Os ucranianos continuam a bombardear a Central Nuclear de Zaporizhzhya, na tentativa de desalojar o exército russo que ocupa as instalações há 8 meses. Hoje, a central voltou a ser atingida em zonas críticas.
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica divulgou um comunicado onde lança um aviso muito sério: os bombardeamentos têm de parar.
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A Central Nuclear de Zaporizhzhya é uma das maiores do mundo. Foi construída nos anos 80 do século XX quando a Ucrânia integrava a União Soviética.
Tem 6 reatores atómicos e produz metade da energia utilizada em toda a Ucrânia. Foi ocupada pelo exército russo em março, no decorrer da guerra desencadeada pela invasão russa.
A central já foi atingida várias vezes, no decorrer dos combates entre ucranianos e russos. A situação piorou desde agosto, quando a Ucrânia lançou uma contra-ofensiva militar.
Neste momento, um grupo de técnicos da Agência Internacional de Energia Atómica está em permanência no interior da central nuclear, na tentativa de mediar o conflito e de supervisionar tudo o que acontece e possa afetar as instalações.
A senhora esteve tanto tempo no papel de rainha de Inglaterra que nos habituámos a ela. A Inglaterra era a rainha e vice-versa. Íamos a Londres de férias e tínhamos de ir ver o render da guarda da rainha, em Buckingham Palace. Hoje, seguimos o cerimonial funerário como se Isabel II fosse uma espécie de prima velha que morreu, finalmente. Uma daquelas primas velhas ricas que nunca quis saber de nós. Sabemos que não nos toca nada na herança, mas fingimos que fazemos parte da cerimónia.
Agora que a senhora morreu, mais interessante que o cerimonial funerário que os “mestre sala”, perdão, jornalistas enviados-especiais, nos transmitem, é termos a noção do que vai mudar. Não que ela fosse âncora de alguma coisa, mas a morte de Isabel II traz uma oportunidade para aqueles que esperam o momento de romper com sistemas instituídos há demasiado tempo.
Depois de terem desaparecido poderosos regimes monárquicos europeus no início do século XX (Alemanha, Áustria, Rússia, Portugal, mais tarde a Grécia), a monarquia inglesa corre o risco de não se aguentar neste início do século XXI. A maioria da população britânica já não defende a monarquia, segundo dizem as sondagens que por lá se fazem a este propósito. Na faixa etária abaixo dos 30 anos, a maioria republicana é mesmo esmagadora, assim como nos grupos sociais e étnicos minoritários.
na faixa etária 18-24 apenas 28% dos britânicos apoiam a monarquia
Na Escócia e na Irlanda, as pulsões separatistas têm uma base republicana.
Escócia, 50% da população apoiava a monarquia britânica em maio de 2022
Enfim, o filho de Isabel II corre o risco de vir a ser o último rei de Inglaterra. A culpa não será dele, foi no reinado da mãe que a monarquia começou a perder apoio social.
Ideias republicanas têm seguidores nos partidos do sistema britânico, mesmo no Partido Conservador. A luta política vai intensificar-se nos próximos tempos. As opções políticas que levaram a Europa a mergulhar numa crise energética e económica terão consequências. Quais, ainda não se sabe. Mas sabemos como o descontentamento popular é fácil de ser manipulado. E o que alimenta o descontentamento popular dos britânicos é, neste momento, a inflação no Reino Unido a tocar nos 13%.
Enquanto foi viva, era alvo de algum gozo nos meandros da política, pelo menos em Portugal. Ser “rainha de Inglaterra” era sinónimo de político da treta, uma espécie de marioneta comandada pelos que realmente mandam.
Agora que morreu, dizem dela o que nunca antes disseram. Que foi fantástica, baluarte, símbolo da união, figura inultrapassável, etc.
Factualmente, Elizabeth Alexandra Mary foi mãe de 4 filhos, herdou uma fortuna e foi rainha por sucessão. Digamos que teve uma vida regalada, em parte dedicada a acumular riqueza pessoal, estimada em 370 milhões de libras (cerca de 425 milhões de euros), segundo publicou há tempos o jornal Sunday Times.
Apesar de ricos, a família real britânica vive à custa do contribuinte. No orçamento do reino existe a rúbrica “Sovereign Grant” para os gastos oficiais da rainha e outros membros da casa real, nunca inferior a 85 milhões de libras (quase 98 milhões de euros).
A riqueza da família deve-se às imensas propriedades rurais e aos investimentos financeiros. Por exemplo, Isabel era proprietária de 315 residências e lojas no centro de Londres, o que vale uma fortuna só em rendas cobradas. Os filhos vão herdar tudo.
A rainha surgiu nos documentos publicados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, como detentora de depósitos nas Ilhas Cayman e nas Bermudas no valor global de 10 milhões de libras (11,5 milhões de euros), numa evidência de que também ela fugia aos impostos do seu próprio reino.
Em reportagem de guerra, há os que não arriscam e cumprem o serviço de modo insípido e há os que procuram fazer reportagem pura e dura. Os primeiros voltam para casa ao fim de duas semanas, os outros nem sempre têm sorte.
A 3ª edição de Mimmos é já este fim-de-semana, de 9 a 11 de Setembro (sexta, sábado e domingo) no jardim da Anta em Agualva-Cacém.
Uma obra da companhia Valdevinos – Teatro de Marionetas. Ora oiçam:
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Como puderam escutar, para além dos espetáculos de teatro de marionetas do Brasil, de Espanha, França, Venezuela e Portugal, MIMMOS inclui uma exposição com o espólio da companhia Valdevinos, pintura e ilustrações de Luís Ferreira, uma oficina de construção de marionetas da artista Marta Fernandes, uma mostra internacional de curtas metragens, e também, a apresentação do Livro comemorativo dos 25 anos da companhia Valdevinos Teatro de Marionetas. Muito para ver, com filhos ou sem eles, muito para se entreter e para se enriquecer culturalmente.
Aproveitem porque só volta a haver mais Mimmos daqui a 2 anos.
Tinha 84 anos e foi morta a tiro. Era uma missionária comboniana, estava em Moçambique há 59 anos.
Na noite de 6 para 7 de setembro, um grupo armado atacou a missão católica de Chipene, na província de Nampula, norte de Moçambique.
A missionária Maria de Coppi morreu com uma bala na cabeça. No ataque, os assaltantes queimaram todos os edifícios, incluindo o hospital, os edifícios escolares e a capela.
Não há confirmação de outras vítimas. Em Chipene viviam outros missionários Combonianos. As notícias que chegam do local, dizem que conseguiram fugir para a floresta.
Maria de Coppi era italiana de nascimento, moçambicana por opção do coração.
O norte de Moçambique, nomeadamente as regiões de Cabo Delgado e Nampula, têm sido palco de ataques de guerrilheiros islâmicos provenientes da Tanzânia. Moçambique pediu ajuda internacional para esse combate armado. Sob mandato da União Africana, uma força militar do Ruanda tem tentado neutralizar esses grupos jihadistas, mas sem sucesso.
A prosa inicia assim: “Em quartos de hospital mal iluminados no sul da Ucrânia, soldados com membros cortados, feridas de estilhaços, mãos mutiladas e articulações despedaçadas relataram o combate que travaram em clara desvantagem perante o inimigo, nos primeiros dias da nova ofensiva para expulsar as forças russas da cidade estratégica de Kherson.”
O artigo é sustentado por uma série de entrevistas a militares internados em hospitais militares na Ucrânia. O trabalho do jornalista John Hudson só foi possível graças a alguma falha na engrenagem da segurança e propaganda que a Ucrânia usa como armas de guerra contra a Rússia. Algumas fotografias são terríveis. Os relatos impressionam.
“Eles usaram tudo sobre nós”, conta um soldado que sobreviveu a cinco horas de bombardeamento russo com bombas de fragmentação e morteiros. “Quem pode sobreviver a um ataque assim?” Uma questão retórica mas elucidativa de que os estragos sofridos não são apenas físicos.
“Perdemos cinco pessoas por cada um deles”, confessa outro militar ucraniano. Hoje, só quer voltar para a quinta da família onde criava porcos e dava milho às galinhas.
A maioria dos relatos foram feitos sob anonimato. Nenhum militar ucraniano quer cair em desgraça nas mãos da segurança do Estado e ser acusado de traição, como tem acontecido a muitos.
Contam que a artilharia russa está fortificada em bunkers de betão que aguentam com ataques de morteiros e mísseis. Os tanques saem, posicionam-se, disparam contra as posições ucranianas e recuam imediatamente para os bunkers de betão.
Confirmam que a tropa russa utiliza drones capazes de localizar os movimentos dos ucranianos, transmitir o posicionamento e coordenar o tiro da artilharia. Esses drones voam suficientemente alto para não serem detetados a olho nu. E dizem que os russos têm radares que localizam a artilharia ucraniana ao primeiro tiro. Contam, ainda, que os russos têm meios eletrónicos que capturam os drones ucranianos em voo e os neutralizam. É uma guerra muito mais tecnológica do que parece.
Muitos soldados não voltarão a combater, apesar de dizerem que estariam prontos para isso. Mas perderam braços ou pernas. Ficaram surdos ou cegos.
A Ucrânia reclama que a ofensiva em curso, na região de Kherson, já permitiu a reconquista de algumas aldeias, mas não há modo de confirmar a veracidade do que Zelensky diz nas suas mediáticas ações de propaganda. Pela leitura deste artigo do Washington Post também ficamos sem certezas quanto a isso. Os soldados entrevistados dizem que se trata de informação sensível e que estão proibidos de falar sobre esse assunto.
O jornalismo tem alguns inconvenientes, quando é bem feito. É o caso deste artigo do Washington Post. Zelensky não deve ter gostado.
Ninguém sabe dos mortos e feridos na guerra da Ucrânia. Não há números fiáveis. Ambos os lados omitem as suas baixas e, muito provavelmente, exorbitam as do inimigo. Informações provenientes das máquinas da propaganda sobre avanços e recuos, não se conseguem confirmar através de fontes independentes ou observação direta de jornalistas.
O artigo é extenso, mas os relatos de guerra são sempre emocionantes. Quem souber inglês e tiver interesse, o caminho é por este link.
Nick Kyrgios é um jogador de ténis que precisa de aprender… a perder com desportivismo.
Nos oitavos de final do US Open (talvez o mais importante torneio de ténis no circuito mundial), o australiano perdeu.
A reação foi devastadora…
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Depois de escaqueirar as raquetes, Kyrgios acalmou e conseguiu elogiar o adversário, o russo Karen Khachanov.
“Ele é um lutador, um guerreiro. Serviu muito bem. Ele é provavelmente o melhor tenista a servir neste torneio. A forma como ele estava a pontuar sob pressão… Ele esteve muito bem nos pontos importantes”, disse Kyrgios.
Sobre ele próprio, disse: “Sinto-me uma merda, desiludi muita gente.”
Tal como se esperava e tínhamos antecipado, mal vimos António Costa apresentar o pacote de medidas contra a inflação e de apoio às famílias, as reações maldizentes são muitas e aguerridas.
Enquanto esperam para ver quais as medidas direcionadas para as empresas, todos os partidos políticos (menos o PS, claro) caíram em cima do Governo com críticas de que se trata de um “logro”.
O caso das pensões é paradigmático. A oposição, em uníssono, diz que o Governo antecipa uma parte dos aumentos que a lei impõe em 2023 mas com prejuízo para os pensionistas quanto ao aumento a concretizar em Janeiro. E como o “pagamento por conta” não é indexado ao valor real da pensão, os aumentos futuros serão calculados a partir de um valor mais baixo. E, se assim for, é verdade que os reformados estão a ser enganados.
De resto, sobram pequenas doações pagas uma única vez, zero aumento para o salário mínimo nacional, zero aumento para subsídios de desemprego, RSI e afins (indexados ao smn).
Na opinião do cartoonista Hélder Dias, o nosso “pacote” sofre…
Em Vladivostok, a Rússia organiza de dois em dois anos o Fórum Económico do Oriente. Uma cimeira que decorre por estes dias e onde se preparam mudanças na geopolítica e economia mundiais, à revelia dos países ocidentais.