Ser “rainha de Inglaterra”

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Enquanto foi viva, era alvo de algum gozo nos meandros da política, pelo menos em Portugal. Ser “rainha de Inglaterra” era sinónimo de político da treta, uma espécie de marioneta comandada pelos que realmente mandam.

Agora que morreu, dizem dela o que nunca antes disseram. Que foi fantástica, baluarte, símbolo da união, figura inultrapassável, etc.

Factualmente, Elizabeth Alexandra Mary foi mãe de 4 filhos, herdou uma fortuna e foi rainha por sucessão. Digamos que teve uma vida regalada, em parte dedicada a acumular riqueza pessoal, estimada em 370 milhões de libras (cerca de 425 milhões de euros), segundo publicou há tempos o jornal Sunday Times.

Apesar de ricos, a família real britânica vive à custa do contribuinte. No orçamento do reino existe a rúbrica “Sovereign Grant” para os gastos oficiais da rainha e outros membros da casa real, nunca inferior a 85 milhões de libras (quase 98 milhões de euros).

A riqueza da família deve-se às imensas propriedades rurais e aos investimentos financeiros. Por exemplo, Isabel era proprietária de 315 residências e lojas no centro de Londres, o que vale uma fortuna só em rendas cobradas. Os filhos vão herdar tudo.

A rainha surgiu nos documentos publicados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, como detentora de depósitos nas Ilhas Cayman e nas Bermudas no valor global de 10 milhões de libras (11,5 milhões de euros), numa evidência de que também ela fugia aos impostos do seu próprio reino.

Mas isso, agora, não interessa nada.

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