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PIRATAS ATACAM DE NOVO

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O jornal i voltou a ser alvo de um ataque informático. Esta quarta-feira, a edição em papel não será publicada “não sendo possível prever quando será retomada a sua edição”, lê-se no site do próprio jornal que, apesar dos ataques, continua online e a ser atualizado.

“Nos últimos dias, os servidores do i e do Nascer do Sol têm sofrido repetidos ataques informáticos que inviabilizam o trabalho da redação e de todos os departamentos da empresa”, confessa a empresa.

O primeiro ataque contra o jornal i, tornado público, aconteceu em junho e foi pedido um resgate para libertar os servidores.

No passado dia 1 de setembro foi a TAP a ser atacada por um grupo denominado Ragnar Locker, que exigiu um pagamento para não prejudicar milhares de clientes da transportadora aérea, cujos dados foram sequestrados, como foi o caso de números de cartões de crédito, passwords, moradas, etc.

Atacar jornais que estão em dificuldades financeiras, que vendem pouco ou nada, não parece fazer muito sentido (na lógica de pedir resgate). A não ser que seja para manter os dedos ginasticados…

O ataque em curso ao jornal i ainda não foi reivindicado publicamente, mas a vítima saberá quem a ataca. E a polícia também.

BORIS, o que fica para a História

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Boris Johnson aprendeu que quem com ferro mata, com ferro morre, uma verdade bíblica embora os cristãos nunca a tenham compreendido. Isto, para lembrar que quem agora se queixa de ter sido traído pelo seu próprio partido, fez o mesmo quando contribuiu para a derrube de Thereza May, a anterior primeiro-ministro britânico.

Há duas coisas que ficarão para lá de Boris Johnson: o brexit e o “passeio da fama” em Kiev. O brexit é uma evidência, o Reino Unido quebrou a unidade europeia e as consequências estão à vista numa “casa comum” cada vez mais desarrumada. O “passeio da fama” foi inaugurado com o mosaico dedicado a Boris Johnson, o best friend forever de Zelensky.

Para já, não temos notícia de haver mais alguém distinguido com tamanha honra, mas a seu tempo outros lá irão parar.

Parafraseando o próprio Boris, que diz ser “como um daqueles foguetões de lançamento que cumpriu a sua função… reentrarei calmamente na atmosfera e cairei de forma invisível nalgum canto remoto e obscuro.”

Life is a bitch, man.

“Espero que não deixes os cães mijar aqui”

SANDRA FELGUEIRAS NA TVI

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O que é que a Sandra tem, que todos a querem? Moniz, diretor-geral da TVI diz que a contratação da Sandra é “um passo no caminho da reafirmação do jornalismo da TVI”, Nuno Santos, diretor de Informação diz que ela é “um rosto marcante do jornalismo”.

Na festa de verão da TVI, Moniz prometeu “surpresas” e ameaçou a concorrência com “novidades”, Sandra Felgueiras fará parte desse contra-ataque da TVI na tentativa de recuperar o prime-time televisivo.

Na TVI diz-se que Sandra vai assumir um papel de destaque na informação. Bom, vai ter um programa, isso é certo. Não deverá acontecer nada antes de dois ou três meses, o tempo que leva a por de pé um novo projeto. Estamos cá para ver.

Tanto Sandra como os responsáveis pela sua contratação, jogam cartadas decisivas. Ela, porque depois de ter passado pela RTP e Cofina, se não vingar na TVI, fica sem opções profissionais, no atual espetro do jornalismo televisivo. Se Moniz falhar na TVI, é a reforma em definitivo. Nuno Santos, mais novo, tem outro espaço de manobra e outro jogo de cintura. Já entrou e saiu várias vezes dos mesmos grupos empresariais, é uma espécie de rolha, nunca afunda. Até ver.

ANTÓNIO COSTA “É FIXE” !

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O anúncio sobre as medidas para apoiar as famílias e as ajudar a enfrentar o aumento do custo de vida, é o chamado “pau de dois bicos”. Primeiro, porque a maioria das medidas diz respeito a um único pagamento (no mês de outubro) e depois porque, de facto, o Governo acaba de decretar um teto para aumentos salariais e outros rendimentos muito inferior ao da inflação.

slogan tipo “America First” de inspiração trumpista

Vejamos, aumentos pontuais a serem pagos uma única vez:

  1. Pagamento extraordinário de 125 € a cada cidadão não pensionista, com rendimento até 2700 € mensais. Surpreendente fasquia, uma vez que salários de 2700 € mensais, são bons salários e, normalmente, almofada suficiente para enfrentar os problemas da carestia da vida.
  2. Mesmo os ricos vão receber 50 € por cada filho, até aos 24 anos de idade.
  3. Os reformados irão receber meio subsídio de Natal (50% do valor da pensão) no mês de outubro.

Medidas mais duradouras no tempo são:

  1. IVA da eletricidade desce de 13% para 6%. Desconto vai até dezembro de 2023.
  2. No gás, permitir a mudança do mercado livre para o regulado, o que equivale a uma diminuição de 10% nos custos do consumo. Seria mais fácil, talvez, acabar com a treta do mercado livre. Está mais do que provado que a produção e distribuição dos bens essenciais nunca deveria ter sido privatizada.
  3. No gasóleo e gasolina mantêm-se as reduções das taxas já anteriormente decretadas e regressa a devolução da receita adicional do IVA.

A cereja no topo do bolo será o compromisso de não aumentar em 2023 o passe dos transportes públicos. As empresas serão compensadas por outra via.

No meio das chamadas boas notícias, algumas menos boas. Baseado numa expetativa, o valor de referência para aumentos de salários, pensões, tarifas ou rendas será de 2% em 2023. Imaginamos já sindicalistas e patronato a rosnar ameaças, embora por razões opostas. Convém não esquecer que a inflação ronda os 10% e que pagamentos pontuais e reduções temporárias de taxas e taxinhas, não eliminam a corrosão permanente dos rendimentos provocada pela inflação. Só as pensões terão um aumento superior a 2%.

António Costa diz que medidas para apoiar empresas serão anunciadas brevemente.

No final do discurso, o primeiro-ministro português atribuiu culpas à guerra e a quem a faz, pelo caos económico em que estamos a mergulhar. Uma afirmação ambígua, suscetível de diferentes interpretações.

Vandalismo, guerrilha urbana

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Na Rússia multiplicam-se os atos de vandalismo contra quem apoia a guerra na Ucrânia. Além de ações de sabotagem, de perfil militar, como aconteceu já na Crimeia com ataques a infraestruturas de fornecimento de energia ou em Donetsk com assassinatos políticos, começam a surgir atos de vandalismo que se associam aos apelos para a revolta que circulam nas redes sociais.

O vídeo mostra como um individuo incendeia duas viaturas que exibiam o símbolo Z, o sinal de apoio ao regime de Putin.

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As viaturas ficaram completamente carbonizadas, como demonstram as fotografias que circulam pela net. Como ação de guerrilha urbana, não foi grande coisa. Mas pode ser o sinal do caos que se está a tentar criar na sociedade russa.

Drone gigante movido a energia solar

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China testou o drone “Qimingxing” movido a energia solar. O aparelho está equipado com seis motores elétricos.

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DONALD TRUMP, a simplicidade das ideias

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Talvez de forma involuntária, Donald Trump citou Lenine e foi aplaudido pelo público que assistia a mais um comício de lançamento da sua candidatura às próximas eleições presidenciais.

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A frase atribuída a Lenine é “não importa de todo como os eleitores votam, só importa quem conta e como serão contados os votos”.

O que Trump tenta é assassinar a Democracia, espalhando a ideia de que é tudo batota, mesmo se ele é um dos participantes no jogo.

Quando resulta, a coisa é repetida à exaustão, por todos os que se revêm neste tipo de políticos. Veremos se, um dia destes, a malta do Chega não começa a papaguear a frase.

PEDIMOS DESCULPA PELO MASSACRE DE WIRIYAMU

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É um dos episódios mais vergonhosos do Exército português na guerra colonial. Ocorreu em Moçambique em 1972.

50 anos depois, chegou o tempo de um primeiro-ministro português pedir desculpa, em nome de todos nós.

António Costa fez bem.

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A História

O episódio aconteceu em 16 de dezembro de 1972, depois da morte de dois capitães, comandantes de companhia, quando o jipe em que seguiam acionou uma mina anticarro.

Na retaliação, pelo menos 385 pessoas foram assassinadas pela 6.ª Companhia de Comandos de Moçambique sem contar os que morreram durante a “limpeza” do local, que ocorreu nos três dias seguintes ou devido aos interrogatórios que seguiram o episódio.

As tropas portuguesas dizimaram um terço dos 1350 habitantes de cinco povoações (Wiriyamu, Djemusse, Riachu, Juawu e Chaworha) integradas numa área chamada de “triângulo de Wiriyamu”.

O massacre foi denunciado pelo jornal britânico The Times, na edição de 10 de julho de 1973 por três padres católicos.

O governo português negou os acontecimentos. Só depois do 25 de abril de 1974 o ato foi finalmente assumido. Agora, o primeiro-ministro de Portugal pediu desculpa por um acontecimento que nos envergonha a todos.

SEXO, MENTIRAS E CONFISSÕES

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“As pessoas esperam e pedem um pedido de perdão”, diz Pedro Strecht, coordenar da comissão independente que investiga os casos de abusos sexuais na Igreja Católica.

Provavelmente, um pedido de perdão apenas, não será suficiente. As vítimas também hão de querer que se faça justiça. Que os abusadores sejam castigados pelo mal que fizeram.

Já são mais de 400 casos de denúncias de alegados abusos sexuais que a comissão recolheu, algumas dezenas ainda suscetíveis de virem a ser investigados judicialmente e levados a tribunal. Mesmo se a maioria das situações já tenha expirado o prazo legal para um processo judicial, a denúncia e o castigo social que acarreta são sempre um recurso que não se extingue com o tempo.

Pedro Strecht na RTP

A maioria dos casos que surgiram são de vítimas que, hoje, têm entre 45 e 60 anos de idade, mas os indícios apontam para a prática deste tipo de abusos ao longo do tempo, até hoje.

Esta questão está a abalar a Igreja católica portuguesa, o próprio cardeal patriarca está já envolto na suspeição de ter dado cobertura a padres violadores, permitindo que continuassem impunes e, eventualmente, permitindo a continuação da atividade criminosa.

O cardeal-patriarca de Lisboa pediu perdão num comunicado em forma de carta aberta. Duvida-se que a contrição seja suficiente para apaziguar os espíritos. O cardeal patriarca assegura que a Igreja, em Portugal, “está na primeira linha da resposta a esta grave questão”. Foi ao Vaticano de corda ao pescoço, colocar o seu lugar à disposição do papa. Francisco ainda não decidiu o que fazer com Manuel Clemente.

Quatrocentos casos (validados pela comissão de inquérito), são muitos casos. E o trabalho da comissão só termina no final do ano. Depois há de publicar um relatório. Vai ser um best-seller.

O primeiro contacto com a comissão independente pode ser feito através do site Dar Voz ao Silêncio, onde estão disponíveis as diversas vias para a realização das denúncias.

ZELENSKY TROPEÇOU

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Desta vez, o Presidente da Ucrânia não parece ter convencido os técnicos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) quanto à bondade das suas intenções e afirmações.

Zelensky tem acusado a Rússia de bombardear as instalações da central nuclear de Zaporizhzhia, local que os soldados russos ocupam desde março passado.

Os técnicos da AIEA chegaram hoje à central nuclear.

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