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Covid-19: 18 mortes, renovado estado de emergência

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Nas últimas 24 horas houve registo de 18 mortes relacionadas com a covid-19 e 627 novos casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). É o mais baixo número de mortes desde 22 de outubro.

Estão internados 1.102 doentes (menos 99 do que na quarta-feira) e nos cuidados intensivos há 273 doentes (menos 10 em relação a quarta-feira).

Das 18 mortes registadas nas últimas 24 horas, 15 ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e três na região Norte. Desde março de 2020, 16.635 pessoas morreram devido à covid-19.

De acordo a Direção-Geral da Saúde, há agora 1.078.763 pessoas vacinadas contra a covid-19: 772.343 com a primeira dose e 306.420 com a segunda dose.

Estado de emergência renovado

O parlamento autorizou hoje a renovação do estado de emergência até 31 de março para permitir medidas de contenção da covid-19, com o apoio de PS, PSD, CDS-PP e PAN.

A deputada não inscrita Cristina Rodrigues também votou a favor. O BE voltou a abster-se e PCP, PEV, Chega, Iniciativa Liberal e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira mantiveram o voto contra este quadro legal, que permite suspender o exercício de alguns direitos, liberdades e garantias.

A votação de hoje foi idêntica à que se verificou nas quatro anteriores renovações do estado de emergência, aprovadas no parlamento e decretadas pelo Presidente da República desde 13 de janeiro.

A propósito do FCP…

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Esta é uma história que versa assuntos raros e sérios, porque não é todos os dias que um amigo nos morre nos braços, enquanto assistimos a um desafio de futebol.

Em 1984, AB era um dos meus pacientes em tratamento de diálise. Homem bem-sucedido, que fazia o bem sem olhar a quem, tinha, contudo, um “gravíssimo defeito”: uma tara patológica pelo “nosso” Benfica, que ele amava acima de todas as coisas visíveis e invisíveis 

Sofrendo também de uma angina de peito instável, só depois de alguns ataques cardíacos no Estádio da Luz, de que “saíra de charola” a meio, é que o convenci a não frequentar tais “ares”, demasiado fortes para a sua víscera cardíaca.

Porém, todo o sacrifício tem limites. Se para os jogos caseiros ainda vá que não vá, sempre que havia taças europeias não dava margem:

– Se tenho de morrer, que seja no Estádio da Luz. – Arriscava. – Lá na “catedral”, até vou direitinho ao céu.  

Era uma temeridade, porque nesse tempo nem dispúnhamos de “dopings” para estimular o sangue, hoje utilizados para corrigir a anemia de que muitos destes doentes renais sofrem. Era o caso dele que, “com as pilhas sempre em baixo”, nos causava enorme sufoco com essas saídas aos jogos internacionais. Dias antes, à cautela, sempre lhe “carregávamos as baterias” com uma transfusão de sangue extra. E a que também sempre juntávamos uns “drunfos para o caminho”…

E assim sofrendo todos a bom sofrer, AB lá foi sobrevivendo às tentações do demónio, mais fiel ao seu clube do que um beato a defender a sua igreja. Até à célebre final europeia de 1984, em que o Porto defrontou a Juve.

Nessa noite de maio, sem imaginar que o perigo rondava a sala, eu sentara-me de plantão a dois passos da cama daquele benfiquista dos quatro costados que, também interessado no jogo, nem tugia. Tudo a correr pelo melhor, até os italianos marcarem o primeiro golo. Nesse preciso instante, ouvi-o soltar um “ai” e ainda o vi levar a mão ao peito.

Saltando do balcão, em segundos confirmei que o seu coração cessara de bater. E de nada valeram os cuidados que lhe dirigimos; irreversível, alguns minutos depois tive mesmo de aceitar que estava morto. E ainda hoje me pergunto:

– Quem podia adivinhar que um fanático do SLB pudesse tão ingloriamente “dar a vida”, pelo seu “odiado” FCP?

Não admira que, num mundo que não “bate bem da bola”, a recente passagem do FCP, por Turim, me tenha merecido uma dupla e sentida comemoração:

– Obrigado, FCP! É que, agora, até o meu amigo AB já pode descansar finalmente em paz, depois desta desforra.   

Acreditem que foi um feito memorável, mesmo para um benfiquista que anda a “penar por um mundo que não bate bem da bola”: ainda ontem, a TV nos mostrou um chacina de cães em Ponta Delgada, cidade onde, em silêncio cúmplice de todos, persiste o último “tarrafal humano” da Comunidade Europeia”; enquanto isso, a ilha da Madeira está deserta quando é dos destinos mais seguros do mundo; e também as fronteiras aéreas de Portugal são as únicas a que toda a Europa impõe restrições, quando há muito apresentamos ótimos resultados; já quanto ao gabinete de crise, vemo-lo num esmero de estratégia no combate à pandemia, “acertando-nos o passo” pelos doentes em cuidados intensivos resultantes da última vaga e não pelo número de novos casos diários que, desde há vários dias, permite avançar, à confiança, para um desconfinamento gradual e seguro, obviamente se bem monitorizado; ao mesmo tempo que ninguém pergunta como é que um banco intervencionado pode aceitar a penhora das ações de um privado, sem comunicar ao Estado que, por acaso, também detém importante capital nessa empresa; e nem um treinador de oiro, de um Sporting de sonho, escapa ao seu destino de português competente…

A vida não está nada fácil e só não sofre quem anda de olhos tapados ou não tem coração. E é assim que, ainda que sem Benfica que se veja, só posso terminar com um:

– Viva o futebol!

Mas anda tudo doido… ou o que é que se passa?

O que outros chamam calhau, ele chamava “página de História”

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O email dizia assim: “Miguel Magalhães Ramalho foi um lutador pela defesa do ambiente, com intervenções sempre pertinentes em conferências, em intervenções televisivas e nos mais variados meios de comunicação, pugnando para que não estragássemos o planeta, para que protegêssemos a biodiversidade. No que se refere a Cascais, quanto não lutou pela Paisagem Protegida, pela preservação das espécies autóctones que tão bem conhecia”… e foi assim que José d’Encarnação deu a conhecer ao seu círculo de amigos e conhecidos a morte de um homem especial.

Eu que não o conheci pessoalmente, sabia alguma coisa de ver na televisão e de ler nos jornais sobre a sua vida e obra. Trata-se de um geólogo, diretor do Museu Geológico, que ali cuidou e aumentou um fabuloso espólio de muitas centenas de milhar de peças, respeitantes às coleções de paleontologia, arqueologia pré-história e mineralogia.

Quem visitar o Museu Geológico ficará a saber como era há milhões de anos este território a que chamamos Portugal. Que animais aqui viviam, que plantas existiam, que ar respiravam, que chão pisavam, que água bebiam.

O Museu Geológico é uma instituição tão frágil quanto os fósseis e as ossadas milenares que guarda, o próprio Miguel Magalhães Ramalho dizia que o museu era um lugar esquecido pelos poderes públicos, “que até o quiseram fazer desaparecer”. Mas ele não deixou.

E fez muito bem. Esperemos que quem lhe suceda consiga fazer o mesmo.

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FÓRMULA 1: confirmado o GP de Portugal em Portimão

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Vai ser em 2 de Maio na pista de Portimão. Obrigado Vietname por ter cancelado a realização da sua prova agendada para aquela data devido a desentendimentos políticos.

Intensas conversações estão a ser realizadas entre as três entidades responsáveis – a Parkalgarve, gestora do autódromo de Portimão, o Governo português e o Formula One Group que rege os negócios da modalidade. Não só as questões financeiras estão em cima da mesa.

A presença de púbico está a ser equacionada entre as partes tendo em conta a forte pressão das entidades hoteleiras algarvias. Fala-se num máximo de 27 mil pessoas, “obrigatoriamente” sentadas e mantendo as distâncias recomendadas pelas autoridades, mas ainda não há uma informação concreta.

O problema reside no facto de as autoridades não terem esquecido a caótica presença de espectadores aquando da corrida do Mundial de Motociclismo, brilhantemente ganha pelo piloto nacional Miguel Oliveira. Já está decidido que a prova portuguesa de MotoGP será realizada “à porta fechada” em 18 de Abril.

Não parece fazer sentido proibir público na corrida do MotoGP, onde temos um digno representante numa equipa oficial, a KTM, vencedor da edição do ano passado e admitir público, ainda que limitado, duas semanas depois na prova de Fórmula 1.

Com a confirmação do G.P. de Portugal, o calendário do Mundial de F1 fica fechado com 23 corridas anunciadas ainda que sob a influência do desenvolvimento da situação sanitária em relação à Covid-19 nos vários países.

Arroz ao lume

Como foi público e notório, Aníbal Cavaco Silva saiu da tomada de posse do atual chefe de Estado antes da sessão de cumprimentos.

Sem dar explicações, o antigo Presidente da República teve uma atitude incompreensível e que muitos atribuíram a arrogância e má educação.

Mas, na verdade, o homem teve uma razão de peso. Não, não foi por se ter esquecido dos comprimidos. Também não foi por ter tido uma dor de barriga. Foi por não gostar de arroz doce frio. A esposa avisara-o de que o arroz estava ao lume. Ora, sabemos bem que arroz doce se faz num instante. E de São Bento até à Travessa do Possolo ainda vai um bocado e com o trânsito… não dava para arriscar.

Fonte do gabinete do antigo Presidente também não justificou a saída intempestiva de Cavaco. Apenas disse que “O professor Cavaco Silva teve de regressar a casa e não pôde ir aos cumprimentos”, não adiantando qual a razão, mas indicando que “não há grande história”.

Mas nós sabemos qual foi a verdadeira razão. Motivo de inspiração para o cartoon de Hélder Dias.

cartoon de Hélder Dias

Covid-19: 22 mortes e mais de 1 milhão com 1ª dose da vacina

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Portugal registou hoje 22 mortes relacionadas com a covid-19 e 642 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Hoje, o boletim epidemiológico assinala o registo de mortes mais baixo desde 25 de outubro, com 22 óbitos. Há ainda 642 novos casos de pessoas infetadas. Nos hospitais, estão internados 1.201 doentes (menos 77 do que ontem) sendo que nos cuidados intensivos estão 283 doentes (menos 29 do que ontem).

Das 22 mortes registadas nas últimas 24 horas, sete ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, cinco na região Centro, cinco na região Norte, duas no Alentejo, duas no Algarve e uma na região Autónoma da Madeira.

Desde março de 2020, Portugal já registou 16.617 mortes associadas à covid-19.

Quanto à campanha de vacinação, de acordo com os dados da Direção-Geral da Saúde, Portugal tem atualmente 757.663 vacinadas com a primeira dose e 297.422 com a segunda dose, num total de 1.055.085 pessoas.

Nem tudo é mau!

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  1. Bom trabalho do jornalista José António Pereira no Telejornal de 28 de Fevereiro, a propósito da queda da ponte de Entre-os-Rios. Boa concepção da peça e bom trabalho de equipa , com Paulo Maio Gomes na imagem e Miguel Cervan na edição de imagem. Jornalismo em televisão é trabalho de equipa. Quando esta funciona, fruto do diálogo entre todos, o resultado está garantido. Os intervenientes foram bem escolhidos, com destaque para a antiga professora, para o fotógrafo, e principalmente, para o ex-pároco de Raiva. O padre José Ribeiro Mota daria um actor formidável, no cinema ou no teatro. A reportagem merecia, no entanto, um final mais apurado.
  2.  José Fragoso tem feito um excelente trabalho na direcção de Programas da RTP. O pagode gosta é das novelas e de muito outro telelixo. Cá para mim, é para o lado que ele dorme melhor. E faz muito bem. Atenção, porém, ao pessoal da culinária e do vinho, é matéria que já cansa. E manter debaixo de olho o Palmeirim e a Cautela. Usam demasiados estrangeirismos (como se viu no Festival da Canção), fazem lembrar o António Mexia nas apresentações que fazia nos tempos da EDP. Estamos em Portugal. E a Cautela usa uma linguagem demasiado livre, pouco apurada para TV. Vislumbro, em ambos, algum deslumbramento. Atenção à jogada! Parecem-me demasiado novos para iniciarem a queda no abismo.
  3. Miguel Sousa Tavares  (MST)substituiu o género entrevista por conversas com os convidados. Com excelentes resultados. Tem-nos proporcionado belíssimos e tranquilos momentos de televisão. É do que estamos a precisar, com tanta excitação, para não dizer maluqueira, sobre a pandemia. MST estará eventualmente, em fim de carreira.  Não tem nada a provar. É um grande jornalista, um óptimo comentador e um extraordinário cronista. Antecipou problemas em muitos sectores, com destaque para a área ambiental. Por onde passou deixou marcas. Tem uma brilhantíssima carreira no panorama da comunicação social portuguesa. 
    Desenvolveu, em paralelo, uma notável carreira de escritor, com assinalável sucesso dentro e fora de portas.                                                                                            E criou grandes, saborosas e saudáveis polémicas, das quais vamos ter saudades quando decidir retirar-se. 
  4.  Vitor Gonçalves executa um excelente trabalho na “Grande Entrevista” da RTP, programa em cima da actualidade e para o qual faz convites com acerto. As perguntas estão lá, não precisa de ser agressivo. E demonstra, sempre, fazer o trabalho de casa. A cara revela, porém, o seu estado de alma, consoante as entrevistas vão correndo melhor ou pior. A corrigir.
  5.  Pedro Andersson, na SIC, exerce um serviço público notável, com o seu “Contas-Poupança”. Os consumidores agradecem.

Hoje deu-me para dizer bem. Óptimo, sinal de que nem tudo é mau! 

(o autor também publica esta crónica no Jornal de Barcelos)

Lisboa, comércio em colapso

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O que se passa no comércio do bairro de Arroios, repete-se por toda a cidade e, de um modo geral, em todo o país.

Em Lisboa, a Associação de Dinamização da Baixa Pombalina disse hoje que o Governo deve “tentar aliviar os empresários de custos imediatos”, aquando do desconfinamento, lembrando que o comércio naquela zona da capital está a atravessar “um período dificílimo”.

Sem turismo e sem clientes locais, o comércio da baixa lisboeta teme que os negócios não sobrevivam mesmo depois de terminado o confinamento.

Para Manuel Lopes, presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, o Governo deve pensar em ajudas “concretas” para o comércio, para a restauração e para os serviços.

“A dúvida que nós temos e que nos preocupa é como vai ser o comércio de amanhã. […] Sabemos que o comércio vivia 60/70/80% do turismo, sabemos que ele não está cá, e interrogamo-nos quando irá aparecer: Sem ajuda e sem turismo como sobrevive o nosso comércio?”, questionou.

Manuel Lopes diz que com o desaparecimento do turismo, quase não há clientes no centro histórico de Lisboa.

“Tudo foi encaminhado para que o turismo fosse a grande força de compra na Baixa Pombalina. Quer a restauração, quer o comércio viviam – e não é exagerado – 70%, no mínimo, à custa do turismo”, indicava Manuel Lopes, na altura.

“Desapareceu o turismo, desapareceram clientes e os residentes são escassos. Obviamente, com este problema da covid, não havendo confiança das pessoas para circularem, a Baixa é aquela que mais se ressente”, disse na altura, ressalvando que tem havido muitos negócios a fechar.

Segundo o dirigente, torna-se mais económico uma empresa encerrar do que estar aberta.

Nas contas da associação, até novembro, terão encerrado cerca de 115 espaços comerciais na baixa de Lisboa, com o primeiro confinamento.

Que futuro, comércio de Arroios?

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Nas últimas semanas tanto o Mercado 31 de Janeiro como o Mercado de Arroios foram notícia pelas piores razões, com os vendedores, do primeiro, a queixar-se de discriminação, de abandono e de falta de condições de higiene (JN, 05/02/2021) e os do segundo a queixar-se de que chove dentro do mercado, estragando as mercadorias e afastando os fregueses (Público, 11/02/2021 e JN, 01/03/2021). Dois dos três mercados localizados Arroios, com problemas básicos.

Jornal de Notícias

Importa relembrar que a gestão dos mercados são das últimas grandes tarefas de gestão económica das Juntas de Freguesia, que inclusivé reconhecem que as taxas cobradas são “a sua principal fonte de receita”. Como é que temos então, em duas semanas, dois dos três mercados da freguesia a expor problemas graves e, aparentemente, com negligencia da gestão local? Os mercados são um espaço de encontro dos fregueses, de dinamização do pequeno comerciante, do pequeno produtor e da fruta que sabe mesmo a fruta e daquele peixinho fresco que nos alegra o fim de semana. É uma exigência dos fregueses que sejam tratados com mais carinho e, também, com racionalidade económica.

Uma gestão activa por parte da Junta poderia mitigar esta imagem dos mercados de Arroios (31 Janeiro, Arroios, Forno do Tijolo). Não é suficiente enviar newsletters a instar os fregueses a comprar nos mercados, é preciso atuar nas coisas mais simples: limpeza, segurança, gestão económica. Se os mercados são bons, as pessoas aparecem.

O restante comércio de Arroios não anda melhor. São ruas frias e abandonadas, com lojas fechadas e com vidros partidos, cartazes de ‘aluga-se’ e ‘vende-se’ e cartas metidas debaixo das portas. Podemos culpar a pandemia, mas os problemas vêm de trás. À situação presente não é alheia a política de gestão económica seguida no passado pela Junta de Arroios nem a sua complacência com a acção camarária ao nível do estacionamento e da mobilidade, com a saga das obras do Metro de Arroios e com a incapacidade, de várias entidades, de apoiar condignamente os mais desfavorecidos e os sem abrigo, situação preocupante e que prejudica a imagem da freguesia, dando até origem a reportagens de televisão, exibidas em horário nobre (TVI, 25/01/2021).

Exige-se mais no apoio ao comerciante pelo dinamismo, vida e até segurança que emprestam às nossas ruas.

Covid-19: subiram os números de mortes e de novos contágios

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Hoje, o boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde regista 30 mortes relacionadas com a covid-19 (mais cinco que ontem) e 847 novos casos de infeção (uma subida de 482 casos). O boletim revela que estão internados 1.278 doentes (menos 125 do que na segunda-feira) e nos cuidados intensivos estão agora 312 doentes (menos 30 em relação a segunda-feira).

 São números preocupantes, apesar de se manter a tendência de descida nos internamentos. Mas, um aumento de 482 casos em 24 horas é sinal de alarme, mesmo considerando a hipótese de ter havido atrasos na revelação dos resultados dos testes efetuados durante o fim-de-semana. As 5 mortes a mais, relativamente a ontem, reforçam a intensidade do sinal de alarme. Nada está garantido.

A descida dos indicadores pandémicos em Portugal verificada nas últimas semanas está, de resto, em contraciclo com o que se passa noutros países europeus.

O que se passa na Europa

França registou hoje 23.302 novos casos da doença covid-19 e 298 mortes nas últimas 24 horas. Os hospitais estão com 77,5% das camas em unidades de cuidados intensivos ocupadas.

Em Itália, o registo é de 19.749 novos contágios e 376 óbitos associados à covid-19 nas últimas 24 horas. As notícias falam de aumento significativo das hospitalizações.

Em Espanha, apesar da tendência de descida, os registos são ainda de 4.013 novos casos de covid-19 e 291 mortes desde segunda-feira atribuídas à covid-19. Já morreram mais de 71 mil espanhóis com esta doença.

Em Londres, o Governo inglês foi aconselhado a não acelerar o desconfinamento. O Reino Unido registou 231 mortes e 5.766 novos casos nas últimas 24 horas. Os cientistas advertiram o Governo para o perigo de significa o levantamento apressado das medidas de restrição, porque “colocaria em risco vidas” entre os setores mais vulneráveis da população que ainda não foram vacinados.

Marcelo sintetiza as tarefas para combater o covid-19

Em Lisboa, o Presidente da República pediu sensatez no desconfinamento, “clareza estratégica” e políticas de coesão social que reduzam as desigualdades que a livre concorrência e o mercado não corrigem.

Marcelo falava na cerimónia de tomada de posse para o segundo mandato presidencial. Relativamente ao combate à propagação da covid-19, afirmou: “Sabemos todos o que queremos: queremos encurtá-la e não alongá-la, estancar o número dos nossos mortos, baixar a contaminação, ampliar a vacinação, a testagem e o rastreio, evitar nova exaustação das estruturas de saúde e dos seus heróis, desconfinar com sensatez e sucesso”.

“Reduzir o temor, reforçar a confiança, recuperar os adiamentos nos doentes não covid, estabilizar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), permitir de forma duradoura a reconstrução da vida das pessoas”, completou, apontando estes objetivos como a sua prioridade “mais imediata” e prometendo atuar “em espírito da mais ampla unidade possível, num tempo de inevitáveis cansaço e ansiedade”.

O país tem, portanto, uma tarefa hercúlea pela frente que não se compadece com politiquices. Precisamos de políticas eficazes, eficientes e de dirigentes capazes.