As agressões em recintos desportivos, entre adeptos ou entre jogadores, são acontecimentos frequentes que não deviam ser tolerados. Mas a impunidade é a regra.
SOLIDARIEDADE É BOA, SE FOR PARA TODOS
Itália, Espanha, Grécia, Chipre e Malta pediram à União Europeia que demonstre para com o problema migratório no sul da Europa a mesma solidariedade dada ao acolhimento dos refugiados da Ucrânia.
Os ministros do Interior destes cinco países mais expostos aos fluxos migratórios do Mediterrâneo fizeram este pedido a Bruxelas no final de uma reunião de dois dias, em Veneza, que terminou hoje. O encontro serviu para delinear uma visão estratégica sobre a gestão migratória.
A ministra italiana, Luciana Lamorgese, numa conferência de imprensa, disse que os países mediterrânicos querem um mecanismo de distribuição de migrantes amplo e equilibrado.
“A crise da Ucrânia mostrou a capacidade de a Europa se unir e mostrar solidariedade para com as pessoas que fogem do conflito e precisam de acolhimento”, afirmou a ministra, acrescentando que o encontro entre os cinco países constituiu “um importante ponto de referência para o próximo Conselho Europeu do Interior”.
O bloqueio às exportações de cereais e outras matérias-primas da Ucrânia e da Rússia vai provocar um aumento da chegada de migrantes do Norte de África a Itália. Chipre já registou mais 286% de desembarques e a Itália mais 30%, desde o início do conflito que está a provocar agravamento das condições de vida em muitos países africanos e do Médio Oriente.
LIÇÃO DE JORNALISMO, em direto
Foi no Jornal da Tarde, RTP 1, Rita Marrafa de Carvalho deu uma lição de jornalismo, em direto, quando não assumiu dados que não podia confirmar. Tanta coisa, em menos de 2 minutos de discurso. Não deixou de ser curioso ouvir a jornalista e, em simultâneo, ler a informação oficiosa que estava no rodapé.
Rita Marrafa de Carvalho marcou a diferença, assim, na cobertura noticiosa que os media portugueses têm feito sobre a guerra na Ucrânia. Com raríssimas exceções, a informação que nos chega é mera repetição do que chega às redações através das agências de comunicação. Salvo raras exceções, a informação difundida pelos media portugueses (europeus e americanos, de um modo geral) é mera comunicação politicamente controlada e autorizada.
O que Rita Marrafa de Carvalho fez foi desmantelar a estrutura manipuladora montada em torno do chamado “lado bom” da guerra.
Prisioneiros Azov
É na colónia penal de Yelenivka, que fica em território da proclamada República do Donetsk, que estão detidos muitos dos militares do Regimento Azov que se renderam em Mariupol.
Montagem de vários vídeos difundidos pela agência de informação russa Readovka.
(transcrição do texto gravado)
Esta é a colónia penal de Yelenivka, que fica em território da proclamada República do Donetsk.
Nesta prisão estão muitos dos soldados ucranianos que se renderam em Mariupol, na siderurgia Azovstal.
O vídeo mostra resumidamente as condições em que os prisioneiros se encontram.
Estão juntos, em grandes camaratas. Não há isolamento e as imagens mostram alguns feridos a receber assistência médica.
As informações que vêm agregadas às imagens garantem que os prisioneiros comem três vezes por dia. Pelo que se consegue ver, não será uma alimentação fantástica, mas é o suficiente para os manter vivos até haver condições para serem julgados.
Fora deste circuito de informações provenientes de agências russas, a Reuters diz que estes prisioneiros têm sido visitados pela Cruz Vermelha Internacional e que o comandante do regimento Azov, Denis Prokopenko, telefonou da cadeia para a sua mulher e que lhe terá dito que todos estavam a ser relativamente bem tratados, que nenhum dos prisioneiros tinha sido sujeito a violência.

Charles, cansado de esperar
A expetativa é saber quantos mais anos vai Isabel II reinar. Na linha de sucessão está o filho Charles. De tanto esperar, já chegou a velho (vai fazer 74 anos). Durante muito tempo especulou-se sobre uma possível abdicação por parte de Charles a favor do filho William. Mas depois de estarem esquecidos os embaraços relacionados com a princesa Diana e com a amante Camila, todos acham que Charles quer mesmo ser rei. Mas vai ter que esperar. A mãe já tem 96 anos, mas a avó morreu aos 101 anos de idade… A genética e as mordomias podem ser um bocado chatas, há de estar Charles a pensar…
Cartoon de Hélder Dias.

O COMANDANTE DA POLÍCIA MUNICIPAL QUE BASÍLIO HORTA NÃO DEMITE
O comandante da Polícia Municipal de Sintra está indiciado por crimes de tortura, ofensa à integridade física qualificada e abuso de poder. Apesar da gravidade das ameaças que dirige aos subordinados, e que foram tornadas públicas através de gravações áudio, o presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, mantém o major da GNR em funções.
Basílio Horta faz o que muito bem entende e não sente necessidade de prestar contas porque governa o município com maioria absoluta, graças a um acordo pós-eleitoral com a CDU. Neste caso do comandante da Polícia Municipal, é evidente que Basílio Horta só deixará cair Manuel Lage quando a isso for obrigado.
Basílio Horta pouco se importa com os danos que este problema possa causar ao partido que lhe tem prolongado a vida política. Há quem garanta que prejudicar o PS lhe dá algum prazer.
Em reunião de vereação, Basílio e os seus fiéis vereadores, chumbaram a proposta de solicitar ao Ministério da Administração Interna um inquérito à atuação do comandante da Polícia Municipal.
Sobre este assunto, enviámos a vários vereadores uma série de questões. Apenas recebemos uma resposta, a do vereador Nuno Afonso, eleito pelo Chega.

Nuno Afonso diz que “a primeira vez que me manifestei sobre este tema (as actas são publicas), foi na reunião de Câmara de 8 de fevereiro”. Desde então, garante o vereador, “abordei este tema em todas as reuniões e sempre em crescendo, dado que cedo se percebeu que havia diferentes tratamentos entre colegas, e várias outras situações irregulares, como se verificou nas reportagens televisivas e noticias. “
Questionado sobre se acha possível tudo continuar na mesma, sem qualquer intervenção da autarquia, na condução da Polícia Municipal, Nuno Afonso respondeu:
“Segundo o executivo foi aberto um inquérito, mas na verdade por enquanto está tudo na mesma, com a exceção de um polícia que foi despedido sob pressupostos e fundamentos que não fazem sentido.”
Nuno Afonso sabe das ameaças do comandante da Polícia Municipal sobre os agentes que o contestam. E estranha algumas coincidências temporais como, por exemplo, a suspensão de uma agente “no dia a seguir ao comandante ter sido constituído arguido num processo em que essa agente é a testemunha principal”.
Por fim, quisemos saber se este vereador pensa ter alguma iniciativa para o esclarecimento do que se passa na Polícia Municipal.
“Na realidade não há muito mais que possa fazer senão continuar atento e a denunciar tudo o que se passar naquela força, desde casos de assédio laboral, coação ou ameaças, de modo a garantir que estes homens e mulheres têm justiça nos seus locais de trabalho, de garantir que todos, sem exceção são tratados da mesma forma e que não há alguns proscritos que sejam impedidos, por exemplo de fazer horas extraordinárias o que lhes permite um acréscimo salarial.”
O serviço de Polícia Municipal funciona na dependência hierárquica direta do Presidente da Câmara. Cabe-lhe a ele agir na defesa da legalidade. Recordamos o áudio que despoletou tudo isto, publicado neste site em 24 de abril passado.
100 DIAS DE INVASÃO
Se a guerra terminasse hoje, seria a guerra dos 100 dias. Mas, pelo andar da carruagem, a coisa está para durar.
Quando mandou invadir a Ucrânia, Putin apresentou as suas exigências: garantia constitucional de uma Ucrânia neutral face à NATO; reconhecimento das independências dos territórios de Donetsk e Lugansk; desnazificação das forças armadas ucranianas.
Zelensky fez-lhe um manguito, rejeitou tudo. A Ucrânia tem um exército bem treinado, ao fim de 8 anos de guerra contra os separatistas no Donbass. Resistiu ao primeiro impacto, angariou apoios a ocidente, mesmo entre aqueles que sempre criticaram o regime implantado em Kiev depois de 2014.
E de repente os EUA vislumbraram nesta guerra uma oportunidade. Milhares de milhões de dólares em armamento estão a ser enviados para a Ucrânia. Armamento cada vez mais sofisticado. A aposta é conseguir enfraquecer a Rússia, deitá-la abaixo. Eliminar um concorrente para a hegemonia mundial.
Cartoon de Hélder Dias.

JOÃO RENDEIRO ASSASSINADO
João Rendeiro pode ter sido assassinado. A família pediu a realização de uma autópsia, assim que o corpo chegue a Lisboa. A chegada está prevista para sexta-feira, dia 3.
Segundo a agência LUSA, a advogada Inês Montalvo disse haver “vários indícios de que se tratou de um crime”.
Além do mais, a família de João Rendeiro não recebeu nenhum relatório da autópsia que terá sido feita na África do Sul, na morgue de Pinetown, em Durban.
Para a autópsia se realizar terá de ser autorizada pelo Ministério Público, a pedido da família do falecido. O pedido já terá sido feito, não há notícia quanto a uma resposta.
João Rendeiro foi encontrado morto no dia 13 de maio, na cela onde se encontrava na prisão sul-africana de Westville, em Durban. Nunca foram explicadas as circunstâncias da sua morte, numa cela onde coabitavam cerca de 50 reclusos. As autoridades sul-africanas avançaram de imediato com uma tese de suicídio, mas ainda não divulgaram nenhuma conclusão do inquérito que foi aberto na altura.

Jornalista ferido
Antes do jornalista francês Frédéric Leclerc-Imhoff ter morrido, estavam contabilizados 8 jornalistas mortos e cerca de 30 feridos em reportagem na Ucrânia. E depois de Frédéric, a contagem continua…
(transcrição do texto gravado)-
Depois da morte do jornalista francês Frédéric Leclerc-Imhoff, ontem outro jornalista ficou ferido quando estava em reportagem de guerra na Ucrânia.
Frédéric morreu atingido por um estilhaço de bomba no pescoço, Valentin Gvosdev foi apanhado por outro estilhaço, no braço…
Valentin é um rapaz com sorte. Este jornalista trabalha para a Zvezda TV, um canal estatal russo.
O incidente aconteceu em Severodonetsk, quando um grupo de jornalistas foi apanhado num bombardeamento das tropas ucranianas.
Severodonetsk é agora um dos principais focos da guerra e para lá convergem os jornalistas que consideram que o risco vale a pena, mas é evidente que é um local muito perigoso para se fazer reportagem de televisão, onde é preciso estar no sítio certo para se fazerem imagens do que está a acontecer.
É por isso que há poucas imagens reais de combates.










