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METANOL, o novo combustível

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Com os combustíveis pela hora da morte e a necessidade de reduzir as emissões poluentes, os motores de combustão dos veículos automóveis têm o destino traçado: a sucata.

Mas aniquilar uma indústria global como a construção automóvel é um pesadelo. O tempo escasseia para encontrar uma solução, até porque aproximam-se rapidamente as datas definidas para a implementação da mobilidade elétrica.

Sob essa pressão, a indústria está a investigar a viabilidade económica do metanol. A ideia é continuar a utilizar motores de combustão, mas com baixas emissões de dióxido de carbono.

O metanol é um combustível sintético, produzido através de um processo químico complexo. Não se trata de nenhuma novidade, uma vez que se produz metanol (como solvente industrial) há décadas para outros fins.

Tradicionalmente, o processo industrial utiliza matéria-prima vegetal ou combustíveis fósseis. Mas parece que é possível produzir metanol tendo por base apenas gases da atmosfera e energia renovável. A questão é que ainda não se descobriu um processo que seja rentável. Mas é isso que vários laboratórios espalhados pelo mundo estão a investigar. Informação sobre os resíduos que o fabrico de metanol produz não foi divulgada.

Para resolver esta equação complicada, construtores de automóveis como a Porsche e laboratórios como o Fonden Green Hub na Dinamarca, ou empresas como a chinesa Geely estão a investir milhões nessas pesquisas.

RETRATO DE FAMÍLIA… DESAVINDA

Saiu a 4ª edição revista e aumentada da biografia de Mário Soares escrita pelo antigo jornalista Joaquim Vieira.

Uma das novidades desta edição é a afirmação de António Costa sobre José Sócrates: “Concluo que ele, de facto, aldrabou-nos”. As razões da alegada aldrabice não vêm agora ao caso, são coisas para serem apreciadas em tribunal.

José Sócrates reagiu e qualificou de “velhacaria” que António Costa tenha dito que ele enganou alguém.

Tão amigos que eles eram e agora andam nisto… tomem lá um cartoon de Hélder Dias!

100 ANOS DE VIDA, UM HOMEM ÚNICO

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Chegar aos 100 anos de idade, bem de saúde e ainda a trabalhar é qualquer coisa de excecional. Um caso raríssimo de longevidade com qualidade de vida. Mas, celebrar 84 anos a trabalhar na mesma empresa é, mesmo, caso único.

Tudo isto acontece com Walter Orthmann, cidadão brasileiro de Santa Catarina, uma região no sul do Brasil. Walter começou aos 16 anos a trabalhar como operário numa empresa têxtil. Hoje, 84 anos depois, é chefe de vendas da mesma empresa.

A pergunta da praxe que se faz a alguém que chega aos 100 é qual o segredo para uma vida longa. Walter responde a isto dizendo que “é preciso gostar do que fazemos e ficar longe de fast food”. Pelos vistos, Walter nunca tocou num hambúrguer da McDonalds nem numa cochinha do Kentucky Fried Chicken. E faz muito bem.

Além de manter uma vida profissional ativa, Walter faz ginástica em casa. Dedica uma hora por dia a fazer alongamentos. E mantém sem vacilar a sua dieta de vegetais frescos, pouca carne e pouco peixe, nenhuma gordura.

“Evito sal e açucar”, diz ele, revelando a sua “receita da longevidade”. “Não bebo colas nem refrigerantes de fábrica. Só consumo alimentos naturais”, diz Walter Orthmann que acaba de entrar para o Guiness Book como o trabalhador que mais tempo esteve ligado à mesma empresa. Vai ser difícil alguém quebrar este record. Até porque Walter não pretende reformar-se tão depressa.

Além dos parabéns a este senhor, temos de dar também os parabéns aos patrões dele. Num tempo em que o patronato despede sem piedade trabalhadores com 50 anos, haver alguém que acredita na experiência de vida é merecedor do nosso aplauso.

fonte Agência Reuters

PRIMEIROS CARROS ELÉTRICOS INVENTADOS NO SÉC. XIX

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Há dúvidas quanto à paternidade dos carros elétricos. Surpreendentemente, os veículos elétricos surgem nos primórdios do automóvel.

Os registos dizem que em 1828 (há quase 200 anos) um padre húngaro, chamado Ányos Jedlik, inventou um pequeno veículo com motor elétrico. Em 1832, o escocês Robert Anderson inventou uma espécie de carruagem elétrica. Em 1835, o holandês Sibrandus Stratingh construiu um outro veículo elétrico em parceria com o alemão Christopher Becker.

Enfim, há vários registos sobre os primeiros carros elétricos. Mas produção em série, foi nos Estados Unidos, a partir de 1907, com a construtora automóvel Anderson Electric Car Company que produziu vários modelos do Detroit Electric.

Num folheto promocional do Detroit Electric vem escrito que várias pessoas famosas já tinham comprado o carro. Uma delas, o próprio Henry Ford, o dono da maior fabricante automóvel da América. Henry adquiriu um Detroit Electric para oferecer à esposa. A vantagem do carro elétrico era a ignição. Bastava dar à chave. Naquela época, os motores de combustão pegavam de manivela, o que exigia alguma força física, o que não facilitava a vida às senhoras.

Os carros elétricos não são, portanto, uma novidade para a indústria automóvel. O abandono prematuro da construção deste tipo de veículos deve-se a quatro fatores: primeiro, a inexistência de uma rede de abastecimento onde os condutores pudessem recarregar baterias; segundo, a descoberta sucessiva de grandes reservas de hidrocarbonetos possibilitou o fornecimento de energia barata; terceiro, sempre era mais rápido encher um depósito do que carregar uma bateria; quarto, os carros elétricos sempre foram mais caros.

Estas circunstâncias ditaram o abandono pela construção de veículos elétricos e, por volta da década de 40, já só havia carros elétricos que os colecionadores mantinham nas garagens.

Agora, que o petróleo está cada vez mais caro, que os países anseiam pela autossuficiência energética e que as preocupações ambientais assumem caracter de urgência, o carro elétrico volta a ter uma segunda oportunidade. Basta que os quatro fatores mencionados para o fracasso anterior sejam eliminados. Acreditamos que, desta vez, é para valer.

(O artigo anterior, sobre o primeiro veículo elétrico japonês, o TAMA, pode ser lido AQUI.)

Zelensky na Assembleia da República

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GOVERNO DEIXA CAIR A MÁSCARA

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O Governo decidiu que já não precisamos de usar máscara para nos protegermos do covid-19. Apenas nos transportes públicos e dentro de instalações de saúde (hospitais, centros de saúde, lares de idosos) o uso da máscara continuará a ser obrigatório.

Nas escolas, alunos e professores, nas salas de aula ou fora delas, poderão não usar máscara. Para muitos deles, será a primeira vez que se vão conhecer verdadeiramente. Vão, finalmente, descobrir a cara uns dos outros.

A decisão será, naturalmente, saudada pela população. No entanto, encerra alguma contradição, uma vez que a pandemia ainda não foi debelada, segundo têm dito as autoridades sanitárias.

A decisão está anunciada, mas, formalmente, carece de aprovação em Conselho de Ministros. Como o estado de alerta em vigor termina esta sexta-feira às 23h59, é expectável que a resolução do Conselho de Ministros seja aprovada a tempo de entrar em vigor já amanhã, sábado.

HÁ 75 ANOS, O PRIMEIRO AUTOMÓVEL ELÉTRICO

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Será talvez o primeiro automóvel elétrico construído em série. Foi há 75 anos. Como não aconteceu na Europa, nem na América, a novidade só agora chegou até nós. É a prova acabada de como não sabemos nada do que se passa no outro lado do planeta…

Pois, os japoneses construíram e produziram um automóvel elétrico em 1947, logo a seguir à II Guerra Mundial. O carro andou por lá durante muitos anos, até que as marcas automóveis sucumbiram à pressão do negócio do petróleo. Aconteceu mais ou menos assim, em todo o mundo.

Mas, o que interessa agora, é mostrar o TAMA. O avô do automóvel elétrico.

HAMBÚRGUER DE MAU GOSTO

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Desabou a indignação nas redes sociais sobre a companhia de hambúrgueres inglesa The Otley Burger.

Nas suas páginas das redes sociais – Facebook, Instagram, Twitter – esta empresa lançou uma campanha publicitária, utilizando a fotografia de Madeleine McCann e da mãe, com a frase  ‘With burgers this good, you’ll leave your kids at home. What’s the worst that could happen.’ Traduzindo: com hambúrgueres tão bons, deixar as crianças em casa é o pior que pode acontecer”.

Na imagem do anúncio vê-se também um homem a correr com uma fotografia de Madeleine nas mãos, seguida pelo desejo: “Feliz Dia das Mães para todas as mães”. Esta campanha foi lançada a 27 de março, dia da mãe. A indignação tornou-se notícia.

A agência inglesa que regula a publicidade,  Advertising Standards Authority (ASA), iniciou um inquérito ao sucedido e pediu às redes sociais Twitter, Instagram e Facebook para remover o conteúdo e suspender as contas da The Otley Burger.

Não se trata só de humor negro, a coisa trespassa de mau gosto. As reações foram imediatas. Claro que toda a gente deu pela campanha. Terá sido essa a ideia da empresa. Mas as publicações foram censuradas pelas redes sociais. Desapareceram.

Madeleine MacCann desapareceu no Algarve, em 2007, quando foi deixada no apartamento de férias a dormir, enquanto os pais jantavam com amigos num restaurante. Nunca mais foi vista e não se sabe ao certo o que lhe sucedeu. Na altura, a criança tinha 3 anos de idade. Há vários suspeitos da autoria do crime, nenhum foi ainda formalmente acusado.

O EXEMPLO DE AFONSO DE ALBUQUERQUE NA GUERRA DA UCRÂNIA

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Segundo a agência de notícias Reuters, está por horas a subjugação dos últimos defensores do último reduto de resistência ucraniana em Mariupol. Milhares de soldados russos apoiados por artilharia pesada estão a apertar o cerco ao célebre batalhão Azov, que resiste na zona industrial da cidade.

Por toda a Ucrânia, a Rússia “modernizou” as suas táticas de combate. Foi vulgar ler e ouvir opiniões de peritos militares e de comentadores políticos, sobre a “guerra medieval” utilizada pelos russos. Mas isso acabou. Agora, em vez de fazer avançar a cavalaria de peito aberto, prefere pulverizar o terreno com bombas antes de arriscar o combate homem a homem em territórios mal conhecidos.

É a tática já antes muito utilizada por americanos no Médio Oriente, por exemplo, nas guerras do Iraque ou na ocupação do Afeganistão. Primeiro avançam os aviões bombardeiros e os mísseis disparados de muito longe. Só depois os soldados para ocupar o território.

Curiosamente, nada disto é assim tão moderno. A tática foi introduzida por Afonso de Albuquerque, na conquista da Índia, no século XVI. As naus bombardeavam os portos e as cidades durante dias seguidos, antes de haver qualquer desembarque de soldados.

UM DOCE PARA UCRANIANOS

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A novidade foi veiculada nas redes sociais pelo site de notícias NiT. Diz que os supermercados Pingo Doce estão a anunciar a existência de 630 postos de trabalho disponíveis, metade dos quais reservados a ucranianos.

título do site NiT

É o trabalho do costume para as funções de repositor, ajudante de cozinha, operador de armazém, operador de limpeza, talhante, etc.

No site da empresa, é possível consultar as vagas disponibilizadas. Os locais de trabalho estão dispersos por todo o país, desde Cascais a Odivelas, de Oeiras a Paços de Ferreira, de Sines à Malveira, de Lisboa a Vizela.

De um modo geral, o empregador não é muito exigente no que respeita a currículo académico, mas quer gente dinâmica. Não anuncia quanto pretende pagar, mas sabe-se que a maioria das funções de loja nos supermercados não são bem pagas. Salário mínimo ou pouco mais.

Mas o facto de metade das vagas estarem reservadas a ucranianos está a suscitar reações negativas. Nas redes sociais, muitos comentários são condenatórios quanto a esta discriminação que favorece ucranianos.

O Pingo Doce não faz mais do que outros estão a fazer. No site do IEFP há uma lista de 22 mil ofertas de trabalho para ucranianos.