PRIMEIROS CARROS ELÉTRICOS INVENTADOS NO SÉC. XIX

O artigo sobre o TAMA, o primeiro veículo elétrico fabricado em série no Japão, suscitou alguns comentários que nos levaram a uma pesquisa mais concreta sobre os primeiros veículos elétricos.

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Há dúvidas quanto à paternidade dos carros elétricos. Surpreendentemente, os veículos elétricos surgem nos primórdios do automóvel.

Os registos dizem que em 1828 (há quase 200 anos) um padre húngaro, chamado Ányos Jedlik, inventou um pequeno veículo com motor elétrico. Em 1832, o escocês Robert Anderson inventou uma espécie de carruagem elétrica. Em 1835, o holandês Sibrandus Stratingh construiu um outro veículo elétrico em parceria com o alemão Christopher Becker.

Enfim, há vários registos sobre os primeiros carros elétricos. Mas produção em série, foi nos Estados Unidos, a partir de 1907, com a construtora automóvel Anderson Electric Car Company que produziu vários modelos do Detroit Electric.

Num folheto promocional do Detroit Electric vem escrito que várias pessoas famosas já tinham comprado o carro. Uma delas, o próprio Henry Ford, o dono da maior fabricante automóvel da América. Henry adquiriu um Detroit Electric para oferecer à esposa. A vantagem do carro elétrico era a ignição. Bastava dar à chave. Naquela época, os motores de combustão pegavam de manivela, o que exigia alguma força física, o que não facilitava a vida às senhoras.

Os carros elétricos não são, portanto, uma novidade para a indústria automóvel. O abandono prematuro da construção deste tipo de veículos deve-se a quatro fatores: primeiro, a inexistência de uma rede de abastecimento onde os condutores pudessem recarregar baterias; segundo, a descoberta sucessiva de grandes reservas de hidrocarbonetos possibilitou o fornecimento de energia barata; terceiro, sempre era mais rápido encher um depósito do que carregar uma bateria; quarto, os carros elétricos sempre foram mais caros.

Estas circunstâncias ditaram o abandono pela construção de veículos elétricos e, por volta da década de 40, já só havia carros elétricos que os colecionadores mantinham nas garagens.

Agora, que o petróleo está cada vez mais caro, que os países anseiam pela autossuficiência energética e que as preocupações ambientais assumem caracter de urgência, o carro elétrico volta a ter uma segunda oportunidade. Basta que os quatro fatores mencionados para o fracasso anterior sejam eliminados. Acreditamos que, desta vez, é para valer.

(O artigo anterior, sobre o primeiro veículo elétrico japonês, o TAMA, pode ser lido AQUI.)

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