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Agressões no Lumiar (com vídeo)

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O comunicado da PSP não revela nenhuma hipótese quanto às motivações das agressões que ocorreram esta noite no Lumiar, em Lisboa, apenas diz que a polícia foi se deslocou ao local pelas 22:19 por haver notícia de “alegadas agressões” entre grupos.

A PSP não refere que grupos estiveram envolvidos, mas sabe-se que se tratavam de adeptos benfiquistas que perseguiam três adeptos do Sporting. Mesmo com o campeonato nacional de futebol parado devido ao covid-19, alguns adeptos continuam entretidos com os passatempos do costume.

No final,  três homens foram agredidos por um grupo de 15 pessoas, tendo dois sido transportados para o Hospital Santa Maria para receber tratamento, diz o comunicado da PSP.

De acordo com o Comando Metropolitanos de Lisboa (Cometlis), três homens, com idades entre os 20 e os 26 anos, terão sido agredidos por um grupo de cerca 15 pessoas, desconhecendo-se a sua identidade.

A PSP informa ainda que “está a desenvolver diligências no sentido de apurar a identidade dos intervenientes”.

Mudar de Vida

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Quando o coronavírus galgou a China, e alastrou pelo planeta, logo percebi que o mundo ocidental não tinha planos para combater uma peste há muito prevista.
Preocupado com a sua rápida expansão, também nunca hesitei em defender que, em prejuízo da economia a curto prazo, a Humanidade deveria privilegiar a defesa da vida humana: limitando os contágios que afogariam os sistemas de saúde e assim ganhar tempo para instalar
arsenais e testar novas armas e estratégias de combate a este terrível inimigo.
Em pleno séc. XXI estava, no entanto, longe de imaginar que o caos se iria instalar em Portugal, e no mundo, perante o eclipse da classe médica.
Ainda antes do confinamento já eu denunciava que era uma classe política impreparada, e dominada pelos interesses da indústria farmacêutica, quem estava a ditar regras desastrosas.
Naturalmente preocupado com evidentes falhas, erros e omissões, também nunca me cansei de apontar os rumos que a ciência e a sensatez recomendavam.
Defendi então que, sob um forte comando técnico, tal combate deveria centrar-se na rápida formação sanitária da população e da proteção civil, no confinamento físico e no uso obrigatório de máscaras.
Não falhei uma só previsão ou recomendação mas, com as atenções centradas na construção de hospitais de campanha, ao lado de hotéis desertos, e nos testes e ventiladores que nunca faltaram, ninguém me levou a sério!
País periférico e de hábitos reservados, Portugal teve, contudo, a “felicidade” de ficar para trás e, ao ver as barbas dos outros a arder, aviar “meias-receitas”. Medidas tardias e sem fio condutor, sobretudo evidenciadas nas áreas de maior risco, mas que ainda assim evitaram o temível pico e a rotura do SNS.
Hoje, no momento de pôr fim a um confinamento económica e socialmente insustentável, Portugal prepara-se para reabrir.
As variáveis são imensas e muito há que fazer, mas, fazendo bem e depressa, ainda podemos sonhar com a retoma. Visão talvez otimista, quando é certo que, até no Futebol, que a par da Saúde e do Turismo é dos setores que melhor funciona, o “pessoal” tarda em definir regras e se entender.
Face a esta primeira vaga, de que colhemos lições, estou convencido de que o pior já passou.
Os raios ultravioleta são o pior inimigo do covid-21, pelo que até acho um exagero todo o folclore atualmente montado em torno do regresso às praias, afinal estâncias a recomendar a todo o mundo.
Porém, mais do que nunca, Portugal precisa hoje de mudar de vida, sem margem para cometer mais erros nas esferas política, económica e social.
António Costa saiu reforçado desta crise, mas o caminho é estreito e a simples queda de Mário Centeno provocaria um terramoto político e económico de consequências inimagináveis.
Terá o Primeiro-Ministro consciência, força e determinação para tornar prioritária a libertação da Administração Pública das garras das tribos político-económicas dominantes e de, urgentemente, reforçar a governação com patriotas de reconhecido mérito, político, técnico e
científico?
Portugal inteiro vai enfrentar, nos próximos meses, um desafio gigantesco e, com a Europa “à solta”, nem sequer temos margem para acreditar nas prometidas ajudas financeiras. É uma “fonte” por demais seca, com:

  • milhares de pequenos e médios agricultores e empresários em vias
    de falência, porque os biliões de euros de fundos europeus, do Programa
    20/20, foram desviados para outros fins;
  • indemnização a inúmeras vítimas dos incêndios, entretanto
    trocada por fraudulentas aquisições e brinquedos caros;
  • milhares os lesados da banca, por ressarcir, envolvidos numa
    tenebrosa telenovela de reguladores e de ladrões;
  • milhares de empresas que atravessam graves dificuldades porque
    a Administração não cumpre prazos de pagamento;
  • milhões de salários e pensões, por atualizar;
  • estragos do Leslie ainda por reparar…

E, sobretudo, porque ninguém vai preso!… Perante uma calamidade sem precedentes, será o Primeiro-Ministro capaz de retirar as lições de um passado recente, ganhar fôlego e vencer a
“tempestade perfeita” que sobre nós se abateu?

Ou será que, num “vira-o-disco-e-toca-o-mesmo”, vai continuar a acreditar que, com a velha aristocracia reinante, consegue relançar uma Nova República?
Quanto a mim, e até na sequência das convulsões de ontem, não restam dúvidas que ele precisa, mesmo, de mudar de vida…


(Cândido Ferreira é médico jubilado, escritor e filiado do PS)

Uma sociedade livre não discrimina

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17 de maio é Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia e as comemorações realizaram-se um pouco por todo o Mundo, pelo menos pelo Mundo onde se praticam a Liberdade, Igualdade e a Fraternidade.

Em Portugal, o primeiro-ministro assinalou a data com uma mensagem em que salienta que uma sociedade “verdadeiramente livre” não discrimina ninguém. António Costa reafirmou a sua intenção de prosseguir políticas de combate a todas as formas de ódio.

“Uma sociedade verdadeiramente livre e tolerante é aquela que aceita todos como iguais e não discrimina ninguém. Neste Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, reafirmamos o empenho no combate a todas as formas de ódio”, escreveu António Costa na sua conta pessoal na rede social Twitter.

Festa do Avante, prós e contras

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A festa do Avante costuma ser em setembro, mas por causa do covid-19 a controvérsia já se instalou. Os críticos dizem ser uma irresponsabilidade manter a realização da festa, tanto mais que todos os espetáculos e festivais musicais foram proibidos. O PCP diz que a Festa do Avante não é um festival nem um espetáculo e que, sendo uma realização de caracter político, pode realizar-se desde que cumpra com as regras de segurança sanitária definidas pela DGS.

Numa conferência de imprensa, depois de uma reunião do Comité Central, o PCP reafirma que não abdica da sua festa se estiverem reunidas as condições para tal.

Um dos críticos é Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República diz que nenhuma festa partidária ou popular deve ter regras diferentes das demais, e se umas foram proibidas outras também deverão ser.

O secretário-geral do PCP contrapõe garantindo que “estamos a quatro meses da realização da festa, mas a garantia é que, tal como em outras festas anteriores, das primeiras entidades a que recorremos é sempre a Direção-Geral da Saúde para garantir as condições sanitárias na nossa Festa do Avante”, disse Jerónimo de Sousa.

Portanto, tudo depende da evolução da pandemia nos próximos meses e da avaliação que a DGS fizer sobre a perigosidade de uma grande concentração de militantes comunistas.

Farra acaba em conflito com a PSP

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Casal dos Machados, freguesia do Parque das Nações, Lisboa. Grande farra pela noite fora, música alta e muita cerveja. Vizinhos incomodados com o barulho e, provavelmente, também com a imprudência, decidiram chamar a polícia.

A polícia chega e pede para a festa terminar. Cerca de 100 foliões não acataram a ordem policial. Os agentes voltaram três vezes ao mesmo local. À terceira, foram recebidos com pedradas, arremesso de garrafas e tiros, segundo reza o relatório da PSP.

Chamados os reforços policiais considerados necessários, a festa teve mesmo de acabar. No final, há três policias ligeiramente feridos e alguns estragos em viaturas policiais.

Eram 4 e 15 da manhã quando a PSP deu a ocorrência por concluída.

A PSP refere ainda que está a desenvolver diligências para proceder “à identificação dos autores dos ilícitos e vai continuar a fazer cumprir as normas sobre aglomeração de pessoas de acordo com o definido pela situação de calamidade, bem como garantir a ordem e tranquilidade pública naquele local”.

Restaurantes reabrem

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Na próxima segunda-feira já pode ir ao restaurante, sentar-se numa mesa e comer. As regras de funcionamento foram decretadas pelo governo e os restaurantes terão de se adaptar: 50% da lotação para permitir distanciamento entre mesas e clientes, utilização de máscaras pelos funcionários, higienização frequente dos equipamentos – estas são algumas das regras impostas para diminuir o perigo de contágio pelo covid-19.

De acordo com as normas e recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS), os estabelecimentos terão de ser higienizados várias vezes ao dia, será obrigatório realizar a higiene das mãos à entrada e a utilização de máscara na circulação pelos espaços será sempre aconselhada, entre muitas outras medidas.

Vai ser uma revolução na restauração, muitos comportamentosa serão alterados, resta saber se a fiscalização pelo cumprimento das regras fica ao critério de cada um ou se a ASAE vai entrar em cena nestas questões.

É evidente que os restaurantes mais espaçosos terão vantagens relativamente aos mais pequenos. Cortar a lotação para metade num grande restaurante não é o mesmo que cortar para metade num espaço mais exíguo. Muitos estabelecimentos irão ter dificuldade na adaptação, provavelmente muitos não irão sobreviver.

Antes assim que continuar tudo fechado, dizem os proprietários e gestores da hotelaria, que sem apoios do governo já teriam falido na grande maioria. O serviço de take-away não chega para alimentar o negócio e manter os postos de trabalho, o lay-off não se poderá prolongar eternamente, pelo que reabrir os negócios será a única solução de viabilizar economicamente o setor.

O Governo aprovou novas medidas que entram em vigor na segunda-feira, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

A crise está em cena

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A crise no setor da Cultura já levou à criação de pelo menos dois grupos de ajuda alimentar, que começaram por Lisboa, mas nas últimas semanas ganharam núcleos no resto do país, e não sabem até quando terão de funcionar.

Os grupos em questão denominam-se NOS SOS – que se pode ler como “nossos” ou “Nós S.O.S” – e a União Audiovisual.

No caso do NOS SOS, promovido pela companhia de teatro Palco 13, o que começou como um plano de fazer duas entregas pontuais a profissionais do teatro, acabou por transformar-se em entregas semanais a qualquer profissional que tenha uma intervenção direta ou indireta num espetáculo.

Face ao quase inexistente apoio governamental ou mesmo autárquico aos profissionais do espetáculo, os promotores destas iniciativas dizem que mais do que uma crítica pública, o que mais interessa agora é agir. A crítica tem de continuar, as mudanças têm de acontecer, mas neste momento há pessoas que não podem esperar por essa mudança. E decidiram proteger essas pessoas que estão a passar necessidades neste momento.

No início, estipularam a campanha para apenas dois dias. Mas os pedidos não pararam e as doações têm continuado, e o movimento aumentou como uma bola de neve.

Quem quiser contribuir pode procurar por estas duas organizações informais nas redes sociais e estabelecer o contacto a partir daí.

A Palco 13 tem um site – www.palco13.pt – e uma página no Facebook; a União Audiovisual tem um grupo no Facebook, que é fechado mas basta pedir para aderir, e em breve terá uma página na mesma rede social.

Ir à praia

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Os utentes das praias devem assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos, a partir de 06 de junho, determinou hoje o Governo.

De acordo com o plano de desconfinamento divulgado após a reunião de hoje do Conselho de Ministros, durante a época balnear, na utilização do areal das praias estão “interditas atividades desportivas com duas ou mais pessoas, exceto atividades náuticas, aulas de surf e desportos similares”.

Nos toldos, colmos e barracas de praia, “em regra, cada pessoa ou grupo só pode alugar de manhã (até 13:30) ou tarde (a partir das 14:00)”, com o máximo de cinco utentes.

Poluição no rio Tejo

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Ativistas ambientais voltam a denunciar mais uma agressão poluidora às águas do Tejo.

A poluição surgiu na zona de Vila Velha de Ródão, e acompanha a corrente do rio até à foz, em Lisboa.

Os suspeitos do costume – as celuloses instaladas na região – deverão agora ser “incomodadas” pelos serviços competentes. A não ser que não surta efeito a denuncia do Movimento pelo Tejo (proTEJO) ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.

Novo Banco com mais 850 milhões

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O aparente desentendimento entre o primeiro-ministro e o ministro das Finanças a propósito de mais um empréstimo público de 850 milhões de euros ao Novo Banco, foi agora desmentido por Mário Centeno.

O ministro das Finanças garantiu que nada acontece no governo sem o acordo do primeiro-ministro e a aprovação do Conselho de Ministros.

Segundo Centeno, o que aconteceu foi um atraso na comunicação com António Costa que não sabia que o empréstimo acordado e aprovado já teria sido concretizado.

 Mário Centeno afirmou que “não há transferências nem empréstimos feitos à revelia de ninguém”, explicando que “a ficha de apoio ao senhor primeiro-ministro chegou com um par de horas de atraso, e o senhor primeiro-ministro, quando deu a resposta que deu, não tinha à frente dele a informação atualizada”.

O Expresso noticiou na quinta-feira que o Fundo de Resolução recebeu mais um empréstimo público no valor de 850 milhões de euros destinado à recapitalização do Novo Banco.

A notícia surgiu depois de António Costa ter garantido no mesmo dia no parlamento, no debate quinzenal, que não haveria mais ajudas até que os resultados da auditoria que está a ser feita ao Novo Banco fossem conhecidos.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro explicou que não foi informado pelo Ministério das Finanças do pagamento de 850 milhões de euros, tendo pedido desculpa ao Bloco de Esquerda pela informação errada transmitida durante o debate quinzenal.