Na Europa, o Instagram e o Facebook podem ser banidos até ao final do verão. A Comissão Irlandesa de Proteção de Dados, autoridade de supervisão irlandesa, decidiu que a Meta (nova designação da empresa que detém essas redes sociais) não tem o direito de transferir os dados dos utilizadores europeus para os Estados Unidos, escreve o jornal inglês Independent. Ou a empresa aceita a proibição ou ficará legalmente impedida de atuar na Irlanda.
manchete do Independent em 10/07/2022
A questão prende-se com o acordo de transferência de dados entre a União Europeia e os Estados Unidos, denominado Privacy Shield, que o Tribunal de Justiça Europeu anulou, depois de várias ações resultantes de petições populares.
Segundo o jornal Independent, a Comissão Irlandesa de Proteção de Dados enviou para as suas congéneres europeias a decisão a que chegou e esperam-se reações dos outros membros da EU.
Também se pode dar o caso da Meta se antecipar a uma “ação de despejo” e decidir de moto próprio abandonar o espaço europeu.
Talvez a Meta se considere “a única coca-cola do deserto” …
Congratulamo-nos com o facto de haver sido incluído no selo com franquia mais corrente (para as cartas de peso inferior a 20 gr) a reprodução de uma das moedas mais significativas do território nacional, anterior à nacionalidade: o asse de Alcácer do Sal, datável dos séculos II e I antes da nossa era.
Tem de especial essa moeda dois elementos:
– o primeiro, a representação do golfinho, a testemunhar a sua abundante presença no estuário do Sado, como ainda hoje, felizmente, acontece;
– o segundo, a legenda em caracteres pré-romanos, na chamada, em geral, «escrita do Sudoeste», cujos signos ainda estão por decifrar, não sabendo os investigadores se se trata de caracteres com significado fonético ou pictográfico. Sabe-se, porém, dado que temos outros testemunhos idênticos já da época romana, que aí estaria o nome do sítio nessa língua.
No exemplar encontrado na villa romana de Freiria, em Cascais, cuja imagem também se mostra, o nome de Alcácer do Sal vem abreviado em IMP(eratoria) SAL(acia), igualmente entre dois golfinhos; no reverso, o rosto do deus Neptuno, o deus do mar, com o seu tridente.
O Cais das Colunas tornou-se numa praia para turistas. São tantos turistas pela cidade e está tanto calor, que a malta desatina e está a atirar-se à água do Tejo.
O rio talvez já não esteja tão poluído como dantes, mas a corrente continua forte e o local é perigoso para banhos.
Como não se trata de uma praia convencional, não há cabo do mar, não há nadador salvador, não há nenhum meio de socorro disponível.
Convinha que a Câmara Municipal de Lisboa e a Administração do Porto de Lisboa, as entidades que têm o exercício da autoridade naquele local, tomassem nota do que está a acontecer. Isto, antes que Lisboa venha a ser notícia nos jornais e televisões ingleses, franceses ou alemães, por haver turistas afogados no Tejo.
foto de José Alex Gandum
Isto faz-nos lembrar uma tentativa de suicídio que ocorreu há cerca de 2 anos, ali perto, quando um idoso de 68 anos se atirou à água e foi salvo por um outro homem que passava no local.
E há a história mais antiga e menos dramática, quando Marcelo Rebelo de Sousa se atirou ao Tejo para tentar vencer umas eleições para a autarquia lisboeta. Acabou por perder.
No Sri Lnka há uma revolta que pode transformar-se em revolução. Centenas de milhar de pessoas invadiram a capital, o palácio presidencial, a residência do primeiro-ministro, ocuparam as ruas onde enfrentam o exército e a polícia.
vídeo
Transcrição do texto do vídeo:
Podemos olhar mil vezes para estas imagens e continuar espantados. Há quem as considere assustadoras e há quem as considere formidáveis. São diferentes olhares para a mesma questão: o poder popular.
Ninguém para uma manifestação com cem mil pessoas. É como a água que vem de uma barragem que colapsou. É uma força imparável. Uma força que destrói para regenerar, para criar alguma coisa nova.
É isso que se espera que venha a ser possível no Sri Lanka, um dos países mais pobres do mundo, onde a elite vive faustosamente.
Um país de pedintes, de escravos, de vendedores ambulantes de tudo quanto existe pelas ruas das cidades. Podíamos dizer que é um país de pequenos empresários, uma espécie de paraíso do liberalismo económico.
Fartos da fome mas com esperança de conseguirem mudar alguma coisa, juntaram-se e avançaram. O exército e a polícia foram chamados pelos governantes assustados, para repor a ordem institucional. O gás lacrimogéneo, os cassetetes, não foram suficientes e a multidão era demasiado grande para se conseguir matar tanta gente.
O palácio foi invadido e o presidente fugiu. O povo sentou-se, por uma vez, nos cadeirões fofos do poder. Lavou-se na piscina presidencial. Só por isso já terá valido a pena.
Depois avançaram sobre a residência do primeiro-ministro e purificaram-na pelo fogo. Ardeu tudo, até aos alicerces.
A tomada da liberdade começa por ser um rasgão, como um nascimento. Depois há que saber o que fazer com o que acabou de nascer. Esperemos que o povo do Sri Lanka consiga encontrar esse caminho.
O jornal i e o jornal Sol (uma espécie de irmãos gémeos da imprensa) acabam de ser vendidos. Quem comprou foi a Alpac Capital, que mais não é que um Fundo de Investimentos de dinheiro proveniente dos mercados de capital de todo o mundo. Dinheiro da especulação bolsista.
Na edição online, o jornal Sol anuncia a venda, parece-nos que num texto já escrito pelos compradores. Vem lá que pretendem contribuir “para um Portugal mais livre, mais ambicioso e mais plural.”
Os dois jornais têm tido uma vida muito difícil, em termos financeiros. As edições em papel são um fracasso e o negócio do online não paga a conta da eletricidade. Seria interessante sabermos o valor da transação. Sim, quanto valem dois jornais falidos?
Apesar da venda ter sido anunciada, a edição de hoje mantém no cabeçalho a mesma ficha técnica de ontem. Os compradores dizem que Mário Ramires (o antigo proprietário) continuará a ser diretor do jornal. Passa de patrão a assalariado? Achamos estranho.
No Twitter, a sempre atenta Ana Gomes avisa a navegação sobre os avanços da direita, que invade o espaço onde é suposto produzir-se jornalismo.
Twitter de Ana Gomes
Este Fundo de Investimento, representado aqui por Luís Santos e Pedro Vargas David, diz acreditar que os media não tenham de ter sempre “resultados operacionais negativos”. Esperam pelos lucros, portanto.
Ou seja, é bastante provável que estes dois jornais continuem a passar de mão em mão.
Segundo foi difundido pela agência Lusa, a Global Media faz saber aos trabalhadores que está disponível para aceitar propostas de rescisão. Claro que se ninguém quiser ser despedido a bem, acabará por haver despedimentos a mal. É o costume.
Em causa estão meios de comunicação social como, por exemplo, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias, a rádio TSF, o desportivo O Jogo, o económico Dinheiro Vivo, o Açoriano Oriental (o mais antigo jornal de Portugal) e o Diário de Notícias da Madeira.
A empresa disponibiliza-se para pagar indemnizações um pouco acima do mínimo legal, mas propõe pagamento em 18 prestações mensais. Porque, assim, doi-lhe menos.
Recordamos que em 2020, o Governo distribuiu 15 milhões de euros pelas principais empresas de media nacionais e regionais. Esse pagamento teve o pressuposto de ajudar as empresas a aguentar o embate da crise publicitária provocada pela pandemia. O esquema montado pelo Governo foi de “pagamento antecipado” de publicidade institucional. Houve muitas críticas a isto, dizendo que o Governo estaria a comprar a complacência dos media. Mas poucos recusaram a oferta. Se a memória não nos falha, apenas o jornal online Observador recusou receber dinheiro por essa via.
O grupo Impresa e a Media Capital receberam mais de três milhões e trezentos mil euros cada pela compra antecipada de publicidade institucional. A Cofina teve direito a 1.691.006,87 euros e a Global Media recebeu 1.064.901,66 euros.
Mas o dinheiro gasta-se depressa. Acabou. E agora há trabalhadores que vão ser despedidos, porque a gestão faz-se sempre pelo lado mais fácil. E mais estúpido, também.
Duas mulheres acusadas de homicídio qualificado de uma criança de três anos, ficaram em prisão preventiva. Foram colocadas no Estabelecimento Prisional de Tires, na ala conhecida por “Casa das Mães”, a ala onde permanecem reclusas com filhos.
A chegada destas duas mulheres a este local motivou veementes protestos das restantes reclusas. A Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), em comunicado, diz mesmo que “a revolta na Casa das Mães, com a entrada das duas mulheres, foi, como seria de calcular, imediata e generalizada.”
A APAR questiona “se uma daquelas crianças, numa atitude inocente, se aproximar das mulheres a que nos referimos, e estas decidirem interagir com ela, ainda que seja com uma carícia, isso será, ou não, motivo para uma reacção violenta por parte das mães que ali se encontram?”
No comunicado que estamos a citar, a APAR alerta para o facto das duas mulheres estarem em prisão preventiva, aguardam julgamento, são suspeitas, mas não estão condenadas. Mas avisa que é “conhecida a prática, nas cadeias, de reclusos e reclusas agredirem quem entra acusado de crimes deste género.”
Ou seja, o potencial de violência é grande e a proximidade com crianças das duas detidas suspeitas de homicídio de uma criança, pode dar faísca.
As duas mulheres em questão, são suspeitas do homicídio de Jéssica, a menina de três anos morta à pancada, em Setúbal.
Há um segundo vídeo dos acontecimentos que levaram à morte do antigo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.
Vídeo alojado no Telegram por questões de política de outras redes sociais que rejeitam vídeos com violência explícita (exceto se for violência cometida pelos russos na Ucrânia).