Durante últimos cinco anos os três órgãos de Comunicação Social referidos levaram a cabo a missão de denegrir, por todos os meios, o Presidente da República, legitimamente eleito. E fizeram-no do modo mais primário, mas eficaz, que é o de criar suspeições, caluniar, mentir descaradamente e tomar partido por uma facção (eles saberão as razões para tal) nunca aceitando o contraditório.
Estes órgãos, agora expulsos do País, optaram pela propaganda em vez do verdadeiro jornalismo. Deram voz a qualquer um que insultasse o Presidente da República, ainda que sem apresentar factos, pondo os microfones ao dispor de um político derrotado nas urnas, e com contas a prestar à Justiça em processos de extrema gravidade, e aos seus apaniguados, mas jamais permitindo qualquer resposta.
Mentiram, durante anos, dizendo que o Presidente pretendia destruir o PAIGC e colocando-se ao lado de Domingos Simões Pereira, presidente deste Partido. Nunca referindo que o Governo de iniciativa presidencial, criado depois de uma tentativa de golpe de Estado, fracassada mas com custos elevados, tinha cinco destacados membros do PAIGC (todos membros do seu Bureau Político), desde logo o Vice-Presidente, o Presidente do Conselho de Administração da Assembleia Nacional Popular, o Presidente da Comissão Política do Sector Autónomo de Bissau e o advogado pessoal de Domingos Simões Pereira. Sendo um deles o Primeiro-Ministro.
Optaram por, durante cinco anos, diariamente, criticar veementemente todas e cada uma das medidas tomadas pelo Governo e pelo Presidente, sem jamais darem conta de nenhuma das obras feitas em prol do desenvolvimento do País. O que, para além de ser eticamente vergonhoso, é ridículo porque não há quem não saiba que neste primeiro mandato de Umaro Sissoco Embaló se conseguiram corrigir 50 anos de destruição dos governos do PAIGC e que, hoje, a Guiné-Bissau nada tem a ver com a de há cinco anos. Bastará que quem duvide a visite para poder confirmar o progresso registado neste curto espaço de tempo.
Os jornalistas e comentadores dos órgãos de comunicação agora expulsos de Bissau, nunca perguntaram a Domingos Simões Pereira o porquê da sua peregrinação por diversos países, contando uma versão absolutamente falsa dos factos que levaram à dissolução da Assembleia Nacional Popular, a que presidia, em vez de participar essa suposta ilegalidade ao único órgão que poderia reverter a situação: o Supremo Tribunal de Justiça, que tem os poderes que, noutros países, é atribuído ao Tribunal Constitucional.
Nunca quiseram saber dos motivos que o levam a denegrir o nome do seu país, e do seu Presidente da República, em diversos países estrangeiros em vez de lutar pela “sua” verdade na Guiné-Bissau. Nunca o questionaram sobre o número de altos dirigentes que abandonaram o PAIGC desde que assumiu o cargo de presidente?
Jamais lhe perguntaram como se sente ao criticar um Governo que tem feito um fantástico trabalho e onde estão cinco ministros que pertencem ao seu Partido e com altos cargos. Não conseguem explicar as razões que levaram a que Úmaro Sissoco Embaló tenha sido recebido, nestes cinco anos de mandato, pelos mais destacados líderes mundiais e recebido as mais altas condecorações em inúmeros países (incluindo Portugal) enquanto Domingos Simões Pereira vê cada vez mais portas fechadas na sua cara.
Posto isto:
O Governo da Guiné-Bissau não podia continuar a pactuar com esta situação de ver ataques absolutamente mesquinhos e primários contra os responsáveis políticos do país. Bastará ouvir, ao acaso, um dia de emissão da rádio, um noticiário da RTP ou ler os artigos da Lusa destes cinco anos.
Por exemplo, na reportagem RDP África Episódio 4 – de 12 mar 2025 – RTP Play, durante 40 minutos, deram voz a adversários políticos, sem contraditório, com acusações não fundamentadas. Para a dita jornalista responsável por esse programa (Paula Borges), só os adversários políticos do Presidente da República são idóneos. Na senda de procurar indícios que penalizem o Chefe de Estado, referiram até a proximidade com o antigo Presidente da Líbia, Muammar Khadafy, um líder africano que sucumbiu quando atacado por guerrilhas alimentadas por interesses neocolonialistas. Chegaram ao ridículo de porem o microfone na boca de Ana Gomes, que falou como uma mulher despeitada, também sem apresentar factos, apenas com má-fé. Foram mais de 40 minutos de ataque cerrado contra a figura e bom nome do Presidente da República da Guiné-Bissau. Um autêntico libelo político panfletário a que chamaram jornalismo.

Nos espaços de opinião a RDP segue o mesmo caminho do insulto. É verdade que, sendo opinião, cada um tem a liberdade de apresentar a sua, mas dá-nos o direito de considerar que é opinião escolhida. Porque, na RDP, só tem voz quem opina contra o Presidente da República da Guiné-Bissau.
Podem querer que aceitemos que é assim a liberdade de imprensa, mas a verdade é que esta só existirá se não ficarmos conotados apenas a uma corrente e pudermos escolher entre uma pluralidade de opiniões. Ora, não é isso que acontece.
Sabemos bem que garantem que as direções de Informação dos meios públicos portugueses, RTP (RDP) e Lusa, são alegadamente independentes do Governo. Sabemos, também, que as administrações são nomeadas pelo Governo. Sabemos, ainda, que os senhores diretores são nomeados pelas administrações e que essas nomeações coincidem com mudanças de governos em Portugal. Então, devemos aceitar que tudo isto é apenas coincidência? A verdade é que há uma linha de responsabilidade que não podemos fingir que não existe.
Além disso, se os escolhidos para dirigir estes Órgãos agem da maneira acima descrita, tomando partido contra os legítimos detentores do poder político, é óbvio que os seus subalternos, no terreno, seguem essa mesma via ou por receberem indicações para tal ou para não serem despedidos. O que ganham com estas atitudes não sabemos. Ou não podemos provar. Não será, certamente, prestígio nem idoneidade.
Infelizmente o poder em Portugal não conseguiu pôr cobro a esta vergonha. Coisa que nunca aconteceria na Guiné-Bissau, se houvesse um movimento idêntico contra os políticos legitimamente eleitos naquele País Irmão, já que o Governo guineense nunca o permitiria.
Por tudo isto, enquanto for assim, os guineenses não precisarão, nem deverão aceitar no seu território, delegações estrangeiras que ajam como se fossem parte ativa do processo político do seu País.




INFORMAÇÃO É PODER A comunicação social contemporânea é dominada pelos donos disto tudo por todo o lado, servem-se do seu grande poder económico para deterem a grande maioria dos órgãos de comunicação social para os utilizarem como instrumento chave do controlo cognitivo da narrativa política, de forma análoga às igrejas que dizem transmitir a mensagem do seu Deus, recorrendo a Pastores, mas que no caso em apreço é por jornalistas, cujos “bispos” instalados nas respectivas redações são bem remunerados para exercerem o controlo dos conteúdos informativos e de quem podem escolher para os comentar. José Sócrates, aquando primeiro-ministro, passou por uma situação análoga à da Guiné, e movimentou-se no sentido de adquirir a TVI para com ela procurar contrariar a narrativa diária do Correio da Manhã, e deu no que deu. Morais Sarmento, ao juntar a RDP e a RTP na Rádio Televisão de Portugal, blindou o Concelho de Redação, com José Rodrigues dos Santos, a Judith de Sousa, e contratou da SIC, Ana Lourenço e Adelino Faria.
A liberdade é um conceito que não é absoluto, tal como autoridade e autoritarismo são coisas diferentes. A pretexto da sacrossanta liberdade de imprensa, tudo vale. Quando querem destruir o caráter de alguém não lhes é difícil, e o que fica no ar para sempre foi o que disseram ou escreveram era absolutamente verdade mesmo que se venha aprovar ser falso, sem nunca de forma proporcional fazerem a devida reparação. Em 1995, o norte-americano Newton Leroy Gingrich, do partido Republicano, elaborou uma cartilha política de como controlar e manipular a narrativa emocional da comunicação social a favor da causa republicana. Há cartilha deu o nome de “Linguagem”, que hoje é aplicada pelo mundo fora e por cá também.
ora ai esta! Estes escribas, grandes defensores da liberdade. apoiam um individuo, que
faz o que faz. Nao respeita as regras basicas da democracia e o seu grande argumento
democrático, é mandar dar sovas nos outros. Trabalhei na Guiné Bissau,como professor
de 1980 a 1983. Conheci e privei com pessoas de grande valor: Joaquim Furtado, Vasco
Cabral, Hucu, José Nancassa. Grandes seres humanos e meus camaradas… O Delfim da
Silva era reitor do Kwame N Krumah e vai acabar como conselheiro desse ser desprezivel
de nome Embaló! Como presidente da república pior do que Kumba Ialá. Os guineenses
sabem disso! Como compará-lo com o Kadhafi?! Desconfio que ele nem sequer sabe quem
é… Nô Pintcha!
Nao prendam esse louco,nao!Os escribas que vivem à custa dele desaparecem logo !