Vox pop de hoje, com Carlos Esperança, Ricardo Bordalo, Carlos Fino e Paulo Querido.




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Vox pop de hoje, com Carlos Esperança, Ricardo Bordalo, Carlos Fino e Paulo Querido.




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Segundo diz a legenda eram 12:39 quando o deputado da extrema-direita publicou um twitt apologético da violência sobre a segunda figura do estado: o presidente da Assembleia da República. É pena não sabermos a que horas o apagou.

Será isto um crime público ou carece de queixa formalizada numa esquadra de polícia? De qualquer modo, o que fica deste ato é o oportunismo que baliza a política deste deputado. Viu na televisão uns tipos à chapada, percebeu que ia dar brado na opinião pública, decidiu surfar a onda… Não passa disto mesmo, política sem sentido, desestruturada, falaciosa. Uma trampa.
Sobra ainda mais uma evidência que é a falta de coragem que o próprio confessa. Desejaria muito fazer alguma coisa, mas não os tem no sítio, ao contrário do que a militância afirma. Depois da bronca com a Cristina Rodrigues, só faltava este sinal de frouxidão para desanimar por completo a malta do Chega.
A última dúvida é sobre as razões da eliminação do twitt. Pode ter sido por medo de voltar a ser expulso desta rede social. Ou pode ter sido medo de levar com um processo na Justiça. Mas foi por medo.
E se o fair play nas competições desportivas valesse pontos? A questão pode ser considerada naïf por alguns, mas talvez merecesse alguma ponderação. Vem isto a propósito do que aconteceu este fim-de-semana num jogo de futebol do escalão de infantis.
Por inesperados motivos de saúde de alguns miúdos, a equipa do Rio Mau FC – Benfica Escolas de Futebol apresentou em campo com apenas seis jogadores. Faltava um para a equipa estar completa. O adversário, Sporting Clube da Cruz, da cidade do Porto, decidiu alinhar também com menos um. A decisão foi do treinador Joaquim Assis, um adulto a ensinar aos miúdos o que é desportivismo.
O resultado final foi uma vitória do Rio Mau – Benfica. Mas não há dúvidas que a atitude do Sporting Clube da Luz mereceria ser premiada. Talvez a atribuição de 1 ponto (como se tivessem empatado) e ao vencedor seriam atribuídos os 3 pontos pela vitória, como é normal.
No Facebook, o Rio Mau – Benfica Escolas de Futebol presta pública homenagem ao adversário.

Os produtores de petróleo e as grandes empresas petrolíferas devem adorar guerras e instabilidade política. Para eles, é a oportunidade de subverterem todas as regras de mercado e combinarem jogo para aumentar o preço do produto.
Este fim-de-semana os postos de abastecimento de combustível estiveram a trabalhar a 100%. Numa ronda feita na zona suburbana a norte de Lisboa verificamos isso mesmo. Sempre filas em todos os pontos de abastecimento.
Segundo nos relatou um dos funcionários de uma gasolineira, ao contrário do que é habitual, a grande maioria dos clientes atestou os depósitos. Muitos levaram jerricans de 5 ou 10 litros para poderem armazenar mais algum combustível. O facto de estarmos numa altura do mês em que a maioria das pessoas já recebeu salário, permite este “investimento” com vista a uma pequena poupança no futuro próximo.
“O patrão deve estar a adorar, há muito tempo que o negócio não rendia tanto”, disse-nos um funcionário de uma gasolineira de Odivelas que acrescentou, no entanto, que “o pior é que me farto de trabalhar e ganho o mesmo”.
Para diminuir o impacto negativo deste aumento dos preços, o Governo mantém em vigor o Autovoucher, que apoiou a compra de combustíveis com 22,7 milhões de euros só este mês. Este mês a transferência máxima será de 20 euros para os contribuintes que efetuem consumos nos postos de abastecimento aderentes, desde que estejam inscritos na plataforma IVAucher/Autovoucher. Um aumento significativo face aos cinco euros mensais com que a medida foi inicialmente desenhada
Neste Dia Mundial do Teatro, voltamos a pegar no manifesto de um grupo de ex-alunos da Escola Profissional de Teatro de Cascais sobre o acesso à profissão.
“O que resta é o Amor” é um manifesto escrito em forma de peça teatral. O vídeo que vos deixamos aqui foi gravado nos ensaios da peça e inclui depoimentos não só dos atores mas, também, de elementos da produção e técnicos de bastidores.
É uma petição mundial que foi agora lançada na internet, onde se apela à paz na Ucrânia e nos declaramos contra o uso de armas nucleares. A petição é dirigida aos líderes da Federação Russa e da NATO. É também uma oportunidade de juntarmos o nosso nome aos nomes de vários galardoados com o Prémio Nobel da Paz.
Os primeiros signatários da petição são, entre outros, o Dalai Lama (Nobel da Paz em 1989), Muhammad Yunus (Nobel da Paz em 2006) ou Jose Ramos-Horta (Nobel da Paz em 1996). Gente ilustre e generosa.
A primeira meta proposta pelos autores da petição é chegar a 1 milhão de peticionários. Não vai ser difícil. Quando iniciamos este artigo havia 287.193 assinantes.

Poucos minutos depois, quando terminamos o texto, havia já 292.150 assinantes.

Junte o seu nome, vamos calar as vozes da guerra. Se conseguirmos acabar com esta, conseguiremos acabar com todas as outras.
Se quiser assinar a petição, basta clicar aqui
Filomena Cautela é uma apresentadora diferente. Não vale pela figura, não vale pela voz, não vale pela técnica, vale por ser diferente do que é normal vermos numa apresentadora de televisão – a irreverência (mesmo se coreografada) e a interpretação subtil dos textos (que são muito bons).
No episódio do dia 26 de março, Filomena Cautela falou-nos de ativismo em tempo de guerra. Damos de barato que o guião nem tentou sair do pensamento dominante sobre o que se passa na Ucrânia (o que seria um grande risco). A chalaça com a filha do Putin, que se chamará Putina, foi a roçar a ordinarice própria de um show de stand-up comedy, mas que não se admite num programa de televisão.
O programa que analisamos teve o condão de recordar temas e problemas sociais que caíram no esquecimento: racismo e o Movimento Black Lives Matter; o massacre de Tiananmen, em Pequim; o Movimento dos Sem Terra, no Brasil, entre outros.



Falou um pouco do que se passa em Portugal com a luta pela igualdade de género, numa curta conversa com os ativistas LGBTI do duo musical Fado Bicha e recordou o movimento Que se Lixe a Troika que há uns anos promoveu a maior manifestação supra-partidária jamais realizada em Portugal.


O fio condutor do programa está nos textos que Filomena debita a alta velocidade. Muita gente não deve conseguir acompanhar o matraquear palavroso. Talvez este seja o principal problema deste programa. O timbre vocal da apresentadora torna-se, por vezes, demasiado estridente, na ânsia de dizer tudo em pouquíssimo tempo. É um estilo pouco eficaz para segurar audiências.
A aligeirar a coisa, volta e meia introduzem referências mais popularuchas. Foi o caso dos exemplos dados relativamente a casos resolvidos depois de terem surgido em petições populares na internet. O exemplo mais engraçado, por acaso, não foi o que teve maior adesão popular… a eleição de Fernando Mendes como o homem mais sexy…. É a parte humorística do Programa Cautelar.

O programa não tem apenas o nome da apresentadora. Filomena entrega-se de alma e coração a esta produção. É o que passa para o lado de cá da pantalha. Não será ela a escrever os textos nem a escolher os temas, acreditamos nós, mas seja quem for que o faça, fá-lo a pensar na pessoa que dá o corpo, a cara e a alma ao Programa Cautelar.
Não se realiza desde 2020 mas acaba de ser reconhecido como Património Cultural Imaterial de Portugal, o Carnaval de Torres vedras.
Depois de uma longa espera, a decisão da Direção-Geral do Património Cultural estava pendente desde 2016, o Carnaval de Torres e as fabulosas Matrafonas passam a constar no espólio cultural da Nação.
Matrafona é a designação que os torrienses dão aos homens que se vestem de mulheres, que se meneiam como mulheres, “bonecas” que dão uma característica única aos desfiles espontâneos do Carnaval de Torres Vedras.
Deixamos aqui o exemplo do que se passou em 2018, para poderem apreciar a qualidade da farra…
Em 2023 o Carnaval de Torres vedras faz 100 anos. Uma data que deverá ser celebrada com uma festa de arromba.
As manifestações do Carnaval espontâneo em Torres Vedras, característica que persiste até hoje, remontam ao século XIX, mas foi em 1923 que uma elite local republicana e um grupo social comercial/industrial emergente iniciou os festejos organizados nas ruas.


Em 1941 e 1945, os festejos foram interrompidos com a 2ª Guerra Mundial, e em 1953, 1954 e 1956, no período do pós-guerra, mas foram revitalizados nas décadas de 60 e 70 do século passado, tendo aí aparecido as figuras dos Zés Pereiras, os carros alegóricos e o primeiro passeio trapalhão, que permaneceram até hoje.
O evento atrai à cidade meio milhão de visitantes nos cinco dias de festa, desmentindo assim o ditado popular de que “a vida são dois dias e o carnaval três”. Em Torres Vedras são cinco dias.
A contratação de Cristina Rodrigues pelo Chega está a provocar um sismo político no interior do partido. Aficionados, muitos militantes do partido não conseguem calar a revolta que sentem e as críticas espetam que nem farpas no lombo de André Ventura. Olé.

Segundo publica o blog Farpas, Maria Manuel (Mané) Romão Tavares, que foi candidata do Chega à presidência da Câmara de Alter do Chão nas últimas eleições autárquicas, está desiludida e pediu a demissão do cargo de vice-presidente da Distrital de Alter. “A minha dignidade está acima de tudo”, cita o Farpas, “quando uma casa começa a ser mal frequentada, eu deixo de lá entrar…” terá dito Mané.
“Tenho a certeza que, infelizmente, hoje o Chega perdeu grande parte do seu eleitorado”, diz a dirigente demissionária do Chega, aparentemente acompanhada por outros militantes do Chega.

No Facebook da Mané não está lá nada disto, disponível para o público. Talvez se trate de uma publicação só para amigos. O que lá está são evidências de ciganofobia e militância antisocialismo. A Mané é uma mulher às direitas.
O blog Farpas reproduz também afirmações de Hélio Dias, que diz “Muitos de nós iremos desfiliar-nos também, isto foi uma afronta a todos nós que defendemos a agricultura e as nossas tradições”. E um tal Diogo Colaço terá dito que “a contratação da menina do PAN” foi “um tiro no pé” e que “aficionados é o que se tem visto mais a dizer que deixaram de apoiar o partido…”. Olé.
Ou seja, se a vaga aumentar muito e André não tiver nervo para surfar ondas gigantes, quem vai acabar por cair é a boa da Cristina Rodrigues.

Existem 80 milhões de refugiados em todo o mundo, segundo dados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Este organismo diz que a maior crise humanitária persiste no Iémen, país devastado por uma guerra que dura já há 7 anos. “O país enfrenta atualmente a pior crise humanitária no mundo com mais de 80% da sua população, ou seja, 23.4 milhões de pessoas, a precisar de assistência humanitária”, lê-se no site da ACNUR.
Estão já em Portugal mais de 21.500 cidadãos ucranianos que beneficiam do regime de proteção temporária. Trata-se de um regime legal que concede direito de residência aos que fogem da guerra na Ucrânia. Ou seja, podem pedir apoios sociais ao Estado, beneficiam da assistência da Segurança Social, podem trabalhar.

Nunca antes o Estado português se sobressaltou tanto com a situação de refugiados que fogem das agruras da guerra. Na verdade, nos últimos 47 anos de democracia Portugal recebeu muitos refugiados de diversas proveniências, mas nunca sistematizou um apoio como o que foi agora instalado para receber ucranianos.

O mesmo se passa na generalidade dos Estados europeus, mesmo naqueles onde o direito a asilo sempre foi bem exercitado, casos da França, da Alemanha ou da Suécia, meros exemplos. A verdade é que os dados mais recentes falam em 7 milhões de ucranianos deslocados dentro do próprio país e em 4 milhões no exterior, absorvidos não só pelos países vizinhos, mas também nos mais distantes, como é o caso de Portugal, como já vimos.

A comparação entre as necessidades de apoio a um refugiado ucraniano e um outro proveniente de outro conflito qualquer, não serve para diminuir as necessidades do refugiado ucraniano. Serve para dizer que outros refugiados precisam dos mesmos apoios.
No dia 25 de março de 2015 uma aliança regional liderada pela Arábia Saudita, pelos Estados Unidos da América e pelos Emirados Árabes Unidos iniciou uma série de ataques aéreos contra o Governo iemenita, com o objetivo de entregar o poder a um governante deposto. O resto é história.