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O QUE PENSAMOS DA GUERRA (8)

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No radar de hoje, captámos as opiniões de um militar na reserva, de um operador de câmara, de um ativista anti-racista e de um militar no ativo.

Links para os blocos anteriores: 1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7

OS INVASORES E AS GUERRAS

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São dois conflitos marcantes para os povos que os sofrem. Um ainda não fez duas semanas. O outro dura há mais de 73 anos.

Na Ucrânia, a população enfrenta um perigo imenso transportado pelos soldados, tanques e aviões russos que invadiram o país. As cidades estão a ser bombardeadas, o cerco aperta-se. O Governo ucraniano apela ao sacrifício supremo do seu povo numa luta desigual contra o invasor.

Na Palestina, as gerações de palestinianos sucedem-se e a ocupação dos seus territórios permanece, alarga-se constantemente. Mais de 6 milhões de palestinianos vivem na condição de refugiados.

Na Europa, as pessoas preocupam-se com a sorte dos ucranianos, mobilizam-se para ajudar. Toneladas e toneladas de comida e de roupa convergem em camiões TIR para as proximidades do território em conflito. Os Governo europeus mobilizam soldados e enviam armas para ajudar a combater o invasor.  

À Palestina pouca coisa chega. O cerco israelita filtra toda a ajuda humanitária. Nos Territórios Palestinianos Ocupados e na Faixa de Gaza, as infraestruturas destruídas pelos frequentes bombardeamentos israelitas não são reconstruídas. Não importa se são casas de habitação ou escolas.

Neste momento, a Amnistia Internacional tem duas petições online a decorrer. A petição a apelar à paz e à retirada das tropas russas da Ucrânia tem quase 25 mil assinaturas. A petição contra as políticas racistas, de puro apartheid de Israel, tem 3.050, apenas.

A Amnistia Internacional apela à assinatura das duas petições, único meio de pressão da sociedade civil sobre regimes políticos opressores. Ambas as petições incluem uma missiva. A da Ucrânia é dirigida ao ministro da defesa da Federação Russa. A outra é dirigida ao primeiro-ministro do Governo israelita, Naftali Bennett.

O link para as petições está no site da Amnistia Internacional.  

Festival da Canção 2020, primeira semifinal

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A semifinal do Festival da Canção 2020 foi um bom espetáculo de televisão. A RTP aprendeu a valorizar este evento. Assim, em vez de uma noite de gala, acaba por ter três. As audiências devem ser boas e a receita das chamadas de valor acrescentado não se pode desprezar.

Para já, o miúdo que dá pelo nome FF é a grande voz deste festival. Interpretou uma canção exigente em termos vocais, uma letra interessante e um refrão que cola.

Num leque de 10 concorrentes na primeira semifinal, a cantora Áurea foi a estrela. A sua popularidade não se compara com a dos restantes, nem tanto pela veterania, mas, principalmente, pela exposição que tem tido ao longo de anos como membro do júri dos concursos The Voice (nas duas versões de adultos e crianças).

Só isso explica que tenha passado à final, em detrimento de outros com melhores canções e com performances mais arrojadas. A canção de Áurea é uma boa canção, em termos líricos. Musicalmente é uma canção difícil, não fica no ouvido, ritmo lento, cantada em inglês. A maioria do público não entendeu patavina do que a canção diz e, neste caso, fica difícil de perceber que tenha sido incluída nos cinco que passam à final. A canção evolui em crescendo e o grand finale disfarça as insuficiências anteriores.

Áurea é uma boa cantora, tem uma presença física interessante e sabe valorizar esses dotes para captar atenções. Não é mais do que isso. Se a construção da imagem de “diva” passar por vencer este Festival da Canção, esperemos que não se note muito o “colinho” de que terá de beneficiar.

Dos que falharam o apuramento para a final, Fado Bicha merecia mais do que obteve. O duo é poderoso, faz canções impactantes, embrulhadas em performances provocatórias. São os netos dos cantores de intervenção dos anos 70 do século passado.

Falam de dignidade e direitos. Lutam contra a discriminação e a ofensa. Mas há gente pequenina que os rejeita.

Marco Galinha contra Mariana Mortágua, batalha nos tribunais

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O empresário Marco Galinha diz que vai processar Mariana Mortágua. O homem diz-se perseguido por Mariana. Diz que tudo aquilo que ela diz configura “uma campanha persecutória”, uma espécie de bullying político, digamos.

Mariana Mortágua tem tido intensa atividade na promoção de investigações sobre a atividade dos bilionários russos em Portugal. Sobre Galinha e o genro Leivikov, Mariana lembra que ninguém sabia quem era o empresário até que ele, alegadamente, se associou ao sogro. Quanto ao sogro, o russo Markos Leivikov, Mariana Mortágua diz que foi um dos que “financiou o partido de Putin através de uma das suas empresas e deixou na Rússia um rasto de suspeitas de fraudes milionárias.”

Cansado dos twitts de Mariana e dos comentários que ela tece na SIC a propósito deste tema, o empresário “vai intentar ação cível e apresentar queixa-crime”, dizem alguns media, entre os quais os media do próprio Galinha, presidente da Global Media.

Esta é mais uma frente de batalha da guerra despoletada com a invasão da Rússia à Ucrânia. Um combate que vai ser observado por muitos, que até já mandaram vir umas minis e amendoins.

O QUE PENSAMOS DA GUERRA (7)

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A guerra na Ucrânia continua. Nos nossos televisores, a propaganda mistura-se com a crueza dos factos. Aqui no Duas Linhas, procuramos escrutinar ideias que se expressam sem exaltações duvidosas. Hoje reproduzimos, em síntese, o pensamento de dois escritores, um militar de abril e de um mediador cultural cigano.

Este é o sétimo bloco de opiniões sobre este tema. Links para os anteriores, aqui:

O QUE PENSAMOS DA GUERRA 1

O QUE PENSAMOS DA GUERRA 2

O QUE PENSAMOS DA GUERRA 3

O QUE PENSAMOS DA GUERRA 4

O QUE PENSAMOS DA GUERRA 5

O QUE PENSAMOS DA GUERRA 6

Guerra económica contra a Rússia pode acabar com empresas portuguesas

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Os portugueses que viram o programa da RTP “A Prova dos Factos”, devem ter ficado preocupados com o futuro de algumas empresas portuguesas. Empresas que talvez dependam em demasia da boa vontade dos chamados oligarcas russos, hoje em dia tão odiados.

“A Prova dos Factos” desfiou um rosário de dependências e ligações familiares e simpatias políticas e de filiações políticas que ligam algumas grandes empresas portuguesas ao regime de Putin. Boa parte da informação provém de declarações de Ana Gomes e Mariana Mortágua. Parece que, afinal, é a esquerda que se empenha nestas coisas.

Segundo a RTP, estarão nessa situação empresas como, por exemplo, o Banco Finantia, o grupo Mini Preço ou a Global Media. Destes três exemplos, talvez a que maior risco corra seja a empresa que detém os títulos de imprensa Diário de Notícias e Jornal de Notícias, mas também o Açoriano Oriental, o Diário de Notícias da Madeira, o desportivo O Jogo, uma série de títulos de revistas e, ainda, a rádio TSF e uma participação relevante na agência de notícias LUSA. Paradoxalmente, a Global Media é a que se move num negócio de maior risco e a que tem maior importância social. Muitos portugueses formam opinião lendo e ouvindo notícias provenientes dos órgãos de comunicação social deste grupo.

Pois, segundo a RTP, o patrão da Global Media, Marco Galinha, está intimamente ligado ao oligarca russo Mark Leivikov. O mapa dessa ligação ficou bem explicadinho na reportagem. Mas basta dizer que Galinha é genro de Leivikov.

fonte RTP

E o sogro de Marco Galinha parece ter deixado um rasto bem visível do seu relacionamento com o regime de Vladimir Putin. Nos dias que correm, isso é o suficiente para se ter problemas na vida.

fonte RTP

Ora, cumprindo as orientações da Comissão Europeia, os negócios dos oligarcas russos vão sofrer. Caso a perseguição se concretize, o futuro das empresas em que têm participações pode estar em risco.

Hospital Beatriz Ângelo, consultas sempre adiadas

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O Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, está a adiar sucessivamente consultas externas sem explicação. Os utentes apenas recebem uma mensagem no telemóvel a avisar que a consulta marcada foi adiada sine die e que devem aguardar nova marcação.

Acontece que, em muitos casos, são consultas que demoram muito tempo a ser marcadas. No caso que recebemos e que decidimos divulgar aqui, trata-se de uma consulta de oftalmologia adiada, depois de uma primeira marcação feita há cerca de um ano. Ou seja, este utente do Beatriz Ângelo foi ao médico de família, no centro de saúde da área onde reside, teve de esperar algum tempo por essa consulta. Depois, o médico de família envia para o hospital o pedido de consulta. O hospital demora uns meses a marcar a consulta (o tempo varia bastante, mas no mínimo há uma espera de 2 ou 3 meses). No caso em questão, a primeira consulta foi marcada para meados de 2021 e anulada posteriormente. Remarcada para 16 de março, foi agora desmarcada por sms.

O Hospital Beatriz Ângelo é novo mas deve estar a precisar de um reforço de meios operacionais. Esta unidade hospitalar é uma PPP. O Estado construiu o hospital e equipou-o com meios técnicos e operacionais. A gestão é privada. O hospital serve 278.000 habitantes residentes nos concelhos de Loures, Odivelas, Mafra e Sobral de Monte Agraço. Nas urgências tem frequentemente dificuldade em responder com eficácia. E pelos vistos, nas consultas externas também.

Flores em vez de fogo

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Uma reprodução de um dos mais célebres murais do artista chamado Banksy foi leiloada por uma fortuna. Cerca de 1 milhão e 200 mil euros.

Não é a primeira vez que reproduções autenticadas desta imagem icónica atingem valores astronómicos.

A imagem foi originalmente pintada em 2003 perto de Jerusalém, no muro que cerca a área habitada pelos palestinianos. Trata-se de uma homenagem à resistência palestiniana, um hino contra a opressão, a repressão israelita e a ocupação ilegal do território da Palestina. Tornou-se numa das imagens mais copiadas e reproduzidas, em todo o Mundo.  

Flores em vez de cocktails molotov, tão na moda de novo.

No mesmo leilão, o quadro de Paula Rego, “School for Little Witches”,  foi vendido por menos de metade do valor alcançado por Banksy. O quadro da artista portuguea valeu 415 mil libras, cerca de 500 mil euros. A libra esterlina continua mais forte que o euro, apesar das profecias de catástrofe económica na altura do Brexit. Também por aqui se vê que a política é um jogo de sombras.

“School for Little Witches”, de Paula Rego

ARMADILHA PARA “ACELERAS”

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A entrada em funcionamento dos novos radares de velocidade média foi adiada para o verão. O sistema foi anunciado já há cerca de 2 anos, mas questões administrativas têm atrasado a execução do projeto.

A primeira data para a “inauguração” era o verão de 2021. Depois foi anunciado março de 2022. Mas, chegados aqui, já se sabe que tudo voltou a ser adiado sine die. Não há data certa, embora se diga que será no verão. Por sinal, uma má altura, em que as pessoas viajam mais pelo país, em gozo de férias.

IC-19 vai ter radar de velocidade média

No mapa estão assinaladas as estradas onde se pensa que os novos radares irão ser colocados. Estes aparelhos funcionam em dupla. Isto é, num determinado troço rodoviário são colocados dois aparelhos, um regista a entrada do veículo e o segundo a saída. Se o tempo gasto entre um ponto e o outro for inferior ao que deveria ser pelo cumprimento dos limites de velocidade do local, a multa será enviada para a morada do proprietário da viatura.

fonte ACP

Segundo já divulgou a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, o sistema terá pontos fixos e permanentes para a instalação destes radares, mas também radares móveis que poderão ser colocados em qualquer lugar, sem pré-aviso.

Com isto foi criado um novo sinal de trânsito, o H42.

O QUE PENSAMOS DA GUERRA (6)

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As opiniões sobre esta guerra de um realizador de televisão, um jornalista, um militar da GNR e uma professora universitária. Um misto de desencanto e sarcasmo.

Este é o sexto bloco genéricamente intitulado O Que pensamos Sobre a Guerra. Links para os anteriores: bloco 1 – bloco 2 – bloco 3 – bloco 4 – bloco 5