Estamos a ficar sem água

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As imagens não enganam. Os rios estão secos. Uns mais que outros, mas a visão global do problema provocado pela falta de chuva é muito preocupante.

A seca agrava-se a cada dia que passa sem chover. Segundo dados divulgados pelo IPMA, “a seca meteorológica que se iniciou em todo o território em novembro de 2021, mantém-se e agravou-se”.

Neste momento, 1% do território nacional está em seca fraca, 54% em seca moderada, 34% em seca severa e 11% em seca extrema.

Desde o ano 2000, este é o segundo pior período de seca, só ultrapassado pelo ocorrido em 2005.

Os meteorologistas do IPMA dizem que estão a registar “valores de precipitação inferiores ao valor normal, sendo de salientar os meses de novembro e janeiro muito secos. Os dados meteorológicos têm como referência o que se passou nos últimos 30 anos, em Portugal.

“De realçar que janeiro, tendo em conta as previsões para a precipitação a curto prazo, deverá situar-se entre os três janeiros mais secos dos últimos 20 anos”, garantem.
Neste momento, o índice de percentagem de água no solo apresenta valores inferiores a 20% na região Nordeste e na região Sul, sendo que em muito locais dessas regiões já se atingiu o ponto de emurchecimento permanente. Ou seja, nada cresce. Nem culturas nem pasto para o gado. As plantas estão a morrer com falta de água.

fonte: IPMA

O pior é que as previsões não são nada animadoras. Diz o IPMA que “não se prevê a ocorrência de precipitação significativa até ao dia 3 de fevereiro. E o frio vai diminuir.
Numa previsão a médio e longo prazo, o IPMA arrisca dizer que existe a “tendência para que durante o mês de fevereiro a precipitação total acumulada seja inferior ao normal em praticamente todo o território.” Ou seja, a seca vai continuar.

Previsão de tempo seco para os próximos 10 dias. Fonte: IPMA

(fotografias de Figueiró dos Vinhos e Montargil partilhadas do Facebook de Pedro Fernandes Tomás)

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