Prédios esquisitos de Lisboa

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Não há memória do espanto ou da polémica que causaram quando foram construídos. Mas certamente que foram considerados uma aberração. Depois, com o passar do tempo, as críticas foram suavizadas e hoje ninguém olha duas vezes para eles.

Eram quatro, mas um foi demolido em 2008 quando já ameaçava ruir. Ficava no número 16 da rua Aquiles Monteverde, na freguesia de São Jorge de Arroios, perto do Jardim Constantino, tinham apenas 1,60 metros de largura.

De pé e estimado pelo proprietário está o edifício que fica no bairro de Santos. Tem 4 apartamentos, apenas um habitado permanentemente. Os outros são negócio de alojamento local.

É um edifício muito estreito, realmente. Tão estreito que pintado de azul quase se confunde com o céu quando não há nuvens. É uma camuflagem perfeita. Outra curiosidade é que só tem janelas para a frente, a parte de trás é um muro fechado. E compreende-se que seja assim, se também houvesse janelas na parede das traseiras, os apartamentos ficavam sem espaço para pregar um prego e pendurar um quadro, ou não haveria maneira de encostar um móvel…

O interior dos apartamentos para turistas está bastante publicitado nos sites da especialidade… um tratado de aproveitamento de espaços. Não há uma reentrância por ocupar, mobiliário cortado à medida para encaixar entre paredes, armários e arrumos em chão falso.

Os outros dois casos ficam na mesma rua, perto de Santa Apolónia, à beira do rio. No número 25, um edifício que chegou a ter obras de remodelação, mas que foram interrompidas e deixado abandonado. Serve de pombal, o que é uma função digna, esperemos que os proprietários tenham meios para concretizar algum projeto para esta casa… e o terceiro caso fica 100 metros à frente, no cruzamento onde está o Colégio Dona Maria Pia.

O edifício tem uma configuração estranha. Uma ponta tipo proa de barco, não deve ter muito mais que metro e meio de largura… mas depois alarga e acaba por ser um prédio gordinho. Um falso magro, digamos assim… O edifício é antigo, mas não conhecemos a sua história. A rua existe desde o século 16, mas o edifício não é tão antigo.

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