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POBREZA DIMINUI 20% POR ORDEM DE SERVIÇO

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Retirar apoios sociais a quem teve a sorte de encontrar trabalho ou a quem saiu o Euromilhões é uma decisão justa. Mas, segundo diz o Jornal de Notícias, a Segurança Social deu indicações aos técnicos que “têm de reduzir o número de beneficiários” de 120 para 90 mil pessoas.

Isto é, a Segurança Social quer diminuir o número de pobres por ordem de serviço. E de repente vão “desaparecer” 20% dos carenciados, em Portugal. O Jornal de Notícias diz que o Governo confirmou que o objetivo é reduzir.

Acreditamos que deve haver nesta notícia algum mal-entendido, algum engano, erro, distração. Porque é um absurdo. E porque é uma maldade. E porque não se justifica. Não se justifica, logo porque os apoios sociais em causa são providenciados pela União Europeia, no âmbito do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (POAPMC).

O Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (POAPMC) foi criado em 2015 na União Europeia e pretende ser um instrumento de combate à pobreza e à exclusão sociais, atribuídas a causas estruturais, agravadas por fatores conjunturais.

O financiamento deste programa é feito pelo Fundo de Auxílio Europeu às Pessoas Mais carenciadas que em Portugal depende da Segurança Social.

PCP QUER EXPLICAÇÕES NO PARLAMENTO

O PCP requereu audições urgentes da ministra do Trabalho e do presidente do Instituto da Segurança Social no parlamento para prestarem esclarecimentos sobre estes cortes no apoio alimentar.

O PCP argumenta que é uma “decisão inaceitável que assume dimensões de especial gravidade face ao momento atual de agravamento” da situação económico-social do país. Os cortes “impostos administrativamente” ocorrem num momento “em que a inflação continua a disparar, os bens e serviços essenciais têm um custo crescente, os trabalhadores, os reformados e pensionistas, as famílias estão, de dia para dia a perder poder de compra”, diz o PCP.

PARLAMENTO APROVA FIM DOS MOTORES DE COMBUSTÃO

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O Parlamento Europeu aprovou o fim da venda de automóveis com motores de combustão a partir de 2035. Mas a coisa ainda tem de ser negociada com o Conselho e a Comissão Europeia. O Parlamento Europeu, que é um órgão eleito por sufrágio secreto e universal, só aprova sugestões.

Se olharmos para a União Europeia como uma empresa, o Conselho é como se fosse o fórum de acionistas (neste caso, 27 acionistas), a Comissão é uma espécie de administração executiva e o Parlamento é algo semelhante a um órgão de opinião e aconselhamento.

Quanto aos carros com motores a combustão, a decisão final caberá ao Conselho Europeu. Ou seja, 2035 poderá ainda não ser a data para o funeral. Vamos assistir a pressões de vária ordem para ir protelando a implementação plena da mobilidade elétrica.

PAULA REGO, arte não consensual

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O país está de luto. Morreu uma grande artista. Conceituadíssima em todo o Mundo, mesmo se a sua arte não reúna o aplauso de todos. Acreditamos que Paula Rego nunca quis que gostassemos todos dela ou do que ela fazia. Ela também não gostava de toda a gente. E esse combate foi um dos pilares da sua expressão artística.

vídeo

Cascais, concelho onde se situa o museu Casa das Histórias Paula Rego, vai decretar um dia de luto municipal.

Paula rego tinha 87 anos. Morreu em Londres, onde vivia há décadas.

O MAR

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Mesmo em lugares recônditos do planeta, o mar está doente devido principalmente à poluição. O vídeo que apresentamos aqui foi gravado há 10 anos, numa praia de Timor-Leste. É um registo do que o mar deveria ser, em qualquer lado.

vídeo de Carlos Narciso

Hoje, vamos ouvir falar da importância dos mares. Uau! Vão avançar com números para nos mostrar como o mar é importante.  Vão dizer-nos que a “economia azul” representa 4,1% dos empregos em Portugal e 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Que vale 5% das exportações portuguesas. Sim, são números relevantes, mas que, por si só, demonstram a sobrecarga que a atividade humana exerce sobre os recursos marinhos.

A pesca (169 mil toneladas de pescado em 2020), o turismo (1100 milhões € em 2020), são outros dados que reforçam o que atrás está descrito. Todas as indústrias ligadas ao mar atingiram uma escala que ultrapassa, em muito, os recursos naturais existentes. Tudo para alguns acumularem riqueza desmedida e outros continuarem a passar fome.  

O mar é uma espécie de “galinha dos ovos de ouro”. Mas, tal como na lenda, estão a dar cabo dela.

TODOS QUEREMOS UM CARRO ELÉTRICO

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Cinquenta por cento dos portugueses tenciona comprar um carro elétrico. A decisão está tomada. Ou por troca ou na aquisição da 1º viatura, o carro será elétrico. A questão é quando…

A Associação Automóvel de Portugal, ACAP, divulgou um inquérito que fez ao mercado automóvel e garante que metade dos portugueses anseia por um carro elétrico. É bem provável que assim seja. Até porque o preço dos combustíveis está a atingir níveis insustentáveis para a maioria da população.

Segundo a ACAP, a decisão está tomada mas as pessoas esperam ainda que o preço dos veículos elétricos baixe.

A opção pelos elétricos tem também uma vertente ecológica, diz ainda a ACAP. Os portugueses estão atentos aos problemas ambientais, principalmente os mais jovens. Os inquiridos dizem que vontade não lhes falta, mas que apesar das boas intenções, existem alguns condicionantes no momento de adquirir um modelo eletrificado. O preço dos veículos, a falta de incentivos para o abate dos carros velhos e a fraca rede de carregamentos, são os argumentos mais invocados.

Mas o principal argumento que faz travar a opção pelos elétricos é o poder de compra da maioria dos portugueses. As pessoas não têm dinheiro para trocar de carro com frequência. A idade média do parque automóvel em Portugal é de 13 anos por veículo. Ou seja, as ruas e estradas estão cheias de ferro velho motorizado…

Se o Governo quiser cumprir com a legislação europeia que obriga à implementação da mobilidade automóvel elétrica até 2030, está na altura de começar a fazer alguma coisa por isso. Porque não vai ser possível obrigar toda a gente a andar de transportes públicos.

Na verdade, este inquérito da ACAP serve como ferramenta deste organismo corporativo para pressionar o Governo a adotar medidas que tirem o setor automóvel da crise de vendas em que mergulhou. No site da ACAP há muitos exemplos desse estado de espírito.

E agora, Rússia?…

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Em 1989, foi sem surpresa que assisti ao desabar do Muro de Berlim, para, nos anos seguintes, depositar fortes esperanças na abertura de um regime autocrático que, com um século de atraso, indiciava um difícil ritual de aproximação ao Ocidente.    

Engano redondo porque, passada a confusão libertária, depressa ouvi os guias turísticos a debitarem novas cassetes em que se afirmavam “euroasiáticos” e, alguns, até antieuropeístas. Um retorno ao isolamento do passado, assente em propaganda que teve efeitos em populações que me brindavam com refeições servidas sem cortesia e em que, à saída, até recontavam os talheres. Bem conhecido, também em Portugal os operadores turísticos conhecem bem este sentimento de enorme desconfiança, que hoje marca muitos dos turistas russos.   

Por elucidativa, recordo a minha chegada ao Hotel Pribaltika, em São Petersburgo, em 2006, quando o meu condutor contornou sem problemas um aparatoso dispositivo de segurança, montado nas imediações. Espantado com tão estranha atuação, fui serenamente informado de que aguardavam o Presidente.

– Mas como é que o Putin soube? – Gracejei para minha mulher porque, recolhidos no aeroporto por um tipo que parecia mandar nos outros, deu para perceber que, desde esse instante, estávamos sob a alçada das “secretas”.   

Acolhidos como VIPS na Receção, de imediato as nossas malas ascenderam ao quarto. E só tardava uma pequena formalidade, que era a devolução dos passaportes. Havia que ter paciência, porque a fotocopiadora enguiçara…

A necessitarmos de cuidados de higiene, e já em atraso para uma visita turística, foi-nos sugerido que subíssemos porque, na volta, nos devolveriam a documentação. E os agentes, ao redor, até abriram alas…

Avisados da chegada da guia local, pouco depois já descíamos para, à saída do elevador, sermos travados por um matulão que, pertencente à guarda de Putin, nos solicitou os passaportes.

– Estão na Receção. – Expliquei, apontando o balcão ao lado.   

Desta vez, porém, já vestindo “trajes soviéticos”, o rececionista ergueu o queixo e comunicou que teria de desembolsar vinte dólares se quisesse reaver os passaportes.

– Mas, porquê? Isso é ilegal! – Protestei, exigindo aquilo que era meu, mesmo nas barbas do agente da autoridade, encostado a mim.  

Esbarrei, no entanto, com uma troca de olhares cúmplices e um cruzar de braços, que não me deixaram dúvidas sobre a “excursão” que nos estaria destinada a seguir, caso não alinhasse naquele “negócio”. Muito mais “azar” teve um turista chinês horas depois, linchado no Kremlin, na “desforra” dos apoiantes da seleção russa de futebol após a derrota, frente ao Japão, no campeonato do mundo.

Meses depois, o mundo inteiro assistiria, atónito, a uma “operação de charme” que prova bem a distorção dos valores humanos que já então crescia naquele país. Tudo aconteceu quando um comando checheno sequestrou quase mil cidadãos, num teatro e, na ausência de qualquer plano de emergência, as autoridades resolveram sufocar o incidente com um gás letal introduzido pelo ar condicionado. E assim caíram mais de duzentas vítimas da “nata moscovita”, sem que os hospitais tivessem, sequer, sido avisados e munidos dos antídotos necessários para qualquer salvamento.

Perante estas e outras cruas realidades, foi sem surpresa que assisti à afirmação de uma oligocracia corrupta e sanguinária que, em vez de estender pontes para o Ocidente, se acastelou numa fortaleza dourada, a coberto do maior arsenal atómico do mundo. Gente de uma brutalidade inimaginável, capaz de sacrificar milhares de soldados em teatros de guerra e de eliminar legiões de opositores, de jornalistas e até de muitos cidadãos inocentes… como eu “apanhados sem passaporte”.

E foi neste caldo de medo e de intolerância, e onde em cada posto de comando vigora a lei do mais forte, que a pilhagem da riqueza prosseguiu, alimentada pela troca dos recursos naturais. Até se chegar à guerra da Ucrânia, uma “operação” inimaginável e que dura há mais de cem dias, com o navio almirante russo no fundo do Mar Negro e o que resta do seu destroçado exército atascado entre ruínas. Enquanto isto, em desespero, os seus desastrados líderes ameaçam recorrer à “solução final”, ao caso um holocausto nuclear de que eles próprios têm consciência de que não sobreviverão.  

Seja qual for o desfecho imediato da chacina que ainda prossegue, mais do que uma “humilhante derrota da Rússia”, que, insisto, previ ao quarto dia de invasão, o mundo atual assiste à implosão de um Império que, insensatamente, ousou pôr em causa a “ordem natural das coisas”. E depois deste clamoroso erro de avaliação, na iminência de uma crise interna que se prolongará por muitos anos e rodeada de vizinhos que não primam pela bondade, para onde caminha hoje a “Grande Rússia” com que Pedro, Catarina, Lenine e Putin sonharam no passado?

Convertido à tese de que, ao Ocidente, convém que a Rússia arda em lume brando, e assim se evitem humilhações que provoquem ainda maiores danos, tenho a certeza de que uma incorreta leitura da História e um atraso civilizacional incontornável, serão decisivos para o futuro próximo do que resta daquele Império.

Reduzida a pouco mais que um BRIC, e por mais armas atómicas que possa ainda reter, nunca a acossada oligarquia dominante poderá afirmar uma Rússia respeitada, a potência que o mundo antes reconhecia.   

CARLOS CARRANCA, poeta e professor

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Ainda se esperava muito dele. «Este homem faz-nos falta», confidenciou João Vasco, no momento da evocação do poeta e professor Carlos Carranca (1957-2019) em que se passava o vídeo com as vozes potentes dele e de Luiz Goes a cantarem «Homem só, meu irmão!». Pensada para o Dia Mundial da Poesia (22 de Março), a homenagem foi adiada, por circunstâncias meteorológicas, para sábado, dia 4, a partir das 18.15 horas.

Presentes muitos amigos e colegas; presentes, antigos e actuais estudantes da Escola Profissional de Teatro de Cascais. Presente, a viúva, Rosa Carranca, os filhos; presente também Vasco Lourenço. No ambiente acolhedor do Mirita Casimiro, a saudade. De quem, tão inesperadamente, partiu, ainda não tinha 62 anos!…

Pelo palco passaram, a dar o seu testemunho ou a dizer algum poema: Carlos Avilez; João Vasco; alunos da EPTC; elementos do TEC; os «Pardalitos do Mondego», grupo de cantares de Coimbra que Carranca apadrinhara; um dos guitarristas que amiúde o acompanhou; Marco d’Almeida, que foi seu aluno:

– Há no mundo as pessoas que adicionam e multiplicam e as que diminuem e dividem. O Professor Carlos Carranca estava inequivocamente entre as primeiras!

Alunos do 1° ano mostraram coreografias de dois poemas ditos. «Não passarão!», frase doutro poema, aqui aplicado à guerra da Ucrânia. «Soltem as amarras!». Ai, aquela serenata que os estudantes lhe fizeram numa das pausas em que do IPO o deixaram vir a casa e ele lhes respondeu, cantando, da varanda!…

Ouvimos de novo, salpicada e emotivamente, atirado ao ar, ora por um, ora outro e mais outro e mais outro: “O Captain! My Captain!”,  o grito do poema escrito em 1865 por Walt Whitman, relativo à morte do Presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln. “O Captain! My Captain!”…

Cascais, Coimbra, Figueira da Foz, Lousã, Lisboa – pausas na viva peregrinação do homenageado. Viva e sempre entusiasta. Como criança que parte à descoberta, como pessoa sempre aberta aos outros.

Sim, a primeira ideia é essa: faz falta! Ousaria, porém, afirmar que talvez não, simplesmente porque o seu testemunho ficou e vai perdurar. E era de ouvir os estudantes dizerem com pena «Eu não fui aluno do Professor, mas…» – e vinha o depoimento a garantir «está vivo entre nós!».

Privei com o poeta, o docente, o Amigo. Apresentei livros dele e Carranca fez o favor de apresentar livros meus. Unia-nos sempre esta ponte Cascais – Coimbra, na minha dupla condição de munícipe cascalense e catedrático na Lusa Atenas.

Curvamo-nos perante a sua memória de que realço o testemunho que nunca regateou…

É para meditar o seu livro póstumo que são dois: Poemas Absurdos e A Palavra e o Mundo. Poemas que brotaram já no decurso da sua implacável doença. É A Palavra e o Mundo uma série de haicais como só um pensador e um exímio burilador da palavra o sabe fazer, mesmo não obedecendo aos cânones do haicai clássico japonês. Assinalo: envelhecer / é ficar só com as nuvens / à espera da chuva. Maravilha!

Há, porém, no livro o depoimento da Dra. Isabelina de Sousa Ferreira, que o acompanhou na doença. Depoimento a ler devagar. E conta a Dra. Isabelina o que o doente lhe dizia: «Hoje foi um dia bom, consegui ler…» ou então «Hoje foi um dia muito bom, consegui escrever, estou bem…».

Que mensagem mais profunda se poderia imaginar?

Vivo nos seus livros e na recordação daquele vozeirão ao lado do, sempre saudoso também, Luiz Goes: «Andam p’la terra os poetas / nas ondas altas do mar»…

Donetsk, cidade sob bombardeamento

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É possível que os ucranianos estejam já a tentar o contra-ataque nos territórios ocupados nas regiões de Donetsk e Lugansk, que autoproclamaram a independência. Em Donetsk, a cidade tem estado sob intensos bombardeamentos ucranianos. Também aqui, os mísseis atingem bairros residenciais e matam inocentes.

Veja a reportagem vídeo aqui: https://t.me/duaslinhas/14

Para ver no YouTube, clicar em cima do quadro negro.

Cristina Ferreira, discórdia na Malveira

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A requalificação do Largo da Feira fez-se à custa da própria feira e dos que lá vendiam. A feira já não mora ali, os serviços e o comércio local que se alimentavam da feira perderam clientela e há quem diga que a relocalização da feira é a ruína dos feirantes, porque os compradores não vão lá.

Sendo assim, as críticas mais elaboradas, expressas nas redes sociais, dizem que a Cristina Ferreira devia ter recusado associar o seu nome à obra que “assassinou a Feira da Malveira e também o comércio da terra”.

“Não tem, lamento muito constatar, a mínima noção das consequências negativas dessa intervenção urbanística para a Feira, para os Feirantes e para a Malveira”, diz Paulo Amaral Blanco, filho e neto de feirantes e um dos mais severos críticos das alterações que se verificaram no Largo da Feira, em termos urbanísticos e da atividade económica.

Curiosamente, numa pesquisa rápida pelas redes sociais, fora da atividade profissional, Cristina Ferreira é mencionada por problemas de licenciamento camarário em relação a obras numa casa em Vale de Bois. Durante vários anos, viveu na casa sem pagar IMI, porque ainda estava em construção…

Uma história que nunca ficou bem esclarecida, até porque na Câmara Municipal de Mafra existia um indeferimento a um pedido de obras com data de 2016.

fonte CMM

A Malveira está a transformar-se num dormitório de Lisboa, com tudo o que isso tem de mau. O imobiliário está a custos insuportáveis e não se consegue alugar habitação a preços comportáveis.

Os que vêm para a Malveira são forasteiros, quadros técnicos de empresas ou emigrantes que se amontoam em apartamentos com poucas condições de habitabilidade. Os filhos da terra estão a ser empurrados para fora, à exceção dos que pertencem às famílias terratenentes.

As poucas empresas que surgem com ofertas de trabalho oferecem salários baixos e preferem contratar a termo certo imigrantes brasileiros ou do leste da Europa. Gente que não reivindica.

Talvez a Malveira precisasse mais de uma feira revitalizada e dinâmica do que de um anfiteatro exposto às agressões climatéricas, sem uma árvore que faça sombra.

“Aquilo que alguns referem como ‘obra` é apenas ´pó de arroz` – obra era fazer um parque de estacionamento subterrâneo e criar condições para atrair mais visitantes à feira, melhores condições para os feirantes e para o desenvolvimento do comércio local”, diz Paulo Amaral Blanco, que se lembra de “excursões de autocarros para visitar a feira à quinta feira de diversos pontos do país”.

Hoje, já não há excursões para ir à Feira da Malveira e ninguém acredita que fazer um selfie junto à nova placa toponímica seja atração turística… e isto responde à questão que foi colocada no início deste artigo.

Quando o jornalismo morre na guerra

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Os EUA e a NATO, com a vassalagem da UE, optaram por transformar o conflito da Ucrânia, num circo mediático. Mas as pessoas têm o direito em exigir toda a verdade, sem nenhum tipo de censura, onde a notícia seja feita de forma livre, sem condicionalismos e com a obrigatoriedade ao contraditório. Só assim a informação terá o cariz democrático.

Mentem, censuram, manipulam com muita desinformação e falsidade, como foi por exemplo, a encenação sobre os massacres de Bucha, que mais não foi do que a repetição da mesma cena ocorrida em outros conflitos. Uma operação típica da guerra psicológica. Tal encenação foi já inclusive admitida por senadores e altas patentes militares dos EUA.

Nunca se manipulou e mentiu tanto, esquecendo as causas e fazendo crer às pessoas que as consequências desta guerra serão diferentes de todas as outras guerras recentemente ocorridas (Jugoslávia, Iraque, Síria Afeganistão, etc.), como se os outros conflitos tivessem sido fofinhos. Nada mais falso. As consequências das guerras são sempre iguais: morte e destruição.

Infelizmente, a quase totalidade da comunicação social do ocidente, que tanto se auto intitula de democrata e defensora da liberdade de expressão, transformou-se neste conflito numa espécie de caixa de ressonância do gabinete de propaganda dos EUA. O que temos vindo a assistir ao longo destes últimos três meses por parte da totalidade dos canais de televisão e da imprensa escrita, é a consciente e premeditada violação do código ético e deontológico do jornalismo. Tudo indica que esse circo mediático se vai manter.

A manipulação é uma das ferramentas para o prolongamento da guerra. Mantém a opinião pública a olhar com prazer para bombardeamentos e cemitérios.