Portugueses retidos na Ucrânia, não os deixam sair

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São portugueses, estudantes de medicina, não conseguem sair da Ucrânia, estão barrados na fronteira com a Polónia. A embaixada de Portugal não os tirou de lá, os guardas de fronteira riem-se na cara deles e dizem que “africanos têm de voltar para o fim da fila”.

Estão há 3 dias na rua, sem comida, com temperaturas negativas. O inverno não se compadece com o azar dos homens.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros conhece a situação, continua a “insistir” com as autoridades ucranianas para que estes portugueses não sejam discriminados. Mas é evidente que a discriminação não está relacionada com a nacionalidade das pessoas. Tem a ver com a cor da pele. É racismo. Até porque se repete com todos os outros estrangeiros de pele mais escura.

Em Portugal, as famílias de José e Mário indignam-se. Sabem bem que se os seus filhos não fossem pretos já teriam passado a fronteira.

A reportagem passou na RTP. Os dois rapazes conseguiram enviar um vídeo que fizeram com os seus telemóveis. Só assim a história foi despoletada. Nenhum correspondente, seja da RTP ou de qualquer outro canal de televisão, rádios ou jornais portugueses, deram com este caso. Ouvimos o José Rodrigues dos Santos mencionar ao de leve este caso, ou outro idêntico, dizendo que “não tinha a certeza se não seria por serem estudantes de medicina”, numa alusão à hipótese dos ucranianos considerarem que estudantes de medicina estrangeiros puderem ser incorporados à força no esforço de guerra da Ucrânia.

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