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Festival de boas notícias da Telefonia da Rede

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Até 24 de Julho, o Festival dos Canais invade a cidade de Aveiro com
muitas propostas culturais.

A Telefonia da Rede, www.setepontosete.pt

O programa completo pode ser consultado em festivaldoscanais.pt .

Em Vila Nova de Gaia, a bolsa Ricardo Quaresma distinguiu mais 15 jovens do concelho.

Telefonia da Rede www.setepontosete.pt

A Associação (sem fins lucrativos) “Just a Change” está de parabéns.

Criada em 2012, com o intuito de recuperar ou reabilitar casas de
pessoas carenciadas, atingiu no mês de Julho a marca das 300 habitações
renovadas.

Boas Notícias em www.setepontosete.pt a Telefonia da Rede

Para saber mais sobre a associação e os programas de intervenção social:
justachange.pt

Boas iniciativas. Boas notícias.

(uma parceria com a Telefonia da Rede www.setepontosete.pt)

Para que serve a LUSA ?

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Através da LUSA, a maioria dos órgãos de comunicação social recebe informação sobre o que se passa em Portugal, na Europa e no mundo. E o público fica informado, se for leitor desses jornais ou sites, ouvinte dessas rádios, espetador desses canais de televisão.

Também podíamos ser informados através das redes sociais. A agência tem essas “janelas”, mas dá-lhes um uso estranho. Por exemplo, no LinkedIn a atualização dos conteúdos parece ser feita de modo aleatório. Na madrugada de 18 de julho, a partilha mais recente na página da LUSA era a célebre fotografia do “bom pastor”, como ficou conhecida popularmente a foto de Paulo Cunha do homem a salvar um borrego de um incêndio. Mas era “notícia velha”, seis dias depois.

LinkedIn da Lusa em 18/07/2022

No Facebook, as atualizações são feitas. O problema é que os conteúdos que a LUSA partilha servem para pouco, nem sequer poderão ser utilizados para combater o surgimento de fake-news. A LUSA partilha textos trancados. No máximo, 3 linhas. É o lead da notícia, nada mais. Por exemplo, numa notícia sobre um jogo de futebol, ficamos a saber apenas qual das equipas venceu, não sabemos que jogadores marcaram golos.

SERVIÇO MÍNIMO DE LIVRE ACESSO

A agência de notícias portuguesa, LUSA, é uma sociedade anónima sustentada pelo Estado através de um contrato de prestação de serviços. Através desse contrato, a LUSA tem a obrigação de assegurar a cobertura noticiosa em todo o território nacional e, ainda, dos acontecimentos relativos à União Europeia e às diversas comunidades de cidadãos portugueses da diáspora.

É por isso que a LUSA tem correspondentes em todos os distritos de Portugal e em muitos países onde residem comunidades portuguesas relevantes. Uma rede de centenas de jornalistas.

A LUSA vende aos órgãos de comunicação social os conteúdos que produz, textos, fotos, vídeos, infografias, embora a multimédia seja o ponto fraco nos serviços da agência. Mas a receita que obtém é insuficiente. O que sustenta a agência é o tal contrato com o Estado. Ou seja, somos nós que pagamos a LUSA.

E já que pagamos, seria interessante a LUSA abrir o seu serviço ao público, nem que fosse através de uma newsletter ou através das redes sociais, com um número mínimo de textos, fotos e vídeos de livre acesso e partilha. Outras agências já o fazem, exemplos da AFP (França), Reuters (Inglaterra) ou até a TASS (Rússia).

Ah! Alentejanos duma figa!

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Realizou-se na noite de sábado, 16, na Praça Cidade de Vitória, em pleno coração da vila de Cascais, o IX Encontro de Música Popular, organizado pelo grupo cascalense Cantares da Terra, com o apoio da Junta de Freguesia de Cascais e Estoril e da Câmara Municipal.

Hora e meia bem passada, numa noite tépida, com muita gente a não resistir à cadência contagiante dos ritmos populares tradicionais.

Grupo Almasul

Cascais desde há muito que acolhe bem a gente do Alentejo; desta vez, porém, com redobrada alegria, pois o Grupo Almasul, de Beringel (Beja), e De Moda em Moda, de Vila Nova da Baronia (Alvito), nos brindaram com aquele jeito que, inspirado no cante, mas vestido de instrumentos de corda e de acordeões e concertinas, sabe dosear tradição com actualidade. A malandrice com que se olha para a «menina que estás à janela» a mostrar – ai! – o que lembra uns alcatruzes, não deixa esquecer que se semeia em Janeiro para mondar em Abril, mas vem um Maio molhado e nada há para colher no Verão!… Canta-se o Alqueva, mas…

grupo De Moda em Moda

Dois grupos de formação recente, mas com cantadores e tocadores que já têm longa história atrás de si. O público, que encheu a praça, aplaudiu.

Como se aplaudiu também o nosso Cantares da Terra, não apenas pela iniciativa do encontro – que, mais uma vez, organizou –, a proporcionar-nos uma viagem pelos cantares tradicionais do nosso País, de Norte a Sul, nos arranjos, sempre inovadores, da Marta Garrido.

grupo Cantares da Terra

O grupo, sob a batuta de João Chuva, continua activo, agora com 14 elementos; já completou as bodas de parta e esteve a representar Cascais no 10 de Junho em Clermont-Ferrand, para matar saudades à colónia portuguesa ali radicada.

E nós… nós saímos a cantarolar, no final, pela mornidão da noite. Tinha de ser!

EXCESSO DE VELOCIDADE, negócio das arábias para a CML

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Logo no primeiro mês de funcionamento, os novos radares de controlo de velocidade colocados em Lisboa, apanharam 29700 condutores em excesso de velocidade. Dá uma média superior a 1200 multas por dia. Ou seja, o investimento de 2 milhões e 100 mil euros está a revelar-se um negócio das arábias para a Câmara Municipal de Lisboa, que é quem recolhe a receita das multas.

O valor das multas por excesso de velocidade varia bastante (ver quadro anexo). Mas se pensarmos que a maioria dos condutores não conduz exageradamente depressa, tomando um valor de 150 € por multa, teremos uma receita a rondar os 180 mil euros por dia. Ou seja, 4 milhões e meio de euros por mês. Ao fim do primeiro ano, os radares terão rendido, no mínimo, 54 milhões de euros. É um grande negócio para a CML.

fonte ACP

Neste primeiro mês, a maior velocidade registada foi na Segunda Circular, onde um condutor seguia a 240km/h. Avenidas Lusíada, Padre Cruz e Infante Dom Henrique são outros locais de maior incidência nas infrações.

Na aproximação das zonas onde estão colocados os radares está instalada sinalização informativa, com o sinal H43 – Velocidade instantânea, que indica que a via está sujeita a fiscalização de velocidade.

A implementação dos novos radares como medida de segurança rodoviária foi decidida pelo anterior executivo camarário, sob a presidência de Fernando Medina. A atual vereação não reverteu o negócio.

mapa de Lisboa com a localização dos radares, fonte CML

LISBOA SOFRE

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É uma das vias mais congestionadas de Lisboa e durante os próximos dois anos vai ser mais ainda. O Metropolitano de Lisboa avisa que começaram as obras para a construção da estação de Santos. Os trabalhos obrigam a “constrangimentos na circulação nas imediações da Avenida 24 de Julho e da Avenida D. Carlos I”, diz a empresa em comunicado.

A estação de Santos e uma outra na Estrela, farão parte da linha circular de metropolitano delineada no tempo de Fernando Medina como presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

A construção das estações é a fase que tem maior impacto negativo com a vida dos cidadãos, porque obriga a abrir um grnde buraco na zona onde a estação ficará situada. Enquanto a obra decorre no subsolo, com a escavação do túnel, as pessoas nem se apercebem do que se passa. Na verdade, o túnel que liga Santos à Estrela já está escavado, embora a obra ainda esteja longe de ser concluída.

Neste momento, o trânsito já está a ser desviado da 24 de Julho para a D. Carlos, quando circulam em direção aos Cais do Sodré. Em sentido inverso, o desvio é feito para a Rua do Instituto Industrial, Rua da Boavista e Avenida D. Carlos I, retomando a circulação na Avenida 24 de julho.

Não será apenas a circulação automóvel a ter problemas. Também o estacionamento ficará bastante reduzido, até mesmo para moradores. Sem alteração, apenas se mantêm os percursos dos elétricos da Carris.

A obra vai custar mais de 240 milhões de euros. Esperemos que o resultado justifique o investimento e o transtorno que tudo isto vai causar à mobilidade dos lisboetas e aos negócios instalados na zona.

Odessa e Donetsk, alvos da artilharia de longo alcance

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Nos últimos dias, as cidades de Odessa e Donetsk têm sido impiedosamente bombardeadas. Odessa pelos russos, Donetsk pelos ucranianos. É a guerra de artilharia de longo alcance.

Vídeo reportagem também disponível em https://t.me/duaslinhas/71

A Ucrânia está cada vez mais armada e conta, desde o início, com um número considerável de voluntários, mercenários na versão da Rússia. A verdade é que há muitos combatentes estrangeiros no lado ucraniano.

Olhando para o que se passou noutras guerras, muitos deles serão militares enviados como instrutores, mas que, na verdade, são combatentes. É um modo dissimulado de participar na guerra contra a Rússia.

Quanto ao bombardeamento de cidades, os ucranianos não fazem diferente nem melhor. Cada vez mais, bombardeiam núcleos urbanos, matam indiscriminadamente e nem tentam fingir que estavam a apontar para alvos militares. Pura e simplesmente, ignoram o facto. Não falam do que fazem, pretendem fazer crer que nunca aconteceu.

No Ocidente, com os meios de comunicação social alinhados com a narrativa oficial, também não se fala destes ataques.

Os corpos, mortos, caídos no meio da rua, dentro dos automóveis, trespassados pelos estilhaços das bombas, se forem russos ou de separatistas ucranianos não são considerados pelos media ocidentais… mas não deixam de estar mortos.

Prisão de mulheres não tem ginecologista

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O Estabelecimento Prisional de Tires é essencialmente uma prisão de mulheres, embora tenha também um pavilhão para preventivos masculinos. Algumas crianças, filhas de reclusas, também vivem dentro daqueles muros.

Seria suposto que os serviços prisionais, nesta cadeia, estivessem devidamente adaptados para interagir com a população que ali existe. Mas não estão.

Por exemplo, numa prisão onde estão centenas de mulheres, não há neste momento um único médico ginecologista. No site do Ministério da Justiça, sobre serviços de saúde em Tires, apenas é dito que “o Estabelecimento Prisional dispõe de Serviços Clínicos, em instalações próprias, com um quarto de internamento na Casa das Mães” (a ala onde estão reclusas com filhos).

Reclusas que tenham problemas de saúde de ordem ginecológica teriam de obter uma consulta no exterior da cadeia, o que é virtualmente impossível. E neste momento há reclusas doentes, sem o devido atendimento médico, sabemos de fonte segura.

Há relatos de casos clínicos que perduram no tempo sem qualquer assistência médica. Exames que são prescritos e nunca realizados. E quando são realizados, os resultados não são transmitidos à doente e o tratamento consequente nunca se faz.

Qualquer cidadão sentenciado a cumprir pena de prisão, perde o direito à liberdade, mas mantém todos os outros direitos, nomeadamente o de acesso à saúde. É obrigação do Estado providenciar condições para que ninguém morra ou fique irremediavelmente doente, por falta de atendimento médico nos estabelecimentos prisionais.

FALTA DE ENFERMEIROS e MÉDICOS

No início deste ano, o Sindicato dos Enfermeiros disse que “está identificada a necessidade de serem contratados mais 300 enfermeiros para as prisões portuguesas.”

“É urgente que a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) desbloqueie a contratação de mais enfermeiros. Só assim é garantido aos reclusos o direito à vigilância e assistência clínica”, podia ler-se na nota de imprensa do sindicato, divulgada em fevereiro passado.

A assistência médica nas cadeias tem sido sempre deficiente. Em 2019, aconteceu uma história rocambolesca com uma empresa de prestação de serviços contratada para disponibilizar médicos e enfermeiros para as cadeias.

Celebraram-se três contratos que implicavam centenas de horas de serviços cínicos para garantir a prestação de cuidados de saúde aos reclusos de 17 estabelecimentos prisionais. Ao todo, a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) pagou mais de 243 mil euros (mais IVA) a essa empresa de prestação de serviços. Quando o último contrato foi pago, a empresa desapareceu e deixou vários meses de salários em atraso a médicos, enfermeiros, psicólogos e auxiliares. E os reclusos de novo sem acesso aos serviços de saúde.

O ditado popular diz que “antes na cadeia que no hospital”. Mas, desde que não se fique doente.

Variações, ficções, decisões

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Fechei o dossier, fiz uma bela jardineira para o jantar sem stress de tempo. Uma sesta ligeira, apenas 20 minutos. A noite anterior foi uma maratona de trabalho, havia ainda a revisão no dia seguinte. Afundei-me no fresco dos lençóis.

Às tantas, a tampa do tacho saltou, a jardineira gritou que estava mais do que apurada! Dei de caras com as estrelas, olhei para o relógio, saltei da cama já vestida, senti-me uma erva daninha, corri porta fora. O meu anjo da guarda adormeceu…

Uber ou táxi? Não, vou a pé, vou a pé, com a cabeça a correr mais do que as pernas. Numa esplanada, um empregado de mesa old fashion, calças pretas, camisa branca, sossegou-me, era ao virar da esquina.

Estava tão desnorteada que, desta vez, foi o segurança a sossegar-me. Encontrou o bilhete digital e, não, não tinha perdido o holograma, era na música final. Entrei, serenei. Ao longe a banda, a meu lado gente descontraída a bebericar uma cerveja. Há tempos que não ia a um concerto.

Esgueirei-me por entre as pessoas, fintei visões e ficções, cheguei ao pé do palco. Dancei e cantei instantaneamente. Não é preciso nenhum comprimido para me entregar ao Sérgio Praia que me leva de encontro ao meu António. Ao fundo, a marcar o ritmo, vi o sorriso rasgado dele.

Mesmo assim continuei na lama, como é que cheguei tarde e a más horas a um concerto para o qual tive o privilégio de ser convidada? Mas rapidamente larguei a culpa, a lama, não estou ausente, estou aqui, estou além, na festa, um concerto é isso mesmo, uma festa.

Chegou o tal holograma do António. Mas só depois é que veio a magia. Não a digital, essa não me convenceu, mas antes a voz dele, a verdadeira, ele a cantar aquele hino ao amor. Rendi-me, comovi-me. Ninguém canta assim!

Encontrei os amigos lá fora, pouco depois o anfitrião apareceu radiante, assolapado de paixão. Tive a tentação de ir sair com eles mas percebi que estar ali eu ou a Maria Albertina era mais ou menos a mesma coisa. Estou a delirar! No que é que estou a pensar? E a revisão? A cabeça tem de ter juízo. Perdi-os de vista, saí sem dizer adeus, flanei pela liberdade da avenida.

Adormeci na realidade dos sonhos, acordei de volta à revisão. Tempo de pausa, nem tudo é nem deve ser como um castigo que tenho de viver.

A campainha tocou, o abraço dele encontrou-me. Voltei a ser eu com ele. Para trás ficaram apenas fantasias que o cinema projectou no meu olhar. Adormeci entrelaçada à realidade dos seus braços.

Acordei às sete da manhã, duas canecas de café depois, escrevi, de novo, ao dj preferido que é só meu! Ouvi e vi-o ao vivo apenas duas ou três vezes depois da prisão do confinamento, já lá vai tempo. Por outro lado, passou a ser aquele amigo que entra para tomar um café e vai ficando, ficando. Agora era a minha vez.  Fui a pé, é bonito poder ir a pé ao encontro da Luz.

Ele não estava na discoteca… Subi ao piso do bar, a segurança gira, de rabo de cavalo preto e comprido, explicou tudo. Abriu a pista, mas a do bar, não se sabia se a ia fechar. Shuifff…

Apanhei o clássico vodka tónico, cirandei, fui à varanda, encontrei e larguei amigos, regressei ao bar. Dei de caras com ele ao virar da esquina, literalmente. O meu dj de eleição, do qual sou groupie auto-intitulada. Ficámos frente a frente, não havia como não nos cumprimentarmos. Protocolo resolvido falei logo dos posts com aberturas infantis, da lamechice da escrita. Respondeu que era bom manter a capacidade de ser criança. Fiquei atrapalhada, ele devolveu-me um sorriso embrulhado numa resposta tão bonita que a guardo só para mim.

Perguntei se ia fechar o set, ainda não sabia. Desolada, supliquei. “Por favor, vim para te ver e tenho muitas decisões para tomar na pista”.

Fui apreciar o Tejo, a Estação de Santa Apolónia a decorar a paisagem, desci com as estrelas. Ali estava ele, em dueto com outro dj. Música para dançar, alegre. Soft, sem décibeis  agressivos. Pouca gente, uma pista intimista, perfeita. O Sol espreguiçou-se, esticou os raios e nasceu. É assim que começa o milagre da vida.

À saída passei pela pista, não resisti a piscar-lhe o olho. Mandou abraços e fez um largo sorriso. Saí a acreditar que, no sumido momento em que me viu, esteve a tocar só para mim. Coisas de groupie…

Lá em baixo, a dj com ritmo e atitude na batida, pôs-me logo a dançar. Saí para ir retocar a maquilhagem. À saída avistei-os, o Diogo não me reconheceu de imediato. A Sónia, pelo contrário, puxou-me pelo braço para ficar com eles. “Obrigada, tenho de ir ter com o pessoal”. Deixei-os à conversa com a Maria Albertina.

O Francisco acompanhou-me na dança, no meio de tantos outros, lá à frente, de frente para a dj, em pura harmonia.  Dancei até se abrirem as portas da realidade. Abençoados óculos escuros.

Na realidade do dia seguinte, os amigos do coração alertaram-me para o que me faz falta para ser feliz. É que sou muito ambiciosa, quero é ser feliz!  A quimera do EuroMilhões ajudaria, sim, mas  são os outros que te entregam a felicidade de mão estendida.

Cheguei casa, descalcei-me e, como é tradição, a abertura do set está a cargo do Senor Coconut. “I don´t love you, you don’t love me. Dá, dá, dá”.

O dj giraço, (pois agora é de carne e osso), apareceu para um café rápido e foi ficando, ficando. Sempre a dançar tomei diversas decisões, entre elas a de mudar de vida pois há vida em mim a latejar. Não larguei mais a pista da sala de estar. É que ele, num registo ecléctico, continuou a passar música só para mim.

Coisas de groupie…

D. Anghel

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Com assinalável afluência de visitantes, a exposição individual de pintura “Desfiguração da Utopia”, da autoria de D. Anghel, continua patente no Espaço de Arte 2 da Galeria de Arte do Casino Estoril. A entrada é gratuita.

A pintura desta artista romena – já com nacionalidade portuguesa – distingue-se pela monumentalidade das obras e por uma técnica extremamente rigorosa.

“Não procuro passar mensagens principais, respostas ou soluções, mas, sim, imagino a produção de ambiguidades geradoras de perguntas. A imagem nunca é uma realidade simples. Para que a montagem ambígua dos corpos suscite a liberdade do olhar crítico ou lúdico, é preciso organizar o encontro” afirma Georges Didi-Huberman em O destino das imagens. As minhas pinturas mostram vários encontros de imagem/fantasma que revindicam novas forças” – como teve oportunidade de dizer, na entrevista que me concedeu.

Quadros que são gritos de intervenção, seduzindo, porém, pela extraordinária riqueza do seu conteúdo. Há que parar uns minutos diante de cada um deles!

Jornalista ficou sem carteira

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O jornal online Página 1 traz a público mais um “irritante” para a Global Media, o grupo liderado por Marco Galinha. Domingos de Andrade, director-editorial do Jornal de Notícias e da TSF, ficou sem carteira profissional. O documento é obrigatório para o exercício de funções jornalísticas.

Acontece que Domingos Andrade é, também, administrador de empresas do grupo de Galinha e, nessas funções, segundo o Página 1, tem celebrado contratos comerciais com clientes. Funções claramente incompatíveis com o jornalismo.

Da denúncia à recusa de renovação da carteira profissional, foi um passo. Domingos terá recorrido da decisão, aguarda o desenvolvimento do caso e, por enquanto, continua a gerir editorialmente e a celebrar contratos comerciais.

No site da CCPJ nada consta sobre este caso. Nenhum parecer, nenhuma decisão foi tornada pública pela Comissão da Carteira Profissionl de Jornalista.

Domingos Andrade foi adjunto do diretor de Informação da Agência Lusa no final da primeira década, foi para o JN com Afonso Camões e por lá ficou, até hoje.

Domingos Andrade, na sua coluna de opinião em Relato da resignação (jn.pt)