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Ucrânia, Os Prisioneiros Azov

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A atualidade menos disseminada sobre a guerra na Ucrânia é a que se passa no lado russo. A batalha de Azovstal foi notícia todos os dias, enquanto houve resistência dos ucranianos. Depois deles se terem rendido, a “excitação” da guerra virou-se para outros cenários.

Mas aqui fica um relato sobre o que se está a passar com esses milhares de prisioneiros que se renderam aos russos em Mariupol.

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Juiz diz, “matem” o mensageiro

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Na Comissão dos Assuntos Constitucionais, na Assembleia da República, o juiz António Almeida e Costa mostrou-se adepto de “atalhos” para combater as fugas ao segredo de justiça. Diz ele que a culpa é dos jornalistas, que pagam ao escrivão para obter informações confidenciais. Portanto, iliba-se a ele próprio e aos seus pares, deita a culpa para cima da pobreza em que vivem os escrivães dos tribunais e da malvadez dos jornalistas. Como os tribunais precisam de escrivães, “mate-se” o jornalista e o assunto fica resolvido.

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Este juiz considerou que as liberdades, mesmo as consagradas na Constituição, deviam ter limites mais restritos. Ora, a um juiz que se propõe zelar pelo cumprimento da Constituição, não lhe fica bem dizer mal das normas que lá constam.

Assim, apesar de ser o único concorrente à vaga existente no Tribunal Constitucional (TC), o juiz António Almeida e Costa não conseguiu ser eleito pelos seus pares. As regras dizem que há dez juízes a votar e terá de haver maioria qualificada para a cooptação de um novo membro. Isso não foi possível, na reunião de hoje no TC. Veremos o que vai acontecer nos próximos dias.

IMI, imposto cruel e injusto

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De todos os impostos existentes, o IMI é o mais odiado pelos portugueses. É considerado o imposto mais injusto e mais cruel.

Injusto porque, na prática, a receita deste imposto destina-se a pagar salários de trabalhadores autárquicos e contratos com empresas prestadoras de serviço às autarquias. Sendo as autarquias feudos partidários, onde quase só entram amigos, afilhados e correligionários dos diferentes autarcas, são os munícipes que pagam do seu bolso esses favores e prebendas.

Cruel, porque na prática é impossível fugir a esse imposto. Levados por um sistema que obriga as pessoas a optar pela aquisição de habitação, no ato da escritura notarial os cidadãos ficam amarrados para o resto da vida a duas obrigações: pagar a prestação bancária e o IMI. Se a meio do percurso de vida acontecer um percalço e o cidadão ficar doente ou desempregado, se tiver quebra de rendimentos, nem o banco nem a autarquia lhe perdoam a dívida. Seja de que modo for, tem de continuar a pagar, sob pena de perder o teto.

Não faz qualquer sentido que um desempregado tenha de pagar impostos. No caso do IMI, a única condição para se ficar isento tem a ver com o valor patrimonial da habitação. Se o cidadão não viver numa casa suficientemente humilde, não importa se perdeu emprego. Ou paga, ou vende para se livrar desse problema. E com o remanescente da venda, compra uma barraca.

Tudo isto para vos lembrar que o prazo para pagar a 1ª prestação do IMI termina hoje à meia-noite.

JOANA VASCONCELOS, mulher grande

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Se encontrar um sapato do tamanho de um autocarro de dois andares ou um coração de filigrana com 3 metros de altura, pode ter a certeza de duas coisas: são peças de arte e a artista chama-se Joana Vasconcelos.

Dizem dela que é uma pessoa excessiva, uma traficante de exageros. Ela diz ser uma pioneira, talvez uma espécie de revolucionária.

A verdade é que Joana Vasconcelos faz arte à sua escala, sem dietas nem preconceitos aparentes. Os críticos criticam-na, mas as exposições em que participa batem recordes de bilheteira.

O gigantismo é a sua imagem de marca. Talvez o povo goste de ficar embasbacado a olhar para construções que fazem lembrar aranhas gigantes ou para joias que pesam 3 kg. Sim, parte do sucesso desta artista deve ter a ver com isso.

E a outra parte do sucesso deve ter a ver com o sorriso que nos provocam bules de chá com pé direito ou lavatórios de wc embrulhados em tricot. Sim, há algum oportunismo no aproveitamento de objetos de uso comum dando-lhes roupagens e dimensões inusitadas. É isso arte? Porque não?

A verdade é que a mulher não tem sossego. Corre mundo a aceitar convites para estar em exposições e a cumprir encomendas para museus e galerias privadas. Mais lá fora do que cá dentro, é verdade. Mas isso não surpreende.

O Erro de Kissinger

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Após a queda do Muro de Berlim, em 1989, era expetável um futuro auspicioso para a Europa e a Rússia: mais do que um desanuviamento de relações, acreditava-se numa aproximação assente na cooperação económica e afinidades histórico-culturais.

Essa parecia ser a evolução natural do nosso mundo e, perante as novas ameaças que surgiam do Extremo-Oriente e do seu flanco Sul, a Europa até menosprezou a sua fronteira oriental, embalada no doce idílio de uma futura ligação à Rússia.

Cinco anos depois do fim da guerra fria, no meu primeiro livro, eram bem outras as minhas preocupações: a sustentabilidade do planeta, assente em pegadas ecológicas; e o apertado controlo das administrações estatais, que considerava a fonte major das ameaças à liberdade e ao desenvolvimento humano.   

O bicho-homem, porém, sempre imprevisível, encarregar-se-ia de sustentar lideranças que, sangradas na Ásia Central e desprezadas no Pacífico, conduziram a inesperadas construções geopolíticas que transformaram os meus verdes sonhos em negros pesadelos.

Lançado o caos, e posta até em causa a sobrevivência de uma parte significativa da Humanidade, o melhor será identificar as causas inquestionáveis deste conflito à escala global, exercício sem o que não é possível enunciar soluções consistentes:

1 – A crescente pressão do lobi militar-industrial sobre a classe política, de que é sinal claro a tolerância aos massacres em série, dentro dos “modernos” EUA.

2 – A disrupção iminente do sistema monetário e financeiro, hoje firmado numa especulação desenfreada, que já não na produção e troca de bens básicos;

3 – O controle de atividades estratégicas por poderosos grupos de oligarcas, que acumulam lucros estratosféricos enquanto as classes médias se afundam.

4 – O esmagamento da comunicação social livre, com a eliminação cirúrgica de milhões de vozes, incluindo o recurso a milhares de assassinatos;

5 – A supremacia das “máquinas administrativas” sobre o poder judicial, assim se abrindo uma janela de impunidade a crimes económicos e até contra a Humanidade;

6 – A profunda desregulação e instabilidade dos mercados, perante a degradação das regras tradicionais assentes na lei e na ética.

7 – A que acrescento uma “sétima praga”, que é a progressão dos extremismos religiosos e políticos, neste atual “Egipto” em que vivemos.

Por menos letal, e até fator de agregação entre os povos, já nem falo da covid. E para melhor se entender uma guerra que veio para ficar, dispenso também, por inúteis, mais delongas em torno de figurões como Putin, Trump e afins, de fresca ou longa data.

Centremo-nos na evolução histórica das últimas três décadas, que conduziu a dois modelos de desenvolvimento antagónicos, no continente europeu: a oeste, a democracia que, com todos os seus defeitos, deu voz aos anseios de liberdade dos povos e assim se estendeu; a leste, a afirmação de uma oligarquia quase feudal, corrupta e sanguinária que, ameaçada pelos ventos de mudança, optou por se entrincheirar no seu castelo, protegida por quase cinco mil (5 000!…) bombas atómicas.

Com a Rússia também cada vez mais cerceada no Cáucaso, aí devido à ascensão otomana, e com a Ucrânia e a Moldova a piscarem o olho à Europa, enquanto a Bielorrússia erguia muros, era bem real a probabilidade da eclosão de um grande conflito: sobretudo depois dos “abanões” na Sérvia, Geórgia e Crimeia. Uma falha imperdoável que assentou em muita ignorância e numa excessiva crença na força da democracia.

Esqueceram também os europeus, levados numa displicente onda de cooperação económica, de outra constante histórica: recorrentemente, os povos são varridos por psicopatas e paranoicos que, no seu delírio, acreditam poder subjugar os demais. E para que não restem dúvidas sobre estes conceitos, que são técnicos e não políticos, psicopata é quem não hesita em promover o sofrimento alheio, de que até retira gozo; já o paranoico é aquele que distorce as realidades, incapaz de perceber que que não é o “centro do mundo e arredores” e que os demais também têm direitos.     

A 28 de fevereiro, quarto dia de invasão da Ucrânia, firmado em realidades, que não em interesses ou em sentimentos, previ uma “humilhante derrota da Rússia”: a contenção chinesa em Taiwan, o súbito reacender da instabilidade nos “sovietistões”, as pesadas perdas infligidas ao exército invasor e a firme resposta do mundo ocidental, incluindo a Turquia, eram indícios claros de que não íamos assistir a uma “excursão de finalistas”. Amargor partilhado pelo próprio Putin que, em desespero, nesse mesmo dia ameaçou recorrer a armas nucleares. Uma declaração extremada e insensata que ainda mais fez crer que ou a Europa travava a Rússia na Ucrânia, ou teria mais tarde de o fazer em linhas mais recuadas, porventura a partir de Lisboa.

Certo é que ainda hoje se multiplicam as cenas de horror e que a guerra está para durar, enquanto a ajuda à Ucrânia se processa a conta-gotas: dizem os “burros” que por cautela, para não humilhar a Rússia e se evitar uma retaliação nuclear; pretextam os “espertos” uma nova tática, que, assim, a beligerante América enfraquece as potências rivais sem sacrificar um soldado.

E enquanto diariamente se assiste a forte agitação no Pacífico e no Báltico, e se desfiam teorias da conspiração, somos conduzidos a um dilema: ou se avança de imediato para a capitulação da Ucrânia, com cedência de uma parte do seu território a termo incerto; ou se prossegue com uma ajuda ainda mais eficaz, visando a rápida retirada do invasor. Metida num beco sem outras saídas, a Europa não pode manter a guerra em banho-maria, à espera de uma previsível convulsão política, em Moscovo. Até porque qualquer implosão do atual poder pode levantar consequências ainda mais desastrosas para a paz mundial.

Em 1974, perante o avanço da União Soviética em todo o Império Português, o “genial” Henry Kissinger defendeu uma paz podre e a saída de Portugal da NATO, até como “vacina para o resto do mundo”.

Em 2022, como pode alguém dar crédito a uma “avestruz” que insiste na capitulação da Ucrânia, cinzentamente incapaz de corrigir os erros da juventude?

NOTÍCIAS DA FRENTE RUSSA

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No chamado ocidente, as pessoas estão impedidas de ver, ouvir e ler notícias provenientes da Rússia. Como se nós estivéssemos em guerra com a Rússia. Provavelmente estamos, mas essa é uma notícia que ainda carece de confirmação.

Claro que há sempre maneira de lá chegar. Com a net, é muito difícil bloquear por completo o acesso aquilo que queremos mesmo ver. E o que se vê, sinceramente, não justifica a proibição.

FALECEU ÁLVARO SANTOS SILVA

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Álvaro Santos Silva completaria 75 anos no próximo dia 3 de Agosto. Deixou-nos hoje, vitimado por doença súbita, em casa. Aguarda-se o resultado das formalidades a fim de dar informação acerca das suas exéquias.

Bem conhecido entre as gentes da vila de Cascais, por sempre ter vivido no centro, seu pai foi durante muitos anos o banheiro da Praia da Duquesa, pelo que Álvaro Santos Silva sempre se viu, portanto, ligado ao nosso mar. Enveredou pela Marinha Mercante e foi ocupando outras funções, de um modo geral relacionadas com o tráfego marítimo e as comunicações.

Esteve na origem da criação do primeiro núcleo de Radioamadores do Concelho de Cascais e, por isso, quando surgiu a ideia das rádios locais depressa o Engº Santos Silva pôs em marcha os seus conhecimentos – tanto pessoais como técnicos – para instalar, em Cascais, uma rádio local. Teimou e conseguiu. As primeiras emissões de Rádio Clube de Cascais foram na cave de um prédio na Amoreira (Estoril), tendo passado, bastante mais tarde, para Alcoitão, onde RCC se desenvolveu, de modo a ser, com a Rádio Marginal, as duas rádios com maior presença, nomeadamente noticiosa, no concelho.

Passou a designar-se Cascais FM após a legalização e, sempre sob a batuta de Santos Silva, nesses estúdios de Alcoitão se formaram mui competentes profissionais da rádio ainda hoje em actividade noutros emissores.

Por adversidades várias, mormente devido à falta de compreensão por parte das entidades políticas locais – avessas, de quando em quando, à existência de uma imprensa sem papas na língua – e dos empresários (que têm dificuldade em compreender o papel da rádio local para a promoção das suas iniciativas), a rádio entrou em dificuldades financeiras e foi vendida a um grupo que a mantém em 105.4 FM.

Álvaro Santos Silva, sempre no desejo de algo fazer em prol da sua Cascais, chegou a candidatar-se à presidência da Junta de Freguesia de Cascais, pelo Partido Socialista.

Que descanse em paz quem tanto quis fazer – e fez! – em prol da sua terra!

À sua viúva, Fernanda, aos filhos Miguel e Rodrigo, bem como à demais família apresentam-se os mais sentidos pêsames.

SITA VALLES, o exemplo

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O documentário sobre a vida e morte de Sita Valles é mais uma evidência de como o MPLA se alapou ao poder através da repressão, violência e terror.

É também a evidência de como se manipula uma sociedade através da emoção e da palavra. Camarada, liberdade, igualdade, são palavras que foram utilizadas para discriminar, prender e insultar.

Por fim, é a evidência do cinismo da política. Nunca o MPLA foi um partido de ideologia comunista. Em Portugal, tinha relações privilegiadas com o PPD.  No entanto, tinha lugar marcado nos congressos do Partido Comunista da União Soviética. Podemos dizer que os EUA fizeram o mesmo, ao apoiar a UNITA na guerra civil contra o MPLA para, depois, os deixar cair quando já não eram úteis.

Sita Valles e o irmão Ademar, igualmente fuzilado pelo MPLA na purga de 1977, eram “produto” da lusofonia. Portugueses, filhos de migrantes goeses, nascidos em Angola. Revolucionários, no contexto da queda da ditadura em Portugal e da independência das colónias. Por opção, quiseram manter Angola como pátria. Encontraram lugar numa vala comum. Com eles, terão morrido 70 mil angolanos. Muitos deles, militantes do partido que os mandou matar.

A história de Sita Valles serve como exemplo. É um caso, entre muitos. Mas é a história possível de contar do que se passou naqueles tempos, em Angola. A riqueza deste documentário realizado por Margarida Cardoso está nos depoimentos de sobreviventes dos massacres de 1977. Eles falam com indubitável verdade sobre o sucedido com eles próprios: a prisão, as torturas, o fuzilamento simulado, o terror psicológico.

O documentário é longo e podia ter sido estruturado de outro modo. Tudo o que diz respeito aos acontecimentos em Angola é interessante. A parte sobre a vida de Sita Valles em Lisboa, os estudos na Faculdade de Medicina, a militância no PCP, podia ter tido um critério mais jornalístico. Às tantas, é preciso querer chegar ao fim para não desistir de ver o vídeo que dura 2 horas e 47 minutos.

Interessantes, os depoimentos de ex-militantes do PCP revelam também o pragmatismo cruel de um partido que abandonou os seus quando valores mais altos se levantaram. Ninguém (de partido algum) mexeu uma palha, nem mesmo quando Agostinho Neto disse “não vamos perder tempo com julgamentos”. Uma sentença de morte para dezenas de milhar de angolanos.

O documentário vale a pena.

A UCRÂNIA É UMA PRISÃO, por causa da lei marcial em vigor

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Parece que os privilégios de antigo Presidente não chegam para permitir a Petro Poroshenko liberdade de movimentação, nem mesmo se ele argumenta com a sua atual qualidade de deputado eleito.

Depois de ter tentado passar a fronteira para a Polónia durante dois dias consecutivos, Poroshenko acusa as autoridades de o perseguirem por razões políticas.

Poroshenko tem 57 anos, tem mais de 1,80 m de altura, ainda tem força suficiente para pegar numa arma e a lei marcial em vigor na Ucrânia impede que homens entre os 18 e os 65 anos saiam do país. Todos têm de combater. Em princípio.

Mas, além disso, Poroshenko tem problemas na Justiça.  Há um julgamento a decorrer onde se avalia a acusação de traição por alegados negócios efetuados com separatistas pró-russos.

Poroshenko já esteve preso, saiu em liberdade em janeiro passado e, em março, quando a RTP o entrevistou, alinhavou um discurso muito colado ao que o atual Presidente Zelenski costuma fazer.

Estranhamente, a jornalista da RTP não o questionou sobre nenhuma das questões que referimos aqui. Talvez não soubesse do assunto. Foi uma entrevista politicamente correta, digamos assim.

Cristina Ferreira no Largo da Feira da Malveira

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O Largo da Feira, na Malveira, esteve em obras de requalificação, o que obrigou à relocalização da famosa feira. As obras foram feitas, a Câmara Municipal de Mafra considerou que deveria baptizar uma das novas estruturas com o nome de uma feirante. E então foi hoje inaugurado o Anfiteatro Cristina Ferreira.

Escrevemos isto com pena da homenageada. A Cristina lá foi à inauguração, teve de agradecer a ideia, disse que era “o prémio mais bonito”, mas sabemos bem que se o Cristiano Ronaldo tem o nome num aeroporto internacional, a Cristina Ferreira havia de querer ter o nome noutra coisa… maior. Até a diva do music hall português, Beatriz Costa, tem o seu nome em audiórios, museus e vários outros equipamentos sociais no concelho de Mafra.

Um anfiteatro com o nome da apresentadora do Big Brother serve, também, para percebermos o conceito de cultura que esta autarquia tem. Um anfiteatro é por tradição um recinto para exibições teatrais, declamação de poesia, espetáculos de música, eventos que não ligam com a imagem da histriónica apresentadora de televisão.

Na página do Facebook da vila da Malveira, as opiniões dividem-se. Uns aplaudem, outros deploram.

Acreditamos que o presidente da Câmara Municipal de Mafra quis apanhar uma boleia da popularidade da homenageada. Acabou por dividir a população. E passou uma imagem provinciana dele próprio.

O presidente da CMM Hélder Sousa Silva e a apresentadora de televisão Cristina Ferreira