade.

Nesta empreitada, o juiz não esteve só. Uma pequena multidão de algumas centenas de pessoas estive com ele, numa manifestação que partiu do Parque Eduardo VII a pé até ao edifício da PGR. Vestidos de negro, os manifestantes entoaram o hino nacional, empunharam bandeiras nacionais e alguns empunhavam balões brancos e alguns cartazes com apelos vários, entre os quais referências a uma sublevação militar. Os manifestantes também se dedicaram a insultar os jornalistas destacados para o local, com gritos de “jornalixo” e “assassinos”.

À saída da PGR o juiz recusou prestar declarações à comunicação social.

Fonseca e Castro tem já dois processos movidos contra ele pelo Conselho Superior de Magistratura. Um pelos incitamentos à desobediência civil contra as medidas de confinamento impostas para combater a pandemia de covid-19 e que está na origem da suspensão de funções deste juiz, o segundo depois de ter publicado um vídeo com declarações sobre o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, que este considerou “atentatório da sua honra”.

Este é o juiz que desafiou o diretor nacional da PSP para um ajuste de contas, um duelo, uma cena de porrada, como lhe queiram chamar, acusando Magina da Silva de ser “queixinhas”, mas agora foi ele quem apresentou uma “queixinha”.

“Os animais podem não ter voz, mas têm-nos a nós”

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A homenagem ao toureiro João Moura vai ter uma contra homenagem. O PAN está  convocar pela net militantes e ativistas da causa animal para se concentrarem na porta do Campo Pequeno, para uma manifestação de repúdio.

Na convocatória, o PAN diz que o toureiro em causa, “além da sua atividade habitual de torturar touros e cavalos na arena, recentemente indignou o país ao deixar os seus cães morrerem à fome – um crime cujo processo ainda decorre!”

O PAN considera inadmissível que o evento possa ter lugar e recorda que a família Moura é pouco recomendável, já que também um dos filhos do homenageado, de seu nome João Moura Jr., não tem apenas o nome do pai mas, também, o mesmo ódio pelos animais, recordando que “o filho, João Moura Jr., que também ficou conhecido pelas imagens que mostravam os seus cães a atacar um touro, prática denominada de “bull-bating”!”, crime ainda impune.

“Os animais podem não ter voz, mas têm-nos a nós”, diz o PAN. “Por isso, a partir das 19h30 marcaremos presença à porta do Campo Pequeno para mostrar a nossa indignação e exigir ao Governo e à Autarquia de Lisboa que coloquem de imediato um ponto final na violência animal. O que tantas vezes temos exigido, com as nossas propostas reiteradamente rejeitadas. “

Vamos ver no que isto dá. Seria prudente que a autarquia previna os meios necessários para evitar cenas tristes na rua. Já basta as que irão decorrer dentro do Campo pequeno.

Lisboa, mais 7 torres no Restelo

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O sonho acabou para muitos moradores do Restelo, o terreno junto ao Alto dos Moinhos nunca será um jardim. Vai ser um dormitório para duas mil pessoas com 629 apartamentos e apenas 214 estacionamentos. As 7 torres foram reduzidas agora, no seu tamanho inicial,  de entre 12 a 15 pisos para 8 andares.

A Câmara conta com os construtores privados, que já não andam de Mercedes, mas de helicóptero. É o ressurgimento das PPP, agora na habitação. Regressa-se ao tempo dos lisboetas empurrados para fora das suas casas, por via da especulação imobiliária do alojamento local.

O novo bairro não terá metropolitano nem elétricos rápidos para reforçar a mobilidade. Os residentes utilizarão o popó e o autocarro, opção muito má quando se caminha para a descarbonização. 

São 7 torres para 486 famílias e serão construídas em “formato de bairro social” na zona chic do Restelo, em Lisboa. É um projecto social já discutido na Câmara Municipal de Lisboa, que pretende ter uma parceria público privada. Em 2019, a OCDE revelou que Portugal tem 730 mil casas devolutas.

Viajar é ir mais longe

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O ator Rogério Samora, um homem interessante e que continua hospitalizado e bastante doente, disse uma frase há uns anos que não mais esqueci. Dizia ele que há gente que viaja e há gente que passa férias no estrangeiro. Lembro-me de já ter pegado nesta observação inteligente antes, mas repesco-a também agora.

Muita gente que diz viajar realmente passa férias no estrangeiro. E quanto volta vem basicamente igual, mais bronzeada ou mais culta, sim, mas nem por isso mais sábia e mais aberta. E assim é porque, pura e simplesmente, não criou tempo nem espaço para, de facto, fazer uma “viagem”, no sentido pleno da palavra.

Os fãs das praias paradisíacas (também sou) que escolhem passar o dia no resort e os ávidos de cultura que só visitam museus e monumentos (também aprecio) e que só fotografam obras de arte e fachadas seguem o mesmo caminho. Querer relaxar e ter conhecimentos é válido, registe-se, mas o único trilho que percorrem é o da valorização egocêntrica, somando pontos ao seu bem-estar físico ou ao seu enriquecimento cultural do ponto de vista puramente estético e estático ou vice-versa. Raramente se aventuram pelas ruas do desconhecido, do imprevisto e do imprevisível, do contacto com os locais no sentido de os olharem, de os ouvirem, de os sentirem. Voltam exatamente com os mesmos preconceitos étnicos e por vezes contentíssimos por comprovarem as suas opiniões moldadas ao estilo de roteiro turístico ou forjadas a partir da televisão.

Há gente que “viaja” com medo para locais exóticos, pobres, complexos e sedutores por isso mesmo e por lá passam dias e semanas em medo, fechados à comunicação, abrigados em grupos e/ou não ousando sair dos planos de auto agenda que estabeleceram nas suas redomas interiores de turistas ocidentais, neste caso. A língua é o único entrave que impede de chegar às populações locais. Não havendo esse passaporte, a comunicação estará muito mais comprometida. Mas, ainda assim, a rua é a melhor forma de se observar e absorver o pulso local, o que vai para além das cores e dos cheiros, da gastronomia e do artesanato, dos souvenirs e, agora, das selfies.

Visitar um país sem tentar imergir na atmosfera do lugar significa passar ao lado de experiências e aprendizagens enriquecedoras, ‘eye-opening’, por vezes dolorosas, chocantes, tristes, outras surpreendentes, divertidas, marcantes, brutalmente diferentes do nosso quotidiano.

Visitar um país estando-se fechado por dentro é não ver nem reconhecer outras formas de estar, de trabalhar, de subsistir, de viver. E só pelo contraste, frequentemente (re)vestido de choque cultural, é que as nossas barreiras erigidas contra a diferença podem ser atenuadas, abaladas e vencidas.

Viajar é, pois, ir mais longe, em todos os sentidos possíveis.

Air Covid

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Um tripulante da companhia aérea Ryanair diz que há um surto de covid entre os tripulantes desta companhia aérea. Segundo declarações deste tripulante à agência Lusa, ele é um dos sete casos de tripulantes infetados, mas o número poderá ser muito superior já que a companhia aérea não testa os tripulantes antes dos voos.

Segundo diz este tripulante, que pediu o anonimato, todos os casos surgiram entre pessoal de voo baseados no Porto. Recorda que ficou infetado através do contacto com uma hospedeira que testou positivo em meados de agosto e com quem trabalhou dias antes. “Só no dia em que trabalhámos juntos contactámos com 689 passageiros”.

Fonte oficial da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) indicou à agência Lusa que “consultado o Departamento de Saúde Pública”, não tem conhecimento da informação em apreço, sobre o alegado foco de doença covid-19 na base do Porto da Ryanair com sete casos confirmados.

Carros elétricos na Tapada de Mafra

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A Tapada Nacional de Mafra pôs em funcionamento quatro veículos elétricos para a realização das visitas, substituindo assim o tradicional comboio a combustível, para reduzir a pegada ecológica.

Os novos veículos são, portanto, mais cómodos e mais silenciosos, o que permite certamente ao visitante ouvir os passarinhos enquanto passeia e vê os gamos e veados em liberdade no interior da floresta. Os quatro veículos elétricos têm, cada um, 12 lugares. Até ao final deste ano, a Tapada Nacional de Mafra vai adquirir mais três, de 22 lugares cada e com lugares para pessoas com mobilidade reduzida.

Na Tapada de Mafra vivem 500 animais de mais de centena e meia de espécies diferentes, entre gamos, veados, javalis, aves como a águia de Bonelli ou o bufo real, répteis como salamandras, tritões e cobras, e uma floresta exuberante, com quase uma centena de espécies de plantas, das quais 21 são árvores e arbustos. Algumas das árvores da Tapada de Mafra são consideradas de interesse público, como o castanheiro-da-índia, a olaia e o sobreiro.

Além disso, é o único abrigo de morcegos na região de Lisboa e Oeste, com floresta densa e árvores autóctones, como sobreiros ou freixos, habitats destas espécies, uma vez que a zona está bastante modificada pelo aproveitamento agrícola dos campos e pela plantação de eucaliptais.

Nas visitas à Tapada é possível optar por passeios pedestres, de bicicleta, de charrete ou de carro elétrico. Há ainda a possibilidade de participar em ateliês de apicultura, assistir a demonstrações de voo livre de aves de rapina e fazer piqueniques.

O respeito pelas mulheres, no Afeganistão

A Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (RAWA) fez uma lista de 29 restrições e maus tratos impostos às mulheres durante os anos em que os taliban estiveram anteriormente no poder, no Afeganistão.

As 29 restrições aplicadas pelos talibãs às mulheres, segundo a RAWA:

  1. Proibidas de trabalhar: Existia a proibição total do trabalho feminino fora de casa. Apenas algumas médicas e enfermeiras tinham permissão para trabalhar em alguns hospitais de Cabul (capital do Afeganistão).
  2. Completa proibição de qualquer tipo de atividade fora de casa: As mulheres só podiam sair de casa se fossem acompanhadas pelo marido ou por um familiar masculino como pai, avô, irmão ou filho.
  3. Proibidas de realizar negócios com comerciantes do sexo masculino.
  4. Proibidas de ser tratadas por médicos homens.
  5. Proibidas de estudar: As mulheres não tinham permissão de andar na escola, universidade ou qualquer outra instituição educativa. As escolas para raparigas foram convertidas pelos talibãs em seminários religiosos.
  6. Obrigadas ao uso de um longo véu (burca) que as cobre da cabeça aos pés.
  7. Podiam ser chicoteadas, espancadas e vítimas de abusos verbal: A mulheres que não se vistam de acordo com as regras dos talibãs ou que não estejam acompanhadas pelo marido ou por um familiar masculino podiam ser vítimas de violência física e verbal.
  8. Podiam ser chicoteadas em público as mulheres que não escondessem os tornozelos.
  9. As mulheres acusadas de ter relações sexuais fora do casamento eram condenadas ao apedrejamento público até à morte.
  10. Proibidas de usar produtos de cosmética: Não podiam usar por exemplo maquilhagem nem verniz. Houve casos de mulheres que, por usarem verniz nas unhas, tiveram os dedos amputados.
  11. Proibidas de falar ou apertar a mão a homens: Só o podem fazer aos maridos ou familiares.
  12. Proibidas de rir em voz alta: Os talibãs consideravam que ninguém estranho à mulher poderia ouvir a sua voz.
  13. Proibidas de usar saltos altos que produzissem som ao caminhar: Os homens não podiam ouvir os passos de uma mulher.
  14. Proibidas de apanhar um táxi: Só o podiam fazer acompanhadas pelo marido ou familiares do sexo masculino.
  15. Proibição da presença feminina na rádio, televisão ou reuniões públicas de qualquer natureza.
  16. Proibidas de praticar desportos ou entrar em qualquer clube desportivo.
  17. Proibidas de andar de bicicleta ou mota: Só o podiam fazer se fossem acompanhadas pelo marido ou familiar do sexo masculino.
  18. Proibidas de usar roupas de cores vivas: Para os talibãs, as cores vivas eram consideradas “cores sexualmente atraentes”.
  19. Proibidas de reunir para festividades: Como para os Eids, as celebrações em nome de Alá.
  20. Proibidas de lavar roupa nos rios ou praças públicas.
  21. Modificação de todos os nomes de ruas e praças que incluíam a palavra “mulher”: Por exemplo o nome “Jardim das Mulheres” passou para “Jardim da Primavera”.
  22. Proibidas de espreitar das varandas do seu apartamento ou casa.
  23. Todas as janelas das casas tinham de ser opacas: Esta obrigatoriedade tornava impossível que alguém da rua conseguisse ver as mulheres dentro das suas casas.
  24. Alfaiates masculinos não podiam medir, nem costurar roupas femininas.
  25. Proibidas de utilizar casas de banho públicas.
  26. Não podiam viajar no mesmo autocarro que os homens: Existia uma distinção entre os autocarros para homens e os para mulheres.
  27. Proibidas de usar calças largas: Mesmo que fossem usadas por baixo da burca, as calças largas continuavam a ser proibidas.
  28. Proibição de fotografar ou filmar mulheres.
  29. A impressão de imagens de mulheres em revistas, livros, ou penduradas em casas ou lojas eram proibidas.

“Respeito” inspirador do cartoon de Hélder Dias.

Bombeiros acusados de não apagar fogo

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A jovem explica que os bombeiros passaram de um lado e para o outro, sem ajudar as populações. Conta tudo em pormenor. E fica a suspeita de que alguns bombeiros estão-se nas “tintas” para os incêndios. Mas que não devem estar nas tintas para o seu subsídio diário.

O abrandamento dos incêndios passa por penas de prisão elevadas para os incendiários. E pela mudança na estrutura dos bombeiros. Já estive na cobertura de vários incêndios, onde percebi a ambivalência das vítimas perante as chamas. Andavam de mãos dadas entre a perda de património e a patologia de Nero. 

Jaime Marta Soares esteve décadas à frente da Liga dos Bombeiros, que têm hoje equipamentos extraordinários. E servem para quê? Já foram descobertos bombeiros a atear e a apagar incêndios. E aconteceu-lhes o quê?

É necessário conhecer a cara dessa gente engendrada nos incêndios. E ver as suas caras nas televisões e nos jornais.  António Costa tem de acabar este banquete de comilões. Para já não falarmos da sinuosa história dos helicópteros Kamov do senhor Sócrates. Vejam o vídeo da jovem Laura Labrador.

Milhares de peixes mortos no areal do Meco

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Milhares de cavalas estão há dois dias a dar à costa na zona de Sesimbra, nomeadamente na praia do Meco. O motivo da mortandade não foi ainda determinado, o peixe está na água já há uns dias, alguns revelam sinais de terem sido parcialmente comidos por predadores, provavelmente gaivotas.

A Polícia Marítima presume que se trata de pescado que, por alguma razão, terá caído ao mar de uma embarcação de pesca. Também se pode dar o caso de ter havido uma avaria na rede de pesca que tenha provocado a dispersão do peixe já morto. A Polícia Marítima assegura que a água do mar não apresenta sinais de poluição, pelo que não terá sido essa a causa da morte.

Atirado para o areal pelas marés e correntes marítimas, o peixe poderá estar ainda em boas condições de ser consumido. Cavala é uma espécie de tunídeo, muito utilizado pela indústria conserveira.

Entretanto, as praias estão a ser limpas, mas o peixe continua a chegar ao areal. Em algumas praias a Proteção Civil está a recolher o peixe e nas outras espera-se que as gaivotas tratem do assunto, o que elas não deixarão de fazer.

As praias afetadas por esta ocorrência são muito frequentadas por veraneantes, principalmente lisboetas e residentes da margem sul do Tejo.

É um caso de polícia, o combate aos fogos em Portugal.

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Portugal ardeu copiosamente todos os Verões, nos últimos 35 anos. Primeiro foram matas, agora também arde restolho. Antes os fogos eram mais escassos. E os bombeiros eram muito pobres em equipamentos. E subsídios diários, raspas.

Numa entrevista ao jornal i, Marta Soares vai escandalosamente longe: “em anos de eleições, os incêndios ardem com mais frequência”. E junta “os bombeiros são o filho bastardo de todo o sistema de apoios económico-financeiros”.

Jaime Marta Soares conseguiu um aumento brutal de meios pesados aos incêndios nas suas décadas de presidente da Liga. Por isso as suas palavras parecem contraditórias.  

Marta Soares tem de ir com urgência à Assembleia da República explicar as suas palavras. Ponham a Mariana Mortágua a interrogá-lo. O país não pode assistir pasmado a “bocas” que comprometem o futuro dos nossos filhos.