Todos os discursos de Ursula van der Leyen devem ser importantes, mas o de ontem seria daqueles de ouvir com atenção. A presidente da Comissão Europeia falava sobre o futuro da União, como ela o vê.
Mas, por entre as ameaçadoras alterações climáticas, crises migratórias e guerras, havia quem relaxasse tricotando…
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Tricotar tem inúmeros benefícios: reduz o stress, aumenta a autoestima, ajuda a reduzir o batimento cardíaco, melhora a motricidade fina e estimula o raciocínio. O tricot não requer muito material. Apenas com agulhas e lã, é possível realizar trabalhos simples e bonitos, desde cachecóis a meias, casacos para os netinhos, o que quiser. E pode ser praticado em qualquer sítio, em qualquer momento, faça sol ou chova a potes, como se prova neste pequeno vídeo.
Se não sabe tricotar, aprenda. Faça como Ylva Johansson e irá descobrir o céu na terra. Mas, cuidado, o tricot poderá tornar-se no seu maior vício. É o problema de Ylva, parece.
“It takes two to tango” (são precisos dois para dançar tango) diz o secretário de Estado (o equivalente a ministro dos Negócios Estrangeiros) do governo dos EUA, referindo-se à possibilidade de haver negociações para a paz na Ucrânia.
É evidente que, por enquanto, estamos a assistir a mera retórica diplomática. O que Blinken está autorizado a dizer é que os EUA e a Ucrânia aceitarão negociar nos seus próprios termos. Ou seja, a retirada total e incondicional da Rússia. Eles sabem que Putin não irá aceitar esses termos.
Mas importa relevar que, em pouco tempo, logo depois de Zelensky ter admitido que o exército ucraniano está a sofrer demasiadas perdas, este é o segundo sinal de que há vontade de mudar as coisas.
Note-se que este novo tom dos dirigentes americanos e ucranianos acontece depois de Blinken ter estado em Kiev com Zelensky. Um indício de que nos meios políticos dos EUA há quem esteja a fazer pressão para abreviar a guerra.
A Carris Metropolitana é uma grande ideia que precisava de ter melhores gestores. Talvez não os gestores de topo, mas com toda a certeza os gestores da rede de autocarros. As queixas de mau funcionamento são frequentes. Atrasos e condutores que inventam percursos, são as mais frequentes.
Há dias, a carreira 1252 que faz o percurso entre a Portela de Sintra e Ranholas, no concelho de Sintra, não existiu. Não foi o caso de um autocarro avariar, não foi o caso de um atraso. Não houve nenhum autocarro a efetuar a carreira 1252.
Recolhemos testemunhos de utentes que estiveram horas à espera nas paragens, por um autocarro que nunca passou. Houve quem se tivesse aventurado a uma caminhada de alguns quilómetros, houve quem teve de chamar um táxi ou um ‘uber’, houve quem tivesse desistido do que tinha para fazer.
Utentes da carris Metropolitana protegem-se do sol encostados à sombra de autocarros parados na estação da Portela de Sintra
Nesse dia 11 de setembro, os utentes esperaram horas por algo que não aconteceu. Horas em pé, encostados a um muro ou abrigados numa sombra ocasional, como demonstram as fotografias que publicamos.
A carreira 1252 é essencial para os alunos do Centro de Formação do IEFP em Ranholas. É a única que passa nas proximidades da escola. Sem esse meio de transporte, os alunos não conseguem chegar facilmente à escola. Nem conseguem sair.
Nesse centro de formação, recolhemos também alguns testemunhos de pessoas que pretendiam voltar à Portela de Sintra para apanhar o transporte para Mafra e que tiveram de caminhar alguns quilómetros para apanhar outro autocarro que os levasse a Cascais ou ao Estoril, onde poderiam apanhar um comboio para Lisboa e daí, finalmente, chegar a Mafra. São demasiados transtornos para quem precisa de utilizar transportes públicos.
Os médicos da área da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo estão em greve, hoje e amanhã. O protesto foi marcado pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM).
“Não é aceitável um aumento de 1,6%. Não há, sequer, uma perspetiva de que se consiga fazer um acordo. Os médicos estão exaustos, estão cansados, há 12 anos que não são aumentados”, dizem os sindicalistas.
Quem esta manhã teve de ir ao Hospital Beatriz Ângelo, por exemplo, deparou-se logo à entrada com uma bateria de repórteres televisivos que entrevistavam à vez dirigentes sindicais, representantes da Ordem e utentes, de preferência que estivessem “muito indignados”, como dizia um desses repórteres ao telemóvel com quem estava a coordenar o serviço do seu canal.
Jorge Roque da Cunha, presidente do Sindicato Independente dos Médicos, na manhã do dia 13 de setembro, nas cercanias do Hospital Beatriz Ângelo: “este Governo carrega os portugueses de impostos”.
A indignação dos utentes é mais do que justificada. Muitos vivem longe deste hospital que serve vários concelhos a norte de Lisboa. Conversámos com uma senhora que se deslocou desde Sobral de Monte Agraço até Loures para um exame que não aconteceu. “Agora quem me paga o combustível?”, perguntava sabendo bem qual a resposta.
Com esta greve, os principais lesados são os utentes, é evidente. Não se realizam consultas externas, não se realizam exames, tipo tomografias ou ressonâncias, que exijam a presença de um médico.
As remarcações sucediam-se em catadupa. “Só temos vaga para o final de outubro”, ia avisando a funcionária do guichet.
O que querem os médicos? Mais dinheiro ao fim do mês. Ganham mal, os médicos? Eles pensam que sim. Mas é tudo relativo, depende de quem responde a essa questão.
Em segundo plano, o Governo também fica prejudicado. É a imagem dos governantes que se desgasta numa opinião pública cada vez mais acicatada para o protesto. São intenções de voto que se desviam para outros partidos.
A polícia da Irlanda do Norte apreendeu armas que diz terem sido contrabandeadas desde a Ucrânia. As armas foram apreendidas numa ação policial contra um grupo extremista intitulado Novo IRA.
A notícia foi publicada há uns dias no site norte-americano Breitbart.com. O site menciona declarações da polícia da Irlanda do Norte (PSNI) ao jornal Belfast Telegraph.
recorte da notícia publicada pelo site Breitbart.com
A Unidade de Investigação de Terrorismo da PSNI, em buscas realizadas em várias cidades, encontrou granadas de mão, metralhadoras, pistolas, munições e explosivos. Trata-se de material de guerra, parte dele de fabrico russo, segundo o relato do Belfast Telegraph.
recorte do Belfast Telegraph sobre apreensão de armamento proveniente da Ucrânia
Há cerca de um ano, Duas Linhas deu conta do surgimento dos primeiros indícios de armamento perdido nos avanços e recuos dos exércitos em confronto na guerra da Ucrânia.
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Um dia, havemos de ver um míssil javelin a ser disparado contra uma esquadra de polícia de uma cidade europeia.
Os poetas latinos do tempo do imperador Augusto, no século I da nossa era, proclamavam que, após desempenho de funções em ambiente urbano, era apetecível recolher-se ao ambiente rural, onde se poderia usufruir duma aurea mediocritas – expressão colhida no livro Odes (II, 10, 5) de Ovídio – isto é, um mui agradável saborear da vida!
Por isso, cansados de conflitos, os senhores romanos largaram também as cidades e ergueram villae sumptuosas no campo, bem atapetadas de mosaicos com figurações alusivas ao glorioso passado da Urbe, Roma. Villae que, ao serem descobertas, fazem as delícias dos arqueólogos e, preservadas, constituem locais de bem sugestiva visita.
O mesmo aconteceu com os nobres do nosso século XVII: saíram das cidades, que o domínio filipino lhes não dava, afinal, as regalias que Filipe II houvera prometido. Daí que Francisco Rodrigues Lobo tenha publicado, em 1619, ACorte na Aldeia e daí a necessidade de os revoltosos do 1º de Dezembro terem sido obrigados a ir buscar D. João, Duque de Bragança, ao seu palácio de Vila Viçosa, para o aclamarem rei, em Lisboa.
Estátua equestre de Dom João IV, em Vila Viçosa
Durante a chamada «vida activa», os projectos são, amiúde, mormente a partir de certa altura, relegados para ‘quando me reformar’, partindo-se do princípio que, então, sem as peias dos horários, das reuniões, dos compromissos, ‘eles’, os outros, vão deixar-nos sossegados, esquecidos e poderemos reger nossos dias a nosso bel-prazer. Sabemos, no entanto, que essa utopia, pelos mais diversos motivos – que o não menos o do estado de saúde –, não é de fácil concretização.
Quem teve uma existência variada, plena de experiências diversificadas, raramente deixa de ceder à tentação de escrever as suas memórias («ai, que a minha vida dava um filme!…»). Político na reserva que não escreva memórias nem é político que se preze, sobretudo se, aqui e ali, contar aquela história picante que põe em cheque o adversário ou o inimigo… Memórias a apresentar com pompa e circunstância, rodeado dos seus ‘amigos’ e muitos comentadores para ajudarem a vender o produto, quando logram captar a tal pulguinha escondida num refego.
João Lourenço Roque, doutorado em História, docente dessa mesma disciplina, durante anos, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, teve outra opção: cansou-se da História, ainda que reconhecendo que é «mestra da vida», como o escritor latino Cícero proclamou, e entregou-se às tarefas rurais, gerindo, numa aldeia rural da Beira Baixa, o que herdara: a casa, a horta, o olival… E deu em deixar-se seduzir por essa pacatez.
Houve, porém, uma bactéria que o não largou e por ela se deixou contaminar. Que historiador autêntico não se limita a descobrir a história de idos tempos, porque sabe ser também o quotidiano vivido uma história a aprender e a trazer lições. Por outro lado, queira-se ou não, professor que se nasça, professor se há-de morrer. Por isso, condescendeu em ir contando, em crónicas para o jornal Reconquista de Castelo Branco, as suas reflexões, as suas caminhadas, as vidas dos que à sua volta circulam. Reuniu-as depois em livro e já vai no 3º das suas Digressões Interiores, um adjectivo que é, simultaneamente, subjectivo e geográfico: o seu interior e esse esquecido interior do País em que vive.
João Lourenço Roque e os 3 volumes de Digressões Interiores
E são mesmo ‘digressões’ por aqui e por ali, ao correr da pena, num constante mariposeio. No mesmo parágrafo é capaz de juntar a sua indignação contra a construção da barragem, que não quer se chame «do Alvito», com a sua hipotética transformação em encartado comerciante de tortulhos (cogumelos silvestres) e com o aplauso por Maria João Pires ir regressar a Belgais.
Tudo de carreirinha, sem que o leitor pouse numa antes de passar a outra, não o deixa respirar e leva-o pelo labirinto em que se lhe vai o pensamento. Eu insisto em que também o pensamento se deve educar, uma ideia de cada vez, a amadurar… Convenci-me da relevância desse domínio. O meu colega não: agarra tudo e tudo nos apresenta na mesma alcofa – que, no remanso da casa, se hão-de, mais tarde, separar as compras feitas, queijos para um lado, alfaces para outro, pão para o taleigo, a carne para o congelador…
Nos canais russos das redes sociais está a passar um excerto de uma entrevista do Presidente da Ucrãnia a um canal de televisão dos EUA, onde Zelensky reconhece que já houve demasiados mortos nas fileiras do exército ucraniano.
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Neste excerto da entrevista (não conhecemos o conteúdo na íntegra), Zelensky quebra uma regra que tem existido desde o início da guerra que é a de nunca dar parte de fraco, nunca reconhecer a possibilidade de não vencer.
É a primeira vez que o Presidente da Ucrânia assume, publicamente, o peso das mortes nas fileiras do exército ucraniano.
Talvez esteja na altura de alguém tentar uma negociação política. Há sempre uma solução para qualquer problema. Basta querer.
A prostituição em Portugal não é ilegal, ninguém vai preso por vender o corpinho. Mas a lei proíbe a exploração da/do prostituto/a por terceiros e proíbe incentivos à prostituição. Andamos no reino da hipocrisia, querendo dar uma de modernaços, não proibindo, mas ameaçando de prisão quem vá às putas ou quem alugue uma casa onde ela/e exerça essa atividade. Isto é, a coisa pode ser feita no meio da mata, desde que seja suficientemente longe da estrada para ninguém ver, ou no banco de trás de um carro estacionado no subterrâneo do Marquês de Pombal, em Lisboa. Como se a indignidade não fosse importante, apenas a aparência.
Criminalizar o lenocínio parece bem a muita gente, mas também impede que quem se prostitui tenha um mínimo de proteção contra clientes tarados ou psicopatas. Enfim, o tema é controverso, mas vai piorar ainda mais.
ASSISTENTES SEXUAIS
Há quem tenha lançado para a discussão, a questão da sexualidade de pessoas com diversidade funcional, não necessáriamente deficiência física e que, assim como idosos ou solitários de todas as idades, recorrem a profissionais do sexo para resolver questões de afetividade.
Quem não tem esse tipo de problemas, não pensa neles. Mas é verdade que as prostitutas sempre foram úteis à sociedade. Há umas décadas, era comum os paizinhos portugueses levarem os filhos adolescentes para se estrearem na sexualidade com uma prostituta. Era uma espécie de ritual de iniciação, uma passagem da meninice para macho. Claro que às filhas não eram reconhecidos direitos e necessidades idênticas. As meninas queriam-se castas até ao dia do casamento.
SEXO EM “CADEIRA DE RODAS“
Tudo mudou. Hoje discute-se o papel do/da “assistente sexual”, nomeadamente no acompanhamento e amparo de pessoas que não obtêm carinho de outro modo. Diana Santos, ativista pelos direitos das pessoas com diversidade funcional, pertence à direção do Centro de Vida Independente, anda há anos a falar sobre este tema:
Diana Santos, fotografia do seu Facebook
“Temos as mesmas necessidades do que uma pessoa sem deficiência”, disse Diana à jornalista Céu Neves, do Diário de Notícias, em 2018. “Gostaríamos de introduzir um conceito que é novo em Portugal, o da assistência sexual”.
Diana explicou nessa entrevista que noutros países europeus existem formalmente assistentes sexuais. “É um facilitador, para ajudar quem tem uma deficiência a ter prazer sexual. A masturbar-se, ou ajudar um casal em que ambos têm uma deficiência.”
Parece complicado, parece suscetível de equívocos. Um/uma assistente sexual pode ser um prostituto/a?, gostaríamos de ter perguntado a Diana Santos. Na entrevista que temos estado a citar, a questão não foi diretamente colocada.
Este fim-de-semana, em Viseu, o tema voltou a ser falado num dos debates do Fórum Socialismo, uma iniciativa do Bloco de Esquerda que marcou a rentrée política deste partido.
Na introdução ao tema, foi dito que “em países onde os serviços sexuais são legais, a assistência sexual é uma atividade reconhecia“. Em Portugal estamos ainda longe desse desígnio. Em Portugal existe um vazio legal no que diz respeito à prestação de serviços sexuais e um desconhecimento da existência de assistentes sexuais.
Em Espanha, por exemplo, não há complexos na abordagem a esta questão. Várias organizações desenvolvem projetos no âmbito da assistência sexual a pessoas com diversidade funcional. Como é o caso do “Tus manos, mis manos”.
Neste site estão disponíveis contactos com assistentes sexuais que, em parte, se assemelham a anúncios de trabalhadores sexuais. É o caso de Marcos.
Passaram 30 anos desde que Israel e a OLP assinaram os acordos de Oslo, mediados pelos EUA. No dia da assinatura, Bill Clinton, o Presidente dos EUA, dizia que o futuro era promissor. Mas o tempo passou e continua a não haver paz no Médio Oriente.
No centro do acordo de 1993 entre Israel e os palestinianos, estava o compromisso da coexistência de dois Estados: um judeu e um palestiniano. Um ano depois, o Prémio Nobel da Paz foi dividido entre Yasser Arafat (Presidente da OLP), Yitzhak Rabin (primeiro-ministro de Israel) e Shimon Peres (ex-primeiro-ministro de Israel), como demonstração de uma pretensa esperança na vontade política das partes. Mas Israel nunca honrou o acordo.
da esquerda para a direita, Yasser Arafat, Shimon Peres e Yitzhak Rabin
Trinta anos depois, o Estado de Israel continua a reprimir os palestinianos e a ocupar os territórios que deveriam fazer parte do Estado da Palestina. Israel tem agora um exército ainda mais poderoso, tecnológico e fortemente armado. Os palestinianos nunca conseguiram congregar uma verdadeira aliança árabe, transformaram-se num povo de guerrilheiros que resistem frente a um inimigo mil vezes mais forte. Palestinianos e judeus só se equiparam na vontade de não desistir da luta, mas o sacrifício palestiniano é maior, maior doloroso, com demasiados mártires, numa guerra sem fim.
reportagem na Palestina de Carlos Narciso em 2014 para o canal Banda TV de Angola
O ocidente costuma reagir perante desequilíbrios tão injustos, mas a cobertura política dos EUA criou uma espécie de inimputabilidade dos israelitas que continuam a viver sem sanções, sem boicotes desportivos ou comerciais, sem castigo e sem remorso.
Os novos radares estão a render bem. No 1º dia, um pouco mais de seis mil pessoas foram apanhadas em excesso de velocidade, em todo o país, segundo informação divulgada pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. A “safra” terá rendido, pelo menos, 360 mil euros, contas feitas ao valor mínimo da multa por excesso de velocidade.
Os novos aparelhos medem a velocidade média entre dois pontos e não registam a velocidade máxima à passagem em determinado ponto. Os condutores portugueses ainda não se habituaram a esta nova ratoeira e estão a cair nela que nem patinhos. Estes radares foram postos em funcionamento dia 1 de setembro e se, num só dia, registaram mais de 6 mil infrações, podemos extrapolar que em apenas uma semana terão gerado uma receita superior a 2 milhões de euros. Para evitar um “escândalo”, não foram divulgados outros dados para além dos registados no 1º dia de funcionamento.
As multas vão desde os 60 aos 2500 €, dependendo da velocidade em excesso. O “negócio” é tão bom que já foram encomendados mais 25 aparelhos. Neste momento, existem 98 radares (dos quais 12 medem a velocidade média), mas com a nova “encomenda” passarão a ser 123.
Ninguém contesta a necessidade de prevenir acidentes rodoviários e que o excesso de velocidade é uma das principais causas da sinistralidade rodoviária. Mas, por exemplo, não faz sentido que um radar seja colocado numa autoestrada e que a multa seja igual independentemente do tráfego. Ou seja, quem viaje às 3 da manhã, sem trânsito, numa autoestrada, deve cumprir o limite de velocidade como se fossem 15 horas e a via estivesse cheia de carros, autocarros e camiões.