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PASTEL DE NATA DE GUERRA

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A invasão militar russa da Ucrânia não afeta só os combustíveis. No nosso país, está a afectar tudo, incluindo a areia do gato ou o pastel de nata.

Ninguém sabe como Putin vai descalçar a esmagadora bota cardada em que se meteu. Mas por cá, também não se percebe porque razão produtos confecionados, com matérias compradas com meses de antecedência, aparecem agora nos expositores a preços de crise.

A areia do gato já atingiu quase 5 euros. O pastel de nata exposto num balcão-café à entrada de um hiper-mercado por €0,65 foi vendido por €0,75. Aconteceu-me. Já o tinha dentado quando recebi o troco. A empregada explicou: era o preço de ontem.


A guerra está a matar milhares de pessoas na Ucrânia. E, por cá, a dar dinheiro à mesma meia dúzia de sempre e a alguns novos-ricos.

Orlando Castro, quase 50 anos para escrever este livro

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Orlando Castro já escreveu muito, até porque é jornalista há um ror de tempo. Mas, se falarmos de livros, o primeiro foi publicado no Huambo, no tempo em que a cidade se chamava Nova Lisboa.

Orlando Castro faz parte da tribo dos brancos de Angola. O autor deste escrito tem bem na memória um dos livros de Orlando Castro: “Cabinda – Ontem protetorado, Hoje colónia, Amanhã Nação”.  Um livro que serviu para agitar as águas paradas do lodaçal político angolano.

Angola é, de resto, o tema mais querido de Orlando. E que se repete na sua mais recente obra, o livro de poemas “Egosismo”.

Poesia não é coisa para meninos, desenganem-se.

"Velhos, mulheres e crianças,                                                                                      sonhos, amor e paz, felicidade e acácia florida;                                                           Irmanam das mesmas esperanças                                                                                  Nessa vala comum que jaz                                                                                                 Na amada Angola perdida;                                                                                               Não cantes irmão                                                                                                               Porque teu mal não espantas                                                                                             Se bem que seja a tua verdade…"

Assim reza, às tantas, o poema “Cântico para o Amanhã” que encontramos a abrir o livro. Ou como a desgraça dos povos é coisa repetida por todo o Mundo.

A propósito desta ideia, o prefaciador do “Egosismo”, Eugénio Costa Almeida, diz que “de poetas e loucos todos temos um pouco. Eu acrescentaria de poetas, de loucos e de projectistas, na realidade além de tudo termos um pouco, também todos somos pouco realistas.”

Fica assim aqui apresentado um livro que começou a ser escrito no Huambo há quase 50 anos, no dia em que Orlando escolheu entre “ficar e morrer ou fugir para viver”.

Morreu agente da PSP agredido na 24 de julho

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Morreu o agente da PSP, Fábio Guerra. Agredido selvaticamente por vários elementos de um grupo, Fábio sucumbiu perante a gravidade dos ferimentos.

Dois dos agressores pertencem ao corpo de Fuzileiros e a Marinha já veio dizer que lamenta “profundamente” o sucedido. Em comunicado, a Marinha reafirma a sua disponibilidade para colaborar com as autoridades. Enfim, é o mínimo que poderia dizer.

Os dois homens identificados a partir dos testemunhos e das imagens das câmaras de vigilância que estão no exterior da discoteca MOME, na avenida 24 de julho, em Lisboa, estão na unidade militar a que pertencem. Certamente que, depois de indiciados, serão levados perante um juiz de instrução.

A PSP informou que o agente morreu esta manhã e que “continuam em curso todas as diligências, em coordenação com a Polícia Judiciária, visando a identificação e detenção de todos os autores das agressões, que resultaram na morte” do agente.

Na primeira comunicação da PSP, a autoria das agressões a 4 agentes da PSP era atribuída a um grupo de 10 pessoas. Segundo relatou a PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos.

Entretanto, a morte de Fábio Guerra já foi motivo da consternação demonstrada pelo Presidente da República e Governo. O ministro da Defesa Nacional já disse que os factos que conduziram à morte de um agente da PSP e que envolvem dois fuzileiros da Marinha “serão apurados e imputados” aos autores.

Até aqui, os autores das agressões estariam indiciados por tentativa de homicídio. Com a morte da vítima, passa a ser homicídio consumado.

Campeões

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Têm sido dias gloriosos para o desporto nacional, com muitas vitórias individuais e por equipas em competições internacionais. Mas o destaque vai, evidentemente, para as medalhas de ouro e de prata nos Mundiais de Atletismo que Auriol Dongmo e Pedro Pablo Pichardo trouxeram para Portugal e, ainda, a vitória no GP de Motociclismo na Indonésia de Miguel Oliveira.

Todos os outros tentaram vitórias e medalhas, mas, desta vez, foram estes a conseguir.

POLÍCIA EM COMA, DOIS SUSPEITOS DETIDOS

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O relato inicial da PSP, tal como vem citado na imprensa, fala em grupo de 10 agressores mas, segundo as mais recentes informações divulgadas, há apenas três agressores identificados.

Dos 4 polícias agredidos, um está em coma e com prognóstico reservado, internado no Hospital de S. José.

Os suspeitos já identificados pertencem ao corpo de fuzileiros da Marinha Portuguesa e estariam de malas aviadas para uma missão no estrangeiro, no âmbito das Nações Unidas. Dos três, dois estarão já sob detenção nas instalações da Marinha, provavelmente em Vale de Zebro.

Militares ou não, o certo é que todos os suspeitos identificados e detidos irão ter de conversar com um juiz de instrução. Encontro que terá lugar esta segunda ou na próxima terça-feira. Por mais explicações que tenham para dar, acabarão provavelmente indiciados por crimes de homicídio na forma tentada.

Num comunicado, a PSP refere que o incidente ocorreu na madrugada de sábado, pelas 6h30, “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na avenida 24 de Julho”, tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos. No local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas. Durante a ação policial, um dos polícias foi “empurrado e caiu ao chão, onde continuou a ser agredido com diversos pontapés, enquanto os restantes polícias continuavam também a defender-se das agressões”, diz a PSP.

De acordo com a polícia, os agressores colocaram-se em fuga e não foi possível a sua identificação. No local há várias câmaras de vigilância, quer da via pública quer das portas dos bares e discotecas, e terão sido essas imagens (dadas? vendidas?) que a CMTV diz ter em exclusivo, que levaram à identificação e localização dos dois que já estão detidos assim como de um terceiro que ainda continua em parte incerta, à hora a que escrevemos esta atualização ao artigo anterior.

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MILITARES AGRIDEM POLÍCIAS

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Segundo divulgou a PSP, “quatro policias, fora de serviço” intervieram numa rixa entre grupos e acabaram por ser violentamente agredidos por elementos de um dos grupos. Um dos polícias, Fábio Guerra, está em coma no Hospital de S. José.

Fábio Guerra, agente da PSP

Segundo avança o Correio da Manhã (artigo exclusivo para assinantes), os agressores serão militares, pertencem a uma unidade de tropa de elite e serão praticantes de boxe.

A PSP explica que apesar de estarem fora de serviço, os quatro agentes tentaram apaziguar a situação que decorria na via pública, na zona de Alcântara, seriam cerca de seis e meia da manhã, “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na avenida 24 de julho”.

A confirmar-se o relato dos polícias, o agente Fábio Romão terá caído e foi rodeado por vários agressores que o atacaram a pontapé. Uma cobardia, bater num homem caído no chão.

Cenas tradicionais nesta zona da cidade, depois de uma noite de copos, droga e sexo nas casas de banho dos bares (a ordem dos fatores é aleatória).

A Polícia Judiciária tomou conta da ocorrência, uma vez que a agressão é considerada tentativa de homicídio.

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NOTÍCIAS DA GUERRA

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Os efeitos da guerra vão muito para além das mortes e da destruição visíveis nos campos de batalha. Marcam indelevelmente a vida dos que sobrevivem, dos que se refugiam em terras estranhas, dos que adoecem e dos que passam fome. Problemas que não afetam apenas os que estão próximos da guerra. É o mundo que está à beira de uma catástrofe. É o que as notícias nos dizem…

O QUE PENSAMOS DA GUERRA (11)

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Publicamos hoje o décimo primeiro vox pop sobre a guerra na Ucrânia. A opinião bem humorada de um cartonista, a opinião desolada de um jornalista, a opinião sarcástica de outro jornalista e a opinião analítica de um militar na reserva.

Carta de um preso à mulher amada

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Esta cantiga é um acto de solidariedade de Paco Bandeira. Empatia pelos outros e amor pela música. Tudo junto faz uma belíssima cantiga.

O vídeo foi primeiro publicado por Paco Bandeira na sua página do Facebook e, agora, partilhado por nós aqui, que gostamos muito de gente generosa.

ONDE ESTÁ WALI ?

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Quando há dias fez saber que ia partir para a Ucrânia, para se juntar a grupos da extrema-direita que combatem na Ucrânia, Mário Machado (conhecido dirigente fascista com largo cadastro criminal) já saberia que iria ter a necessária autorização do tribunal para viajar. Acontece que Machado estava obrigado a apresentações periódicas numa esquadra de polícia, medida cautelar imposta depois de ter sido detido em novembro por posse de arma ilegal.

Segundo o Jornal de Notícias, Machado terá solicitado autorização para viajar para a Ucrânia por “razões humanitárias”. Assim, Machado deverá partir hoje mesmo, sábado.

Não se percebem as razões desta decisão do juiz de instrução criminal. Foi amplamente noticiado que Machado queria ir combater para a Ucrânia. Sabe-se que grupos neonazis e de extrema-direita de diferentes origens estão a convergir para a Ucrânia para adquirirem treino militar e experiência de combate. O que irão eles fazem com esse know-how, não é difícil de imaginar.

Também se pode dar o caso deste juiz esperar, secretamente, que Machado tenha a mesma sorte do famoso sniper chamado Wali que foi morto pelos russos logo no primeiro dia de “trabalho”. Wali era um famoso matador, célebre desde que acertou num dirigente da Al Qaeda a 3,5 km de distância, numa operação de forças especiais no Iraque. Wali foi para a Ucrânia para matar soldados russos. A notícia da sua morte está ainda envolta em controvérsia, por impossibilidade de confirmação. Onde está Wali? Talvez Machado descubra.

a notícia da morte de Wali