A ativista Greta Thunberg está em Glasgow para atrapalhar os sorrisos de circunstância, os cumprimentos cínicos e as promessas falsas dos líderes políticos. Ela quer ter suficiente peso negocial para tentar influenciar os comportamentos dos políticos que deveriam há muito ter começado a resolver a crise ambiental em que o planeta está envolvido.
Esse peso negocial depende de nós, daqueles que alinham com Greta nas reivindicações por um ambiente saudável e sustentável. Para lhe dar esse apoio, basta um clic na página que está aqui linkada.
O apelo da ativista começa com a palavra “Traição“, uma palavra forte. Mas todos já sabemos que ela não mede as palavras.
“É assim que os jovens de todo o mundo descrevem o fracasso dos nossos governos em reduzir as emissões de carbono. E não é surpresa nenhuma. Estamos catastroficamente longe da meta decisiva de limitar o aquecimento global a 1,5°C, e ainda assim governos de todo o mundo continuam a intensificar a crise, gastando bilhões de dólares em combustíveis fósseis”, assim se resume o problema que Greta quer ajudar a resolver..
“Não é mais um cenário hipotético. A Terra está em situação de emergência,” e a solução não é fácil mas é necessária. Nas medidas que Greta reivindica, destacamos as seguintes:
Encerrem imediatamente todos os investimentos em combustíveis fósseis, subsídios e novos projetos e impeçam novas operações de exploração e extração.
Parem com a contabilidade “criativa” de emissões de carbono, publicando o total de emissões, incluindo todos os índices de consumo, cadeias de abastecimento, transportes aéreos e marítimos internacionais e a queima de biomassa.
Estabeleçam políticas climáticas que protejam os trabalhadores e os mais vulneráveis e reduzam todas as formas de desigualdade.
O tempo esgota-se rapidamente. Não podemos continuar distraídos.
Houve um tempo em que o CDS foi o partido do táxi. A alcunha deveu-se à circunstância de ter apenas 4 deputados no parlamento, na década de 80 do século passado. Gozar com os pequenos e fracos sempre foi uma característica dos que acham que a vida não dá muitas voltas.
Mas agora, francamente, seria de novo a alcunha certa para o CDS. Não pelo número de deputados eleitos (embora sejam apenas cinco…), mas pelo número de militantes. Estamos a assistir a uma debandada do CDS. Adolfo Mesquita Nunes saiu. Pires de Lima saiu. Manuel Castelo-Branco, Inês Teotónio Pereira e João Maria Condeixa também. Michael Seufert também bate com a porta, assim como Vânia Dias da Silva, Inês Teotónio Pereira e Manuel Castelo-Branco. O deputado João Almeida fica no partido (por enquanto) mas diz que deixa o Parlamento (uma rábula engraçada, agora que estamos à beira de eleições antecipadas e ele sabe que não seria incluído nas listas de candidatos do CDS). Estes são os nomes mais sonantes que fizeram saber que vão embora, mas é expectável que atrás destes sigam outros menos sonantes. Os caddys do golfe.
Chicão está cada vez mais só e abandonado. Deve estar a sentir-se uma espécie de patinho feio. Mas a questão que se impõe é saber para onde irão estes militantes procurar um partido que lhes dê uma vida melhor. Irão eles migrar para a extrema-direita? A tentação deve ser forte.
Cartoon de Hélder Dias, ilustrativo do “momento CDS”…
Em pleno Dia das Bruxas, ou Halloween (que nem é uma tradição portuguesa, mas uma estratégia comercial importada dos países anglo-saxónicos) e em vésperas de Dia dos Finados ou de Todos os Santos, alguém resolveu que este seria o Dia Mundial da Poupança.
Uma rápida pesquisa pela Internet revela que a ideia de criar esta efeméride terá nascido no primeiro Congresso Internacional da Economia, em Milão, Itália. No ano seguinte, a data era assinalada pela primeira vez pelo Instituto Mundial de Bancos de Poupança, também em Itália.
Nestes tempos de pandemia, um recente estudo divulgado pela imprensa lusa revela que os portugueses conseguiram poupar mais, porém, estamos aquém dos nossos parceiros europeus, em que a média atingiu 21,5% no primeiro trimestre deste ano. Além disso, revelou um responsável da Deco Proteste ao Jornal de Negócios, existe um baixo rendimento das aplicações (isto quando as há): 0,06% da taxa líquida média de um depósito a doze meses. A taxa de inflação, que gera perdas reais no valor das poupanças, pode ser de 0,7% este ano mas disparar para os 0,9% em 2022. Enquanto os leitores podem fazer contas à vida e tentar perceber, entre as tradicionais e as mais vanguardistas ofertas para fazer o seu porquinho mealheiro, recordo alguns factos, uns conhecidos, outros mais curiosos, sobre a poupança que podemos fazer no dia a dia.
Dicas de poupança
Manter os aparelhos limpos é o básico, mas esta importância vai além do simples asseio: existe quem defenda que manter os aparelhos dos radiadores a óleo, por exemplo, pode ajudar a poupar até 10% de energia eléctrica.
Tomar um duche de água quente é sempre bom, em especial no Inverno, mas cuidado com o excesso de temperatura, porque pode cortar e bem na factura da electricidade; o mesmo se aplica à temperatura da água nas máquinas de lavar roupa e louça. Ah, e cuidado com as torneiras a pingar: custa caro ao ambiente e à nossa carteira ao fim do mês, que o digam as contas.
O bem conhecido truque de apenas colocar a trabalhar os electrodomésticos em carga máxima: ou seja, só ligar a máquina de lavar roupa/louça ou o secador de roupa, se o tiver, quando estiver bem cheio.
Quem não tem caixote de lixo na casa de banho, é uma opção a considerar: não só evita de deitar resíduos na sanita, o que pode dar uma dor de cabeça em termos de esgotos, como evita o desperdício de água. Não quer comprar sacos de plástico para esse caixote do lixo? Simples: reutilize os sacos da fruta e legumes do supermercado.
Quem disse que a moda em segunda mão é má? Pelo contrário, o vintage não só é chique, mas é amigo do ambiente, bom e barato. Para os/as amantes da moda e do estilo, uma viagem pelas lojas em segunda mãe é obrigatória, onde se conseguem por vezes verdadeiros tesouros a preços muito simpáticos. E quem disse que quando uma peça de roupa está estragada, ou precisa de uns ajustes, é para deitar no lixo? Por vezes, gastar alguns euros na costureira, ou pedir ajuda àquele familiar ou amigo/a com máquina de costura, é um investimento a longo prazo. Também no capítulo de móveis e peças de decoração: algures entre sites e redes sociais, ou naquelas lojas, pode estar uma oportunidade muito boa.
Compras no supermercado podem ser uma valente dor de cabeça, em especial, porque nem sempre os cupões de desconto dão o que queremos, mas manter-se atento às marcas brancas e às promoções pode ajudar. Em especial, quando precisamos de comprar algo e por acaso conseguimos aquele cupão de desconto sempre simpático. Atenção ainda aos produtos em fim de prazo de validade, por vezes, apanham-se autênticas pechinchas que são sempre muito agradáveis para a carteira.
A marmita no trabalho é outra opção que veio para ficar ainda nem se falava em pandemia. Quem possa, convém tomar sempre o pequeno almoço em casa e levar marmita para o trabalho. Muitas empresas têm copa com lava-louça e micro-ondas. E, claro, se puder fazer o almoço de domingo em quantidade suficiente para sobrar para o resto da semana, melhor ainda.
Quem tenha plantas ou um espaço num pequeno quintal para hortas, força, vamos em frente, sem medos. Há imensos canais de internet e livros que ensinam a fazer pequenas hortas com truques e dicas, até a partir de restos de outros legumes e vegetais. Sabia que ter cascas de banana de molho em água durante uma hora é um fertilizante sensacional para as suas plantas? E que borras de café e cascas de ovo são preciosos aliados?
Se puder deixar o carro estacionado e usar transportes públicos, aposte no passe, que sai sempre mais barato. Quando puder, ande a pé em curtas distâncias, o que equivale a ginásio de graça ao ar livre. Se de todo não for possível, procure gerir bem a utilização e tente colocar as despesas no IRS, pode ser que venha o merecido (e desejado) reembolso.
Para dicas mais, digamos, fora da caixa, os adeptos da Internet podem encontrar um reality show já com alguns anos (e que, aqui entre nós, justificava-se uma nova edição bicéfala, tanto nos EUA como na Europa). Chamava-se “Extreme Cheapskates” (qualquer coisa como “Avarentos ao Extremo” ou “Forretas ao Extremo”), onde várias pessoas e suas famílias mostravam os seus truques para poupar dinheiro, tanto porque gostam e a economia assim o exige, como quem já está com uma situação confortável mas não desperdiça nem um cêntimo.
Por exemplo, uma grávida a poupar os cêntimos foi literalmente ao contentor do seu bairro para procurar materiais: peças para improvisar uma bomba de extracção de leite, móveis para o marido restaurar e fazer o quarto do bebé, e a mais polémica de todas: vitaminas. O problema, alertaram alguns comentadores, não é apenas que os medicamentos pudessem estar fora de prazo: é que muitas pessoas escondem a droga nesses frascos, como comprimidos de ecstasy e outros; se a grávida não os distinguir e tomar sem querer, os efeitos sobre ela e o bebé podem ser dramáticos. Fora isso, o programa mostrou ainda o casal a regatear amostras grátis de tinta numa loja de ferragens e construção, transformando assim o quarto do bebé numa espécie de arco-íris estranho.
E no capítulo casamentos, uma mãe bastante forreta resolveu casar a filha… no pavilhão desportivo do liceu local. A senhora, que não aparentava estar na pobreza, afirmou-se uma avarenta com orgulho, o que se reflectiu nas bodas da jovem filha – baratas, quando comparadas com o custo médio de um casamento, que pode chegar aos milhares de dólares, mas neste caso, nem aos quinhentos dólares terá chegado. O vestido da noiva foi comprado numa loja em segunda mão, com direito a um simpático regatear por parte da mãe da jovem, porque o dito apresentava uma desagradável nódoa de urina de rato (!); o pavilhão do liceu estava abaixo de aceitável mas a moça lá aceitou ser esse o local onde daria o nó; quem celebrou a boda foi a mãe da noiva depois de se ordenar “ministra” num daqueles cursos online que pululam por todos os EUA; os convidados para o casório tiveram de levar os comes e bebes do copo de água; a marcha nupcial foi sacada de um computador e da Internet, cortesia do irmão da noiva; e o bolo dos noivos foi só para a fotografia porque a sempre prevenida mãe pediu emprestada uma versão em plástico à pastelaria local – o verdadeiro bolo da noive foi uma modesta versão confeccionada em casa. Não é de surpreender, assim, que no primeiro Natal como mulher casada, a jovem herdeira tenha mostrado uma árvore de Natal feita com troncos de outros pinheiros e bolas de algodão reutilizadas várias vezes (maquilhagem, verniz das unhas…) a simular uma neve, digamos, em terceira ou quarta mão.
Quem tem família já sabe, gerir o orçamento é um desafio; uma jovem mãe de dois filhos leva esse desafio muito a sério. Os restos das refeições são muito bem guardados e reaproveitados sem margem para desperdício, por exemplo; na hora de lavar a roupa, a mãe trabalhadora e dona de casa aproveita as seringas do local de trabalho (é técnica de análises clínicas) para dosear gota a gota o detergente e o amaciador de roupa. O marido demonstrou perante as câmaras de filmar uma paciência de santo, sobretudo nos “duches do Exército”: a sempre pressurosa dona de casa/gestora obriga todos a tomarem duches controlados ao segundo e com a luz da casa de banho apagada, recorrendo às sempre fiéis velas. Aquando da confecção de uma lasanha para toda a família, esta dona de casa levou o conceito de dois-em-um a outro nível: a máquina de lavar louça lavou os pratos e talheres num andar, e quem presidiu ao andar de cima foi a dita lasanha, embrulhada em metros de papel de alumínio. Na hora de jantar, o cunhado da dita senhora disse “a lasanha sabe a água!”, e ainda bem que não sabia a detergente…
Noutro episódio, um pai de família (esposa e dois filhos) que detesta ver o dinheiro a sair do bolso mostrou as suas estratégicas, com a argumentação de que a vida está difícil e que quer preparar os filhos para o futuro: fã de barbecues no seu quintal, fazia render a carne para os hambúrgueres misturando bolachas salgadas (desfeitas) na carne e dividindo as fatias de queijo; os convidados, claro está, eram livres de trazer bebidas e petiscos para alegrar a festa; e o combustível para o barbecue eram pedaços de madeira da floresta mais próxima e jornais velhos, sempre numa de poupar o dinheiro da (então muito cara) lenha. Até tinha um cronómetro no frigorífico: qualquer filho que abrisse o dito por mais de 25 segundos, era-lhe descontado na mesada. Chegou a improvisar uma destilaria na garagem para fabricar cerveja caseira. E por falar em trocos, este cidadão adorava uma boa caça ao tesouro nos depósitos dos aspiradores das bombas de gasolina: numa das filmagens, ficou todo satisfeito por ter achado 50 cêntimos de um dólar e uns brincos. No capítulo “comer fora com a família”, a estratégia de poupar entrava de novo em acção: num diner típico dos EUA, a família partilhou as clássicas “club sandwiches” fazendo render uma por duas pessoas, e em vez de pedirem refrigerantes, os petizes misturaram o sumo espremido de limões e o açúcar, que eram oferta da casa, obtendo assim uma espécie de limonada açucarada e aguada de borla.
Em suma, não se pode poupar nas estratégias de salvaguardar o nosso saldo bancário, mais do que nunca, mas de preferência com o bom humor possível.
No site da Presidência da República foi publicada uma nota presidencial a apelar à poupança. A pretexto da efeméride relativa ao Dia Mundial da Poupança, Marcelo escreve que poupar é muito importante para as famílias e para o país.
A importância da poupança familiar é fácil de perceber. Quem poupar agora, pode gastar a dobrar mais tarde. Quem não poupar, não tem como aumentar a despesa sem se endividar.
Quanto ao país, Marcelo estabelece uma relação entre a poupança individual e o financiamento dos investimentos públicos ou privados. O que o Presidente da República está a dizer é que a nossa poupança é importante para o sistema bancário. Mas ele gosta de disfarçar.
Do que o Presidente não falou foi da dificuldade em poupar. É que só poupa quem tem de sobra. A malta do salário mínimo nacional não consegue. Ou seja, pelo menos 20% dos trabalhadores portugueses não consegue poupar. Depois temos os desempregados, segundo o site Pordata são hoje cerca de 6,8% das pessoas em idade ativa.
Segundo uma estatística recentemente publicada, pessoas em situação de pobreza em Portugal, 32,9% são trabalhadores, 27,5% serão reformados, 26,6% são precários e 13% são desempregados.
As estatísticas pecam por nunca fornecerem dados concretos. Falam em percentagens, o que é uma espécie de abstração para os que não conhecem o ponto de partida. E o ponto de partida, em termos numéricos, deve rondar os 5 milhões de trabalhadores (sem contar com os agregados familiares). Fica difícil dizer que metade da mão-de-obra ou está desempregada ou não ganha o suficiente para deixar de ser pobre. Fica difícil dizer que há mais de 2 milhões e meio de pobres em Portugal.
O caso das luvas da compra de 2 submarinos por Portugal parece definitivamente sepultado no fundo dos mares.
É injusto e contraditório. Porque a União Europeia vai penalizar a Polónia com uma coima diária de 1 milhão de euros. Por não aceitar a prevalência do direito comunitário sobre o direito polaco.
Seria normal, se existisse uma política comum de Justiça Europeia. Mas não existe. Por exemplo os condenados corruptores alemães – no Caso Ferrostaal dos submarinos para Portugal – não têm por companhia de cárcere os corrompidos em Portugal.
manchete Diário de Notícias
A Europa não é ainda, infelizmente na minha opinião, um estado federado. À semelhança dos Estados Unidos da América. Não faz assim sentido a prevalência do direito comunitário sobre o direito de cada país.
Na Grécia, porto de Pireu comprado pela China
Pior! Não se percebe porque razão ‘morreram’ as gravações tornadas públicas de 5 ramos da família BES a repartir 5 milhões de euros de luvas dos submarinos.
A Justiça Europeia é uma bagunça que parece feita a medida dos poderosos que tem amigalhaços em Bruxelas. A portuguesa não fica atrás.
Vamos lá fazer rapidamente uma “PAC” para a Justiça Europeia. O futuro da Europa não é brincadeira. Já temos o porto grego de Pireu comprado pela República Popular da China.
Morreu um deputado da Nação. Chamava-se António Topa e ninguém o conhecia fora da terra dele. O PSD lamenta a perda de um militante fiel. “Era um homem sério, leal e grato”, escreveu Rui Rio à laia de epitáfio.
Na página da Assembleia da República, lemos que Topa foi Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Santa Maria da Feira, Presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Aveiro, vereador e membro da Assembleia Municipal de Santa maria da Feira. Ou seja, fez o percurso normal dos que chegam a deputados, por ali ficam quase sem abrir a boca nem dar nas vistas até se irem embora.
Todos lamentamos a morte de alguém aos 67 anos, tão novo ainda. Não é disso que trata este artigo. Estamos aqui a lamentar, mais do que a morte de alguém, a invisibilidade de um deputado que, durante duas legislaturas, não fez nada que se tivesse notado. Não se trata de haver suspeita de que António Topa tenha tido algum comportamento censurável. O deputado manteve ligações com várias empresas de que era sócio-gerente, fazia parte dos corpos sociais de algumas associações e mantinha atividade profissional como independente, na área da engenharia civil. Mas a única suspeita que pode haver é a de que não precisava de ter aceite o lugar de deputado que o partido lhe ofereceu.
Quis frequentar uma aula de uma atividade física. Mas não fui admitida. Não podia usar sapatos, só aquelas meias antiderrapantes. Disse que desinfetaria os sapatos antes de entrar. Essa solução não foi aceite. Não por excesso de zelo anticovid, já que sou a única a usar máscara, a querer manter a distância e a não querer tocar nas mãos dos outros. E há pessoas que fazem outras aulas com os sapatos com que andam na rua, sem os desinfetar. Mas se tiro os sapatos, as dores nas plantas dos pés são insuportáveis e perco o equilíbrio facilmente.
Senti-me triste e frustrada. Afinal, se quero ser compreendida e aceite, tenho de assumir as minhas limitações e explicá-las. E logo eu que preferia esquecê-las! Só queria ir aquela aula!
Mas a inclusão implica explicação, aceitação, decisão, é uma provação e dá um trabalhão!
Bem, mas já sei como conseguir ultrapassar todas estas exigências acrescidas!
É a primeira vez que farei atividade física com uma placa de metal acima do tornozelo e seis parafusos, que me dão limitações de equilíbrio e de mobilidade. Explorarei esta outra dimensão – a da limitação, e a da superação da frustração e da inclusão! Relatarei durante os momentos de partilha da aula os novos desafios que estas me colocam, como os supero, incluindo… como sinto o chão através dos meus sapatos! Fá-lo-ei também por escrito e assim a professora terá a minha participação como uma mais-valia para apresentar à sua orientadora. É uma realidade diferente que obriga a uma experiência nova, a da inclusão que é a solução!
Ou seja, mais um desafio, e desta feita aos setenta anos! Queixar-me? Prefiro desafiar-me e dinamizar-me! Fazem-me sentir bem e é mais divertido. Afinal, rir é gratuito e isento de impostos! Que mais é que quero!?!
O Toyota Mirai acaba de anunciar o novo recorde de autonomia a hidrogénio: 1306 km. Mais 300 km que em maio passado.
O Mirai tem excelentes performances: 182 cv em potência combinada e 175 km/h de velocidade máxima. Está equipado com três depósitos de hidrogénio que podem agora ser reabastecidos em apenas 3 minutos.
Os depósitos estão distribuídos pela carroçaria, para equilibrar o peso.
Pilha capta oxigénio
O Mirai vai mais longe em todos os domínios, possui um sistema teammate que assiste todas as manobras no estacionamento. Muito eficaz é existência de uma pilha especial que capta oxigénio do ambiente e o vai fundir com hidrogénio, valorizando muito o motor elétrico.
O Mirai será o sonho de todos os condutores. O pior é o preço, até agora mantido sobre séria reserva.
O Que Resta É o Amor é um espectáculo criado de raiz, um texto original escrito por um coletivo de jovens atores formados na Escola Profissional de Teatro de Cascais.
vídeo reportagem
Atores, produtores e técnicos de som e luzes dependem da bilheteira para ganhar algum dinheiro. Não têm subsídios nem padrinhos. Razões mais do que suficientes para os que gostam de teatro irem até ao Centro de Artes de Lisboa, comprar bilhete e apreciar o trabalho de um grupo de jovens que andam a fazer pela vida.
Quando um cidadão português é detido no estrangeiro é dever do Estado português interessar-se pela sorte dessa pessoa, verificar se estão garantidas as condições essenciais de assistência jurídica de modo a que a Justiça seja aplicada satisfatoriamente e, se for caso disso, apoiar a extradição desse cidadão para que a sentença possa ser cumprida em Portugal.
Desde 7 de maio de 2018 que o Governo português está avisado sobre a detenção de um português pelas autoridades de Marrocos. Quando o alerta foi dado, já João António Carvalho Gandum estava detido há 16 meses a aguardar julgamento. Tratar-se-á de um caso de alegada fraude relativamente a um negócio de terrenos. Não é um crime de sangue, não é um caso de tráfico de droga.
Na informação que foi enviada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, à Procuradoria-Geral da República, à Provedoria de Justiça e à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República, foi especificado que João Gandum estava na prisão de Oukasha, em Casablanca, sob o número 68418, na Cela 3 do pavilhão 3.
Oukasha é um estabelecimento prisional sobrelotado onde as condições de vida dos detidos estão abaixo dos mínimos exigíveis. Há muito que os relatórios sobre esta cadeia marroquina denunciam uma situação insustentável.
Prisão de Oukacha, Casablanca, Marrocos
A comunicação sobre a sorte de João Gandum foi recebida pelas entidades oficiais portuguesas, mas não surtiu reações de monta. Alguém do Consulado de Portugal foi duas vezes à cadeia falar com Gandum. E foi tudo, apesar de com o passar do tempo o português ter ficado sem meios financeiros, o advogado ter desaparecido e , assim, apesar de se proclamar inocente, acabar por ser julgado e condenado a oito anos de prisão.
João Gandum manifestou já a vontade de vir cumprir os anos de cadeia a que foi condenado numa prisão portuguesa. Segundo informações agora divulgadas pela APAR – Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso, um Procurador marroquino diz que o processo de extradição deste cidadão português não tem andamento por “falta de interesse” do Consulado português em Casablanca.
O recluso está detido, há vários anos, sem visitas, condenado num processo onde não teve meios para se defender. Entretanto, viu morrer, ao seu lado, outro português que se ali se encontrava detido. Ficou ainda mais só, numa prisão em Marrocos.