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José Rodrigues dos Santos, O Mágico de Auschwitz

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O escritor e jornalista José Rodrigues dos Santos conta-nos como descobriu a história do seu último livro, O Mágico de Auschwitz.

Uma história baseada em factos verídicos com um judeu que era ilusionista e um guarda SS que era português. A realidade ultrapassa muito a ficção.

Uma entrevista mais longa e que aborda outras questões e que será apresentada aqui durante os próximos dias.

JRR/CN

Covid-19: 72 mortes e zero festas de Ano Novo

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A vacina está quase, está quase, mas ainda não chegou… e, assim, continua a contagem diabólica das vítimas do covid-19. Hoje estão registadas 72 mortes e 2.401 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde.

Desde o início da pandemia, o país já registou 4.577 mortes e acaba de ultrapassar as 300 mil casos de infeção, em rigor hoje chegou aos 300.462 casos de infeções pelo novo coronavírus.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico refere que estão internadas 3.275 pessoas (menos 67 do que na segunda-feira), das quais 521 em cuidados intensivos (menos quatro que nas últimas 24 horas).

De um modo geral, os números de hoje estão mais baixos do que ontem, resta esperar para confirmar que se trata de uma tendência e não apenas de uma oscilação ocasional.

Hoje, ainda, soubemos que o plano nacional de vacinação contra a covid-19 vai ser apresentado na quinta-feira, segundo anunciou o primeiro-ministro. António Costa anunciou, também, que mesmo que se confirme que a pandemia começou a abrandar em Portugal, não haverá festas de Ano Novo. O Natal será passado conforme for possível, provavelmente em pequenos núcleos familiares, mas as farras de milhares de pessoas à meia-noite a ver o fogo-de-artifício não vão acontecer.

Isto ou vai ou racha.

Pimentel, o fotógrafo do covid-19

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George Pimentel é um luso descendente canadense, vive em Toronto e ganha a vida como fotógrafo de casamentos, baptizados, eventos do jet 7 local, a fotografar celebridades, enfim, uma série de actividades que entraram todas em crise profunda com o surgimento da pandemia.

Pimentel pensou que uma doença que lhe roubava o seu modo de vida era suficientemente importante para ser retratada e lançou mãos à obra. Começou a fazer fotografias de gente com covid-19, de gente que trabalha a combater essa doença e lançou esse projecto na internet com a tag #CanadaCovidPortrait que depressa se espalhou pelas redes sociais.

Começou a receber milhares de fotografias de todos os cantos do Canadá e o projecto ganhou uma dimensão tal que chamou a atenção do governo local e dos media tradicionais. Pimentel decidiu, então, selecionar as melhores fotos enviadas com as suas melhores fotos e montar uma grande exposição fotográfica na via pública.

Hoje, há fotos do projeto de Pimentel espalhadas por todo o lado, mas o centro nevrálgico é um edifício camarário no centro de Toronto que foi disponibilizado para servir de palco e de local de trabalho para este projecto.

Depois de Toronto, o projecto vai ter visibilidade nas ruas de outras cidades do Canadá, como Otava, Montreal e Vancouver.

Algumas dessas fotos estão aqui:

A matança que as televisões omitem

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É um tema que passa ao lado da grande actualidade nos écrans de televisão das grandes cadeias tanto internacionais como nacionais. De vez em quando lá surge uma notícia de mais um assalto de militantes jihadistas a uma aldeia do norte de Moçambique, apresenta-se a contabilidade dos mortos, eventualmente um correspondente local repica o que o apresentador já disse e…passa-se à frente porque há os “enlatados” das agências prontos a consumir que dão muito jeito para mobilar um noticiário.

A fraternidade entre os PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) tantas vezes exaltada em cómodas reuniões cujo resultado prático é igual a zero, na base do “tudo tratado, nada resolvido”, e a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) que aos costumes diz nada parecem adormecidas enquanto, no norte de Moçambique, distrito de Cabo Delgado, populações indefesas são vítimas da brutalidade de invasores fanáticos que decapitam e esquartejam pessoas indefesas em nome de um deus carniceiro que não o da religião que eles dizem seguir. A nível africano a SADC (Comunidade dos Países da África Austral) do alto dos seus cadeirões, usa voz grossa e simplesmente faz um esforço para condenar os ataques ao Norte de Moçambique. Das Nações Unidas vem outra pungente condenação pela voz do seu Secretário-geral António Guterres. Nos noticiários das televisões…o futebol passa à frente.

Até ao passado dia 21 de Novembro deste ano de 2020 estavam contabilizadas 2.367 vítimas mortais num total de 698 casos e 435 mil deslocados, segundo a ACLED, uma organização que contabiliza os dados dos conflitos armados no mundo.

Segundo observadores internacionais membros de organizações não governamentais e até os próprios Médicos Sem Fronteiras, os atacantes das várias aldeias do norte de Moçambique fazem parte de um agrupamento designado Ansar Al-Sunna com ligações ao Daesh, o autodesignado Estado Islâmico.

As suas acções militares já se alargaram à vizinha Tanzânia seguindo a tendência de ocupação de África como acontece em vários países africanos – Nigéria, Niger, Somália, Senegal, Guiné-Conakri, Congo, onde o Isis anunciou recentemente o nascimento do Estado Islâmico da África Central (Iscap).

O Al-Sunna foi criado em 2015 e em dois anos iniciou as suas actividades terroristas em 2017. Invadem, amedrontam, matam, catequizam jovens prometendo-lhes um futuro dourado, e desaparecem deixando um rasto de sangue. Exploram o Islão e vivem do saque mantendo uma presença territorial. Pretendem instalar um Califado. Especialistas admitem que, se não houver uma acção concertada para barrar a escalada, dentro de 18 meses poderá assistir-se a uma escalada dos ataques.

As forças militares moçambicanas fazem o que podem para defenderem as povoações martirizadas, enfrentam os terroristas mas também se deparam com milícias armadas, não identificadas.

Em desespero de causa, o Governo moçambicano pediu ajuda à União Europeia que irá proporcionar o fortalecimento da capacidade de resposta de Moçambique não com ajuda militar mas com formação, logística e serviços médicos no sentido de reduzir o grande drama sanitário que se vive na região mártir.

Por outro lado, o Zimbabwe concordou em ajudar Moçambique sob condição de os Estados Unidos levantarem as sanções económicas contra o país. A Rússia enviou um contingente de “conselheiros militares” em Setembro do ano passado.

Entretanto, os atacantes usam todos os estratagemas para se abastecerem em armamento, como se depreende da prisão em Dezembro de 2019 de uma tripulação de 12 iranianos que pretendiam desembarcar 1.500 quilos de heroína na costa de Cabo Delgado. Acabaram por ser acusados de terrorismo por, alegadamente, transportarem também espingardas de assalto AK47 destinadas ao grupo terrorista.

Como nota final convém assinalar a importância de Cabo Delgado onde a americana EXXON Mobil e a francesa TOTAL vão explorar gás natural por via de um contrato de 42,6 milhões de euros.

Fontes: Expresso, ACLED, Dr. Bulama Bukarti, Pinnacle News.

O sacana do Valdemar e Sua Excelência o Fernando

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O sacana do Valdemar Barros viu que a sua pequena empresa de construção civil se estava “a afundar em dívidas” e deixar de ser rentável depois da morte da sua mulher, em 2010, e de ter ficado a tomar conta, sozinho, de um filho pequeno. A esses problemas juntou o de se ter refugiado na droga depois de ter começado a namorar em 2014.

Sua Excelência o Professor Doutor Fernando Salvato Trigo, Reitor da Universidade Fernando Pessoa, conseguia tempo para integrar a Comissão Científica do Congresso da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, certamente para poder proporcionar, aos inspectores desta Instituição, conhecimentos científicos que os ajudassem no combate ao crime.

O sacana do Valdemar Barros, com a falência da sua empresa, a necessidade de garantir uma vida estável para o seu filho e ainda a obrigação de conseguir dinheiro para a droga, para si e sua namorada, começou a entrar “em confeitarias, cafés, pastelarias e restaurantes do norte do país e, enquanto simulava falar ao telemóvel, pedia sandes para levar e solicitava aos comerciantes para lhe trocar uma nota de cinquenta euros que nunca entregava, pondo-se depois em fuga num carro levando a nota, o troco e a mercadoria.”

Sua Excelência o Professor Doutor Fernando Salvato Trigo organizou, com a sociedade Erasmo, da sua mulher e dos dois filhos, diversos esquemas “para produzir elevadas quantias de dinheiro através da fundação que detém a universidade e, com base nesses planos, desviado mais de três milhões de euros”, como relata o Jornal i.

Segundo o Ministério Público, citado pelo jornal Público, era a sociedade Erasmo que recebia as rendas relativas ao aluguer das instalações pertencentes à Universidade Fernando Pessoa, como por exemplo a exploração de dois bares/cantinas da universidade. Todos os anos, as entidades que exploravam esses espaços entregaram mais de cinquenta mil euros à empresa liderada pela família de Salvato Trigo. Entre 2006 e 2010 foram totalizados cerca de 290 mil euros.

O sacana do Valdemar Barros fez tantas vezes a partida dos cinquenta euros que as televisões falavam dele diariamente até que, num dos cafés que “visitou”, ficou gravada, em vídeo, a sua jogada, para gáudio dos diversos canais televisivos que passaram, repetidamente, aquelas imagens. Dias depois, reconhecido num novo local, foi perseguido pela polícia, depois desta ter sido alertada, pelo dono da casa, e detido após se ter despistado com o carro onde seguiam, também, a namorada e o filho. E ficou em prisão preventiva até ao julgamento, já que trinta burlas, na ordem de cinquenta euros cada, sempre correspondiam a mil e quinhentos euros a que havia de se acrescentar o crime de fuga à polícia e o despiste.

Sua Excelência o Professor Doutor Fernando Salvato Trigo foi denunciado pelo Técnico Oficial de Contas da Universidade e ficou a aguardar julgamento com termo de identidade e residência atendendo à mesquinhez de três milhões de euros desviados da Faculdade que dirigia.

O sacana do Valdemar Barros, que não tinha antecedentes criminais, confessou parte dos factos, justificou-os com a necessidade de conseguir dinheiro para comprar droga e acrescentou que “nunca agredi nem magoei ninguém e fui sempre educado.” A presidente do colectivo de juízes afirmou que os factos foram “quase” todos dados como provados, desde a existência de um plano para a realização das burlas, a ida aos estabelecimentos comerciais, o modo como se apropriava do dinheiro, e a perseguição feita pela PSP que levou à sua detenção. “Estes tipos de crimes causam bastante alarme social e, infelizmente, são frequentes na sociedade”, disse para quem a quis ouvir na Sala deAudiências.

Sua Excelência o Professor Doutor Fernando Salvato Trigo era reincidente, já que, segundo o Observador, no final dos anos 90, fora condenado a dez meses de prisão pelo desvio de subsídios do Fundo Social Europeu, quando era director da Escola Superior de Jornalismo do Porto.

Em email dirigido aos professores, alunos e funcionários da Universidade Fernando Pessoa, afirmou ser “completamente falso que eu tenha alguma vez desviado fundos ou cometido qualquer outro crime e disso tem estado a ser feita prova documental e testemunhal no julgamento a decorrer. Infelizmente, o Ministério Público acreditou nas denúncias inteiramente falsas do ex-TOC que se deviam ao facto de ter sido demitido por mim com toda a justificação. Resolveu vingar-se e pôr em causa a minha administração da Fundação que ele, aliás, como membro também do seu Conselho Fiscal, sempre aprovou com louvores exarados em livro de actas”.

Não posso escrever sobre o que se passou no julgamento do Senhor Reitor porque o Tribunal deliberou que o Julgamento decorresse à porta fechada. Como bem se escrevia no jornal Público: “Apesar de por norma os julgamentos serem públicos, neste caso a defesa invocou que a presença de audiência ou jornalistas na sala poderia pôr em causa o prestígio do arguido e o juiz aceitou a argumentação” alegando que, “para além dos danos para a instituição, um julgamento normal, ou seja, público, poderia acarretar danos para o prestígio de Salvato Trigo, uma personalidade de reconhecido mérito e prestígio no meio universitário nacional e internacional, até porque, considera ainda a defesa, a acusação é um atentado à sua honorabilidade profissional e pessoal, bem como ao seu bom nome”. Apesar deste tratamento diferenciado, no fim fez-se “justiça à portuguesa”:

O sacana do Valdemar Barros, perigosíssimo meliante que arrecadou, indevidamente, cerca de mil e quinhentos euros, foi condenado a oito anos de prisão efectiva, por cerca de 30 burlas com notas de cinquenta euros (houve várias vítimas a desistir da queixa), e ficou, ainda, obrigado ao pagamento de uma multa, também de cinquenta euros, e a dois anos de inibição de conduzir.

Sua Excelência o Professor Doutor Fernando Salvato Trigo, por ter feito aquela “transferência” de três milhões de euros da Faculdade que dirigia para a empresa da mulher e filhos, foi condenado a uma pena suspensa de três anos e três meses de prisão por “desvio de dinheiro.” É a diferença habitual entre roubo e desvio. É a diferença habitual entre sacanas e excelências.

O sacana do Valdemar deve estar, neste momento, e vai estar durante oito anos, a dormir numa camarata com mais uma dúzia de desgraçados, comendo miseravelmente, trabalhando (se conseguir) em troca de dois euros diários e com a possibilidade de fazer um telefonema diário, de cinco minutos, para o filho. Roubou… paga! Nada mais justo.

Sua Excelência o Professor Doutor Fernando Salvato Trigo, atendendo ao facto de ser “uma personalidade de reconhecido mérito e prestígio no meio universitário nacional e internacional”, deverá continuar a dar lições aos inspectores da Polícia Judiciária. Não será pelo facto de a Acusação ter conseguido provar o crime, e levado à sua condenação, que ele deixará de ter o direito à “sua honorabilidade profissional e pessoal, bem como ao seu bom nome”.

Uma espantosa demonstração da lucidez dos nossos juízes. Agora vou só ali vomitar e já volto!

(Crónica do livro “Frasco de Veneno – Dose Final” à venda em 10 de Dezembro.)

Doentes com mais de 70 anos deviam pagar hemodiálise

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Foi uma má ideia, teve custos políticos para a líder na época do PSD, Manuela Ferreira Leite. Mas não causou espanto esta declaração da antiga ministra das Finanças de Cavaco Silva. Causou indignação. Porque a senhora não entendeu que hemodiálise é um tratamento doloroso, constante e caro, sem o qual o doente morre.

A declaração tem 8 anos mas continua a circular ainda hoje nas redes sociais. Um registo que engana no tempo, mas mantém a memória e prova que adiamos os problemas com a barriga.

Manuela Ferreira Leite corrigiu a sua declaração, disse que queria dizer que “uns têm [a hemodiálise] gratuitamente, outros não” consoante a capacidade financeira. A emenda foi feita num programa da SIC, entrevistada por Ana Lourenço que, entretanto, já está na RTP. O tempo corre.

A jornalista Romana Borja-Santos escreveu no Público as palavras de ex-ministra. “Ferreira Leite insistiu que, se a hemodiálise continuar a ser disponibilizada para todos, então o sistema não funcionará “nem para ricos, nem para pobres”.

“Negócio de milhões da hemodiálise”, relatou a TVI24, dando visibilidade à reportagem de Alexandra Borges, que deixou a TVI oito anos depois.

A reportagem é de dezembro de 2019 e relata: “O negócio da hemodiálise é dominado, em Portugal, por duas empresas multinacionais: a Fresenius e a Diaverum. Juntas, segundo um relatório da Entidade Reguladora da Saúde, conseguem uma concentração de 77% do mercado”.

“O Serviço Nacional de Saúde não tem capacidade de resposta para os 12 mil doentes que existem no país e 90% deles faz o tratamento em centros de diálise privados”.

As redes sociais e os jornais on-line têm esta grande vantagem, não nos deixam esquecer os problemas denunciados, que os políticos esquecem facilmente.

Mas na hora do saldo das contas, só votam 45 por cento dos eleitores que, 5 minutos antes deveriam ver o que postaram ou leram no telemóvel. Não o fazem, a memória é fraca e os maus políticos agradecem.

Covid-19: 78 mortes e 750 milhões € para PME

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No boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde, hoje constam 78 mortos e 3.262 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde. Desde o início da pandemia, Portugal já registou 4.505 mortes. Das 78 mortes registadas nas últimas 24 horas, 42 ocorreram na região Norte, 28 na região de Lisboa e Vale do Tejo, seis na região Centro, e duas no Alentejo.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim revela que estão internadas 3.342 pessoas (mais 97 do que no domingo), das quais 525 em cuidados intensivos (menos 11 nas últimas 24 horas).

Segundo o boletim da DGS, 55% dos novos casos de infeção situam-se na região Norte. Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções, embora os óbitos atinjam maioritariamente pessoas com mais de 80 anos.

750 milhões para PME

A Comissão Europeia aprovou hoje uma ajuda estatal de Portugal, de 750 milhões de euros, para micro e pequenas empresas afetadas pela crise da covid-19, como da restauração e comércio, os já anunciados programas ‘Apoiar Restauração’ e ‘Apoiar.PT’.

Bruxelas explica que esta ajuda pública portuguesa foi aprovada ao abrigo do Quadro Temporário de Auxílios Estatais, por ser considerada como “necessária, adequada e proporcional para sanar uma perturbação grave da economia de um Estado-membro”.

Estão abrangidas pela medida as empresas com quebras de faturação superiores a 25% registadas nos primeiros nove meses de 2020 e que tenham a situação fiscal e contributiva regularizada.

O programa ‘Apoiar.PT’ estará “aberto a micro e pequenas empresas exclusivamente ativas no comércio e serviços abertos aos consumidores, atividades culturais, atividades turísticas, setor hoteleiro, e atividades de serviços alimentares e de bebidas”, enquanto o ‘Apoiar Restauração’ se destina a “micro, pequenas e médias empresas que desenvolvam atividades de serviços alimentares e de bebidas”.

Inicialmente, previa-se que estas regras temporárias apenas estivessem em vigor até 31 de dezembro deste ano, mas uma vez que os efeitos da crise económica perduram na UE, a Comissão Europeia decidiu estender estes prazos e, assim, as regras temporárias mantêm-se até junho de 2021. Há um limite ao apoio por empresa que não pode ser superior a 800 mil euros.

Cristina Ferreira doa receita do livro para luta contra o bullying

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Como toda a gente sabe, Cristina Ferreira esteve no jornal da TVI para falar do seu livro “Pra Cima de Puta”. Mesmo quem não vê a TVI ou não viu o Jornal das 8 naquele dia, sabe porque depois já houve artigos e comentários em tudo o que é jornal escrito ou redes sociais. Os poucos que ainda não sabem, vão ficar a saber agora.

A apresentadora aproveitou a ocasião para calar muitos dos que a criticam pelo livro, pelo título do livro e por se aproveitar das suas circunstâncias profissionais para o promover. As receitas sobre a venda do livro “vão ser entregues a associações que combatem o bullying”, garantiu Cristina Ferreira na conversa que teve com José Alberto Carvalho. Disse mesmo que nem vai ver a cor ao dinheiro, porque “qualquer euro que este livro possa vir a dar não me será entregue a mim, será entregue a quem ao meu lado luta neste momento pela dignidade dos outros”, acrescentou.

Falou, ainda, dos prejuízos emocionais que a família está a sofrer, porque todos têm acesso aos insultos que sofre nas redes sociais e reafirmou a sua vontade de influenciar os políticos para legislarem estas questões do bullying e da ofensa na internet. Cristina Ferreira quer que o seu livro “chegue a quem de direito”. 

Se isso não for suficiente, promete que será criada em breve uma petição pública para que o bullying digital passe a ser punido. 

Cristina Ferreira no Jornal das 8

Empresários em greve de fome em frente à Assembleia da República

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O protesto é liderado pelo chef de cozinha Ljubomir Stanisic que, contudo, não está só nesta provação. Com ele estão outros empresários da hotelaria e diversões noturnas em número que não foi possível confirmar. Não é todos os dias que se vêm empresários a prescindir de uma boa refeição, e cozinheiros tão pouco.

Trata-se de um protesto do movimento  “A Pão e Água”, neste caso nem pão nem água. Ou apenas água quente, chá, como admitiu um dos grevistas. Uma greve de fome admite a ingestão de pequenas quantidades de líquidos. Até porque a água não mata a fome. Só engana.

Não comem e dormem em tendas desde sexta-feira e as noites têm sido frias. Ainda assim, juram que só saem dali quando se puderem sentar à mesa com o  Governo, “António Costa ou Siza Vieira”, conforme especificou à SIC o senhor José Gouveia, um dos empresários em greve de fome.

Na página do Facebook de Ljubomir estão os links para as várias reportagens que têm sido feitas sobre o evento grevista, a meias com os links para o marketing comercial que gira à volta deste chef de haute cuisine jugoslava. Os aventais são giros, já as patas de galinha são de péssimo gosto. Na nossa opinião.

Os produtos à venda na loja do Ljubomir não são para qualquer bolsa. O avental, por exemplo, custa 98,50 €… mas não negamos a qualidade dos produtos, até porque nunca lhes pusemos a vista em cima.

Covid-19: 64 mortes e possibilidade de restrições até ao Natal

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Nas últimas 24 horas faleceram 64 pessoas com covid-19 e há registo de 4.093 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 4.427 mortes e perto de 300 mil infeções.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS revela que estão internadas 3.245 pessoas, mais 90 do que no sábado, das quais 536 em cuidados intensivos, mais sete. Nunca as UCI tiveram tantos internados em Portugal.

Das 64 mortes registadas nas últimas 24 horas, 31 ocorreram na região Norte, 22 na região de Lisboa e Vale do Tejo, oito na região Centro, duas no Alentejo e uma no Algarve.

O Norte continua a ser a região do país a contabilizar o maior número de casos e de novas infeções diárias, concentrando nas últimas 24 horas cerca de 61% dos novos casos de covid-19, seguido de Lisboa e Vale do Tejo.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

Medidas restritivas até ao Natal?

O Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) estima que, se Portugal mantiver as restrições adotadas atualmente, irá registar em dezembro “níveis muito baixos” de novos casos de covid-19, seguidos de menos admissões hospitalares e mortes. Ou seja, se o Governo português seguir estas indicações, vamos ter restrições até ao natal.

Numa altura em que a situação epidemiológica relativa à doença covid-19 se continua a agravar em Portugal, com novos máximos diários de internamentos e nos cuidados intensivos, o país encontra-se em estado de emergência, com restrições à circulação na via pública durante a semana e fins de semana e aos trajetos entre concelhos nos feriados, horários mais limitados para comércio e restauração e uso obrigatório de máscara na rua e nos locais de trabalho.

Se estas medidas continuarem a serem adotadas em Portugal, o ECDC prevê, no relatório divulgado esta semana com projeções a curto prazo sobre a evolução da situação epidemiológica na União Europeia, que após um pico de infeções em meados de novembro, se registe um abrandamento acentuado em dezembro, que deverá culminar em menos de 2.000 casos diários em janeiro, em toda a Europa.

No caso dos números diários de mortes, de internamentos e de entradas nos cuidados intensivos, o pico deverá ser atingido em dezembro, de acordo com esta agência europeia, que prevê um abrandamento em janeiro.

Sediado na Suécia, o ECDC tem como missão ajudar os países europeus a dar resposta a surtos de doenças.