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CASIMIRO E CAROLINA

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«Casimiro e Carolina» é a peça teatral, da autoria do croata Ödön Von Horváth (1901-1938), que o Teatro Experimental de Cascais estreou no passado dia 8.

Escolheu-se a tradução de Jorge Silva Melo para homenagear este brilhante homem do teatro que recentemente nos deixou. A versão e dramaturgia são da responsabilidade, habitual, de Graça P. Corrêa; a encenação, de Carlos Avilez. É a 172ª produção da companhia e constitui, como é costume nesta época do ano, a prova final dos alunos da Escola Profissional de Teatro de Cascais.

Realce-se a oportunidade da escolha.

Primeiro, porque as preocupações dessa época muito diferentes não terão sido das que actualmente nos assolam: o desemprego, a carestia de vida, a incerteza do futuro, a vontade de fugir à agrura quotidiana…

Depois, porque, ao programarem um clima de festa para espantarem maleitas, os intervenientes serão convidados a dançar, a cantar, a mexerem-se estapafúrdia mas ordenadamente – e esse precisa de ser o teste a que os docentes hão-de submeter os futuros actores. Riso e choro, movimento e gesto contido, silêncio e algazarra, cancã e valsa. Espírito de corpo, sintonia…

Optou-se por omitir informações individualizadas, na pasta-programa proporcionada aos espectadores. Não se diz quem incarna este ou aquele personagem; apresenta-se, por ordem alfabética, o rol dos 46 finalistas e o dos 15 outros alunos que também entram em cena. Referem-se, como elementos integrantes da companhia, Carolina Faria, Luiz Rizo, Renato Pino, Sérgio Silva e Teresa Côrte-Real.

Incarna Teresa Côrte-Real a vidente que surge, envolva em mistério, no princípio e no fim, a dialogar com o autor, fora de cena e perto de nós, espectadores. No princípio, em jeito de entrevista e, já, de algum prenúncio; no fim, a tentar dissuadir Ödön de ir fazer aquela viagem a Paris, onde a queda de uma árvore lhe virá a ser fatal. Sérgio Silva e Luiz Rizo lembrar-nos-ão, ao longo do espectáculo, os dois bem simpáticos velhotes de «Os Marretas», com o mesmo espírito bem-humorado, irónico, malandro, a comentarem o que vêem, como quem não quer coisa, mas… querem!

Merecem atenção os diálogos que salpicam o entrecho, de Carolina com o seu (ex-)namorado e com o seu pretendente. Por eles perpassam, de facto, as mensagens que o autor quis transmitir. Precisa-se de estar mais atento para as captar por completo, ainda que decorram quase à boca de cena, e não haja microfones escondidos que tudo captem.

Merecem atenção também os textos incluídos na pasta atrás referida. Desta vez, porque, além da citada evocação de Jorge da Silva Melo, conta Carlos Avilez o que são, o que têm sido os 30 anos da Escola Profissional de Teatro de Cascais, assinalável marco no ensino do Teatro a nível nacional, donde têm saído muitos dos actores que hoje vemos em palcos, no cinema e nas telenovelas. Um percurso árduo, que felizmente tanto o Ministério da Educação como a Câmara Municipal de Cascais têm sabido acarinhar.

Aí temos igualmente textos sobre a peça, aí chamada por Graça P. Corrêa de «uma balada política», em que, a determinado passo, referindo o que foi, na altura, a novidade do zepelim, Graça P. Corrêa cita uma das passagens mais cruas:

«Enquanto cá em baixo vários milhões morrem de fome devido à crise económica, no zepelim lá em cima ‘há vinte bilionários a voar’».

Noutro texto, Klaus Mann conta, com mágoa, «a morte de um poeta», a do autor. E temos ainda: o excerto da entrevista realizada por Willi Cronauer, transmitida radiofonicamente a 6 de Abril de 1932; a biografia de Horváth; a transcrição de algumas das suas frases, a começar por

«Vivemos numa época em que uma grande parte do mundo é dominada por criminosos e loucos».

E passagens elucidativas de um artigo sobre o papel que Horváth desempenhou na renovação da ‘peça popular’.

Se se sai bem disposto do Mirita Casimiro depois de ter visto este Casimiro e Carolina? Acho que sim!

Naquela sensação clara da antiga sentença «ridendo castigat mores», ‘é a rir que se repreendem os costumes’.

Se é um drama o que por ali se passa? – É. Não é uma comédia então? – É.

E venha daí uma caneca de cerveja, pois então!…

GALP, mau atendimento a clientes

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Provas irrefutáveis do péssimo atendimento que a GALP dedica aos clientes. Não se trata da simpatia ou da cordialidade demonstradas pelos funcionários do call center, mas da ineficácia dos sistemas de resposta que a empresa tem implementados. Nem mesmo para receber, o serviço desta empresa é ágil e eficiente.

Gravação áudio enviada por e-mail por pessoa devidamente identificada. O áudio foi editado, era demasiado extenso.

As fotografias comprovam a realização de 4 chamadas para o atendimento da empresa. Duas no dia 6 de junho, quando o acordo de pagamento foi estabelecido, uma terceira uma semana depois, para a primeira reclamação e mais uma no dia seguinte para a segunda reclamação. É a esta última chamada telefónica que a gravação se refere.

Guerra, economia em ruínas

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Se não for possível parar com a guerra na Ucrânia, adivinha-se uma grande crise económica na Europa. A principal questão é a do fornecimento energético. A União Europeia não deve duvidar da capacidade de retaliação da Rússia, no que diz respeito ao fornecimento de combustíveis, petróleo e gás. É a única ferramenta que a Rússia tem para contrariar com sucesso as sanções económicas que lhe estão a ser impostas pelos EUA e aliados.

No caso do petróleo, já se percebeu que muitos países europeus estão a contornar a proibição de comprar petróleo russo, comprando à Índia. A Índia revende com lucro o petróleo que compra à Rússia. Ou seja, a Rússia continua a faturar.

No caso do gás, os EUA comprometeram-se em fornecer a Europa com navios tanques. Mas pouca gente acredita que essa longa linha de abastecimentos venha a ser eficiente para colmatar as necessidades energéticas da Europa durante o inverno, seja para aquecimento doméstico ou para as necessidades industriais.

A alternativa ao gás russo será o mercado bolsista. Conhecendo a gula insaciável dos especuladores, adivinhamos uma subida a pique no preço do gás, caso os países europeus optem por se abastecerem nesse mercado.

A ameaça de corte total é bastante real. A Rússia não fala em retaliação pelas sanções. Diz que vai fechar o gasoduto Nord Stream 1 para obras de manutenção. A economia alemã já tremelica…

Na guerra da Ucrânia, as questões económicas têm estado no centro das atenções dos beligerantes. Veja-se a importãncia dada aos cereais cultivados na Ucrânia ou aos adubos produzidos na Rússia. Ou como nenhuma bomba caiu ainda em cima de oleodutos e gasodutos que atravessam a Ucrânia, desde a Rússia até à Alemanha.

DE ESCRAVO A CAMPEÃO

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“Durante anos fui mantido em cativeiro. Estive anos preso”, diz Mo Farah. E o mundo ficou a saber que o seu verdadeiro nome é Hussein Abdi Kahin.

Na Somália, a criança que até ali se chamava Hussein ficou sem pai, morto numa guerra civil interminável. A morte do pai dispersou o agregado familiar. Aos 9 anos, a mãe entregou-o a familiares que o levaram para o Djibouti. Esses familiares entregaram-no a outra pessoa que o levou para Inglaterra sob uma falsa identidade. Em Londres foi vendido a uma família que o manteve como escravo durante anos. Fazia os trabalhos domésticos, cozinhava e cuidava dos filhos dessa família.

A primeira vez que entrou numa escola inglesa já tinha 12 anos. Não falava a língua, a BBC entrevistou uma antiga professora que disse que a criança chegou à escola desnutrida e “alienada emocional e culturalmente”. O professor de ginástica diz que a vida do jovem mudou completamente quando entrou numa pista de atletismo. Mo Farah diz que foi nesse momento que percebeu que o desporto seria a sua salvação, a única coisa que poderia fazer para ter outra vida, “era sair e correr”.

(O documentário integral não está disponível para fora do Reino Unido, mas pode ver curtos clips, neste link)

Jornalismo censurado

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Bruno Amaral de Carvalho continua a ser o único repórter português no lado russo da guerra na Ucrânia. Há meses que este jornalista chegou ao território e depressa se notabilizou, por ser a oportunidade dos portugueses se aperceberem do que se passa naquele lado do conflito.

A polémica também foi quase imediata. Os artigos no jornal Público e as reportagens vídeo na CNN Portugal geraram uma onda de protestos de gente que tem um entendimento errado do jornalismo.

O Público deixou-o cair. Preferiu continuar a dar uma visão unilateral dos acontecimentos, como tem sido apanágio da comunicação social portuguesa. A CNN Portugal emitiu regularmente 26 reportagens do Bruno Amaral de Carvalho, entre 3 de abril e 21 de junho. E depois, o silêncio.

Via Messenger, o jornalista xxxxxxxxxx-xxx xxx xx xxx xxxxxxxx xx xxx xxxxxxxxxx xxxx x xxxxxx xx xxx xxxxxxx xx xx xxxx xx xxx xxxxxx. xxxxx-xx xx xx xxxxxxxx xxxxx xxxx “xxxxxxxxxx xxx xxx xxxxxx xxxxx xxxxxxxx xxx-xxxxxx xx xxxxxxx x xxx xxxxxxxxxxx xx xxxxxxxx xxx xxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxx xxxxx xxxxxxxxxx.”

Até hoje, o jornalista continua no terreno, a trabalhar. Tem colocado alguns artigos e reportagens no jornal Nós Diário, da Galiza. “Amanhã vou a Mariupol fazer uma nova história”, disse-nos no final da conversa.

Estamos a assistir a uma bizarria das empresas de comunicação social portuguesas. Há um conflito na Europa e só reportam informação de um dos lados. E mesmo havendo um único jornalista português em condições de reportar acontecimentos no outro lado da guerra, ignoram-no. Talvez a palavra certa seja, censuram-no.

(artigo atualizado às 19 horas de 18/07/2022)

AQUELE ENIGMÁTICO CRUZEIRO!…

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O lugar é conhecido por Mata Rainha, na bifurcação de caminhos, entre as povoações de Arcozelo do Cabo e de Moimenta da Beira, freguesia de Arcozelos, concelho de Moimenta da Beira. Este caminho está sinalizado como Caminho de Torres – Caminho de Santiago e poderá ter integrado o presumível itinerário romano entre Peso da Régua e Moimenta da Beira – Marialva.

Mede 1,71 m de altura; o braço horizontal 62,5 cm e o braço vertical tem largura de 20 cm em cima e de 30 na base. Assenta numa laje de 92 cm de comprimento. Há uma espécie de nicho escavado na zona inferior, com 34 cm de altura e 24,5/26 de largura; escassa é a profundidade (rondará os 5 cm) para permitir a colocação, por exemplo, de uma jarra de flores. Poderia ter tido, ao invés, alguma pintura que o tempo se encarregou de apagar.

Parece contemporânea da construção do valado a sua inserção ali.

Deriva o enigma que o envolve não do facto de ter na base a data de 1776, mas da estranha inscrição que lhe gravaram no braço.

A classificação de «alminha» poderia ajustar-se-lhe, na medida em que essas evocações das almas do Purgatório – com o pedido da reza de um padre-nosso e de uma ave-maria – estão habitualmente nos caminhos, sobretudo nas encruzilhadas, porque o Homem, já desde mui remotas eras, guarda respeito por esses locais onde se definem direcções e por onde pairam génios capazes de iludir o viandante…

Alminha poderia ser. E, nesse caso, o letreiro encaminhar-nos-ia para uma jaculatória, uma prece de sufrágio pelas almas no Além. Não parece ser. Nada de semelhante às siglas P N A M consagradas.

Cruz num caminho é também sinal de morte. E há mais uma cruz gravada no topo! Morte inesperada, violenta quiçá. Não há lugar aqui para desastre rodoviário que é caminho para pessoas, bestas e respectivas carroças. Nessa 2ª metade do século XVIII (o terramoto há muito ocorrera…), só de morte violenta aqui se poderia tratar. Nesse caso, o desgraçado está identificado no letreiro.

Difícil é a tarefa, agora – sem possibilidade de acedermos, por enquanto, a documentação antiga do lugar. «Lopo» parece a palavra final. Muito mal amanhadas estão, porém, as letras anteriores. Im é claro e atabalhoado está o signo antes do I. Será q? E a primeira letra, um J? Somos tentados a ler Joqim, Jaqim. Depois do m e antes do L, I poderia, assim, ser a sigla doutro sobrenome. Cruzeiro a memorar, pois, Joaquim I. Lopo, que no local, em dia trágico, a morte surpreendeu.

Não deixa de ser este, na verdade, um «monumento» no preciso sentido do termo. Há que preservá-lo, desafiante como é para os historiadores locais: que é que realmente terá acontecido ali no longínquo ano de 1776?

(com José Carlos Santos)

BOAS NOTÍCIAS, do Funchal a Monção

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Novidades, melhoramentos, nos trilhos pedestres e ciclo turísticos de Monção. Ora escute…

E sabia que Faro e Funchal estão no “top” das cidades europeias menos poluídas?

Uma parceria com a Telefonia da Rede, rádio 7.7 em www.setepontosete.pt

As sanções à Rússia e a inflação

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A líder da extrema-direita francesa, Marine Le pen, cavalga a oportunidade política proporcionada pela inflação que assola a economia da França (e de toda a Europa).

Marine fala de ineficácia das sanções e de hipocrisia política, uma vez que a Europa continua a consumir petróleo e gás russos.

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Portugal a arder

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colagem fotográfica

Esta imagem (a original) já deve ter dado a volta ao mundo, desde que foi publicada no Facebook, há algumas horas atrás.

É uma imagem bela, transmite nobreza de sentimentos, coragem, esforço. Nela podemos ver todos os bombeiros e populares voluntários que se sacrificam nas horas de aflição, quando o fogo chega e nos invade.

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Talvez seja uma “arma secreta” de Zelensky

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O site GlobalSecurity.org especializado nas coisas da guerra e da geopolítica mundial, diz que os ucranianos estão  contestar a nomeação da jovem Anna Sergeeva para o cargo de vice-ministra para a Integração Europeia.

As críticas baseiam-se, diz o site, na total inexperiência de Anna Sergeeva na temática da pasta que lhe deram e no salário anormalmente elevado que aufere. Um salário que será mais do triplo do próprio presidente.

A nova ministra de Zelensky tem 25 anos e, antes de ser ministra, era consultora de beleza, diz o GlobalSecurity.org citando a imprensa ucraniana.

Alguma competência a senhora deve ter. Nas atuais circunstâncias, a Ucrânia precisa de convencer o mundo a não deixar cair os apoios que lhe têm dado para resistir à invasão russa. E Zelensky quer mesmo acelerar o processo de adesão à União Europeia. O papel da nova vice-ministra deve ser o de convencer os europeus a abrirem-lhe as portas. E quem lhe vai dizer que não…?