O Tratado Pandémico e um problema chamado Bill Gates

O fenómeno covid será objecto de estudo durante muitos anos mas é importante ir tentado desmembrar a sucessão de acontecimentos de modo a perceber o porquê.

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Nos meus artigos fui descrevendo como um ministro de saúde italiano simpatizante do Partido Comunista chinês aproveitou acordos com a China, no âmbito da Nova Rota da Seda, e despoletou uma serie de eventos que criaram o caos num contexto de guerra comercial EUA-China e um Presidente incontrolável, que ousou fazer frente ao Complexo Industrial Militar Americano.

Temos ainda um Deep State Americano sem respeito pelo seu líder e uma crença cada vez mais crescente nos corredores estatais que vigiar os seus próprios cidadãos é algo necessário para fazer frente ao gigante asiático. Ao mesmo tempo, temos grandes corporações (americanas e não só) com grandes simpatias para com o modelo comuno-capitalista mandarim, que se juntam numa espécie de consórcio chamado Fórum Económico Mundial, preocupado em salvar o Mundo e facturar ao mesmo tempo.

A maior força dos países não é tanto o dinheiro, mas a cultura. A apropriação da essência de um povo começa antes de mais pela evangelização. Neste ponto considero que a China está muito mais infiltrada a Ocidente do que se possa pensar.

O problema do novo tratado pandémico

É neste contexto que nos deparamos com um novo Tratado de Preparação e Gestão de Pandemias e com mais de 300 emendas ao Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

Em termos latos, podemos argumentar que este tratado é um decalque pós-moderno de um modelo de venda de Defesa que os EUA implementaram após a II Guerra Mundial pelo mundo, cujos efeitos negativos são visíveis sobretudo em África e na América Latina. A estratégia é simples: a venda de modelos e projeções catastróficas com vista à assinatura, por parte dos Estados, de acordos comerciais com dinheiros públicos. Tal gerou e tem gerado situações caricatas, como o facto de em certos países africanos ser mais fácil levar a vacina da pneumonia do que ser tratado para a malnutrição.

As origens da OMS, enquanto braço da saúde da ONU, assentavam na prevenção primária e na autodeterminação em saúde. Ao longo dos anos e com o crescente investimento privado direccionado, o foco passou para a venda de produtos para solucionar problemas. Um processo altamente inflenciado pelo enviesamento norte-americano que, aparentemente, parece não acreditar em sistemas nacionais de saúde.

A longo prazo esta estrutura colossal trará problemas de retorno, alguns dos quais que já podem ser antevistos: o caso da Polónia que foi processada pela Pfizer por não querer cumprir os contratos das vacinas e os milhões de vacinas que foram deitadas ao lixo porque as pessoas já não as querem.

O site POLITICO diz que mais de 200 milhões de vacinas contra o coronavírus foram para o lixo.

Será de especular que a vacinação obrigatória acabará por se tornar uma necessidade para suportar e justificar a estrutura.

Convém salientar que a OMS enquanto organização intergovernamental não está sujeita à jurisdição de qualquer Tribunal que lhe possa exigir transparência.

O problema Bill Gates

Em 2022 entrevistei o economista Jeffrey Tucker, organizador e principal responsável pela Declaração de Great Barrington, que em 2020 juntou três eminentes epidemiologistas que pediam uma estratégia de gestão pandémica voltada para os vulneráveis (os FOIA – Freedom of Information Act – libertados mais tarde, revelam que Fauci os apelidou de fringe minority (minoria marginal) e promoveu ativamente a sua descredibilização em conjunto com o Reino Unido). A dada altura perguntei-lhe o que ele achava das teorias da conspiração à volta da personagem de Bill Gates. Respondeu-me que era o “tipo dos cheques”, que estava rodeado de pessoas que lhe diziam o que ele queria ouvir.

Resolvi investigar mais sobre o assunto.

O jornalista de investigação Tim Schwab refere, no seu livro “The Bill Gates Problem” que o empresário fundador da Microsoft não se limita a investir nas empresas, também se “intromete” ativamente nelas, interferindo nos processos e, muitas vezes, levando ao próprio insucesso dos projectos. O ambiente tóxico que existiria na Microsoft terá sido transferido para a Fundação Bill e Melinda Gates. Mas o certo é que não perde dinheiro.

É sabido que a Fundação Gates, em conjunto com outras três agências, foram os principais responsáveis pela gestão da pandemia apesar de eles próprios admitirem que não correu como esperado.

Título deste artigo: Como Bill Gates e parceiros influenciaram o controlo da resposta global à Covid – com pouca supervisão

Contrariamente ao que se julga, não foi a Pfizer quem mais lucrou com a corrida desenfreada às vacinas. Foi a BioNtech, empresa então ainda relativamente pequena e sem qualquer produto lançado no mercado. Os três principais acionistas são o CEO Ugur Sahin e os gêmeos alemães Strüngmann, Andreas e Thomas, que forneceram grande parte do capital inicial para a fundação da empresa em 2008.

Conforme descreve o jornalista Jordan Schachtel, a Fundação Gates vendeu 890,000 ações da BioNTech, representando 86% de suas participações anteriores. Com base no tempo e na evolução do preço das ações da BioNTech, Schachtel estima que a fundação faturou 260 milhões de dólares com a venda ou um impressionante retorno de 1500% sobre seu investimento inicial. A maior parte não tributada porque foi investida através da fundação. É esta sorte inesperada que faz Bill Gates parecer o principal beneficiário do súbito sucesso da BioNTech, mas são os Strüngmanns os principais beneficiários do sucesso da empresa alemã.

A subida vertiginosa no preço das ações da BioNTech catapultou brevemente os gémeos para a posição das pessoas mais ricas da Alemanha, com um património líquido estimado em 52 milhões de euros, quando o o preço das ações atingiu seu ponto mais alto no final de 2021. As suas participações na BioNTech valeram mais de € 42 mil milhões.

Por volta de dezembro de 2020, os gémeos Strüngmanns detinham 114.410.338 ações ou quase 47.4% das ações da BioNTech. Isso significa que os gémeos, entretanto, se desfizeram não de quase 900.000 ações, como a Fundação Gates, mas de quase 9 milhões.

E o que dizer das ligações de Bill Gates com a FDA, a agência reguladora do medicamento americana? Em 2017, a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA firmou um acordo memorando de entendimento (MOU) com a Fundação Bill & Melinda Gates.

No âmbito desse acordo, as duas entidades concordaram em partilhar informações para “facilitar o desenvolvimento de produtos inovadores, incluindo contramedidas médicas”, tais como diagnósticos, vacinas e terapêuticas para combater a transmissão de doenças durante uma pandemia.

A FDA tem sido criticada pelas suas “portas giratórias”. Dez dos últimos 11 comissários da FDA deixaram a agência e garantiram cargos em empresas farmacêuticas que antes regulamentavam. Da mesma forma, a Fundação Gates contratou membros de elevado escalão da FDA, que trazem consigo conhecimento profundo do processo regulatório.

Por exemplo, Murray Lumpkin teve uma carreira de 24 anos na FDA, actuando como consultor sénior do comissário da FDA e representante para questões globais. Agora, ele é vice-diretor de assuntos regulatórios na Fundação Gates e signatário do MOU.

E Margaret Hamburg, que atuou como comissária da FDA entre 2009 e 2015, está agora no Conselho Consultivo Científico da Fundação Gates.

Bill Gates tornou pública a sua satisfação por ter recebido um retorno de 20 para 1 no seu investimento de 10 mil milhões de dólares no “financiamento e entrega” de medicamentos e vacinas.

“É o melhor investimento que já fiz”, escreveu no Wall Street Journal. “Décadas atrás, esses investimentos não eram apostas seguras, mas hoje quase sempre rendem muito.”

Em Outubro de 2019, a Fundação Gates e o Fórum Económico Mundial acolheram o Evento 201, que reuniu agências governamentais, empresas de redes sociais e organizações de segurança nacional para combater uma pandemia global “fictícia”. Bill Gates é um dos principais entusiastas e mecenas da biossegurança. A Fundação Gates detém ações numa série de empresas farmacêuticas, incluindo Merck, Pfizer e Johnson & Johnson. Investiu milhões no financiamento de ONGs, meios de comunicação e agências internacionais, garantindo

No seu mais recente livro ” Como prevenir a próxima pandemia”, Bill Gates alerta que as futuras pandemias são a maior ameaça à humanidade e que a sobrevivência depende de estratégias globais de preparação para pandemias, posicionando-se firmemente no centro da definição da agenda.

Investiu ainda milhões no financiamento de ONGs, meios de comunicação e agências internacionais, garantindo uma influência política significativa. As contribuições financeiras para os media garantiram a Gates uma cobertura noticiosa favorável. No site da Fundação está, por exemplo, o registo de financiar o jornal The Guardian em 3.5 milhões de dólares durante três anos.

Também o regulador de medicamentos do Reino Unido, o MHRA, admite receber financiamento da Fundação Gates, relativamente a uma série de iniciativas. O nível atual de financiamento recebido da Fundação Gates ascende a aproximadamente 3 milhões de dólares e abrange vários anos financeiros.

O candidato presidencial Robert F. Kennedy Jr rotulou Bill Gates como “o homem mais poderoso na saúde pública”, uma vez que conseguiu orientar a estratégia pandémica da OMS para se concentrar principalmente na vacinação. Numa entrevista, Kennedy afirmou que a OMS “implora” pelo financiamento de Gates, que agora constitui mais de 88% do valor total das doações da OMS provenientes de fundações filantrópicas.

E quanto às relações com o governo alemão? Um artigo recente no site alemão Transparenztest declarava que o governo alemão financia ou é parceiro de vários projetos da Fundação Gates no valor total de 3,8 mil milhões de euros. Algumas das entradas do programa nos dados do governo alemão identificam a Fundação Bill & Melinda Gates (BMFG) como um patrocinador entre outros, enquanto outras entradas a listam como a única ‘fundação/organização’ patrocinadora.

Foi sem supresa que o surgimento da simulação da “Doença X“, apresentada em Davos e defendida pelo Director Geral da OMS como uma das razões para assinar um novo Tratado de Pandemias, tivesse o financiamento da Fundação Bill e Melinda Gates. Sobre esta questão falarei num próximo artigo.

(continua)

1 COMENTÁRIO

  1. Já não temos uma economia capitlista. Um dos pressupostos do capitalismo é haver concorrência mas neste momento e cada vez mais a economia global é detida e manipulada por uma elite dominadora. Empresas de fundos como a Blackrock e Vanguard detêm empresas concorrentes, pelo que afinal estamos perante um monopólio. Depois há a promiscuidade entre entidades públicas, fundações e empresas. O capitalismo está doente, vivemos num sistema corporativista.

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