REFUGIADOS

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Existem 80 milhões de refugiados em todo o mundo, segundo dados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Este organismo diz que a maior crise humanitária persiste no Iémen, país devastado por uma guerra que dura já há 7 anos. O país enfrenta atualmente a pior crise humanitária no mundo com mais de 80% da sua população, ou seja, 23.4 milhões de pessoas, a precisar de assistência humanitária”, lê-se no site da ACNUR.

Estão já em Portugal mais de 21.500 cidadãos ucranianos que beneficiam do regime de proteção temporária. Trata-se de um regime legal que concede direito de residência aos que fogem da guerra na Ucrânia. Ou seja, podem pedir apoios sociais ao Estado, beneficiam da assistência da Segurança Social, podem trabalhar.

Nunca antes o Estado português se sobressaltou tanto com a situação de refugiados que fogem das agruras da guerra. Na verdade, nos últimos 47 anos de democracia Portugal recebeu muitos refugiados de diversas proveniências, mas nunca sistematizou um apoio como o que foi agora instalado para receber ucranianos.

O mesmo se passa na generalidade dos Estados europeus, mesmo naqueles onde o direito a asilo sempre foi bem exercitado, casos da França, da Alemanha ou da Suécia, meros exemplos. A verdade é que os dados mais recentes falam em 7 milhões de ucranianos deslocados dentro do próprio país e em 4 milhões no exterior, absorvidos não só pelos países vizinhos, mas também nos mais distantes, como é o caso de Portugal, como já vimos.

A comparação entre as necessidades de apoio a um refugiado ucraniano e um outro proveniente de outro conflito qualquer, não serve para diminuir as necessidades do refugiado ucraniano. Serve para dizer que outros refugiados precisam dos mesmos apoios.

No dia 25 de março de 2015 uma aliança regional liderada pela Arábia Saudita, pelos Estados Unidos da América e pelos Emirados Árabes Unidos iniciou uma série de ataques aéreos contra o Governo iemenita, com o objetivo de entregar o poder a um governante deposto. O resto é história.

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