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Erro administrativo dá cabo da vida a emigrante no Luxemburgo

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Nesta história existem, aparentemente, dois António Tavares Gomes. Um deles vive no Luxemburgo, é emigrante. Há 10 anos separou-se da mulher e começou o inferno. Na querela pela paternidade das duas filhas do casal, António foi confrontado com um registo criminal que o dava como ter sido condenado por diversos crimes. O peso desse registo criminal, enviado pelas autoridades portuguesas para o tribunal de família no Luxemburgo, fez com que perdesse a hipótese de poder partilhar com a ex-mulher o poder paternal.

António Tavares Gomes jura nunca ter cometido tais crimes que constam no registo criminal. Tem movido céu e terra a reclamar inocência e reparação pelo prejuízo moral que tem sofrido à conta disso.

Todas as instâncias de poder e da Justiça portuguesas têm sido acionadas, desde a Procuradoria-Geral da República, ministra da Justiça, Provedor de Justiça, Presidente da República, mas 10 anos depois nada mudou. O dossier judicial engorda a olhos vistos enquanto a esperança de ver a Justiça ser feita definha.

No Luxemburgo, António passou a ter dificuldades que antes não existiram. Dificuldade em arrendar casa, dificuldades em ter emprego. Passou a ser olhado com desconfiança por muitos, incluindo a polícia e demais agentes judiciais luxemburgueses. Acima de tudo, foi impedido de ser pai e de ter a plenitude dos seus direitos. Esmagado pelas máquinas judiciais portuguesa e luxemburguesa, António resiste como pode. Pendura cartazes ao peito e vai para a rua exigir justiça, fala com toda a gente que consegue alcançar.

Apesar de, entretanto, ter conseguido que o Ministério Público reconhecesse o engano, por escrito, o registo criminal não foi retificado. Nada mudou, por inércia ou por incompetência. Ou por outra razão ainda mais inconfessável.

No documento acima, o Ministério Público reconhece a existência de duas pessoas com o mesmo nome e a mesma data de nascimento, com filiações diferentes e com cadastro criminal diferente.

Ucrânia, racismo contra estudantes africanos

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Depois dos cidadãos portugueses de origem africana terem conseguido sair do país, multiplicam-se os casos de discriminação e de racismo por parte de militares e guardas fronteiriços da Ucrânia.

A maioria das vítimas deste tipo de agressão são jovens africanos, estudantes em diferentes universidades na Ucrânia.

Da Nigéria até à África do Sul, muitos Governos estão a protestar pelo tratamento que os seus cidadãos sofrem na Ucrânia. De tal modo que a União Africana teve de intervir.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, a União Africana diz estar “preocupada com as informações que chegam sobre as dificuldades para atravessar a fronteira impostas a muitos cidadãos de diferentes nacionalidades africanas”.

O comunicado é assinado pelo chefe de Estado do Senegal, Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana, que lembra que “em situação de conflito, atravessar uma fronteira é direito de todos, seja qual for a nacionalidade ou identidade racial”. Um tratamento diferente é “inaceitável, chocante e racista”, diz o dirigente africano.

No site Africanews, em língua francesa, estão relatados vários casos deste tipo. Também o site Euronews refere o caso dos portugueses de origem africana e relata outras situações idênticas.

PROTESTO contra a VODAFONE

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Por email, recebemos um pedido de publicação sobre o modo de atendimento da Vodafone, numa das suas principais lojas da zona de Lisboa, no caso, no Ubbo da Amadora.

A pessoa em questão solicitou o anonimato, pedido que respeitamos.

Em anexo à mensagem, vieram as fotografias que esta senhora menciona e que comprovam a ausência de cadeiras para os clientes.

NAVIO AO FUNDO

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O Felicity Ace andou duas semanas à deriva ao largo dos Açores. Foi abandonado pela tripulação, depois de um incêndio que deflagrou por razões desconhecidas. No passado dia 25, a Marinha Portuguesa afirmava que o navio tinha começado a ser rebocado para uma zona mais distante do arquipélago dos Açores.

Carregado com carros de luxo

O navio dirigia-se para o porto de Davisville, nos EUA. Segundo o Grupo Volkswagen, levava perto de 4 mil viaturas das marcas que o grupo agrega: Volkswagen, Audi, SEAT, ŠKODA, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Porsche, Ducati e camiões da Scania e MAN. A maior perda são os 1,100 Porsche e 189 Bentleys.  

A 3500 metros de profundidade não representa qualquer perigo para a navegação, mas pode constituir um foco de poluição. Com o embate no fundo, o navio pode ter ficado partido e estar a derramar combustível. Não se sabe, será preciso esperar alguns dias para ver o que acontece.

Durante esta crise, o Felicity Ace foi acompanhado pelo NRP Setúbal, que deverá permanecer na zona do naufrágio para verificar eventuais sinais de poluição marítima.

As mentiras e a desinformação

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O bloqueio europeu aos órgãos de comunicação social russos é uma medida política. O canal de televisão Russia Today e a agência noticiosa Sputnik foram silenciadas. Trata-se de uma medida decretada pela Comissão Europeia. Em Portugal, a aplicação desta medida é simbólica. Na verdade, nenhum português consome informação proveniente desses dois órgãos de comunicação social, excepto meia dúzia de russos que cá vivam.

O que já não é simbólico é a aceitação pelos jornalistas portugueses de uma medida desse género. Primeiro proibiram os russos, mas eu não era russo… não é? O precedente é perigoso, para a liberdade de expressão, para a liberdade de imprensa. Qual foi o tribunal que decretou que esses órgãos de comunicação social representavam um perigo para a sociedade? Depois disto, virá a exigência dos jornalistas cumprirem desígnios político-militares.

Há uma guerra nas bordas da Europa. É verdade que de lá chegam muitas notícias falsas. Na maioria das vezes, pequenas notícias, relatos circunstanciais de âmbito muito local, mas que contribuem para formar uma ideia generalizada sobre os maus e os bons. E a malta gosta é dos bons.

Os maus e os bons

Exemplo. A narrativa sobre os marinheiros ucranianos  que mandaram foder o navio russo que se preparava para tomar conta da ilha de Zmiinyi. Os relatos publicados, até mesmo em conceituados canais de televisão, davam conta do sacrifício destes “heróis” ucranianos massacrados pelos russos abrutalhados. Afinal, era tudo mentira.

Outro exemplo. O infantário que serviu de alvo a um míssil disparado pelos russos, em Stanytsia Luhanska, conforme se lê nas notícias divulgadas. Nenhuma vítima. Como ninguém perguntou ao zarolho o que ele queria atingir, ficámos com aquela sensação de que foi pura malvadez.

As imagens da sala onde as crianças infelizmente já não brincam nem aprendem, é uma desolação. Mas as imagens em plano geral do exterior da casa mostram um buraco na parede e janelas grandes com vidros inteiros. Nenhum vidro partido. Na Ucrânia, o vidro é de excelente qualidade.

Último exemplo. O vídeo impressionante, de puro sadismo, de um tanque russo a cilindrar um automóvel onde seguia um velhinho. Aquilo era a representação do mal. Nossa senhora de Fátima tinha razão quando segredou a Lúcia para nos prepararmos para o mal que viria da Rússia…

Mas, afinal, o blindado era ucraniano. E amanhã vamos ler, talvez, que o condutor estaria bêbado e que não tinha consciência do que estava a fazer. Traumas da guerra.

Com isto, dizer que nas guerras, não há bons. São todos maus. Mesmo os ucranianos.

Portugueses retidos na Ucrânia, não os deixam sair

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São portugueses, estudantes de medicina, não conseguem sair da Ucrânia, estão barrados na fronteira com a Polónia. A embaixada de Portugal não os tirou de lá, os guardas de fronteira riem-se na cara deles e dizem que “africanos têm de voltar para o fim da fila”.

Estão há 3 dias na rua, sem comida, com temperaturas negativas. O inverno não se compadece com o azar dos homens.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros conhece a situação, continua a “insistir” com as autoridades ucranianas para que estes portugueses não sejam discriminados. Mas é evidente que a discriminação não está relacionada com a nacionalidade das pessoas. Tem a ver com a cor da pele. É racismo. Até porque se repete com todos os outros estrangeiros de pele mais escura.

Em Portugal, as famílias de José e Mário indignam-se. Sabem bem que se os seus filhos não fossem pretos já teriam passado a fronteira.

A reportagem passou na RTP. Os dois rapazes conseguiram enviar um vídeo que fizeram com os seus telemóveis. Só assim a história foi despoletada. Nenhum correspondente, seja da RTP ou de qualquer outro canal de televisão, rádios ou jornais portugueses, deram com este caso. Ouvimos o José Rodrigues dos Santos mencionar ao de leve este caso, ou outro idêntico, dizendo que “não tinha a certeza se não seria por serem estudantes de medicina”, numa alusão à hipótese dos ucranianos considerarem que estudantes de medicina estrangeiros puderem ser incorporados à força no esforço de guerra da Ucrânia.

MUITO CUIDADO com o HOMO LARAPIENS

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Há muito que o debate político que alimentamos se afastou do mundo real, uma evidência com custos e riscos incalculáveis. Assim pensando, dez dias antes das últimas eleições, entendi resumir em quinze parágrafos os grandes desafios que, ignorados pela generalidade dos partidos concorrentes, deveriam concitar a nossa atenção.

Pouco mais de um mês depois, pela sua oportunidade, cito os quatro primeiros problemas que, a 19 de janeiro de 2022, enunciei:

Um mês depois, pela sua oportunidade, cito os quatro primeiros problemas que, a 19 de janeiro de 2022, enunciei:

1 – O desafio da China e da Índia que, numa globalização sem freios, já hoje controlam a indústria europeia e americana.  

2 – A disrupção militar à escala mundial, que faz temer a entrada de Portugal numa qualquer próxima confrontação.  

3 – A anunciada subida dos juros sobre os empréstimos, que irá apertar as contas públicas e das famílias endividadas e comprometer qualquer planificação certa e segura.

4 – O espetro da bancarrota do sistema financeiro mundial, desastre que só ainda não aconteceu porque alguns bancos centrais insistiram em injetar somas astronómicas, adiando assim o bloqueio das nossas próprias contas privadas.

Em síntese, e tal como então concluí, enquanto, em Portugal, “gatos e cães discutiam eutanásias e penas-de-morte”, estávamos perante a eminência de um ataque do homo larapiens à escala global, ainda mais preocupante do que os coronavírus.

Passou um mês e o impensável aconteceu: internamente, o principal partido da oposição decidiu protelar o apuramento de resultados eleitorais, por motivos fúteis, optando por “suspender” o funcionamento da nossa democracia caseira; externamente, o mundo entrou numa disrupção política, económica, financeira e militar sem precedentes, com consequências ainda imprevisíveis, mas que irão afetar seriamente o nosso futuro.

E no dia em que o mundo entrou em convulsão, e a precisarmos de uma liderança forte e determinada, a que se assistiu, cá pelo “retângulo”? Precisamente, à inauguração de um “banco de jardim da amizade com a Eslovénia”, um país com quem teremos “profundas ligações históricas”, no dizer de quem manda.

Operação seguida das costumeiras trapalhadas, num aeroporto onde ninguém se entende e onde já nem funcionará a via verde, destinada a “embaixadores e afins”. Episódio patético, que provocou celeuma, enraizado num despesismo escandaloso, mas a que a comunicação social prontamente correspondeu, oferecendo-nos comoventes imagens de alguém ocupado num retemperador banho no Rio Tejo e numa visita, também não programada, a uma ignota exploração agrícola. E mais o resto que se viu…

Mas nem tudo é absolutamente “mau” ou “bom” e, hoje, já alguns ténues raios de luz parecem querer iluminar a escuridão. Ao fim destes quatro dias que estão a mudar o mundo, reflita-se sobre os quatro pontos que anteriormente apontei:

1 – A Rússia, perante o desenho de uma humilhante derrota militar na Ucrânia, e enquanto a China vacila em avançar no Oriente, já ameaça com armas nucleares. Uma decisão psicopática que, a ser tomada, acabará por fazer implodir uma parte substancial do Império Romano do Oriente, em favor dos Impérios Chinês e Otomano, sempre à espreita. Em Portugal, espera-se uma reorientação política assente na morte súbita do PCP e na decadência do Chega, consequências previsíveis de alinhamento e apoios irracionais.

2 – A NATO, que desde a queda do muro de Berlim nem teria razão de ser, manifestou-se subitamente como um instrumento vital para a segurança de uma Europa que, levianamente, descurou a criação do seu próprio escudo económico e militar.

3 – O projeto europeu renasce e Portugal ganha importância, oferecendo uma retaguarda segura. Assim se saiba aproveitar a maré…  

4 – E, finalmente, também as medidas de retaliação financeira, com consequências desastrosas imediatas em muitas famílias, poderão abrir caminho a uma nova “ordem financeira e económica internacional”, que inverta a tendência atual de decadência da classe média e dos valores em que assentou o desenvolvimento do século XX.

Expurgada de muitos dos interesses político-económicos dominantes, e que se preparavam para “arrasar” um sistema económico insustentável, em proveito próprio, não podemos excluir a afirmação de uma “nova era”, esta assente num novo equilíbrio sustentado nos valores que animam a generalidade dos seres humanos.

Seria sempre, tal como espero e desejo, uma inesperada, mas brilhante e súbita vitória do homo sapiens, sobre o tão temido homo larapiens, que teima em dominar o mundo.

O QUE PENSAMOS DA GUERRA (5)

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O canal de notícias Russia Today e agência Sputnik foram bloqueados na Europa. Trata-se de uma medida política que visa calar a voz de Putin. Proibir no espaço comunitário “a máquina mediática do Kremlin” para “banir a desinformação tóxica e nociva” lançada por Putin na Europa, são os argumentos enunciados por Ursula von der Leyen para justificar a decisão.

Em Portugal, o canal RT está disponível no cabo. A agência de notícias não tem  escritório em Portugal. De qualquer forma, pela net, tanto o canal de televisão como as notícias da Sputnik continuarão acessíveis. A agência tem um serviço em língua portuguesa.

A decisão da Comissão Europeia obriga o Estado português. Onde ficam a liberdade de informação e de expressão, a liberdade de imprensa, neste conflito? Sobre este assunto, as opiniões dividem-se.

Link para O Que Pensamos da Guerra (4)

Link para O Que Pensamos da Guerra (3)

Link para O Que Pensamos da Guerra (2)

Link para o primeiro O Que Pensamos da Guerra

Mais de mil apanhados pela GNR

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A GNR e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) realizaram uma campanha denominada “Ao volante, o telemóvel pode esperar” e apanharam 1.394 pessoas a falar ao telemóvel enquanto conduziam.

É um número relevante e demonstra que continuamos a não ligar grande importância à segurança rodoviária. O telemóvel toca e atendemos. É um reflexo pavloviano. Muitas vezes a chamada não chega ao fim. No período em que decorreu a campanha, registaram-se 2.178 acidentes, de que resultaram 11 vítimas mortais, 30 feridos graves e 618 feridos leves. Quantos deles iam ao telemóvel, não se sabe.

A proibição de uso do telemóvel enquanto se conduz justifica-se pela desconcentração que implica. As reações tornam-se mais lentas, perde-se o foco na condução, facilita-se o acidente.

FAMEL ZUNDAPP, quem se lembra?

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A última Famel Zundapp saíu da fábrica em meados da década de 90 do século passado.

Quando se julgava que a marca estaria morta e enterrada, eis que renasce. E volta toda modernaça, com motores elétricos.

Se não houver atrasos no desenvolvimento do projeto, a Famel E-FX elétrica começará a rodar nas estradas portuguesas em 2023. “O objetivo é começar as entregas no inicio de 2023”, diz a empresa no site onde se promove o renascimento desta mítica motorizada.

Toda a produção será nacional, externalizada por várias empresas portuguesas que atuam na subcontratação da assemblagem de produtos de duas rodas. Ou seja, não vai haver uma fábrica Famel.

A nova mota será maioritariamente portuguesa, mais de 50% dos componentes são de fabrico nacional e os restantes de outros países europeus.

Para os que quiserem pagar adiantado e, assim, apoiarem o desenvolvimento do projeto, a máquina custa 5.497 €. O negócio pode ser feito aqui.