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Portugal já está a arder

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Estão proibidas as queimadas de hoje até terça-feira. No site da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil está a informação de que “a reunião extraordinária do Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON) deliberou a passagem para do Estado de Alerta Especial (EAE) do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) para dispositivo especial de combate a incêndios rurais (DECIR) para o nível amarelo a partir das 12h00 do dia de hoje, 29 de janeiro, até às 23h59 da próxima terça-feira, dia 01 de fevereiro.”

Nessa reunião foi decidida “a suspensão de todos os pedidos de autorização para realização de queimas e queimadas.”

A par do tempo seco que se regista desde novembro, a Proteção Civil diz que a previsão para os próximos dias é de “aumento da intensidade do vento que, em combinação com a continuação de tempo quente e seco, com temperaturas acima da média para esta época do ano”, faz com que se tomem todas as medidas preventivas para evitar fogos florestais.

Na sexta-feira, a Proteção Civil registou no território continental 132 ocorrências relativas a incêndios rurais e no sábado foram 174 incêndios que tiveram de ser combatidos. E estamos no inverno. E ainda há quem negue as alterações climáticas.

Lisboa, cada vez mais bicicletas

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colagem fotográfica

Se Fernando Medina foi o grande impulsionador da mobilidade ciclística em Lisboa, Carlos Moedas está a revelar-se um continuador da obra do antecessor. Foi agora anunciado que a partir da próxima segunda-feira Lisboa conta com mais oito estações da rede GIRA.

O negócio é da EMEL, a empresa municipal que nos multa quando deixamos o automóvel mal estacionado, que anunciou haver mais estações GIRA em preparação no Lumiar e Olivais. Para já, vamos ter bicicletas à disposição na  Praça do Rossio, Rua dos Fanqueiros, Rua do Comércio, Rua António Pedro/Rua Pascoal de Melo, Jardim Constantino, Rua Frei Francisco Foreiro/Rua de Arroios; Av.Almirante Reis/Travessa do Maldonado e Rua Marques da Silva/Rua António Pedro.

Num comunicado, a EMEL sublinha que está a dar continuidade ao trabalho anteriormente desenvolvido “para que Lisboa tenha uma mobilidade cada vez mais sustentável”.

“Atualmente, GIRAm na cidade mais de 1.000 bicicletas da Rede de Bicicletas Partilhadas de Lisboa”, lê-se no comunicado.

Na segunda-feira, a inauguração será presidida pelo vereador do Planeamento de Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, Ângelo Pereira, e do presidente da EMEL, Luís Natal Marques. Os dois vão dar umas pedaladas, de borla.

Na campanha eleitoral autárquica em que Moedas derrotou Medina, para surpresa de quase todos, o candidato do PSD mostrava-se então muito contrariado com o espaço que as bicicletas estavam a ocupar na cidade e no modo como atrapalhavam o trânsito automóvel. Prometeu, nessa altura, rever a rede de ciclovias, nomeadamente a da Avenida Almirante Reis. Mas, pelos vistos, com o reforço de meios da rede GIRA no bairro de Arroios e Baixa Pombalina, não será tão cedo que vai tirar as bicicletas dessa avenida.

ciclovia da Av. Almirante Reis, Lisboa

Manifestação de emigrantes portugueses na Suiça

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Tudo começou com o caso de Daniela Pinto Mendes quando ela decidiu iniciar uma greve de fome, reivindicando direitos de apoio financeiro e assistência médica a que diz ter direito. Na rua, dia e noite, sujeita a um frio intenso e à desconfiança da polícia que a tratava como “terrorista”, segundo relatou Daniela.

Depois desse protesto inicial, Daniela juntou-se a um coletivo de emigrantes que se autodenomina “Vidas destroçadas” e começaram a organizar um protesto que pudesse unir mais pessoas em torno desta causa.

A manifestação de hoje foi o primeiro passo. Veja o vídeo.

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Assassinado pela indiferença

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O conhecido fotógrafo René Robert morreu depois de estar 9 horas caído numa rua de Paris, sem ninguém o ajudar. Tinha 85 anos, mais do dobro da idade de Ernest Hemingway, Nobel, autor de “Paris é uma festa”.
Nos anos 50 do século passado, Hemingway matava a fome com umas ostras, as “Portugaises”, no Café dos Amateurs. E contava com a ajuda de Miss Gertrude Stein, na Rue de Fleurus, mentora de uma das muitas tertúlias literárias de Paris.
Hemingway escreveu nesse livro: “andava a passear-me a mim próprio, porque nesse tempo não tínhamos posses para sustentar um gato”;“nessa época não havia dinheiro para comprar livros, alugava-os”.
72 anos depois, Macron preside à União Europeia. E, bem vistas as coisas, Paris nunca será uma festa… a não ser para meia-dúzia, como sempre! 

Twitt de um amigo de René Robert, quando soube das circunstâncias em que ele morreu

Vaticano, problemas financeiros

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A par dos sucessivos escândalos de pedofilia que estão a abalar os alicerces da Igreja Católica, a situação financeira do Vaticano está a evidenciar sinais de crise. Aliás, é bem possível que os casos de pedofilia estejam relacionados com a crise financeira.

As doações dos fiéis, uma das principais fontes de rendimento do Vaticano, mantiveram a tendência de queda, em 2021, diminuindo pelo menos 15%, escreve a agência noticiosa espanhola EFE.

A pandemia tem igualmente uma quota parte nesta crise, mas enquanto o Vaticano não exorcizar o demónio da pedofilia, a imagem pública da Igreja Católica não vai melhorar.

Claro que com a pandemia, as igrejas estiveram muito tempo fechadas ou a funcionar “ao postigo”. A caixa das esmolas ficou vazia. As missas online podem ter evitado a dispersão do rebanho, mas não contribuiu nada para a arrecadação de contributos financeiros.

 O responsável pela Economia do Vaticano, Juan António Alves, citado pela EFE, diz que as receitas diminuíram 15%, em 2021.

“Se em 2020 a arrecadação total foi de 44 milhões, em 2021 não penso que passe de 37 milhões. A queda de 2021 soma-se à de 2015 a 2019, de 23%, e de 18% em 2020, primeiro ano da pandemia”, explicou o “ministro da economia” da Igreja Católica.

Para compensar a quebra de receitas, o Vaticano tem estado a vender património imobiliário. Um pouco por todo o Mundo, há notícias frequentes dessas alienações.

As receitas previstas para 2022 são de 769,6 milhões de euros e os gastos de 803 milhões, o que significa que haverá um défice de 33,4 milhões.

Quanto à questão da pedofilia, chegou a vez da Igreja Católica Portuguesa se sujeitar a um inquérito sobre o que se tem passado. Por vontade do Papa Francisco, a Conferência Episcopal Portuguesa iniciou esse processo de assunção dos pecados cometidos. Foi constituída uma comissão independente que está a reunir e a validar as denúncias sobre abusos sexuais praticados contra crianças e adolescentes no seio da Igreja Católica Portuguesa. O apelo à denúncia é inequívoco.

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Estamos a ficar sem água

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As imagens não enganam. Os rios estão secos. Uns mais que outros, mas a visão global do problema provocado pela falta de chuva é muito preocupante.

A seca agrava-se a cada dia que passa sem chover. Segundo dados divulgados pelo IPMA, “a seca meteorológica que se iniciou em todo o território em novembro de 2021, mantém-se e agravou-se”.

Neste momento, 1% do território nacional está em seca fraca, 54% em seca moderada, 34% em seca severa e 11% em seca extrema.

Desde o ano 2000, este é o segundo pior período de seca, só ultrapassado pelo ocorrido em 2005.

Os meteorologistas do IPMA dizem que estão a registar “valores de precipitação inferiores ao valor normal, sendo de salientar os meses de novembro e janeiro muito secos. Os dados meteorológicos têm como referência o que se passou nos últimos 30 anos, em Portugal.

“De realçar que janeiro, tendo em conta as previsões para a precipitação a curto prazo, deverá situar-se entre os três janeiros mais secos dos últimos 20 anos”, garantem.
Neste momento, o índice de percentagem de água no solo apresenta valores inferiores a 20% na região Nordeste e na região Sul, sendo que em muito locais dessas regiões já se atingiu o ponto de emurchecimento permanente. Ou seja, nada cresce. Nem culturas nem pasto para o gado. As plantas estão a morrer com falta de água.

fonte: IPMA

O pior é que as previsões não são nada animadoras. Diz o IPMA que “não se prevê a ocorrência de precipitação significativa até ao dia 3 de fevereiro. E o frio vai diminuir.
Numa previsão a médio e longo prazo, o IPMA arrisca dizer que existe a “tendência para que durante o mês de fevereiro a precipitação total acumulada seja inferior ao normal em praticamente todo o território.” Ou seja, a seca vai continuar.

Previsão de tempo seco para os próximos 10 dias. Fonte: IPMA

(fotografias de Figueiró dos Vinhos e Montargil partilhadas do Facebook de Pedro Fernandes Tomás)

Luís Represas, coração obriga-o a adiar concerto

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fotografia partilhada do Facebook de Luís Represas

“Queridos Amigos infelizmente uma endocardite obrigou-me a ficar hospitalizado em tratamento e a ter de adiar o espetáculo de 5 de Março no teatro Tivoli BBVA, para 30 de Abril no mesmo local,” diz Luís Represas na sua página do Facebook.

Pois é, aos 66 anos há que abrandar se a “máquina” começa a dar sinais. Represas diz que está “desolado” mas sabe também que “a saúde está em primeiro lugar” e, agora, chegou a vez de cuidar dela.

Sem saúde também não haverá concertos e isso ninguém quer. Se tudo correr bem, voltaremos a ouvi-lo cantar “Feiticeira” ou “Timor”, canções imortais da sua autoria.

“Ai Timor”

A endocardite é uma infeção no interior do coração. Quase sempre é provocada por uma bactéria que se aloja ali e provoca a doença. Os casos mais comuns são de bactérias provenientes de dentes cariados. É uma doença rara.

Reencontro adiado para 30 de abril.

A corrupção, da esquerda para a direita

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Combater a corrupção é uma necessidade urgente, porque é pela corrupção que desaparecem recursos financeiros importantes para desenvolver o país e proteger os mais desfavorecidos da sociedade.

O relatório Índice de Perceção da Corrupção 2021, divulgado agora pela organização Transparência Internacional, é uma acusação tremenda contra o poder político português quanto à ineficiência e ineficácia das políticas de combate à corrupção.

O Índice de Perceção da Corrupção de 2021 – relatório produzido anualmente pela Transparency International  – aponta falhas no combate à corrupção em Portugal, nomeadamente na Estratégia Nacional de Combate à Corrupção, por deixar de fora do seu âmbito os gabinetes dos principais órgãos políticos e de todos os órgãos de soberania e, também, o Banco de Portugal.

Transparência Internacional

Desde 2012 até hoje, durante 10 anos, “não se registaram evoluções significativas” nesse combate, embora exista uma estratégia nacional de combate à corrupção, iniciativa do Governo e aprovada pela Assembleia da República. Acontece que essa estratégia não é aplicável aos órgãos de soberania, deixa de fora a corrupção política, o que é inaceitável e permite todos os equívocos e manipulações.

A corrupção que mais se sente, seja ela verdadeira ou falsa, é a da promiscuidade entre os negócios e a política, as portas giratórias entre empresas, deputados e ministros. Ao isentarem-se a si mesmo do escrutínio sobre corrupção, os políticos continuam a dar uma péssima imagem de si mesmo. Até os que não são corruptos, “ficam à porta”. Não denunciam, não acionam os meios legais, não exercem esse combate. Com honrosas exceções, como é o caso de Ana Gomes (antiga eurodeputada).

Ana Gomes sobre perdões fiscais a grandes empresas e fundos de investimento.

Outro verdadeiro paladino desta causa é o professor universitário Paulo Morais. Diz ele que tudo começa nos partidos… e escreveu um livro sobre o tema.

“Colocam os seus agentes na política, na administração central e nos cargos autárquicos, com dois grandes objetivos: primeiro, fazer negócios para privilegiar os financiadores dos partidos, e, para além disso, arranjar lugares para que os seus apaziguados mantenham esta máquina a funcionar. A política transformou-se num meganegócio”

Paulo Morais

Enquanto a esquerda política faz aprovar leis tímidas e facilmente contornáveis pelos esquemas da corrupção, a direita cala-se sempre que os casos de corrupção se relacionam com clubes de futebol poderosos, empresas multinacionais, vistos gold ou offshores. Talvez se possa dizer, mesmo, que se a esquerda protege os corrompidos a direita protege os corruptores. E assim não vamos lá.

fonte: Transparência Internacional

A campanha eleitoral é isto

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Resumindo,

1- As sondagens são fiáveis quando os nossos estão em cima e manipuladas quando os nossos estão em baixo.

2- Os jornalistas e pivots são fixes quando tratam bem e favorecem os nossos e maus quando dificultam ou os entalam.

3- Os atributos e defeitos físicos são péssimos para usar quando se trata dos nossos mas ótimos quando já não.

4- As piadas são tendencialmente giras quando não são sobre os nossos mas de maioritário mau gosto quando são.

Acabou a pandemia

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Nas últimas 24 horas:  65.578 novas infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 (novo máximo); 42 mortes associadas à covid-19; 2.313 pessoas internadas, dos quais 154 em unidades de cuidados intensivos.

Há hoje o registo de 515.962 pessoas doentes. Há igualmente mais de meio milhão de pessoas em vigilância devido a eventual infeção. São 546.357 casos.

Os números revelam que a pandemia alastrou descontroladamente, mas que a grande maioria dos casos são de doença suave ou assintomática, o que se deve às vacinas, segundo os especialistas em saúde pública.

Pandemia transformou-se em endemia

A agência Lusa divulgou hoje declarações do virologista Pedro Simas. Segundo este investigador, Portugal já entrou na fase de endemia de covid-29 e deve voltar à normalidade, protegendo os grupos de risco e acabando com o uso generalizado de máscara e com os isolamentos.

Pedro Simas destacou-se sempre por ter opiniões que contrariam a opinião generalizada entre outros especialistas e médicos de saúde pública, mas agora sustenta o que diz com declarações recentes do diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Europa, que admitiu que a pandemia pode acabar em breve nesse continente.

“Concordo com a OMS. Esta é a evolução normal dos vírus e das pandemias. É isso que a ciência nos diz ao longo dos últimos 100 anos”, referiu Pedro Simas, para quem as assimetrias de vacinação ainda existentes entre vários países europeus está a fazer com que se demore a declarar a transição de pandemia para endemia.

No domingo, o responsável da OMS para a Europa, Hans Kluge, considerou que, perante o recente aumento de casos de contaminação provocados pela variante Ómicron, as políticas de saúde devem agora centrar-se em “minimizar a disrupção e em proteger as pessoas vulneráveis”, em vez de procurar diminuir a intensidade da transmissão do vírus.