Neste vox pop replicamos a opinião de gente habituada a decifrar equações de 2º grau. São todos jornalistas.




Neste vox pop replicamos a opinião de gente habituada a decifrar equações de 2º grau. São todos jornalistas.




Em 2016, o embaixador da Rússia na Turquia foi morto a tiro. Andrei karlov estava numa galeria de arte quando foi fuzilado com seis tiros por um polícia turco.
Ou seja, um funcionário do Estado turco, um país membro da NATO, matou o embaixador da Rússia. Temeu-se o pior. Mas a Rússia não retaliou.
O caso foi classificado como “atentado terrorista”, a Turquia matou o atirador. Não se falou mais nisso.
Mas, como se sabe, os novelos podem ser desfiados de diferentes maneiras. Depende da ponta que se puxe.
Na altura, o atentado foi “justificado” pela atuação da Rússia na guerra da Síria. A marioneta foi um agente turco, o mandante podia estar em Washington. A crónica no Youtube, a quente, dizia assim:
O Correio da Manhã e outra imprensa, dizem que a Polícia Judiciária procura um tipo chamado Clóvis Abreu, o terceiro suspeito pela morte do agente da PSP Fábio Guerra. O Correio da Manhã acrescenta que Clóvis será de etnia cigana.
Depois do ucraniano Vadim e do negro Claúdio, temos o cigano Clóvis. Os dois primeiros estão em prisão preventiva, depois de ouvidos pelo juiz de instrução. O terceiro anda a monte e a PJ procura-o.
Segundo informações veiculadas pela imprensa, Vadim e Claúdio terão denunciado Clóvis como principal agressor do agente Fábio. Este terceiro suspeito terá agredido o agente da polícia com uma pedra.
Na verdade, vai ser difícil saber ao certo quem fez o quê. Os acontecimentos que antecederam a agressão ao agente da PSP envolveram mais de 20 pessoas numa rixa na via pública. Quatro agentes da polícia terão tentado parar com a violência e separar os dois grupos que se batiam. Um dos grupos, a que pertenceriam os suspeitos, terá então agredido coletivamente os 4 polícias e Fábio faleceu dois dias depois, em consequência dos ferimentos sofridos.
Não tendo sido detido atempadamente, pode acontecer que Clóvis Abreu esteja já bastante longe. Provavelmente em Espanha, avança o site Diário do Distrito.
Os simpatizantes da causa animal e da ecologia estão chocados com a revelação de que a ex-deputada Cristina Rodrigues vai assessorar o Chega.
Cristina Rodrigues foi eleita nas listas do PAN, separou-se do partido por razões nunca bem explicadas, manteve no entanto o lugar de deputada até à dissolução da Assembleia da República.
Como deputada e ativista da causa animal, nunca se suspeitou que nutria alguma simpatia pela extrema-direita. Mas afinal, a coelha Acácia ganhou mais uma amiga do peito…
Cristina Rodrigues vai integrar o gabinete da assessoria parlamentar do Chega já a partir da próxima semana. O anúncio foi feito através de um comunicado do Chega e confirmado pela própria num piu-piu no Twitter.

O casamento com o Chega é estranho. O partido defende políticas de subalternização da mulher na sociedade, defende a caça e as touradas, defende o regresso a um código penal do século XIX. O ex-deputada defendeu a abolição da tourada, defendeu a criação do Rendimento Básico Incondicional, defendeu leis de proteção climática e a causa animal. Era considerada uma feminista.
Toda a gente tem necessidade de ganhar a vida, é um facto. Mas, nas redes sociais, não lhe perdoam a traição. As críticas chovem em catadupa. Alguns exemplos:




Condenado por um crime que não cometeu, o cidadão Armindo Castro está a penhorar o Estado para tentar receber uma indemnização estabelecida pelo Supremo Tribunal de Justiça já há mais de um ano.
O advogado de Armindo Castro diz que o Estado não paga nem pede desculpas pelo “grosseiro erro judicial”, assim foi qualificado pelo Supremo o processo que levou à condenação injusta deste homem.
Pelos 914 dias que passou na prisão, o Estado tem de pagar 62 mil €. Um preço baixo por mais de dois anos e meio a penar numa cadeia com todas as consequências que isso tem na vida de qualquer pessoa. Atualmente com 33 anos, Armindo Castro frequentava o curso de Ciências Forenses Criminais, faltando-lhe, à data dos factos, apenas um ano para o terminar.
O cidadão foi condenado pelo homicídio da sua tia. Num primeiro interrogatório, Armindo Castro tinha confessado ser o autor do assassinato à Polícia Judiciária por temer que tivesse sido a mãe a autora da morte. No dia seguinte negou o crime, perante o juiz de instrução criminal. Todo o processo de inquérito e decisão judicial decorreu de forma a condenar o arguido. Dois anos depois, em outubro de 2014, um vizinho da tia, confessou espontaneamente o crime na GNR em Guimarães.
A retórica unanimista levada até à exaustão, muitas vezes para além dos limites do racional, sobre a guerra da Ucrânia está a atingir os limites da decência. São fotos montagens, são imagens de outros conflitos, que vão desde a guerra do Iraque, passando pela Palestina, pela Síria, tudo serve para o sensacionalismo pacóvio e manipulador da opinião pública sobre esta guerra. Como se todas as guerras não tivessem o mesmo paradigma e a mesma brutalidade.
Salvo raras exceções, são poucos os comentadores que vão para além da narrativa “una e exclusiva” sobre este conflito que está a arrasar por completo um país e a martirizar o seu povo, ocultando de forma propositada e subserviente as causas que estão na origem deste conflito.
Uma coisa é aquilo que nos deve orgulhar, que é a solidariedade e a ajuda humanitária ao povo ucraniano, acolhendo todos aqueles que fugiram da morte, bem como, a condenação de forma inequívoca da invasão militar a uma nação soberana.
Outra coisa bem diferente é a forma totalitarista como manipulam as causas que estão na origem deste conflito. E é sobre esta forma refinada de censura que todos devemos estar atentos e não permitir que prevaleça.
As consequências desta guerra são devastadoras para todo o continente Europeu. Perde a Ucrânia, nação destruída e com um povo martirizado. Perde a Rússia que, mesmo ganhando a guerra, está metida numa “camisa de sete varas”, sem saber como se vai desvencilhar da situação que criou, com este conflito. Como é que no futuro a Rússia se poderá relacionar com o povo irmão a quem destruiu a Pátria e matou os seus filhos? O ódio e a repulsa irão permanecer por muitas e muitas gerações, por parte dos ucranianos.
Mas Putin não enlouqueceu. Primeiro Poroshenko e depois Zelensky rasgaram, de forma unilateral, acordos e compromissos que tinham assumido com os russos. De forma provocadora renunciaram os acordos de neutralidade militar. Receberam mais de 6 mil milhões de dólares em armamento americano. Disponibilizaram o território ucraniano para exercícios NATO. Manifestaram vontade de aderir aquela organização militar e de renunciarem ao tratado de não possuírem armamento nuclear. Esta última decisão foi a gota de água que fez transbordar o copo.

Uma das missões da Amnistia Internacional (AI) é a verificação e registo de violações aos direitos humanos, nomeadamente em cenários de conflito. Na guerra que grassa pela Ucrânia, a AI tem empenhado o seu Laboratório de Provas de Crise para reunir essa informação.
O Laboratório de Provas de Crise trabalha remotamente e é constituído por peritos em diversas áreas, que analisam material audiovisual registado por jornalistas ou populares, imagens de satélite ou entrevistas a testemunhas dos acontecimentos em análise.


Uma tarefa importante, não só porque constitui uma base de dados suficiente para no futuro se poder responsabilizar os que praticaram crimes de guerra, mas também porque separa o trigo do joio. Ou seja, elimina falsos relatos ou meras narrativas de propaganda, numa altura em que a desinformação e a informação falsa se disseminam com facilidade.
Hoje, no site da Amnistia Internacional Portugal vem o rol de ataques perpetrados pelas forças russas na Ucrânia, que foram verificados pelo Laboratório até à data. É uma lista de 11 ataques, maioritariamente na forma de bombardeamentos. Há escolas e outro tipo de infraestruturas civis atingidas, há hospitais danificados, há a utilização de armamento proibido por convenções internacionais como, por exemplo, bombas de fragmentação. Factos que ocorreram em diferentes localidades da Ucrânia – Kharkiv, Mariupol, Chernihiv, para só mencionar alguns.
Lista de ataques na Ucrânia verificados pela Amnistia Internacional até à data:
Um total de 60 mortes (dos quais 2 crianças). É evidente que este é apenas o rol de situações já comprovadas pelo Laboratório de Provas de Crise. Algumas terão sido rejeitadas, muitas estarão ainda em análise.
Há um homem ativamente procurado na guerra da Ucrânia: António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas.
Basta ligar os televisores e ouvem-se as vozes de todos os líderes europeus e americanos em defesa da Ucrânia e da Europa. Mas de Guterres, nada!
A Assembleia da Organização das Nações Unidas expressou-se por maioria contrária a invasão russa da Ucrânia. António Guterres também condenou, mas falou pouco!
Vemos imagens de uma gigantesca coluna de autocarros de passageiros da Cruz Vermelha à espera de autorização para começar a retirar os civis da cidade de Mariupol, sitiada há quase um mês. Os russos actuam de forma cruel, como no Teatro de Dubrovka em Moscovo, em 2012. Mas agora, em 2022, não foram em socorro de ninguém. Invadiram a Ucrânia!
A força do Secretário Geral das Nações Unidas, neste caso António Guterres, não está nas diligências telefónicas. Está nas declarações públicas. Conversas telefónicas levam-nas o vento.
Há já três detidos, suspeitos da morte de Fábio Guerra, o agente da PSP agredido na noite de sábado à porta de uma discoteca na avenida 24 de julho, em Lisboa. Dois dos suspeitos são militares, um terceiro é civil.
Todos os detidos foram identificados através das imagens captadas pelo sistema de videovigilância instalada no local das agressões.
Os suspeitos alegam que agiram em legítima defesa e negam a autoria dos pontapés que provocaram a morte da vítima.
Dos três detidos, um já é sobejamente conhecido, sabe-se tudo sobre ele, desportos que pratica, antecedentes criminais, tudo. Talvez por ser negro. Dos outros, não se sabe nada. Talvez por serem brancos. Apenas que um deles é de origem ucraniana.