O juiz e a “queixinha”

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O juiz Fonseca e Castro entregou hoje na Procuradoria Geral da República, em Lisboa, uma queixa contra o Presidente da República, o primeiro-ministro e o Governo por crimes contra a humanidade.

Nesta empreitada, o juiz não esteve só. Uma pequena multidão de algumas centenas de pessoas estive com ele, numa manifestação que partiu do Parque Eduardo VII a pé até ao edifício da PGR. Vestidos de negro, os manifestantes entoaram o hino nacional, empunharam bandeiras nacionais e alguns empunhavam balões brancos e alguns cartazes com apelos vários, entre os quais referências a uma sublevação militar. Os manifestantes também se dedicaram a insultar os jornalistas destacados para o local, com gritos de “jornalixo” e “assassinos”.

À saída da PGR o juiz recusou prestar declarações à comunicação social.

Fonseca e Castro tem já dois processos movidos contra ele pelo Conselho Superior de Magistratura. Um pelos incitamentos à desobediência civil contra as medidas de confinamento impostas para combater a pandemia de covid-19 e que está na origem da suspensão de funções deste juiz, o segundo depois de ter publicado um vídeo com declarações sobre o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, que este considerou “atentatório da sua honra”.

Este é o juiz que desafiou o diretor nacional da PSP para um ajuste de contas, um duelo, uma cena de porrada, como lhe queiram chamar, acusando Magina da Silva de ser “queixinhas”, mas agora foi ele quem apresentou uma “queixinha”.

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