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Haja fé!

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Foi assim que, eternamente desalinhado das “posições oficiais”, mas procurando evitar o pior, logo em março e abril de 2020 recomendei o uso obrigatório da máscara, a formação sanitária das populações e da proteção civil, a aplicação de planos de contingência adequados e até um gabinete de crise que pudesse orientar medidas imediatas e confinamentos dirigidos.

Tinha razão antes do tempo e nem o OM fez caso: durante mais de um ano, assisti a uma gestão caótica e até anedótica da pandemia, com consequências que, muitas delas evitáveis, foram desastrosas.

Um desempenho que me custa a entender, porque a estratégia para “tratar” uma qualquer pandemia não difere da que é usada em medicina intensiva, aquela que milhares de médicos exercem: perante um qualquer doente grave e instável, exigem-se permanentes “cuidados de cabeceira”, com correções ao minuto. Uma atuação que requer conhecimento técnico, mas também muita atenção e prudência e, sobretudo, a coragem para aplicar, no momento próprio, as medidas drásticas que se impõem.

Nesta área, não é possível ter sucesso a receitar a mesma pastilha a todos os doentes, por prazos a perder de vista… vivam eles ou morram.

Sob o foco político-mediático, esta seria sempre uma missão polémica e certamente difícil, até porque condicionada por um sem-fim de variáveis e incógnitas. Porém, sem dúvida, deveria ter sido conduzida dentro do princípio científico de que nenhuma certeza existe e que só chegaremos às melhores soluções por tentativas e erros, de preferência aprendendo com os erros dos outros e não a coxear atrás do nosso próprio prejuízo.

Um ano passou e há que assentar que Portugal, na ausência de medidas de prevenção adequadas, foi obrigado a um primeiro confinamento drástico, que pecou por má orientação e por tardio e demasiado longo, o que provocou acrescido impacto na economia. Para depois do verão, sem fazer o trabalho-de-casa, cair em tais erros que, de repente, de “bom aluno” passou a “pior do mundo”. Enquanto agora, submetido a mais um “tratamento de choque” que ainda se arrasta, já apresentar números que novamente estão entre os melhores. Somos mesmo bons em “efeitos especiais”…

Mas, então, que lições devemos retirar? Tão só que o nosso “autocarro” segue a direito pela estrada, sem que o “motorista” conheça o “código da estrada” ou, sequer, tenha a mínima noção de como manejar o volante, os travões ou o acelerador. Um “bate-e-foge” e um “pára-arranca-e-torna-a-bater”, só possível porque os portugueses continuam sob a alçada de interesses político-mediáticos que, sem contraditório, põem e dispõem da nossa vida, enquanto os alimentamos.  

Não pertencendo à raça de quem até diz mal da sua própria sombra, sendo pelo contrário um lutador e um otimista, não tenho, contudo, qualquer dúvida em afirmar que o espaço da idiotice tem vindo a ficar mais estreito, tendo aparecido, finalmente, no último mês, orientações que, embora tímidas e tardias, apontam para uma condução menos desastrada do nosso “autocarro”.

Com os números que Portugal tem apresentado, e sendo o número de novos casos/dia o mais fiel e eficaz “oxímetro”, há semanas que Portugal poderia ter desconfinado o ensino pré-primário e setores da economia como ginásios, cabeleireiros, restauração e turismo interno. Com a garantia de que, em dez dias após essas “libertações”, e com base na eclosão de novos focos, concelho a concelho e atividade a atividade, podíamos “medir” impactos e adotar imediatas correções, “premiando ou castigando” os portugueses debaixo de apertado controlo de resultados.   

Embora tenha optado por um trajeto muito mais moroso, e menos ousado do que aquele que tenho preconizado, não quero, no entanto, deixar de saudar as alterações que, nos últimos quinze dias, o novo “motorista deste autocarro” tem vindo a propor: pelo menos, garanto, tem “carta de condução”. O que é uma boa novidade!

Mas não resisto a duas perguntas: Quantos portugueses, em caso de doença, recorreriam aos cuidados dos anteriores responsáveis técnicos pelo “tratamento” da pandemia? E quantos aceitam que, para distribuir uma simples vacina que nos chega a conta-gotas, seja necessário “despromover” um prestigiado vice-almirante… a fiel de armazém?

Nem oito nem oitenta, haja fé!

Mulheres de Portugal

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No Dia Internacional da Mulher, a Federação Portuguesa de Atletismo partilhou um vídeo em homenagem às campeãs portuguesas. Nada mais justo e merecido. Veja o vídeo aqui.

Prédios esquisitos de Lisboa

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Não há memória do espanto ou da polémica que causaram quando foram construídos. Mas certamente que foram considerados uma aberração. Depois, com o passar do tempo, as críticas foram suavizadas e hoje ninguém olha duas vezes para eles.

Eram quatro, mas um foi demolido em 2008 quando já ameaçava ruir. Ficava no número 16 da rua Aquiles Monteverde, na freguesia de São Jorge de Arroios, perto do Jardim Constantino, tinham apenas 1,60 metros de largura.

De pé e estimado pelo proprietário está o edifício que fica no bairro de Santos. Tem 4 apartamentos, apenas um habitado permanentemente. Os outros são negócio de alojamento local.

É um edifício muito estreito, realmente. Tão estreito que pintado de azul quase se confunde com o céu quando não há nuvens. É uma camuflagem perfeita. Outra curiosidade é que só tem janelas para a frente, a parte de trás é um muro fechado. E compreende-se que seja assim, se também houvesse janelas na parede das traseiras, os apartamentos ficavam sem espaço para pregar um prego e pendurar um quadro, ou não haveria maneira de encostar um móvel…

O interior dos apartamentos para turistas está bastante publicitado nos sites da especialidade… um tratado de aproveitamento de espaços. Não há uma reentrância por ocupar, mobiliário cortado à medida para encaixar entre paredes, armários e arrumos em chão falso.

Os outros dois casos ficam na mesma rua, perto de Santa Apolónia, à beira do rio. No número 25, um edifício que chegou a ter obras de remodelação, mas que foram interrompidas e deixado abandonado. Serve de pombal, o que é uma função digna, esperemos que os proprietários tenham meios para concretizar algum projeto para esta casa… e o terceiro caso fica 100 metros à frente, no cruzamento onde está o Colégio Dona Maria Pia.

O edifício tem uma configuração estranha. Uma ponta tipo proa de barco, não deve ter muito mais que metro e meio de largura… mas depois alarga e acaba por ser um prédio gordinho. Um falso magro, digamos assim… O edifício é antigo, mas não conhecemos a sua história. A rua existe desde o século 16, mas o edifício não é tão antigo.

Quando Portugal se abstém na luta contra o racismo

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Quando publicámos a notícia que Portugal não votou a favor da “eliminação do racismo, da discriminação racial, da xenofobia e formas conexas de intolerância”, a resolução com o código A/RES/75/237 da Assembleia Geral das Nações Unidas, perguntámos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros quais as razões que ditaram o voto português.

A resposta chegou agora e reza assim: “No que diz respeito à resolução da Assembleia Geral em apreço, a posição de Portugal é coordenada com os Estados-membros da União Europeia, como decorre dos tratados”, ou seja, o voto português foi condicionado pela vontade dos parceiros europeus.

O que foi ponderado pelos Estados-membros, diz-nos o texto enviado pelo gabinete do ministro Santos Silva, foi que “o processo negocial não foi direcionado no sentido de encontrar um compromisso suficientemente amplo”, e ainda que “nenhuma das propostas mais substanciais apresentadas pela UE foi incluída.” Trocando por miúdos, os membros da União Europeia apresentaram condições para votar a favor que não foram aceites pela maioria dos restantes Estados que integram a ONU.

O texto do Ministério dos Negócios Estrangeiros especifica o que foi apresentado pela UE e rejeitado pelo resto da Humanidade, nomeadamente estas duas questões:

  1. manter inalterados os termos acordados na Convenção Internacional sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (ICERD), que definem as obrigações jurídicas dos Estados.
  2. o uso de linguagem neutra com o intuito de promover a adoção consensual de uma resolução.

No texto, o Ministério dos Negócios estrangeiro lembra que em abril, no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da UE, realizar-se-á uma conferência de alto-nível na qual a União Europeia se irá focar na “luta contra o discurso de ódio (online e offline), bem como no papel da educação para os direitos humanos, do ensino da história e dos meios de comunicação social. Abordaremos as políticas e as boas práticas existentes nesta matéria, prestando especial atenção à xenofobia, ao antissemitismo e ao anti ciganismo.”

O Governo português criou recentemente “um grupo de trabalho composto por peritos e organizações da sociedade civil para avaliar a situação nacional, refletir sobre os mecanismos existentes, identificar áreas e necessidades prioritárias e preparar um conjunto de propostas a incluir num plano nacional de luta contra o racismo e a discriminação”, diz ainda o texto do MNE, em jeito de reclamar como bandeira deste Governo a luta contra o racismo e todas as formas de discriminação.

Fica evidente, pelas palavras escritas na resposta do MNE, que mesmo questões primordiais na área dos direitos humanos são passíveis de se tornarem em moeda de troca para traficâncias políticas. E fica igualmente patente que pouco importa como ficamos vistos pelos povos do Mundo.

Covid-19: boas notícias e más notícias

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Vinte e cinco mortes e 365 novos casos de contágio detetados nas últimas 24 horas, são os dados que constam no boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde. Desde 7 de setembro que não havia um registo tão baixo de novos contágios.

O boletim revela que estão internados 1.403 doentes (menos 11 do que no domingo), o valor mais baixo desde 22 de outubro, e nos cuidados intensivos estão 342 doentes (menos 12 em relação a domingo), o valor mais baixo desde 06 de novembro.

Neste momento, Portugal tem apenas oito concelhos em risco muito elevado de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2 e nenhum em risco extremo.

O risco extremo de infeção verifica-se quando um concelho tem uma incidência cumulativa a 14 dias acima dos 960 casos de infeção por 100 mil habitantes, enquanto o risco muito elevado significa uma incidência de entre 480 e 959,9 casos por 100 mil habitantes. O número de concelhos neste patamar de infeção tem vindo a decrescer depois de um pico em 1 de fevereiro quando Portugal tinha 234 dos 308 concelhos em risco extremo.

Boas notícias, portanto.

Agora, as más…

Risco de transmissibilidade está a subir de novo

Hoje houve nova reunião do Governo com os peritos em pandemias. E a ministra da Saúde disse, no final, que a pandemia continua a apresentar “três ameaças” apesar das medidas de restrição em vigor. A saber: o risco de transmissão “está novamente a subir”, a prevalência atual superior a 60% da variante do novo coronavírus identificada no Reino Unido e o decréscimo da adesão da população portuguesa às medidas de confinamento.

Sem deixar de reconhecer que se mantém “a tendência decrescente da pandemia”, com a queda dos números de casos, internamentos e óbitos, a governante vincou que o índice de risco de transmissibilidade, conhecido como Rt, “atingiu o valor mínimo de 0,61 em 10 de fevereiro” e entrou numa trajetória de aumento: “É um sinal ao qual temos de estar atentos”.

As Ruas a quem nelas Trabalha

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A Câmara Municipal de Lisboa (CML) prepara-se para, a cobro deste novo confinamento,
acelerar a transformação do espaço público de algumas das principais artérias, praças e zonas
residenciais da capital, depois das polémicas, contestadas e pouco planeadas obras na Avenida
Almirante Reis, Praça de Espanha e Defensores de Chaves, entre outras, muitas outras, que
vários grupos de Cidadãos e Vizinhos têm contestado de forma veemente.


Foram tornados públicos recentemente os planos para as alterações da ciclovia da Almirante
Reis, que resultará numa ‘emenda pior que o soneto’. Esta passará de ciclovia bi-direccional
para duas ciclovias unidireccionais, o que colocará agora ambos os sentidos da Avenida sob
pressão, deixando aos automóveis uma faixa de rodagem para cada lado, larga e ineficiente,
onde não será possível dois carros estarem, em segurança, lado a lado.


Do mesmo modo, sempre que um autocarro parar para recolha de passageiros o trânsito
parará, agora em ambos os sentidos. Além disso, a ligação ao Martim Moniz pela Rua da Palma
retirará a maioria dos lugares de estacionamento de superfície, entre eles alguns destinados
aos veículos de animação turística e não deixando espaço para as cargas e descargas dos
comerciantes. Ninguém foi consultado, não há alternativas. Quem aí trabalha, perde a rua.
Foi ainda conhecida a intervenção a realizar na Avenida de Berna, pronta a iniciar e
amplamente criticada em reunião pública de Assembleia de Freguesia convocada
expressamente para o efeito. De novo, a construção de uma ciclovia é a principal novidade da
intervenção que, não retirando faixas de circulação, eliminará todo o estacionamento, de
ambos os lados, numa estimativa nunca inferior a 100 lugares que não encontram alternativa
em parques, à superfície ou subterrâneos, numa zona com muita habitação, a totalidade ou
quase sem garagem. Quem aí vive, perde a rua.


Em vários outros pontos da cidade, em obras sem tanta visibilidade e mediatismo, vários
Vizinhos contestam a colocação de pilaretes em zonas de estacionamento residencial noturno
consensuais, mas que agora se torna impossível, como acontece nas ruas de Arroios; na
marcação de lugares de estacionamento em espinha quando antes eram perpendiculares,
ocupando o mesmo espaço mas reduzindo os lugares em mais de 20%, como se vê na ex freguesia de São João, agora inserida na Penha de França; nas multas aos residentes
confinados em São Domingos de Benfica, com dístico pago mas sem lugares devido às
(des)marcações de lugares levadas a cabo pela EMEL.


Estão-nos a tirar as nossas Ruas. Com intervenções cegas no espaço público, sem estudos, com ideologia, sem conhecimento da realidade e gastando milhões, a CML está a piorar a nossa qualidade de vida e a dificultar a nossa mobilidade. A nós que as vivemos, a nós que nelas trabalhamos. Queremo-las de volta. Queremos as Ruas para quem nelas trabalha… e nelas Vive!

Salvem os animais, gritou ela!

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Desta vez foi ela quem me telefonou. Quase nunca aconteceu antes, apenas em momentos de grande aflição. “Uma senhora não telefona a meio da noite a um cavalheiro”, costuma dizer-me. E durante o dia anda distraída com outras coisas.

Mas, bom. Desta vez, quando o telemóvel vibrou a meio da noite, era ela. “A Brigitte ligou-me!”, anunciou com voz triunfante. É que a outra não costuma ter a iniciativa de lhe ligar. É a isto que se chama hierarquia, estão a ver?

“E o que queria a Brigitte?”, perguntei, sabendo de antemão que nem teria precisado de o fazer. “Foi recebida pelo Macron, imagine só!”, notei-lhe um ligeiro despeito no tom… e quase sem respirar contou-me que a amiga famosa deu um raspanete ao Presidente da República francesa, a propósito dos direitos dos animais e a liberdade religiosa. Brigitte Bardot é uma das maiores ativistas na defesa dos direitos dos animais, mas quanto à liberdade religiosa já nem tanto. Em França comem quase tudo o que se mexe. Se juntarmos as tradições gastronómicas francesas com as tradições das múltiplas comunidades religiosas que lá existem, temos que desde cavalos e burros, a cabras e borregos, morcegos e cães, mexilhões e ostras, cobras e passarinhos, tudo marcha para o prato, por uma razão ou por outra.

Brigitte queria que Macron proibisse por decreto o abate ritual de animais, “um horror”, diz ela. E com razão. Mas o Presidente preferiu a paz social. A coisa ia dando para o torto, aos 85 anos de idade, a diva já não tem a mesma paciência que tinha antes para aturar homens. ! ”Oui Monsieur le Président je vous engueule”, disse-lhe ela quando Macron lhe pediu para ter calma.

“Você não tem coragem, está sujeito a essa prática bárbara abominável. Outros países como a Islândia, Dinamarca, Eslovénia ou as regiões da Valónia e Flamenga da Bélgica provaram a sua independência e o seu poder banindo-os”, disse ela com teatral veemência.

“Se você quer uma França sujeita aos religiosos, diga-o com franqueza, ou segure a coragem com as duas mãos e proíba esses rituais imundos que desonram o nosso país”, acrescentou a outrora diva do cinema.

Se o relato da minha amiga foi fidedigno, foi mais ou menos assim que a coisa se passou. Et voilá! Bravo, Brigitte!

Na Bélgica também era assim, mas agora há uma lei que minimiza o sofrimento dos animais abatidos ritualmente. A norma proibiu a matança de animais sem que eles tenham sido previamente insensibilizados, de modo a serem abatidos sem sentirem dor.

Não se sabe ainda se a lei está a ser cumprida, sabemos apenas que judeus e muçulmanos continuam a seguir preceitos (kosher para judeus, halal para muçulmanos) em que vacas, cabras, ovelhas ou aves de curral devem ser sacrificadas com um corte na garganta e deixadas a sangrar durante horas até morrer. Sem lhe dar nomes específicos, era o que os católicos faziam em Portugal com perus, galinhas e porcos antes da ASAE proibir as matanças tradicionais.

Manuel Morais, o polícia bom

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A PSP confirmou a decisão de suspender o agente Manuel Morais e, neste momento, o único elemento que na PSP dá a cara publicamente pela necessidade de expurgar racistas e fascistas da corporação policial está suspenso e com corte no vencimento.

O diretor nacional da PSP não mexeu uma palha para evitar este desfecho. O Governo não se quis incomodar. Mas quem partilha os mesmos ideais e convicções de Justiça, Fraternidade, Liberdade e Igualdade, espera que Manuel Morais não quebre. Muitos já se solidarizaram com ele nas redes sociais, que é onde o povo tem lugar para se exprimir.

Citado em diferentes títulos da imprensa, o advogado de Manuel Morais diz que vai enviar recurso para o Tribunal Administrativo. Mas o recurso não suspende o castigo. Quanto muito, se for aprovado, limpará a folha de serviços do agente e a PSP terá de lhe devolver o dinheiro que agora lhe tira pelos dias de suspensão.

Não duvidamos que, em privado, Manuel Morais receba algum apoio e conforto de outros polícias e de atores políticos, mas o que é evidente é a indignação que gente anónima sente pelo sucedido e que apenas transparece nas redes sociais. Deixamos aqui alguns exemplos, porque são inúmeras as mensagens de apoio.

Covid-19: 28 mortes e quebra no registo de novos casos

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Hoje, mais 28 mortes (+ duas que ontem) relacionadas com a pandemia de covid-19 e 682 casos de infeção (menos 325), segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). De acordo com o último boletim, hoje divulgado, em internamento nas enfermarias estão 1.414 doentes (menos dois do que no sábado). A queda abrupta dos novos casos de contágio deve-se, certamente, à merecida folga de fim-de-semana dos analistas em laboratórios privados.

Já nos cuidados intensivos Portugal tem hoje 354 pessoas (menos nove), o valor mais baixo desde 6 de novembro. De um modo geral, os sinais continuam a ser de baixa dos valores da pandemia.

Por região, o Norte totalizou mais 207 casos confirmados e mais seis mortes. Lisboa e Vale do Tejo, por seu turno, tem mais 180 casos confirmados e mais 13 óbitos. No Centro verificaram-se mais 100 do que no sábado, e mais seis mortes.  O Alentejo reportou 29 casos confirmados e mais um óbito. A região do Algarve tem notificados mais 32 do que no dia anterior, sem registo de mortes, hoje. Nas Regiões Autónomas, os Açores apresentam hoje mais um caso, sem mortes e a Madeira tem mais 133 casos e mais duas mortes.

A campanha de vacinação prossegue. De acordo com os últimos dados da Direção-Geral da Saúde, Portugal tem atualmente 1.029.189 pessoas vacinadas: 737.206 com a primeira dose e 291.983 com a segunda dose.

Covid-19: 26 mortes, vacinação lenta

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Depois da descida abrupta dos índices de contágio, internamentos e mortalidade da pandemia covid-19, parece que atingimos um patamar que travou a descida. Há vários dias que o número de mortes se mantém nas duas dezenas, hoje o boletim epidemiológico regista 26 mortes, assim como o número de novas infeções estacionou à volta dos mil por dia, hoje foram mais 1.007 casos.

Felizmente que, para já, os internamentos continuam a descer. Hoje há 1.416 doentes internados, menos 167 do que na sexta-feira. Nos cuidados intensivos estão 363 pessoas, menos 20 do que ontem.

A este ritmo, nunca mais lá chegamos

A vacinação parece estar a “marcar passo”, de acordo com os últimos dados da Direção-Geral da Saúde, há 1.012.032 pessoas vacinadas: 724.202 com a primeira dose (mais 31.242 que ontem) e 287.830 com a segunda dose (apenas mais 8.607 pessoas que ontem). Está a andar, mas devagar. Se o ritmo não aumentar, vai demorar cerca de 1100 dias (3 anos…) até toda a população estar vacinadas com as duas doses da vacina anti-covid. E como a vacina não é para toda a vida, muitas pessoas terão de ser revacinadas à medida que a validade for caducando. Ou seja, ainda não nos contaram toda a verdade.