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MACAU fecha quase tudo

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O Governo de Macau decretou o encerramento da maioria das atividades económicas e o confinamento da maioria da população, de modo a tentar erradicar todos os focos de covid-19 que persistem na região. Estamos a falar de 700 mil pessoas.

O Governo de Macau pretende, ainda, testar toda a população nos próximos dias. Desde ontem que há milhares de pessoas em filas para efetuar testes covid. Acontece que sem o teste negativo, as pessoas não estão autorizadas a circular livremente nem a ir trabalhar.

Macau, filas para o teste covid

A exceção ao confinamento são os casinos, fundamentais para a economia da cidade. Ou seja, os casinos não irão fechar.

A regra em toda a China é tentar chegar aos zero casos de covid-19. Neste momento, Macau tem algumas dezenas de pessoas que testaram positivo. O suficiente para as medidas drásticas que estão a ser implementadas.

As autoridades garantiram que está assegurado o fornecimento de bens de primeira necessidade no território e, por isso, apelaram aos residentes para não açambarcarem produtos de primeira necessidade.

PORTUGAL campeão de infeções e mortes diárias

Neste contexto, a China acaba de obrigar ao cancelamento das ligações aéreas direts com Portugal. Tudo porque Portugal é o país da União Europeia (UE) com mais novos casos de covid-19 por milhão de habitantes e nos últimos dias desembarcaram na China dez passageiros com covid-19, provenientes de Lisboa.

Segundo o site estatístico Our World in Data, Portugal é o país da UE com mais novas mortes diárias por milhão de habitantes.

Isto, mesmo quando a média diária de novos casos em Portugal desceu de 2.380 por milhão de habitantes há duas semanas para 1.560. Dos parceiros da União Europeia, segue-se a França, com 703, a Alemanha, com 685, Luxemburgo com 673.

PERIGO ANDA DE TROTINETE

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Há cada vez mais acidentes com trotinetes. A percentagem de acidentes graves também tem vindo a subir. As trotinetes estão, assim, a tornar-se um problema para a segurança rodoviária.

Falta legislação para regular a utilização desse tipo de veículos na via pública. Neste momento, é a anarquia total. Vemos crianças e adultos, quase sempre sem capacete ou qualquer tipo de proteção, a circular em trotinetes nas ruas das cidades, no meio do trânsito.

Pressionado pelos números, o Governo promete legislar e repensar medidas de segurança. A estatística diz que desde 2018 registaram-se 555 acidentes, 13 dos quais com consequências graves para os utilizadores das trotinetes. Mas as autoridades policiais admitem que o número real seja superior, uma vez que muitos acidentes não são intervencionados pela PSP ou GNR.

Lesões cerebrais são o dano mais frequente, além de diferentes tipos de fraturas ósseas. Os registos hospitalares falam numa média de 31 acidentes por mês, devido à deficiente utilização de trotinetes. Muitos destes casos obrigam a trabalhos de cirurgia e até de internamento em unidades de cuidados intensivos.

Muitos acidentes são causados pelas próprias características do veículo. As rodas muito pequenas e a ausência de amortecedores, o guiador muito pequeno, tornam as trotinetes muito instáveis, principalmente se houver alguma irregularidade no piso.

Enquanto não houver legislação, não haverá fiscalização. E sem isso, os utilizadores de trotinetes continuarão a subir e a descer passeios conforme lhes dá na gana, a atravessar passadeiras, a competir com os automóveis nas faixas de rodagem. Umas vezes obedecem às regras do Código da Estrada, outras vezes não.

CAMPO GRANDE VERGONHA

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Quem passa distraído ou apressado, não nota. A rua tem movimento, gente que passa de um lado para o outro, alguns cafés com esplanadas. É a azáfama normal de uma zona muito frequentada por estudantes universitários. De um lado do Campo Grande fica o campus da Universidade de Lisboa, instituição pública, e do outro fica a Universidade Lusófona, instituição privada.

Mas quem não se distrair, há de reparar nos muitos sinais de depressão económica. O mais chocante é o 332 do Campo Grande. Um edifício de três andares abandonado. O proprietário morreu e os herdeiros deixam aquilo apodrecer. Todo o prédio tem sido vandalizado, na garagem ainda permanecem três viaturas, todas com mais de 40 anos de idade, seguramente. A Câmara Municipal tem deixado a situação agravar-se.

À distância de meia dúzia de passos, igualmente devoluto, um pequeno edifício centenário, num estilo arquitetónico a fazer lembrar aldeias espanholas. Loja em baixo, habitação por cima. Tudo emparedado. Ninguém entra, nem luz do sol.

O comércio morre. Sobram alguns serviços proporcionados por empresas privadas da saúde e seguros, alguns cafés e restaurantes. Mais o engraxador que tem sítio reservado no passeio, ao lado da banca improvisada do vendedor da revista Cais.

Uma dor de alma, olhar para o antigo Quebra Bilhas, uma tasca famosa nos anos 80 e 90. Mas hoje, dos grelhados no carvão, nem cheiro…Quase ao lado, a Prelatura da Opus Dei. No espaço anexo, a Igreja Católica ganha uns cobres com um estacionamento automóvel. Três euros, o dia todo, das 7 às 23h00.

Nem cafés e bares escapam à falência. É o marasmo empresarial, uma espécie de aula prática para estudantes universitários de economia. Esperemos que saibam olhar para isto, quando por ali passam a caminho das aulas.

É que nem mesmo os edifícios que foram recuperados e postos à venda escapam à sensação de abandono. Ninguém nas janelas, nenhum movimento. Se algum destes apartamentos está vendido, foi aqueles tipos que precisam de gastar dinheiro para terem direito aos vistos gold que lhes dá direito a autorização de residência em Portugal.

Mas até esse esquema parece ter entrado em crise. Há obras interrompidas, sem pedreiros à vista, hotéis por abrir. Mas que raio de cidade é esta?

Faz-me uma crónica!

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Mexia na popa do cabelo à Tim Tim, voz de criança: “Faz-me um crónica, vá lá! Faz-me uma crónica”. Insistiu, persistiu, fiz cara de má e, mesmo assim, não desistiu.

A ideia era clara para ele. Um texto a elevar ao rubro as suas imensas virtudes (que as tem) e ainda uma abordagem à sua tese de mestrado. Eu que não me preocupasse, ele dar-me-ia informação detalhada. Quanto aos defeitos (que os tem) não fez nenhuma referência…

“Faz-me uma crónica, vá lá!”. Ok! Já não posso ouvir-te mais!

Nestas festas dos Santos Populares resolvi fazer uma experiência antropológica. Saí à rua com o meu saco térmico, com rodinhas, lá dentro minis e águas frescas entre cubos de gelo. O dia era fraco, as pessoas também. Nas três primeiras abordagens, olharam-me com desdém. Um deles, vestido com uma indumentária de marca da cabeça aos pés, virou-me a cara. Será que pensou que era uma agarrada a pedir dinheiro? Ou então uma agarrada a vender minis para conseguir dinheiro para a droga?

Não vendi uma única mini mas, quando já tinha desistido, encontrei um grupo simpático a cantar em harmonia no relvado do Jardim da Cerca da Graça. Oito minis, boa onda, até dancei!

Comprei depois um pack de 25 minis, isso mesmo, ia fazer negócio à séria! Mas, do nada, apareceu à porta o Diogo, o tal que quer que lhe faça uma crónica, e o João! Surpresa! Conversa interminável, as minis desapareceram, não podiam ter tido melhor uso.

E chegou a noite de Santo António. Lisboa ao rubro, gente e mais gente, putos e mais putos, todos a flanar. A obrigatória música pimba que fica no ouvido, o cheiro a sardinhas, a cor dos arraiais, os manjericos, a alegria de quem nelas trabalha e de quem as frequenta. As festas de Lisboa são  a altura mais bonita do ano. Na rua!

Fiz o negócio quase todo num ápice e constatei com gosto que as pessoas que declinavam disseram sempre um obrigado, em particular os mais novos. Restabeleci a minha fé no futuro da Humanidade.

Sobravam ainda duas minis. Avistei dois policias municipais. Com descaramento perguntei se queriam as duas últimas. Quiseram! Foi o início de uma longa conversa, assuntos divertidos, outros mais sérios. Quando acabava a jola, estava incumbida de ir buscar mais uma rodada que eles fizeram questão de oferecer. Foi assim até ao lusco-fusco. Ainda não acredito que passei a noite de Santo António à conversa com a bófia.

Acabei por aqui a experiência. Tempo suficiente para constatar como há tanta gente a fazer má cara àqueles que, como eu, fizeram ou fazem um trabalho menor, marginal. Questionei-me: será que se estivesse vestida com Dolce & Gabbana e uma mala Louis Vuitton teria sido diferente? Poderia pedir até 2 euros por mini! Mais, 5 euros por mini! A experimentar para o ano, acaso alguém me empreste uma dessas malas tão feias.

O que interessa agora é que vem aí o São João, o solstício de Verão e o aniversário dos pobres coitados que celebram 50 anos. Cotas!

Quanto ao Diogo é um homem interessante, bonito, (vaidoso também) e está à beira de defender a sua tese de mestrado. É psicólogo, músico, toca em várias bandas, tem muitos interesses e é um chato, um grande chato. Mas tem esta capacidade de me fazer sempre rir, o que desperta em mim o desejo de lhe fazer uma crónica.

TORNADO destrói cidade na China

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Imagens raras de uma tempestade muito violenta. Tudo aconteceu em Foshan, na província de Guangdong.

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As periferias que o Metropolitano de Lisboa despreza

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O Metropolitano de Lisboa vai gastar 100 milhões de euros num projeto que fazia mais falta às cidades periféricas de Lisboa.

O Metro está a trabalhar na abertura de mais 2 estações: Estrela e Santos.  Concluindo uma via circular com pouco peso na movimentação diária de quem vive na grande Lisboa, de Cascais a Vila Franca, de Bucelas a Palmela.

No Bairro da Estrela, o requinte inclui uma estação dentro de um dos edifícios do antigo Hospital Militar. Coisa que nem sequer foi feita no Chiado, onde o Metro criou um enorme buracão, engolindo quase um terço da praça.

fotografia de José Ramos e Ramos

Lisboa tem, hoje, apenas 544. 851 habitantes. Os 18 municípios que integram Área Metropolitana de Lisboa têm 2. 871. 133 habitantes, segundo o Census 2021. O concelho de Sintra tem 385.954 habitantes e Cascais 214.134. Ou seja, estes dois concelhos juntos têm 600.088. Mais 55.237 habitantes que Lisboa. E têm Metro? Não!

E a maioria dos 600 mil habitantes de Sintra e Cascais (mais os de Loures e Mafra) entram e saem de Lisboa diariamente nos percursos de casa-trabalho e volta a casa. 

Há prioridades que precisariam de ser bem explicadas.

CIDADE BOMBARDEADA

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Notícias sobre a guerra na Ucrânia estão cada vez mais em baixo nos alinhamentos dos telejornais, já não são 1ª página nos jornais. Mas a guerra continua, feroz como sempre. No lado separatista russófono sofre-se na mesma medida que no lado ucraniano. Embora não pareça, pela ausência de eco nos média.

Por exemplo, em Donetsk, os últimos dias têm sido terríveis.

da RÚSSIA? Ignoramos

A Rússia organizou um grande evento internacional, o Forum Económico Internacional de São Petersburgo. Por cá, não foi notícia.

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Participaram cerca de 30 países, de todos os continentes. Portugal não foi, mas da Europa foram a Bélgica, Áustria, Dinamarca, França Alemanha, Grécia, só para nomear alguns…

Quem lá esteve, teve oportunidade de fazer negócios, é para isso que estas coisas servem. E, para a Rússia, serviu para mostrar que tem um papel importante na economia mundial. Serviu também para mandar os Estados Unidos e seus aliados para o sítio referenciado no cartoon do Hélder Dias.

Shanghai a arder

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A primeira explosão foi às 4 da manhã. As causas do sinistro não são conhecidas. A Sinopec Shanghai Petrochemical é uma das maiores fábricas de produtos refinados do petróleo que existem na China.

Outras batalhas, a mesma guerra

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Há batalhas que se travam longe dos locais onde caem as bombas. Neste vídeo, temos Joe Biden a levar porrada e um ex-diplomata norte americano a ser condenado a 14 anos de prisão.