Cid Adão é o meu comparsa nas tertúlias. Conversávamos os dois sobre os auxílios aos que ficaram sem nada, ou sem possibilidades de poder voltar a produzir como o faziam anteriormente na zona de Leiria, Marinha Grande, Ourém, por causa da depressão Kristine, que ainda não tinham sido implementados como deveria ter sido feito… muito “negócio” clandestino estava a ser feito com as dádivas: telhas, cimento, plásticos para estufas, tijolos, conforme se viu numa reportagem do dia 13, no NOW.
Resposta: “Pois é, quando estou no sofá a ver jogos de futebol, farto-me de meter golos.” Fiquei a olhar para ele… Pensava que o Cid Adão teria a ideia que as dádivas deveriam ser guardadas, distribuídas e justamente doadas rapidamente nos locais onde a necessidade é imperiosa. Nunca me passou pela cabeça que a resposta dele seria um “deixa andar, a nossa missão na autarquia é cumprir o nosso orçamento, entrar às nove e sair às dezassete…” Penso que não deveria ser assim.
Retorqui que “se eu tivesse dado materiais para ajudar, retirando dos lucros da minha empresa, uma parte para acudir a quem praticamente ficou sem nada, ao ver o que vi na reportagem, meteria uma acção em tribunal contra quem, na autarquia deixa que isto se processe assim.”
Resposta do Cid Adão: “Para quê? Para gastar dinheiro ao meter o processo? Para que o caso nunca mais se resolvesse e ande arrastado pelos tribunais durante anos? Para ter problemas, posteriormente, por isto e por aquilo? Meu amigo, deixe-se desses pensamentos, ainda é de bom tempo.”
Decididamente, hoje, não consigo conversar com ele…



