Jornalismo censurado

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Bruno Amaral de Carvalho continua a ser o único repórter português no lado russo da guerra na Ucrânia. Há meses que este jornalista chegou ao território e depressa se notabilizou, por ser a oportunidade dos portugueses se aperceberem do que se passa naquele lado do conflito.

A polémica também foi quase imediata. Os artigos no jornal Público e as reportagens vídeo na CNN Portugal geraram uma onda de protestos de gente que tem um entendimento errado do jornalismo.

O Público deixou-o cair. Preferiu continuar a dar uma visão unilateral dos acontecimentos, como tem sido apanágio da comunicação social portuguesa. A CNN Portugal emitiu regularmente 26 reportagens do Bruno Amaral de Carvalho, entre 3 de abril e 21 de junho. E depois, o silêncio.

Via Messenger, o jornalista xxxxxxxxxx-xxx xxx xx xxx xxxxxxxx xx xxx xxxxxxxxxx xxxx x xxxxxx xx xxx xxxxxxx xx xx xxxx xx xxx xxxxxx. xxxxx-xx xx xx xxxxxxxx xxxxx xxxx “xxxxxxxxxx xxx xxx xxxxxx xxxxx xxxxxxxx xxx-xxxxxx xx xxxxxxx x xxx xxxxxxxxxxx xx xxxxxxxx xxx xxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxx xxxxx xxxxxxxxxx.”

Até hoje, o jornalista continua no terreno, a trabalhar. Tem colocado alguns artigos e reportagens no jornal Nós Diário, da Galiza. “Amanhã vou a Mariupol fazer uma nova história”, disse-nos no final da conversa.

Estamos a assistir a uma bizarria das empresas de comunicação social portuguesas. Há um conflito na Europa e só reportam informação de um dos lados. E mesmo havendo um único jornalista português em condições de reportar acontecimentos no outro lado da guerra, ignoram-no. Talvez a palavra certa seja, censuram-no.

(artigo atualizado às 19 horas de 18/07/2022)

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