Para que serve a LUSA ?

A Lusa é a agência noticiosa portuguesa. A agência tem páginas nas redes sociais que não servem para nada. Ou não são atualizadas ou os textos só estão acessíveis a subscritores. Se é para isto, de que serve estar nas redes sociais?

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Através da LUSA, a maioria dos órgãos de comunicação social recebe informação sobre o que se passa em Portugal, na Europa e no mundo. E o público fica informado, se for leitor desses jornais ou sites, ouvinte dessas rádios, espetador desses canais de televisão.

Também podíamos ser informados através das redes sociais. A agência tem essas “janelas”, mas dá-lhes um uso estranho. Por exemplo, no LinkedIn a atualização dos conteúdos parece ser feita de modo aleatório. Na madrugada de 18 de julho, a partilha mais recente na página da LUSA era a célebre fotografia do “bom pastor”, como ficou conhecida popularmente a foto de Paulo Cunha do homem a salvar um borrego de um incêndio. Mas era “notícia velha”, seis dias depois.

LinkedIn da Lusa em 18/07/2022

No Facebook, as atualizações são feitas. O problema é que os conteúdos que a LUSA partilha servem para pouco, nem sequer poderão ser utilizados para combater o surgimento de fake-news. A LUSA partilha textos trancados. No máximo, 3 linhas. É o lead da notícia, nada mais. Por exemplo, numa notícia sobre um jogo de futebol, ficamos a saber apenas qual das equipas venceu, não sabemos que jogadores marcaram golos.

SERVIÇO MÍNIMO DE LIVRE ACESSO

A agência de notícias portuguesa, LUSA, é uma sociedade anónima sustentada pelo Estado através de um contrato de prestação de serviços. Através desse contrato, a LUSA tem a obrigação de assegurar a cobertura noticiosa em todo o território nacional e, ainda, dos acontecimentos relativos à União Europeia e às diversas comunidades de cidadãos portugueses da diáspora.

É por isso que a LUSA tem correspondentes em todos os distritos de Portugal e em muitos países onde residem comunidades portuguesas relevantes. Uma rede de centenas de jornalistas.

A LUSA vende aos órgãos de comunicação social os conteúdos que produz, textos, fotos, vídeos, infografias, embora a multimédia seja o ponto fraco nos serviços da agência. Mas a receita que obtém é insuficiente. O que sustenta a agência é o tal contrato com o Estado. Ou seja, somos nós que pagamos a LUSA.

E já que pagamos, seria interessante a LUSA abrir o seu serviço ao público, nem que fosse através de uma newsletter ou através das redes sociais, com um número mínimo de textos, fotos e vídeos de livre acesso e partilha. Outras agências já o fazem, exemplos da AFP (França), Reuters (Inglaterra) ou até a TASS (Rússia).

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