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Covid-19: 274 mortes em Portugal, América chora por Larry King

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A cada dia que passa, um novo máximo de mortes. Hoje há registo de 274 mortes relacionadas com a covid-19, o maior número de óbitos em 24 horas desde o início da pandemia. A tragédia atinge uma dimensão nunca antes imaginada. Talvez tenha sido esse o nosso problema: falta de imaginação. O boletim epidemiológico, que não tem nada de imaginativo e é apenas cru e duro, menciona ainda o surgimento de 15.333 novos casos de infeção com o novo coronavirus, também um novo máximo diário. Isto significa que vai continuar a morrer muita gente, todos os dias, até que os contágios diminuam.

Portugal ultrapassou hoje a barreira dos dez mil mortos (precisamente 10.194) desde o início da pandemia, em março do ano passado. Em 11 meses, apenas.

O boletim epidemiológico de hoje revela também que estão internadas 5.922 pessoas, mais 143 do que na sexta-feira, das quais 720 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, mais cinco. Continuamos a divulgar novos máximos.

Relativamente às 274 mortes registadas nas últimas 24 horas, 122 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, 65 na região Centro, 55 na região Norte, 23 no Alentejo e nove no Algarve. Não houve registo de mortos nas regiões autónomas de Madeira e Açores.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo – que representa um quarto das novas infeções e quase metade dos óbitos – foram notificadas 6.135 novas infeções, a região Norte registou mais 4.020 novas infeções nas últimas 24 horas e na região Centro, registaram-se mais 2.933 casos, acumulando-se 87.095 infeções e 1.711 mortos. No Alentejo, foram assinalados mais 651 casos. A região do Algarve tem hoje notificados mais 471 novos casos. A Região Autónoma da Madeira registou 117 novos casos. Na Região Autónoma dos Açores foram registados 34 novos casos, um deles na ilha do Corvo, o primeiro detetado na mais pequena e isolada ilha do arquipélago.

Famosos que morrem com covid-19

O humorista Jorge Sousa Costa, dos Parodiantes de Lisboa, morreu hoje no Hospital de Santa Maria, cinco dias depois de ter sido internado com covid-19. Jorge Sousa Costa estreou-se em 1959. No Teatro Nacional integrou no elenco de “O Lugre” e, no mesmo ano, interpretou várias peças na televisão e no teatro radiofónico.

O ator participou em vários filmes, novelas, séries televisivas e, desde 1999 integrava a equipa dos Novos Parodiantes, grupo responsável por programas radiofónicos humorísticos e realização de espetáculos.

Também o célebre apresentador americano de televisão Larry King morreu hoje, aos 87 anos, num hospital em Los Angeles, na Califórnia, onde foi internado depois de ter sido infetado pelo novo coronavírus.

O apresentador teve a seu cargo o “Larry King Live”, na cadeia de televisão CNN, durante mais de 25 anos.

Há lobos na serra

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Fotografias recentes de lobos em estado selvagem no Gerês são a confirmação de que aquele ecossistema tem capacidades para se manter equilibrado. O lobo só sobrevive se tiver alimento suficiente para viver e para se reproduzir. Caso contrário, o animal morre ou parte para outro lado em busca de comida.

Infelizmente, o lobo já quase desapareceu das montanhas portuguesas. Além do Gerês há registo de lobos em várias regiões de Trás-os-Montes e algumas populações mais pequenas e dispersas a sul do rio Douro, mas quase sempre em zonas de fronteira com Espanha e pouco habitadas por humanos.

Quem matou os lobos foram os caçadores, evidentemente. Os pastores também mataram muitos, com medo de que os lobos lhes atacassem os rebanhos. E atacariam, sem dúvida, mas apenas em épocas de grande fome. Porque o lobo prefere presas mais pequenas que cabras ou ovelhas pesadas que não consegue transportar facilmente para a toca. Além de que o lobo prefere manter-se distante do homem. E tem as suas razões para isso.

Hoje é uma espécie protegida por lei e eventuais danos que os lobos causem em rebanhos estão cobertos pela garantia de indemnização dada pelo Estado. Mas a fiscalização é deficiente e muitos caçadores continuam a matar lobos, a tiro ou com armadilhas. E há os atropelamentos que, em algumas regiões, são bastante frequentes.

Voltando ao início do artigo, é bom ver fotografias recentes de lobos em liberdade. Quando a cadeia alimentar natural se mantém há harmonia na Natureza.

As fotografias são de Carlos Pontes e foram publicadas no jornal O Minho.

Reflitamos

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Há quem diga que Bolsonaro encenou uma facada para criar um elemento dramático que o levasse à vitória eleitoral. Já o recandidato Trump tentou um golpe de estado para não ter de largar o cadeirão. Talvez Ventura, na mesma linha política que estimula a violência como meio para alcançar determinados fins, não tenha tido mais engenho e arte do que encenar um apedrejamento.

Nas redes sociais e em alguns relatos jornalísticos, uns dizem que foram apoiantes de Ana Gomes os autores da cena, outros dizem que foram ciganos. Na verdade ninguém sabe. A PSP deteve um cidadão que se encontrava no protesto contra Ventura, mas isso não é suficiente para incriminar seja quem for, por enquanto. Acresce que o cidadão não é de etnia cigana e só ele sabe em quem vai votar. O cidadão foi indiciado de ter participado no apedrejamento, de ter injuriado a polícia, de agressão a um polícia com uma placa de cartão. Desejamos que o polícia tenha recuperado e continue apto a dar o seu contributo à segurança de todos nós. Afinal, é para isso exclusivamente que lhe pagamos, a ele e a todos os outros polícias.

manchete da Visão online em 21 de janeiro 2021

O cidadão detido e identificado pela PSP vai hoje ser ouvido em tribunal. Deve ser uma urgência, sábado e em periodo de confinamento, há juízes que se sacrificam pelo bem de todos, está visto. Daremos conta do sucedido, mas, ontem, o apelo deste cidadão correu célere pelo Facebook. Dizia ele: “Estive muitas horas na esquadra. Assustador foi constatar que muitos agentes e graduados são fascistas. Apoiam abertamente e manifestam-no despudoradamente, no próprio átrio da esquadra aberto ao público. Não podemos negligenciar o perigo que este canalha representa.” O canalha mencionado é o candidato Ventura, evidentemente. E o apelo continuava: “Serão três ou quatro policias a testemunhar contra mim. Não tenho testemunhas.”

As televisões e, principalmente os telemóveis, que tudo gravam, não gravaram imagens de nenhuma pedra a voar. Havia algumas pedras de calçada no chão, mas parece que já lá estavam antes de Ventura chegar. Se voaram, foi antes de tempo.

Foi um momento curioso, já toda a gente esperava algo do género, mas seja quem tenha sido o mentor da cena, foi tudo muito improvisado. Deviam ter ensaiado mais. Reflitamos, portanto. E amanhã, votamos.

Mais uma pedrada, antes de…

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Hoje, à meia-noite, finda a campanha eleitoral para as presidenciais, manda a lei que se observe um “período de reflexão”. A viver tempos infames, já nem coro de vergonha por ser representado por gente que, para combater a corrupção na Europa, tem a lata de falsificar os currículos dos candidatos. Isso é rosário com muitas outras contas, já por mim desfiado nas presidenciais de 2016.

Centremo-nos antes no “herói” dos telejornais desta tarde, alguém que tardiamente se integrou na política e que entra ao serviço sempre que as “barbies” caiem em descrédito. Mas pode algum português sério, em quadro de catástrofe e juízo perfeito, acreditar que a opinião dos políticos deve sobrepor-se aos especialistas?

O “responsável” que hoje aponto, médico cirurgião ao serviço de uma alta governação, que naturalmente inclui o atual PR, personaliza uma das mais incríveis histórias desta pandemia: quem ignora que foi receber, em finais de março, com pompa e circunstância e nenhuma proteção sanitária, no aeroporto de Lisboa, o primeiro português infetado pelo coronavírus? Um “pexinho” da minha querida vila da Nazaré que, em dois minutos inesquecíveis de televisão, transmitiu mais “ciência” do que todas as nossas autoridades haviam feito, até aí?  

Dias depois, norteado pelo rigor técnico-científico dos seus conselheiros, e já com a pandemia instalada em Portugal, também o PM havia de visitar um hospital de referência, em Lisboa, acompanhado de dezenas de emplastros e tudo a monte. Para quê a proteção da máscara se, garantia o ilustre Diretor do Serviço, por ali não havia “cheiro” de Covid?

Uma exposição de extrema ignorância que me obrigou a publicar uma crónica – O burro sou eu? – em que escrevi: António Costa, pára, escuta e olha! No final, vais ser acusado de tudo e mais…

Profusamente distribuída essa nota pela OM, pelo SIM, por centenas de profissionais, dezenas de sites e alguns jornais regionais, a única reação “digna” que recebi foi a de um “jornaleiro” do “Correio da Manhã” que, confinado em casa, me sugeriu que parasse de o chatear… porque o burro era mesmo eu.

E assim chegámos a novas eleições, sem que milhões de portugueses “excluídos da cidadania”, como eu, tivessem construído uma alternativa credível, capaz de inverter este ciclo de decadência. E o sistema por aí está hoje, omnipresente e sem soluções, representado por cinco retrógrados partidos mais uma novidade, esta uma emenda ainda pior que os sonetos.

Restam dois “poetas”, candidatos autistas e autenticamente fora do sistema. Refiro-me a Vitorino Silva – que Miguel Torga consideraria culto, por bem conhecer a “cultura da batata” – e Tiago Gonçalves, um “passarinho da ribeira, que não é meu inimigo”.

Neste fim de tarde, como raramente em toda a minha vida, estou determinado a ir votar no próximo domingo. Sobretudo porque há candidatos que, sem atingirem a percentagem para serem subvencionados, assumem a coragem de entrar na liça “à borla”.

Pertencendo ao grupo de risco, fortes certezas me animam: chova ou faça sol, mas com a “despesa” que os meus descendentes têm pela frente, e perante o enxovalho que Portugal vai sofrer, qual é a dúvida em sair de casa… ainda que corra o risco de morrer sem conseguir uma segunda volta?

Boa sorte, portuguesas e portugueses.

E viva Portugal!

Covid-19: Portugal com novo máximo de mortes, provedora investiga compra de vacinas

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Confirmam-se as previsões dos especialistas em infeciologia e epidemiologia, os números de mortes por covid-19 continuam a aumentar, hoje há registo de 234 mortes, o maior número de óbitos em 24 horas desde o início da pandemia. Por outro lado, os 13.987 casos de infeção com o novo coronavírus, revelam uma diminuição dos novos casos diários.

O boletim epidemiológico de hoje revela também que estão internadas 5.779 pessoas, mais 149 do que na quinta-feira, das quais 715 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, mais 13, dois valores que também representam novos máximos desde o início da pandemia de covid-19, a doença provocada pelo coronavírus SARS-Cov-2.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 9.920 mortes associadas à covid-19 e 609.136 infeções pelo SARS-CoV-2.

Relativamente às 234 mortes registadas nas últimas 24 horas, 111 ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, 48 na região Centro, 46 na região Norte, 19 no Alentejo, oito na região do Algarve e duas na região Autónoma da Madeira.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas 5.983 novas infeções, na região Norte registaram-se mais 4.270 novas infeções. Lisboa e Vale do Tejo e a região Norte representam 73,3% das infeções a nível nacional.

Provedora de Justiça europeia investiga contratos confidenciais

À medida que a pandemia avança, a vacinação também prossegue. Mas há suspeitas relativamente aos contratos celebrados entre a Comissão Europeia e as várias farmacêuticas que estão a desenvolver e a comercializar as vacinas anti-covid.

A provedora de Justiça europeia, Emily O’Reilly, iniciou hoje uma investigação a esses contratos, na sequência de queixas recebidas por uma organização não-governamental (ONG). Até agora, a Comissão Europeia tem negado acesso público aos termos dos contratos e aos registos das reuniões em que tais contratos foram negociados.

A provedora de Justiça Emily O’Reilly deu um prazo até 11 de fevereiro para o executivo comunitário mostrar essa documentação. Entretanto, depois de muitas pressões por parte de eurodeputados, a Comissão Europeia apenas permitiu acesso ao contrato para a compra da vacina CureVac, mas manteve outros cinco contratos confidenciais.

Segundo um comunicado da Provedoria de Justiça, “o contrato CureVac mostra que a confidencialidade foi inscrita nos contratos”, salientando também que “os lucrativos acordos de compra antecipada que estão a ser negociados na sombra utilizariam dinheiro público para eliminar o risco financeiro e a responsabilidade das empresas farmacêuticas que desenvolvem vacinas covid-19”.

Não está em causa a necessidade de adquirir tais vacinas. Está em causa a transparência do negócio e a certeza de que a compra foi feita ao preço justo.

Voto, a arma em Democracia!

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Desde pequeno que ouvia as minhas avós e os meus pais a falar da festa da Democracia. Em todos os actos eleitorais, por serem ao Domingo, acordávamos, vestíamos o melhor traje, íamos à Missa e depois lá acompanhava a minha avó materna e os meus pais até à Assembleia de voto. Votar mais que um direito aqui por casa sempre foi um dever. A minha família não é muito dada à politica, mas nunca falharam o acto eleitoral. E sempre me disseram que não votar é permitir que outros decidam por nós e isso é o mesmo que nos anularmos em Democracia.

No próximo Domingo, 24 de Janeiro, Portugal vai a votos. E vamos eleger o mais alto cargo da Nação. Ao contrário de outros países, Portugal, não tem um sistema Presidencialista. E por isso as funções do maior Magistrado da Nação passa muito pela palavra, pela mensagem. Pelo mensageiro da voz do povo que tanto quanto possa, procurará ser.

Neste acto eleitoral, temos seis candidatos, um figurante e um erro administrativo. Se não fosse sério, seria para rir. A começar pelo erro administrativo, temos um candidato que reuniu 11 das 7500 assinaturas necessárias e aparecerá no boletim de voto. Independentemente das razões, não faz sentido absolutamente nenhum estar no boletim de voto um cidadão que não reúne as condições para estar lá.

Depois temos o figurante, o Presidente e candidato, Marcelo Rebelo de Sousa. Chamo-lhe figurante porque não demonstrou ter o mínimo de respeito pelo acto eleitoral, não apresentou programa eleitoral, dispensou os tempos de antena nas televisões e nas rádios e não cancelou as ações de campanha programadas. Não há, no meu entender maior desrespeito aos cidadãos, aos profissionais de saúde e à Democracia.

Dos restantes seis candidatos, apenas um, Vitorino Silva, demonstrou respeitar a Democracia e os cidadãos portugueses. Foi o único que até ao momento em que escrevo este texto cancelou toda a agenda de campanha eleitoral e está na sua casa a trabalhar através das plataformas digitais.

E, numa altura, em que o digital tem tanta importância e atravessamos o pior momento das nossas vidas em termos de saúde pública, não seria de todos os candidatos assumirem as mesmas preocupações e terem optado pelo mesmo método?

Já para não falar que foi o único candidato que aquando da apresentação da sua candidatura em Setembro de 2020 pediu o adiamento das eleições presidenciais para depois de Março.

Se não houvesse mais razões para votar no candidato Vitorino Silva, estavam aqui razões suficientes para votar nele. Mas há mais. Vitorino Silva, é aquilo que a meu entender deve ser o Mensageiro Maior da Nação.

Vitorino Silva, é a voz dos que trabalham, dos que acordam madrugada para que não falte o pão em casa, é a voz dos empresários que não têm impérios e que já não sabem o que fazer perante a pandemia, é a voz dos que vivem e trabalham do campo, é a voz do povo, o homem e mulher sérios, humildes e de trabalho que todos os dias anseiam um amanhã melhor. Mas é também a voz dos jovens, dos que como eu, estudam, crescem a sonhar com o futuro e que, quando acabam o seu curso, ou tentam acabá-lo, sabem que o amanhã que os espera é 600€ de ordenado, viver na casa dos pais e uma vida sem horizontes. E isto não é o futuro que eu quero. Isto não é o país que quero.

Bem sei que, não cabe ao Presidente da República, tomar decisões para mudar isto, é competência legislativa, mas também sei que a magistratura de influências é uma das suas funções e, obviamente, tenho neste candidato a esperança a que a exerça para mudar o meu futuro, o dos jovens como eu, o dos idosos abandonados e com uma mísera reforma e dos que todos os dias se levantam madrugada dentro à espera de uma vida melhor. E com estes ditos do sistema e todos os que se apresentam, já vimos o que nos espera. Por tudo isto, apelo a que no dia 24 de Janeiro, no próximo Domingo, o voto de descontentamento, de protesto moderado, de esperança e de confiança, seja no Vitorino Silva.

Termino como comecei, a falar da festa da Democracia e por isso, apelo a que todos os que estejam doentes, respeitem as normas da DGS e fiquem em casa, não saiam para votar. E em nome desta Democracia doente que não foi capaz de introduzir por exemplo, o voto eletrónico, peço desculpa. Mas a todos os que estão cansados deste sistema, a todos os que não estão doentes, a todos os que estão revoltados com tudo o que se está a passar, mas que não querem cair nos extremismos e defendem a Democracia, votem. Seja no meu candidato ou noutro, mas votem. Custou tanto a muitos para que hoje possamos simplesmente desperdiçar esta oportunidade. Pois o voto, é a única arma em Democracia. Por mim, por ti, por si, por nós, votem! Viva a Democracia!

João Baião livrou-se do covid

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João Baião regressa aos estúdios de televisão, depois de ter ultrapassado o contágio com o novo coronavírus. O artista e apresentador de programas de entretenimento, neste momento ao serviço da SIC, anunciou no Instagram que teve alta e está pronto para regressar à normalidade possível nas atuais circunstâncias em que todos vivemos.

Baião anunciou que estava infetado no passado dia 14, embora assintomático, o artista recolheu-se em casa onde permaneceu estes dias em isolamento. João Baião tem 57 anos, está numa das faixas etárias que tem registado maior número de contágios, mas não de mortalidade.

The great pretender ( O grande fingidor)

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The Great Pretender, Fred Mercury

”Celito”, como os angolanos carinhosamente o baptizaram quando lá foi visitá-los, anda de facto em campanha, a gente é que não se dá conta disso. Marcelo é o rei do disfarce.

Traveste-se de Presidente da República e salvador-mor da pátria contra a Covid-19, promove montes de saídas por dia com as televisões atrás, passa os recados sub-reptícios como é seu apanágio e aguarda tranquilo no remanso do lar, o exército de comentadores residentes a debitarem análises que mais não servem do que preencher tempos de antena baratos para os canais de televisão mas que repetem o seu nome ad infinitum.

Vestindo a capa de Presidente da República, Marcelo prescinde sobranceiramente dos tempos de antena e de outras tradicionais acções de campanha para passar a imagem de que, se não fosse ele, o país já estava todo a morrer de Covid e o Governo não era mais que um verbo-de-encher a quem se manda “recados” para alimentar jornalistas sedentos de intrigas palacianas.

E passa os dias a “mandar bocas” sobre tudo e sobre como resolver a Covid e governar o país, numa campanha presidencial disfarçada de ações presidenciais.

É uma tática manhosa mas sublime disfarçada de acção presidencial, gratuita nos cofres da candidatura.

Daí que o seu orçamento para a candidatura à presidência seja ridículo. Não precisa. O orçamento da presidência cobre.

Na hora de pôr a cruzinha no boletim de voto, o tuga crente e dependente acerta em cheio no nome dele com um portuguesíssimo “já agora, ponho neste…mal por mal…”

Marcelo podia e devia aproveitar os tempos de antena e os outros meios para ensinar democracia, liberdade, antifascismo aos portugueses, sendo ele um emérito e respeitado professor. Mas não. O seu egoísmo, o seu imenso egocentrismo, a sua crença de que está acima do país e dos portugueses levam-no a olhar de cima sem sair do conforto da sua redoma. Promove a sua candidatura à reeleição fazendo de Presidente da República.

Com papas e bolos se enganam os tolos, populo dicit.

São Bento: hospício, prisão, quartel, parlamento

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O Palácio de S. Bento nem sempre foi palácio, mas sempre foi de S. Bento. Quer dizer, o sítio pertenceu aos monges Beneditinos desde que a Quinta da Saúde foi comprada por eles no século XVI.

Na Quinta da Saúde existia uma espécie de hospício para tratar doentes contagiados pela peste, daí o nome do lugar. A aquisição da quinta deveu-se à vontade dos Beneditinos ali instalarem os Monges Negros de S. Bento de Portugal, grupo de Beneditinos que usavam hábito negro. E foi assim que ali se construiu o Convento de São Bento, inaugurado em 1615.

O passar do tempo acabou por dar ao lugar outras utilidades: foi prisão da Inquisição, ali estiveram presos hereges célebres como, por exemplo, o poeta Bocage.

“Se quereis, bom Monarca, ter soldados
Para compòr lustrosos regimentos,
Mandai desentulhar esses conventos
Em favor da preguiça edificados”

De boa construção, o Mosteiro não foi abaixo com o terramoto de 1755, ao contrário da maioria dos grandes edifícios da época que ficaram arrasados ou bastante danificados pelo sismo. Um desses edifícios caídos foi a Torre do Tombo, uma torre que pertencia à estrutura do Castelo de São Jorge e onde se guardavam os papéis mais importantes do reino. Sem sítio para guardar, proteger e conservar tantos documentos reais, o Mosteiro de São Bento foi escolhido como “Torre do Tombo” provisória.

O Mosteiro era tão grande que couberam lá, também, a Academia Militar de Lisboa, o Patriarcado de Lisboa e, ainda, o Cartório do Registo das Mercês. Ali também existiu, na mesma época, uma hospedaria exclusiva para bispos. Além da prisão que já mencionámos antes. No exterior havia um cemitério.

O tempo e a vontade dos homens tudo muda. As ordens religiosas foram extintas e o edifício esteve abandonado, decadente, ardeu e foi reconstruído e modificado várias vezes ao longo dos séculos, até ser aquilo que é hoje, a Assembleia da República. Já foi ali que reuniu o primeiro parlamento português, as Cortes Constituintes, em 1820. Aliás, o edifício passou a ser conhecido pelo Palácio das Cortes.

Salazar cobiçou o local e instalou-se no Palacete de São Bento, edifício mais pequeno localizado nos jardins do Palácio de São Bento. Nessa época, o palacete era propriedade privada. Mas Salazar queria tanto ficar ali a residir que mandou expropriar o casarão e os jardins e lá viveu até ao fim dos seus dias. Hoje, a casa é a Residência Oficial do primeiro-ministro, mas de facto ninguém lá reside. É um local de trabalho e protocolar, apenas.

Quanto ao Palácio de São Bento, é Monumento Nacional desde 2002 e guarda nas paredes centenárias uma notável memória da História portuguesa. É por lá que deambulam, entre outros, os espíritos de Hintze Ribeiro, Bernardino Machado, Afonso Costa, Natália Correia. Há quem diga que, de noite, ouve-se a voz da poeta a declamar:

“Almas bovinas acomodadas à matéria / Pastam na erva entre as ruínas da memória”…

Covid-19: novos máximos, escolas fechadas

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Hoje, novo máximo de mortes diárias: 221. Hoje, também, 13.544 casos de infeção.

O boletim epidemiológico revela também que estão internadas 5.630 pessoas, mais 137 do que na quarta-feira, das quais 702 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, mais 21, dois valores que também representam novos máximos da fase pandémica.

A nova estirpe deste coronavírus é apontada como sendo responsável pela aceleração de contágios e consequente aumento do número de mortes. É esse o argumento agora utilizado pelo Governo para mandar fechar todas as escolas em todos os níveis de ensino nos próximos 15 dias. Esta medida entra em vigor sexta-feira, 22 de janeiro.

No entanto, as escolas terão de continuar a receber alunos com idade inferior a 12 anos cujos pais trabalhem em funções essenciais e não possam ser dispensados para ficar em casa a tomar conta das crianças.

Para além da maior capacidade de contágio da nova estirpe, o comportamento das pessoas também tem contribuído para a propagação da pandemia. Alguns não têm como evitar enfrentar riscos de contágio, como é o caso daqueles que andam diariamente de transportes públicos sobrelotados. Outros, no entanto, continuam a insistir em convívios numerosos, na rua ou em espaços fechados, e sem utilização do mínimo indispensável que é o uso da máscara.