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O Dono-Disto-Tudo está a perder a memória, diz… antiga secretária

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Já passaram sete anos desde que o BES estourou e até agora pouco aconteceu. O Caso José Sócrates serviu para distrair a malta. Falava-se de 33 milhões de euros. No caso de Salgado em causa já estão mais de 4000 milhões de euros.
Portugal não é os Estados Unidos da América, para o melhor e o pior. Mas nos EUA, Madoff apanhou 150 anos de prisão, ao fim de dois anos de investigação.

Banqueiro condenado a 150 anos de prisão

Madoff fez uma gigantesca burla ao estilo da célebre Dona Branca. Mas na América a Justiça é rápida e diferente. Por cá, mais a pena mais pesada foi para Oliveira e Costa, 17 anos de prisão por causa do BPN. O banqueiro burlão não cumpriu, porque estava doente e morreu ao fim de alguns anos.
A antiga secretária de Salgado foi a tribunal dizer que o banqueiro arrasta os pés e está a perder a memória. Teresa foi secretária do Dono Disto Tudo durante 30 anos. Pois! Também ela corre o risco de perder a memória.

Scooters ao preço da chuva. Zundap nada!

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A scooter eléctrica da SEAT

Quem deu o pontapé de saída foi a Simples One, depois foi seguida da OLA, uma scooter indiana com ligação permanente à internet. Custa 1500 euros e a empresa está a construir uma fábrica maior onde irão trabalhar 6000 mulheres.
A Simple One era até há pouco a rainha deste setor. Mas agora vai ter de disputar também quota de mercado com a nóvel SEAT.
Estas scooters estão a fazer furor na Europa, porque têm uma manutenção muito baixa. E suplantam as bicicletas elétricas, porque custam metade do preço.
Uma bicicleta TERN americana tem um desempenho ao nível destas scooters, mas não leva duas pessoas e funciona em pedal assistido. Custa 3500 euros.

O engano do “país dos serviços
O ponto fraco desta scooters é a portabilidade. Com uma Xiaomi (de 800 euros) é possível pô-la no elevador e no hall de casa ou do escritório. Que pena a nossa “Casal” e “Zundap”terem “furado” há muito tempo.
Em parte, por culpa da ideia idiota do “País dos serviços”. 
Agora seria um tra-lá-lá, que bom, e lá íamos numa scooter portuguesa, na nova estrada da mobilidade fácil e ecologicamente limpa.

Britânicos imigrantes ultrapassam chineses em Portugal

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Somos de facto racistas quando nos assustamos com o número crescente de certas comunidades que procuram Portugal como casa futura.
Até 31 agosto passado o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras emitiu 63 884 autorizações de residência.

Parece muito mas não é. Portugal está a perder habitantes. Daqui a 30 anos, as estatísticas apontam para 5 milhões de reformados e apenas 4 milhões de portugueses ativos. Ou seja, todo o sistema social perde a sua sustentabilidade. Já não seremos os míticos 10.298.252.

É importante registar que em Portugal vivem 26.074 chineses, 24.550 indianos, 28.628 o ucranianos e repare-se 46.238 britânicos 28.158 italianos e 24.935 franceses (dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras)

Os brasileiros estão em primeiro lugar com 183.993. O segundo lugar é britânico.

Portugal foi sempre um país de pouca gente, mesmo na época dos descobrimentos.
Em 1900 éramos apenas 5.000.432 234. Se queremos no mapa e ter alguém com quem falar na idade mais avançada, o melhor é aceitar de braços abertos estes novos portugueses.

Navio navega sem tripulação -Tesla dos mares

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O Birkland tem 80 metros, capacidade para 120 contentores e uma velocidade máxima de 20 kilómetros hora. O sistema de propulsão é composto por duas hélices de 90 KW e dois motores de 700 KW, alimentado por uma enorme bateria de 7MWH.
A ideia é suprimir 40 mil viagens de camiões, reduzindo as emissões de gases com efeito estufa. Por um lado é uma boa notícia, por outro é o desemprego anunciado de dezenas de milhares de motoristas e também neste caso de marinheiros.


É urgente que os Estados, em especial a União Europeia , acordem políticas de ocupação plena dos seus cidadãos. E que os políticos mais direitistas percebam a necessidade dos cidadãos europeus terem notas nos bolsos para darem corda a uma economia circular.

A Suíça já fez dois referendos para que todos tenham um Rendimento Social Mínimo equivalente a 2500 euros. Quem conseguir um emprego ganhará o Rendimento Social Mínimo acrescido do ordenado. O exemplo do navio Yara Birkland pode ser a história da morte anunciada de um sistema económico baseado apenas no lucro e não na felicidade plena. Amém.

Ventura tenta provocar Bairro da Jamaica

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André Ventura foi ignorado no Bairro da Jamaica.

O deputado da extrema direita foi ao Seixal numa alegada atitude de provocação, apoiado por um estranho aparato policial.

André Ventura chamou de “bandidos” a uma família do Bairro Jamaica. Agora tentou alegadamente criar um facto político com a sua presença. Mas reinou a paz total no bairro. A alegada acção de vitimização de Ventura caiu no ridículo.

José António Saraiva , ex-diretor do Expresso, tem “empurrado” Ventura para a destabilização.

Escreveu no Nascer do Sol: Ele “ tem o perfil do político capaz de fazer ruturas de que o sistema precisa, sem pôr em causa a democracia”.

Viu-se! pelo aparato policial que levou ao Bairro da Jamaica no Seixal.

Casas do Castelo de São Jorge estão abandonadas

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A verdade sobre esta mentira da falta de casas para alugar é patente na zona em redor do Castelo de São Jorge. Existem imensas casas em ruínas. E muitas outras casas estão falsamente habitadas. Bastará olhar para as soleira das portas que há muito não se abrem. Ou para a janelas com cortinas secas como paus.

Na zona mais turística por excelência, dentro do Castelo de São Jorge, existe até um edifício gigantesco em ruínas, que já foi sede de um grupo Desportivo, centenário e afamado: GEC. Na porta está estampada a fotografia de António Gaspar agora com 95 anos. Uma placa recorda as muitas excursões feitas por si para a malta do Castelo.

Dentro de dias vamos ter eleições autárquicas. E em Lisboa será vira-o-disco-e-toca-o-mesmo. Milhares de casas em ruínas à vista de todos. Milhares habitadas a fingir. E milhares para alugar.  Ai, ai! Um dia a capital muda para Oeiras e Amadora. E Lisboa mantém-se a Disneylândia… mas da mentira.

Vindimas em Carcavelos

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Mais uma edição da Festa das Vindimas, na Estação Agronómica Nacional, em Oeiras. Na área conhecida também por Casal da Manteiga, dezenas de participantes, novos e mais velhos, responderam ao apelo para, alguns pela primeira vez, outros já veteranos neste evento, participarem nas vindimas. Daqui nascerá de novo o vinho de Carcavelos, cuja história remonta ao século XIV.

A 5 minutos da hora marcada, os participantes já enchiam o espaço. Em tempos de pandemia, os cuidados eram notórios: máscara obrigatória, medição da temperatura à chegada, apresentação do certificado de vacinação COVID-19 (ou teste negativo) e desinfecção das mãos antes de entrar num recinto onde os inscritos davam o nome. Após estas diligências, foram entregues um balde, um par de luvas, uma tesoura de podar, um chapéu e uma t-shirt alusiva. Antes de avançar para as vindimas em si, um dos membros da equipa do Vinho de Carcavelos ensinou um truque para bem podar os cachos sem correr risco de ferimentos, e mencionou também as duas castas que iriam ser vindimadas: Ratinho e Galego Dourado.

Cada valada (fila de vinhas) ficava a cargo de dois participantes de cada vez, que vindimaram ao som da música de concertinas do Grupo Coral Norte-Sul, da Lage, enquanto analisavam as vinhas. Em alguns casos, os cachos estavam já mais secos e em modo de uva passa, mas a doçura das uvas exalava o seu aroma, atraindo os insectos que rondam as vinhas. Quatro concertinas, um bombo e uma guitarra animaram os trabalhos dos participantes. Alguns dos membros do grupo musical revelaram ao Duas Linhas serem albicastrenses, conterrâneos de Eugénia Lima, considerada uma das melhores acordeonistas de todos os tempos no país.

A seguir aos trabalhos, e após todos terem devolvido os materiais de trabalho e uma vez recolhidos os quilos de cachos de uvas, um lanche foi servido às dezenas de participantes com a animação do Coral Norte-Sul. Oportunidade para degustar o vinho de Carcavelos deste ano, que foi aproveitada pelos convivas presentes.

(vídeo e fotos de Ana Catarina Rocha)

O patriarca esquecido da direita, Adriano Moreira faz 99 anos lúcidos

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A vida de Adriano Moreira atravessou a ditadura de 48 anos e a democracia de quase 50. No regime de Salazar e Caetano foi sempre um homem respeitado. Na democracia tem sido uma voz clara e lúcida das teorias da direita política.

Quer se concorde ou não com Adriano Moreira, deveria ser a melhor referência para a direita política portuguesa. Tal como André Malraux foi para De Gaulle e António Ferro para Salazar. Se existisse Senado em Portugal, ele seria um excelente senador da nação.

Sucedeu o Francisco Lucas Pires, que já tinha sucedido a Diogo Freitas do Amaral na de liderança do CDS. Foi presidente do CDS entre abril de 1986 e 1988. É autor de uma vasta obra política e jurídica. De onde sobressai o Direito Corporativo, logo em 1950 e a Política Ultramarina, em 1956.

A direita deveria ter bebido o volume sobre Ideologias Políticas, de 1964. O seu último grande livro versa sobre Teorias das Relações Internacionais, 1996.
A voz mais lúcida da direita política portuguesa está a um ano de um fazer um século de vida. Ventura, Francisco e Rio deveriam ir em peregrinação ao Restelo para aprenderem como se pode construir um país à direita. Mas inclusivo e democrático. Para quando um dia conseguirem chegar,  num golpe “à Passos” ao poder.

Nesta fotografia, Adriano Moreira com a filha Isabel Moreira, deputada do PS.

Maria João Pires internada em estado grave

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A pianista Maria João Pires está internada em estado considerado grave. Maria João Pires está na Letónia, onde devia ter participado no Riga Jurmala Music Festival. Já não chegou a atuar porque na tarde do seu espetáculo caiu na rua. Como consequência da queda foi levada para um hospital de Riga. Não foram divulgados ainda pormenores sobre o que se passa com a pianista.

Maria João Pires tem 77 anos e é uma das maiores pianistas do Mundo, famosa pelas interpretações das músicas compostas por Beethoven, Schubert, Schumann e Mozart. Vive em Portugal, onde dirige o Centro de Estudos Musicais, em Belgais, Castelo Branco.