O EXEMPLO DE AFONSO DE ALBUQUERQUE NA GUERRA DA UCRÂNIA

A PROPÓSITO DE TÁTICAS MILITARES MEDIEVAIS E GUERRAS MODERNAS.

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Segundo a agência de notícias Reuters, está por horas a subjugação dos últimos defensores do último reduto de resistência ucraniana em Mariupol. Milhares de soldados russos apoiados por artilharia pesada estão a apertar o cerco ao célebre batalhão Azov, que resiste na zona industrial da cidade.

Por toda a Ucrânia, a Rússia “modernizou” as suas táticas de combate. Foi vulgar ler e ouvir opiniões de peritos militares e de comentadores políticos, sobre a “guerra medieval” utilizada pelos russos. Mas isso acabou. Agora, em vez de fazer avançar a cavalaria de peito aberto, prefere pulverizar o terreno com bombas antes de arriscar o combate homem a homem em territórios mal conhecidos.

É a tática já antes muito utilizada por americanos no Médio Oriente, por exemplo, nas guerras do Iraque ou na ocupação do Afeganistão. Primeiro avançam os aviões bombardeiros e os mísseis disparados de muito longe. Só depois os soldados para ocupar o território.

Curiosamente, nada disto é assim tão moderno. A tática foi introduzida por Afonso de Albuquerque, na conquista da Índia, no século XVI. As naus bombardeavam os portos e as cidades durante dias seguidos, antes de haver qualquer desembarque de soldados.

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