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Daniela abandona a greve de fome

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Daniela Mendes desistiu a greve de fome e de permanecer na rua em protesto contra a discriminação de que se diz vítima por parte da seguradora suíça SUVA.

Depois de um acidente de trabalho na sequência do qual teve de ser operada à coluna, a seguradora SUVA deixou de lhe pagar a indemnização mensal e Daniela ficou sem qualquer rendimento. Toda a história recente de Daniela está aqui, neste link.

Sem se alimentar e a enfrentar temperaturas negativas, Daniela estava à beira de ter de ser levada para um hospital porque o corpo não resiste a tantas agressões.

O corpo não resiste, mas a vontade não se quebra tão facilmente. O caso de Daniela foi abraçado por um coletivo de emigrantes portugueses na Suíça que se autodenomina “Vidas destroçadas”, com página no Facebook.

Um grupo de portugueses com histórias semelhantes de exploração laboral e desamparo social. E é nesse enquadramento que a luta vai continuar.

A burocracia do Estado

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Em tempos, houve um governante que teve a ideia de aliviar os cidadãos da burocracia do Estado. Uma ideia simples, aparentemente, a que se chamou Simplex. O projeto teve início e algumas centenas de funcionários do Estado dedicaram-se a ele. Grupos de trabalho, em todos os ministérios, agregaram técnicos e assessores, para uma imensa compilação da rede que alimentava a burocracia do Estado.

A ideia era saber ao certo quais as tarefas que podiam ser eliminadas como, por exemplo, reconhecer assinaturas em determinados documentos ou construir pontes entre diferentes serviços ministeriais que evitassem o desperdício de papel, tempo e trabalho na passagem de informações banais.

Era uma tarefa meritória. Quando esse governante caiu, o Simplex caiu com ele. Nunca mais se ouviu falar em tal coisa. Como se não tivesse sido uma boa ideia e como se os problemas tivessem desaparecido.

Ontem, falei com pessoa amiga que teve de ir ao Centro de Emprego onde está inscrito pedir uma declaração para ir entregar ao Centro de Saúde onde está inscrito. É o cidadão a fazer de estafeta do Estado. De borla. Não, a pagar do seu bolso. Porque se a declaração não se paga, já a deslocação do cidadão para um lado e outro foi feita à custa de combustível que ele paga, do desgaste da viatura que ele comprou e que mantém à sua custa e do tempo que essa tarefa implicou em regime de dedicação absoluta.

Isto, num tempo em que tudo se faz online, por vias eletrónicas. Mas os diferentes ministérios não se dão uns com os outros. É o que parece.  

 

Emigrante portuguesa na Suiça em greve de fome, na rua, ao frio

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Não é a primeira vez que se ouve dizer que os emigrantes portugueses são discriminados e vítimas de racismo nos diversos países onde passaram a residir. Daniela Pinto Mendes está em greve de fome, reivindica direitos a que diz ter direito, mas é maltratada pela polícia suiça que a trata como se fosse uma terrorista, diz Daniela…

Daniela Pinto Mendes, tem 28 anos, mãe de um bebé, emigrante na Suíça. A Daniela foi vítima de um acidente de trabalho. Caiu numa escada, só parou 14 degraus mais abaixo. Ficou com mazelas nas pernas, braços e coluna vertebral. Foi operada à coluna, ainda não conseguiu recuperar de forma a voltar a procurar trabalho.

Na Suíça todos os trabalhadores têm de ter um seguro de acidentes de trabalho. Ou pagam um seguro privado ou pagam o seguro da SUVA que é privado também. A SUVA tem, no entanto, um contrato com o Estado da Suíça e exerce a sua atividade como empresa independente enquadrada na lei do serviço público suíço. Trata-se de um esquema de política liberal, mas que na prática funciona mal.

O caso de Daniela é paradigma disso mesmo. Ao fim de alguns meses de tratamentos e desemprego, a SUVA decidiu transformar o acidente de trabalho em doença e, assim, deixar de pagar fosse o que fosse. A empresa não pode ter prejuízos e pede a compreensão das pessoas que abandona…

Em 20 de outubro a SUVA escreve a Daniela, dizendo que recebeu a reclamação feita por ela a 7 de outubro de 2021 e que vai estudar o assunto pelo que lhe pede paciência e compreensão…

A 10 de novembro, a SUVA escreve a Daniela para comunicar que a reclamação é um assunto muito delicado e que leva tempo para ser respondida e que ela deverá contar com 4 meses de espera…

No terceiro documento, um email de resposta a Daniela, a SUVA reafirma a falta de tempo para estudar o assunto, dizendo que há uma grande carga de trabalho. Ou seja, acaba por confessar que as reclamações são mais do que muitas.

Cansada de esperar e já sem paciência nem compreensão, Daniela iniciou uma greve de fome à porta da SUVA. Há quatro dias que permanece na rua, ao frio. E o frio nas ruas de Lucerna não é para brincadeiras. Tem estado acompanhada por outros portugueses, alguns igualmente vítimas do sistema liberal suíço de assistência social.

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(continua aqui neste link)

Os Burros do Pai Natal

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Em 2021, alguns residentes na Matoeira, junto a Leiria, cansados dos rigores do confinamento, entenderam erguer um “parque temático” dedicado ao Natal. Depressa ampliado com outras recriações alusivas a tradições locais, até dois burros expuseram, “antiguidades” há muito extintas na região. Mais precisamente duas burras, e refugiadas de Miranda, se quisermos respeitar a verdade histórica e a igualdade de género…

“Obra-de-arte” asseada, a que com muito trabalho e imaginação toda a aldeia se dedicou e que mereceu inúmeras visitas. Vi construções similares no Escorial e em Toledo, mas, nessas “parvónias”, apenas por que os respetivos “ajuntamentos” teimaram em malbaratar os seus recursos humanos e dinheiros públicos, na recuperação do património histórico-cultural.

Espanholices que só podem ser consideradas como um tremendo erro de visão, perante a rasgada estratégia dos autarcas de Leiria que, acérrimos “protetores” de empresas viradas para o futuro, preferiram investir fortunas na contratação de artistas pimba e fogo-de-artifício.

E é mesmo assim que “isto” funciona em Portugal. Por mais que eu puxe pela cabeça dos “tugas”, poucos conseguem entender estas minhas manias. Pois se até a prole mais nova, espreguiçada em sofás e focada em canais de entretenimento e em “telelésios”, recusava visitar tal “aberração”. 

Mas não é verdade que todo-o-burro-come-palha, o que é preciso é saber dar-lha?…

– É pessoal, vocês não ouviram o que disseram no telejornal? Este ano, já não vai haver prendinhas para ninguém. Por causa do covid, as renas entraram em confinamento.  

A “novidade” troou como uma bomba, com alguns deles, já mais crescidotes, a duvidarem da “cantiga” do vovô.

– Ai, vocês não acreditam? O que talvez vos valha é que, para a garotada daqui, arranjaram uns burros para ajudar o Pai Natal. E até já os têm, no largo da Matoeira.

– Burros?!… Mas isso é lá coisa que exista… – Duvidou, e muito justamente, um dos mais pequenotes – estás a mentir, vovô.

– Vamos lá e logo vemos. É preciso cuidado com a televisão, que mente muito, mas olhem que, desta vez, cheira-me que é mesmo verdade.

O “vovô” merece-lhes alguma confiança, a bastante para logo se organizar uma excursão:

– Então… era peta? – Entrei triunfante, logo à chegada, perante o pasmo geral. 

Contra factos não há argumentos e toda a minha “cambada” por ali ficou, embasbacada, a satisfazer a sua natural curiosidade. Igual à das burras que, do outro lado da cerca, se deliciaram com algumas sobras de bolo-rei, que pão de ló não havia…

Vem esta historieta a propósito de um artefacto arqueológico, exposto por mim numa crónica intitulada “A primeira Miss Portugal da nossa História”: uma escultura feminina de marfim policromado, com sessenta centímetros de altura e quase sete quilos, alegadamente encontrada em Almeirim, no século XIX, e que mereceu dezenas de partilhas e milhares de visualizações, em Portugal.

Esquecida no sótão de uma família em declínio, aquela “Dama de Almeirim”, como logo designei a peça por analogia com outras em destaque em vários museus de Espanha, terá até sido alvo do ingénuo “ataque” de alguns herdeiros, que dispersaram entre si várias peças soltas.    

Desde sempre estimulado por todos os saberes, e perante aquela portentosa imagem, ganhei imediata noção de que tal artefacto supera qualquer outro da civilização castreja, entre os séculos I e III AC, onde parece encaixar-se. Se devidamente estudada e certificada, a “Dama de Almeirim” poderá mesmo ombrear com preciosidades da cultura europeia, como a Vénus de Milo ou a Gioconda.

Mais uma forte razão para logo me empenhar na busca de algumas pequenas peças, que desprezara um ano antes, mas que logo me fizeram recuar àquela imagem. E, dias depois, que satisfação senti ao comprovar que tinha razão e que que, numa “colagem” mais que perfeita, esses três fragmentos pertenciam mesmo àquele achado.   

Só que o “quebra-cabeças” ainda não me parecia completo, o que “obrigou” a novas “investigações”. E não é que, indo de boca em boca, um amigo topou num armário dessa mesma família, um pedestal de xisto ou basalto pintado a ouro, com dezoito quilos e vinte e cinco centímetros de largura e altura, onde “milimetricamente” se encaixou a base da estátua? E a nossa pesquisa ainda prossegue, porque faltarão alguns pequenos elementos decorativos. Se já nos saiu o “totoloto” duas vezes seguidas, por que não tentar uma terceira?


E é aqui, moral da história, que entra a questão da curiosidade que marca a natureza humana, de miúdos a graúdos. Cidadão interessado em desvendar todos os segredos do Universo, mas que sempre se firmou na ciência, acho estranho que, perante o anúncio deste objeto, no mínimo bizarro, só um ignoto arqueólogo espanhol tenha surgido a levantar questões sobre a falta de reação da arqueologia portuguesa, alheada de uma divindade de cornos tão retorcidos que, nem ele duvidou, só podia mesmo ter sido concebida por alguém pertencente a um povo que não se governa nem se deixa governar.

a “Dama de Almeirim” quase completa

Mas por aí ficou a nossa troca de ideias, porque ele aceitou facilmente as minhas explicações: deste lado da fronteira, em matéria de Arqueologia, as raposas ainda tomam conta do galinheiro; e, tal como acontecia em Espanha, até alguns anos, galo que fora do tom canta… faca na garganta.

Poderá esta “provocaçãozinha” natalícia, recheada de provas documentais, despertar a curiosidade de uma lusa Arqueologia que, de tão douta, se dá ao luxo de desprezar os “burros” deste mundo?

Racista insulta jogadora de 14 anos

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Volta e meia há alguém que não resiste e dispara o insulto racista. Este domingo, o jogo entre as equipas femininas de futebol do Sporting e do Salesianos, escalão juvenil, ficou marcado pela expulsão de uma miúda de 14 anos que reagiu ao insulto vindo das bancadas.

O racista que assistia ao jogo deve ser pai ou familiar de uma das jogadoras do Salesianos. Não foi identificado. O árbitro não mandou parar o jogo, não atendeu às razões da jogadora, limitou-se a expulsá-la. Ou seja, o árbitro colaborou no insulto.

O jogo deveria ter sido interrompido, a polícia deveria ter sido chamada, o racista deveria ter sido identificado e o Sporting deveria acionar uma queixa crime contra o idiota.

No Twitter de Paulo Conceição, o treinador sportinguista, o acontecimento está bem explicado. Antes que o apaguem, fica aqui esse registo.

A reação do clube é de solidariedade com a atleta, nem podia ser de outra forma. Mas não chega, não basta dizer que a Cíntia não está sozinha nesta agressão de que foi vítima. Será preciso agir assertivamente. Este tipo de atitude não pode continuar a ser repetida impunemente.

Quem conhece Monique Ribeiro?

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Chama-se Monique Ribeiro, nasceu a 19 de novembro de 1976 em Portugal, morreu a 17 de dezembro de 2021 em Londres.

Monique foi vítima de um ataque cardíaco numa estação de metro londrina, em Northfield.

Ninguém reclamou o corpo, nem eventuais heranças, e as autoridades britânicas procuram os familiares de Monique Ribeiro.

De acordo com o jornal local Evening Standart, a morte ocorreu no dia 17 de dezembro de 2021 e as autoridades ainda não conseguiram entrar em contacto com nenhum familiar.

A pedido da polícia, o jornal divulgou agora uma fotografia da falecida, na tentativa de algum familiar entrar em contacto. Acredita-se que a mulher possa ter também família na África do Sul, além de Portugal.

 

Fui votar e não fiz nada

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Fui votar antecipadamente à hora do almoço. Eu e os meus ómicrons. Não é verdade que uma pessoa esteja recuperada após cinco ou sete dias de isolamento. No meu caso. Estou melhor, mas permanecem resquícios. A garganta apanhada. Cansaço…

… Ontem, ouvi na televisão um homem dizer que o voto dele era no PSD, desde sempre, mesmo que gostasse de outros candidatos e causas. Sempre votou no PSD e não ia mudar. Eu não gostava de ser como ele e de votar num partido como se crê em Deus. O Deus em que creio hoje já não é aquele em que cria há 20, 30, 40 anos. Se não me serve o mesmo Deus, como poderia servir-me o mesmo partido? Tenho a esperança de que estas eleições legislativas iniciem mudança no panorama político-partidário português. Precisamos de partidos novos a par dos do sistema. Com igual peso. Com equilíbrio. O sistema tem experiência, mas estagna. Vai resolvendo, vai mantendo. Não transforma. A política, a cultura, tudo precisa de sangue novo. De mudança.

Ontem fui à praia com as cadelas. Tempo ótimo. Alemães de t-shirt a divertirem-se na água como se fosse verão. A Marisol encontrou um grande companheiro de correria e rebolanço na areia. De resto, fiz nada. Este fazer nada fui buscá-lo ao diário de Fernando Pessoa de 1906. À noite, peguei nas Colóquio Letras que ando a arrumar, abri uma de 1987, e encontrei o excerto de um diário de juventude de Pessoa, que li com gosto. Um diário é sempre um pratinho. Entradas de duas ou três linhas. “27 de Março – Curso: Geografia e Inglês. Enfadonho. Grande passeio com a tia Anita. Fiquei em Pedrouços. Não fiz nada.” Primeiro, a importante confissão de enfado relativamente ao curso. Depois o laconismo predominante a todas as entradas. Mas sobretudo o “não fiz nada.” Quase todos os dias repete isto: “o curso é uma chatice, passeei com fulano e não fiz nada.” Sempre compreendi este homem. Não há na sua curta vida nada que me seja estranho ou incompreensível.

Este não fazer nada significa não ter realizado trabalho intelectual. Nos dias em que escreve ou lê não encontro essa anotação. Não realizar trabalho intelectual gera um enorme sentimento de culpa que compreendo perfeitamente.

(excerto editado de Diário da Revolta, 23 de janeiro de 2022, Facebook de Isabela Figueiredo)

Se procura um trabalho que o realize, este artigo é para si

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O empregador oferece salário base + variáveis em função dos resultados. O montante do salário não é facultado (não deve ser grande coisa) e a percentagem das variáveis também ficam no sigilo (só para conhecimento dos interessados), ninguém esperará certamente que se trata de um emprego com salário dourados. Mas garantimos que é tudo por uma boa causa.

Se já ouviu falar na Operação Nariz Vermelho e naqueles malucos que andam pelos hospitais pediátricos a semear sorrisos nas caras das crianças, já tem uma ideia da importância da função.

Não é para ser palhaço e andar com nariz vermelho na cara, que isso não é para todos. Mas é para tornar isso seja possível.

No site da Operação Nariz Vermelho vem a explicação da “operação”: “O nosso principal propósito é assegurar de forma contínua um programa de intervenção dentro dos serviços pediátricos dos hospitais portugueses, através da visita de palhaços profissionais. Estes artistas têm formação especializada no meio hospitalar e trabalham em estreita colaboração com os profissionais de saúde, realizando atuações adaptadas a cada criança e a cada situação. É responsabilidade da associação formar e garantir a alta qualidade dos artistas cujo trabalho é remunerado.”

Ou seja, sendo preciso pagar aos palhaços é preciso quem consiga angariar donativos. Se acredita que tem o espírito certo para a tarefa, candidate-se aqui neste link.

O “galo” de Pinho

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Manuel Pinho, arguido no caso EDP, colocado em prisão domiciliária em casa da sogra, tinha certamente a secreta esperança de ver as medidas cautelares suavizadas se a titularidade do processo mudasse de mãos.

Em dezembro, o juiz Carlos Alexandre decidiu, no âmbito do processo EDP, colocar o ex-ministro Manuel Pinho em prisão domiciliária, após este se negar a pagar uma caução de seis milhões de euros.

Os advogados protestaram. Manuel Pinho nem quer pagar nem continuar a viver em casa da sogra sem poder sair à rua. A vida dá voltas que nunca imaginamos, na verdade…

Com a entrada de seis novos juízes para o TCIC, houve novo sorteio de processos. Mas, a sorte foi madrasta para Pinho: o juiz Carlos Alexandre volta a ter a titularidade do caso EDP.

No âmbito deste processo, o advogado de defesa do ex-ministro Manuel Pinho e da sua mulher Alexandra Pinho, entregou um recurso no Tribunal da Relação de Lisboa, no qual contesta as medidas de coação aplicadas por Carlos Alexandre.

O antigo governante, que manifestou a sua indisponibilidade para pagar a caução de seis milhões de euros, está indiciado por corrupção passiva, participação económica em negócio, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada. Ao não pagar, Manuel Pinho fica em prisão domiciliária com vigilância eletrónica e proibição de contactos com os outros arguidos.

A instrução deste processo já leva anos. Manuel Pinho foi constituído arguido no verão de 2017.

Humor, arma política

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O humor é uma arma que também pode ter utilização na política. Antes ridicularizar um adversário político que mandá-lo prender ou matá-lo. O mais recente “boneco” de humor na política é o do cão a cagar em cima do Chega. Pena que não tenha sido uma ideia do PAN. Só lhe teria ficado bem. Mas o PAN de hoje não me parece irreverente. Não estou a ver a Inês a exibir um garrafão cheio de beatas no hemiciclo…

Temos muitos exemplos de humor como arma política. Antes da revolução de abril de 1974, o humorista que mais riscos correu a combater o regime salazarista foi José Vilhena. Muitos dos seus desenhos e caricaturas foram proibidos pela censura.

E depois do 25 de abril, Vilhena não lhes perdoava. Sempre manhoso e irreverente.

fonte Jose Vilhena (josevilhenahumorista.com)

Podíamos escrever livros sobre este tema. Mas não temos tempo, agora. A ideia deste artigo nasceu da imagem de autor desconhecido (tanto quanto se sabe) do cão (o melhor amigo do homem) a cagar no Chega.

Aqui no Duas Linhas somos fans incondicionáveis do cartoon e das caricaturas, como veiculos de crítica social e política. E por isso contamos com a inestimável colaboração de Hélder Dias, de quem deixamos aqui alguns exemplos de cartoons que fizeram parte das histórias que publicamos.